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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A Consciência do Silêncio: O Supremo Poder do Nada com a Força de Mil Sóis.

A Porta que se fecha e a mesma porta que se abre, assim como tudo aquilo que dizemos, é ouvido pelo próprio corpo. É no silêncio que a Consciência eclode e se faz autoconsciente, revelando, após eterno looping, tudo que realmente é; até que, finalmente percebamos que, cada lado é somente um, e que, cada porta que vemos fechar-se, na verdade está se abrindo.

Essa holografia coletiva em que se tornou a vida sobre Gaia; paradoxalmente, é vivida de forma individual; criando a realidade de cada ser, que se encontra diante dessa porta conhecida e conceituada como futuro: num processo que pode ser linear; trazendo mais do mesmo; ou pode ser mais uma espetacular descoberta, para o buscador de si mesmo.

Cada realidade correspondente a uma porta aberta, é análogo a vivência de um jogo (coletivo) virtual, aonde cada porta passa a ter a sua própria dimensão, como o universo de cada indivíduo, que obedece ao conhecimento que lhe é intrínseco.

A consciência criativa primordial, que as religiões batizam como Deus; é tudo o que há, e tudo o que é; é a Fonte Criativa que multiplicou fractalmente a si mesmo, transformando-se nessa própria criação, que não se reconhece enquanto criador, em consequência do hipnotismo projetado pela Matrix, que transformou esse corredor de infinitas portas, num pérfido espelho de si mesma, a fim de dominar e controlar, exercendo o escravismo como forma de poder.

Por isso, cada porta construída pelos condutores dos Tempos Modernos, e ornamentada pelo incontrolável apetite por poder, tornou-se o módulo de sobrevivência para o neófito, que adentra a realidade formatada por essa mesma Matrix, que congela e sacraliza cada crença limitante atrás dessa falsa porta.

Quando percebermos que, não há nenhuma necessidade de se abrir quaisquer dessas portas pomposamente exibidas pelo designe da linearidade, será o momento de desapega-se do escudo do medo e das memórias desse looping, reconhecendo enfim, que a Consciência, é a Sede da criação, e que esse, é o ponto zero da autoconsciência e do cessar de todo o drama humano.

A Matrix, perfidamente instituiu e legitimou, através da mídia, da filosofia e disciplinas similares; a psicologia do bater na porta, entrar pela porta, e até mesmo, arrombar a porta, para incentivar e motivar esse indivíduo, a fim de que ele chegue a algum lugar; expediente este, habilmente usado para ocultar o lugar do centro de poder autêntico, que é o próprio sujeito.

Portanto, quanto mais o dito cujo tagarelar, reclamando de sua condição, menos ele irá ouvir, e se ouvir. O poder do silêncio está sempre sendo quebrado pelas propagandas, filmes, novelas, ou por uma nova moda, que continuamente nos doutrina no incômodo e aversão a profundidade do silêncio. Portanto, sempre será proposta uma empatia ou uma ideologia descapacitantes, e até mesmo uma nova crença limitante para manter o indivíduo no lugar estabelecido pela classe, raça ou gênero. O objetivo do processo, é manter o indivíduo desacreditado de si, enquanto acredita e fortalece a Ordem e o Progresso instituídos como Lei pelo sistema escravagista.

Desse modo, o bom cidadão se condicionou ao debate exclusivo das pautas do momento, permanentemente expostas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação. De tal modo, as relações permanecerão numa interminável e improfícua discussão, até aproximar-se a um momento de completa exaustão, aonde enfim, possa se duvidar da existência das próprias portas. Até esse momento chegar, os acessos do silêncio continuarão surdamente a gritar no interior de cada coração emudecido, paralisado pelo intelectualismo que nos dói hoje.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A Tecnologia do Amor e Seus Ontológicos Efeitos Especiais

A Tecnologia do Amor como um processo único e atemporal, só pode ser definitivamente estabelecida, quando percebermos que, o solo, também é semente. É ser o presente que se dá, ao mesmo tempo em que também o recebe; na qualidade de doador e recebedor do Presente que se é. A tecnologia do Amor está no Espelho da menina desse olhar correspondente, que é recebido em simultâneo, em meio a intensa velocidade da Luz Maior, que é tudo o que é, e tudo o que há; aonde o Tudo está no Todo e o Todo também está em Tudo.

As mensagens de Amor ininterruptamente trazidas pelo vento, pela chuva, pela lua, pelo sol, pelas estrelas e por este próprio chão que nos sustenta, suspenso como Babilônico Jardim em meio a vastidão das moradas desse infinito Cosmo, são como cartas escritas em branco, que flutuam ao deslizar sobre os Arco-íris desse mesmo céu azul anil; Éden que transformamos em inferno privativo, quando enviesamos a diversidade das cores, entre os olhares criadores de alhos e bugalhos.

A tecnologia do Amor está naquele abraço que ainda não foi dado, e no beijo que jamais é negado, nas mãos que afagam, assam, assinam e acenam, sem olhar as roupas, os sapatos ou os pés descalços de um descamisado, colorido de melanina de cima abaixo, sem um pingo de proteína sobre as veias plenas de cafeína.

Na Tecnologia do Amor não existe a palavra “mais” e nem quaisquer outras palavras, expressões ou intenções condicionais; pois o ato de julgar, é o meio mais eficaz de se acumular futuros lamentos e penosas lamúrias, que inevitavelmente eclodirão nessas sementes lançadas e cultivadas pela mente inconsciente, sobre o solo desse Babilônico Jardim suspenso no espaço cósmico sem fim, transformando-o desse modo, numa das escuras esquinas da nossa assombrosa floresta de Fobos.

A Tecnologia do Amor exige um letramento sem alfabeto, palavras ou dicionários, já que o seu único manifesto se revela através do Sentir. Dessa forma, todo Sentimento torna-se uma realidade construída em sete mundos e dimensões, que deslizam sobre as sete cores desse Arco-íris, que pode ter a magnífica exuberância de um majestoso Prisma, fractalmente multifacetado; ou podem metaforicamente ter as cores imagéticas de um tabuleiro de xadrez, com seus respectivos personagens socialmente aceitos e assimilados por meio do decrépito conceito da Ordem e do Progresso, preconizado pelas peripécias carnavalizadas pelos Tempos Modernos.

Portanto, não há absolutamente nenhuma necessidade de certificados, nem diplomas ou qualquer espécie de formação, para operacionalizar essa Tecnologia Ancestral de ponta, presente em tudo que é, e virá a ser; pois quando ela, essa Tecnologia tiver qualquer possibilidade de falha, a vida se extingui. Portanto, tudo vive, tudo é vivo, somente pela semente do Amor, no amor e pelo Amor. O seu oposto, é o Medo, essa mesma emoção de onde se origina a raiva, a revolta e a mágoa, e todas os sentimentos que desestruturam e fragmentam o ser, que outrora, como inocente criança, era pleno de si. O necessário e urgente resgate dessa criança interior, se dá somente através do Amor e do desapego de todos os paradigmas e dogmas, aprendidos como verdades incontestes por este responsável adulto doloso.

  

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Kwanzza: Acreditar para Ver.

Quando a gente realmente puder internalizar que, tudo o que está dentro, está fora, e tudo o que está em cima também está embaixo, compreenderemos que tudo é energia, vibração e frequência, percebendo então que absolutamente tudo é consciência, e que, somente através da consciência é possível mudar ou modificar a realidade que nos circunda.

Após ter cognizado esta verdade universal, poderemos enfim entender, que todos nós, de fato, somos um; mas para acreditar e proferir a sentença “um por todos e todos por um”, devemos primeiramente acreditar em nós mesmos, para efetivamente poder acreditar no outro; de acordo com esse princípio universal preconizando que, o que estiver fora também estará dentro e vice-versa.

Portanto, é notório perceber que, quando procurarmos por algo, inevitavelmente encontraremos um espelho, que é precisamente, o espelho da vida. Ou seja, só podemos ver aquilo que pensamos e sentimos; se o movimento desse processo for produzido de forma inversa, vindo da direção contrária; do exterior para o interior; provocará em nosso íntimo uma emotividade avassaladora que, inevitavelmente estabelecerá um conflito peremptório de realidades entre o que há, e o que é.

E como afirma o adágio, sempre que procurarmos pelo amor, encontraremos um espelho. Da mesma forma que; para acreditar no outro, ou amar o próximo; primeiramente é necessário acreditar em si próprio e também amar a si mesmo; nesse caso, inferimos que esse é um processo que difere completamente do tão propagado amor romântico, que em última instância, exige que o outro se adeque aos seus desejos e vice-versa, surgindo assim, uma queda-de-braço relacional entre pares. Desse modo, o romantismo acaba por produzir códigos conflitantes, com barras de validade que regem a relação dos envolvidos no processo.

A relação com a outra pessoa, com a comunidade, e com tudo aquilo que nos circunda, deve se fundamentar justamente no acreditar para ver, e não ao contrário. Pois se assim não for, as realidades, interna e externa, sempre entrarão em confronto, e efetivamente nada acontecerá de acordo com nossas expectativas.

Portanto, esse é um processo no qual devemos nos tornar pessoas ativas e não pessoas meramente reativas; dessa forma, desde o momento que permitamos que nossas perspectivas substituam as nossas expectativas, o medo de errar já não fará mais sentido, visto que nossas ações deixarão de ser fundamentadas através da supremacia do intelecto.

Portanto, esse Acreditar, tem como base fundamental o discernimento e a liberdade do ser enquanto Ser. É dessa maneira que o tudo se faz presente no todo, e o todo se faz tudo. Teremos enfim, uma comunidade que reproduzirá o eco de sua fala, refletindo no espelho da vida a imagem do seu pensar, e devolvendo os seus atos com a ligeireza e agilidade de um bumerangue lançado em direção a seu alvo, sem os estressantes atributos disfuncionais, produzidos e reproduzidos pela competição e pela meritocracia como obstáculos a serem vencidos.

Acreditar para ver; esse é o conceito de fé que se encontra fora da caixa de crenças limitantes; caixa esta construída pelo processo de colonização e escravização. Os dogmas e paradigmas, como paredões intransponíveis, formam os limites dessa caixa que nos circunda enquanto cofre. Sendo assim, precisamos desaprender e desacreditar de tudo aquilo que nossos cinco sentidos asseguram ser legítimo; nesse processo de ver para crer contido e plasmado em suas masmorras, estabelecendo assim que, somente o que estiver em seus limites, deve ser aceito como real, e o que estiver fora, passa para categoria de mais uma mera conspiração de um alegórico chifrudo bíblico para desestabilizar o sistema.

Foi justamente dessa forma alegórica, que a vida foi transformada numa intrincada colcha de retalhos, limitando o mundo através de linhas, separadas por bandeiras, vistosamente traçado e costurado por caprichos e privilégios de um lado, tendo em seu avesso, as agruras da pérfida escravidão como um roto remendo tapando o buraco de uma gigantesca represa. Mas esse Ser humano, que é muito mais do que aquilo que acredita ele ser, agora não cabe mais em si, e nem em sua caixa de crenças limitantes, pois a premência pela liberdade no cerne de sua essência, grita mais alto do que a tertúlia com a escuridão que domina o interior dessa metafórica cela. A derrubada desses limites impostos pelo subjetivo sequestrado, exige o acreditar em si mesmo, como extensão de um propósito comunal, aonde somos um por todos e todos por um. Nessa fé em si mesmo, que chega quando o outro deixa de ser ameaça, motivo de desconfianças ou de julgamentos, é que o compromisso com os nossos pares se revela afinal, em seu potencial pleno de real valor, num Feliz ano Novo para Todos Nós...!!.

 

 

  

domingo, 15 de novembro de 2020

Kwanzza: A Criação Criativa Coletiva

Costumo passear pelas ruas da cidade a fim de observar as cenas do cotidiano acontecendo em tempo real em vez do tempo tempo virtual. Foi assim que, num dia comum, numa rua comum de numa cidade comum, ao lado de pessoas comuns; me deparei com uma incrível sacada comum de uma casa comum e vi um magnífico corredor de plantas exóticas intercaladas por incríveis flores ornamentais, cujas cores acintosamente refletiam, diante das sisudas e cinzentas paredes antagônicas, que tentavam em vão, apagar as intensas luzes por elas emitidas.

A cena graciosa dessa luz que se somava aos brilhantes raios de sol, despretensiosamente iluminava os recônditos da alma de cada passante e passarinho que alegremente zanzavam sobre a ilimitada generosidade de Gaia. Todo esse momento oriundo de um único ato aparentemente isolado, se refletiu por quilômetros nesse espaço comum, como consequência dessa vigorosa ação. Sendo assim, toda micro ação, invariavelmente se torna macro, por conta da tremenda luz que tal ação inevitavelmente emite.

Percebi, após esse vívido, luminoso e magnífico espetáculo que, só e possível viver numa sociedade pujante, a partir de uma comunidade que se identificar através de seus atos, como as magníficas flores fincadas no lugar das cruzes dolorosamente sacralizadas, para que esses atos envolventes, tal como a luz, pudesse se refletir em tudo e em todos ao seu redor.

Sendo assim, tudo que já foi, sempre será; se assim, a fala da comunidade comunicar; como um alegórico espelho que fractalmente refletem as nossas intenções, que nada mais são que sementes, cultivadas como as flores plantadas na sacada da própria casa. Ou seja, a Criatividade é exatamente como quaisquer sementes, que, inevitáveis dão os seus fractais frutos atemporais.

E assim, a cada luz que acendemos, o nosso ambiente se revela na dimensão de sua total plenitude. Portanto, temos a escolha de sermos criadores em vez de espectadores, ativos em vez de reativos, Ser em vez de não-ser. Deixemos pois, que a nossa luz ilumine a tudo e a todos por onde quer que passemos, para que cada flor, na sacada de nossa alma, ilumine as sombras de cada parede cinzenta que tente nos limitar. Deixemos pois, que nossa luz ilumine todas as ruas comuns, das cidades comuns dessa fantástica Comunidade humana, por onde quer que passemos, para que cada flor semeada por nossa alma ilumine as sombras de cada parede cinzenta que se atrever a nos limitar.

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sábado, 14 de novembro de 2020

Kwanzza: O Caminho Comum.

As Narrativas dominantes catalogadas e categorizadas como verdades únicas, produzem a tonalidade do som, desse metafórico chicote que dança ao ritmo da melancólica ária executada ao fundo das propagandas, ilustrando livros didáticos, políticos e jurídicos.

A trilha sonora desse dantesco drama, que é encenado diuturnamente no transcorrer dessa perpétua feira mundial do Mercado Infame, como a atração principal que tem como função, desviar a atenção dos neófitos consumidores, que são dialogicamente consumidos pelo sistema distópico desse mercado.

Com nossos cinco sentidos, restritos unicamente a nossa área emotiva, uma vez delimitada pelas contínuas produções e reproduções oriundas do frenesi desses mesmos sentidos, cria um processo, que nos impede de produzir um determinado espaço-tempo que possibilite a cada um, criar aquele sagrado momento de nos olharmos enquanto co-criadores de todas as realidades vigentes em nosso caminho, individual e coletivo.

Nesse sentido, o nosso propósito de vida, e na vida, acaba por se limitar a essas nuvens, aonde guardamos nossas reproduções do mundo virtual que salvamos como representações do repetitivo filme dessa vida; filme aonde os personagens são acondicionados em escaninhos e expostos pelas vistosas vitrines do Mercado Infame contemporâneo dos Tempos Modernos. Desse modo, preso a esse processo continuo, o coletivo adormecido perpetua seu previsível comportamento subjetivamente solícito e submisso.

Portanto, a vocação para um compromisso coletivo, só pode ser suscitado a partir da assunção do compromisso consigo mesmo, na intersecção de uma construção de sua própria história com sua cultura comunitária. Dessa maneira, a Finalidade desse Comunismo nos faz sair do foco direcionado ao próprio umbigo, para medir o todo como tudo. Dessa forma, nos reencontramos na comunidade de forma construtiva e positiva.


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Kwanzaa: O Caminho dos Comuns

Cotejando o nosso antepassado com a atual conjuntura, observamos que nossos ancestrais, os povos indígenas e os povos africanos, consideravam a terra um bem comum, assim como tudo que nela existia, já que a Mãe natureza os presenteavam com própria vida ao produzir tudo aquilo necessário à sua existência; portanto, o bem viver era a esperada consequência de todo aquele harmônico contexto vigente. Quando qualquer desarmonia era apontada, era sempre referente a períodos de escassez das fontes, fossem de água ou de alimentos numa determinada região, mas nunca por motivos disputas territoriais ou correlato.

Mas eis que a colonização do Tempo e do espaço dos Tempos Modernos, trouxeram a arrogância leniente do citadino, que se outorgou a qualidade de civilizado em sua vã tentativa para controlar a natureza colocando-a a serviço de suas cobiças e caprichos. Dessa maneira, ele idealizou juridicamente o conceito de Estado, enquanto religiosamente formulava o conceito de propriedade privada e convencia a população a abandonar o campo e o seu trabalho na plantação, para viver na cidade e possuir um chefe de produção.

Desse modo, iniciou-se o Infame Mercado[1], com o atual codinome de capitalismo, cuja estrutura inicialmente foi gerenciada por uma intrincada facção de Missionários, Mercadores e Mercenários; mercado este que hoje é controlado pelos clãs que compõem as famílias tradicionais, herdeiras da infâmia e dos espólios adquiridos em meio a um mar de sangue, suplícios e terror.   

Esse dantesco e distópico cenário, delineia de forma breve e concisa a atual conjuntura de perene escassez especificamente planejada e direcionada à massa populacional mundial, enquanto o monopólio da abundância é dirigido exclusivamente para as famílias tradicionais, herdeiras dos espólios de seus antepassados.

O resgate da decência humana, incide fundamentalmente na urgência de revisão desse contrato social, outrora conferido por essa infame estrutura que fundamenta a ansiada civilização. Portanto, a força econômica coletiva em lugar do monopólio financeiro aferido pelos clãs escravagistas, exige por uma responsabilidade que também seja coletiva, já que as necessidades comuns da massa populacional, diferem diametralmente dos caprichos escusos das famílias tradicionais. O apoio mútuo as necessidades comuns desse coletivo, é a retomada do caminho a dignidade perdida da pessoa humana; iniciando pelas quebras dos paradigmas necessário ao processo, que, consequentemente implicará na quebra desse Mercado infame, conhecido pela alcunha leniente de codinome capitalismo.

 



[1] Era o termo conhecido para se referir ao Tráfico de Escravizados africanos. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Kwanzaa: Um Por Todos, Todos Por Um...!!

Tudo que está dentro, está fora; assim como o que está em cima, também embaixo está. O Tudo está no Todo, assim como o Todo está em Tudo. Dessa maneira, podemos observar que tudo está interligado, tudo é Um.

Antes da chegada dos colonizadores, o único cristal refletor conhecido era a superfície da água, aonde todos podiam se ver juntos, enquanto coletivo humano; e observando o reflexo das estrelas, eles podiam se ver lado a lado ao majestoso brilho da lua, voando junto a um incrível pássaro ou mesmo no topo de um colossal cedro.

Mas chegou o infausto momento em que, todo esse espetáculo imaginativo, juntamente com a generosa terra que lhes davam vida, foi trocado por meia dúzia de espelhos artificializados, individualizando assim, cada imagem-ação daquele coletivo humano, fazendo assim, com que o sujeito deixasse de enxergar no outro o seu próprio espelho, aonde todas as suas qualidades e sombras se projetavam de volta; e aonde ele; como o outro, se descobria em si mesmo.

Já que somos produtos do ambiente em que vivemos, somos também a soma de todas as pessoas com as quais convivemos. No conceito Ubuntu consta que; análogo a energia, a vibração e a frequência; somos cotejados a uma nota musical e, juntos, compomos a sinfonia das esferas. Sendo assim, caso uma das notas dessa celeste sinfonia venha a desafinar, afeta toda a harmonia da canção universal. Do mesmo modo, quando alguém se desiquilibra, física ou psicologicamente, devemos todos contribuir, na prestação de um serviço solidário e fraterno, para que essa pessoa restaure seu equilíbrio e a canto da natureza outra vez se harmonize.

A responsabilidade para consigo mesmo não difere da responsabilidade com o espaço em que nos encontramos. Ato contínuo, um complementa o outro, pois ambos, o espaço interno e o externo, como extensão, se completam; A Parte e o Todo, são Um; aonde reinar quaisquer elementos desequilibrante, a origem de tal desiquilíbrio é interna. Portanto, a auto responsabilidade ressoa como causa e consequência da consonância do ser como Um Todo.

Consequentemente, ver-se no outro, fazendo para aquela pessoa exatamente tudo aquilo que você gostaria que a ti ela fizesse, é o caminho para se enxergar o mundo, não mais por meio do espelho colonizador trazido pelos Mercadores, Missionários e Mercenários oriundos da escuridão cavernosa do mundo de Alice, mas sim, do olhar fidedigno, lúcido e puro da alma que vê através do coração.

 

 

 

domingo, 1 de novembro de 2020

Kwanzaa: O Poder de Ser o que se É...!!

 

Nos dias atuais, já está bastante notória e pública a percepção de que somos condicionados social e biologicamente. Ou seja, a grosso modo somos produtos do meio. Tudo aquilo que sabemos vieram através dos nossos pais, amigos, parentes e das instituições oficiais, tais como escola, a igreja, universidade, etc. e não através da nossa própria pesquisa aliada ao necessário discernimento.

Da mesma forma, é evidente perceber que o ser humano prefere lidar somente com tudo aquilo que ele conhece do que com o desconhecido. Se ele sente uma dor, o doutor lhe prediz o medicamento; se ele tem uma dúvida, o psicanalista lhe indica a direção; se ele tem uma carência qualquer, recorre ao parceiro ou parceira, aos companheiros, aos amigos, aos pais, ao pastor, padre ou qualquer um que confie para suprir essa lacuna.

Sendo assim, tudo o que sabemos vem de fora, vem do outro, mas especificamente, vem de um sistema controlado e dominado por esse outrem que produz e conduz nossos saberes e quereres. Ou seja, nesse pérfido processo, nos habituamos a permanecer nessa caixa dos saberes limitados e controlados meritocraticamente pelo sistema estabelecido, que formatam a nossa zona de conforto, e que habilmente substituiu o cruento espetáculo do pelourinho e do chicote em praça pública.

Dessa maneira, a nossa metafórica bússola é norteada pelas Tecnologias de Informação e Comunicação que controlam totalmente esse sistema religioso, jurídico, social e psicológico, que nos define e nomeiam, determinando hereditariamente os nossos destinos enquanto sujeito histórico.

O ser humano, por ser avesso as mudanças, passivamente se aninha ao cárcere mental dos Tempos Modernos, perfidamente instituído pelo sistema, ao passo que o defende aguerridamente sempre alguém lhes aponta quaisquer possibilidades diferentes das que são postas em seu cotidiano senzalíneo.

Portanto, o processo maiêutico e diatópico necessário para reconhecer os limites desse ninho-casulo e se desafiar, como a crisálida em busca do seu voo de libertação, é um ativo e permanente repto a si mesmo enquanto o processo perdurar. Desafiar a verdade estabelecida e veiculada pela mídia, como sendo uma verdade única e absoluta, à primeira vista, não é algo tão fácil, principalmente quando essa verdade é patenteada pelo sistema e legitimada pelo inconsciente coletivo; do mesmo modo que foi feito com a figura de um humanizado Deus absolutista propagandeada pelas religiões, que se arraigou e tem prevalecido no inconsciente, controlando o subjetivo do indivíduo.

Dessa forma, deixamos de ser humano, para sermos um mero produto manipulado por esse sistema controlado pelo Deep State, com a função única de figurantes e de combustível alimentador do midiático e espetacular armagedom universal. Essa é a face do atual cenário que lapidou o nosso ser e nosso proceder, enquanto indivíduo de inteligência artificial, robotizado e manipulado através das emoções suscitadas pelo sistema canibal.

A auto definição, resgatada através da auto responsabilidade, nos coloca como nossos próprios salvadores, quebrando assim, a eterna espera pelo salvador da pátria prometido pelo sistema de representação política instituído pelo Estado escravagista contemporâneo. Dessa forma, todos os paradigmas devem ser quebrados, tais como as ideologias descapacitantes que pregam a esperança como uma fórmula quase divina para se atingir um inequívoco futuro ilusório.

Essa conjuntura que, inteligentemente transforma o indivíduo num ser meramente reativo, retira toda a sua capacidade de ação e a sua potência enquanto sujeito histórico. Portanto, assumir definitivamente a responsabilidade para conosco mesmo ao nos definirmos enquanto pessoa efetivamente livre, recusando todas as crenças limitantes com as quais nos condicionaram durante toda a vida, é o princípio da emancipação do nosso Eu, a fim de rechaçar essa escravidão mental, que, como presente de grego, foi maquiada e legitimada pelas instituições do Deep State enquanto zona de conforto oficial, substituta do cruel pelourinho e do látego brutal. Se assim não for, continuaremos indefinidamente a aguardar pela permissão para que um dia sejamos nós mesmo.

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

kwanzaa: Uma Breve Consideração Acerca do Conceito de Ubuntu

Eu Sou a Luz de Gaia refletida sobre o segredo das Águas bulidas pelos Silfos e aquecida pelas Salamandras. Eu sou os Diamantes e as preciosas Pedras que adornam os mais íntimos recônditos de Urântia; Eu sou parte dos registros da história humana, que são carregados e protegidos por golfinhos e baleias através dos mares de Gaia; Eu Sou tudo que É, Eu Sou Tudo que Há.

Eu Sou o brilho das Estrelas, Sou a Existência em cada Planeta, Sou o gorjeio de todos os pássaros, o Arco-íris de todas as flores, o Mel e o pólen; Sou a Chuva que rega a Semente de Amor; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu Sou Aqui, Eu Sou ali; Eu Sou a Perfeição eterna e imortal; Sou porque Sou; Sou Tudo, Sou Todos e Sou Um; Sou o Inominável com todos os Nomes. Sou o Princípio, o Meio e o Fim. Eu Sou aquele que oferece o Presente, Eu Sou o Presente e Sou aquele que recebe o Presente.

Eu Sou Asas, Sou Chão, Sou nuvens no avião e neve no vulcão; Eu Sou as Lágrimas dos Risos soltos no arroubo da alegria incontida; Sou Rio, Sou Mar, Sou Terra, Sou Ar; Sou os abraços e afagos brincando de mãos dadas com a pessoa amada; Sou o mesmo lado da moeda, do Reflexo e da Imagem. Eu Sou o Tempo antes do Tempo, em Sendo, Sou até sem Ser; Eu Sou ilimitados Ciclos Fractais infinitamente refletidos em cada ser; Eu Sou, porque Somos; Porque sim, Somos Todos Um...

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Etimologias da Escravidão

Deixar-se dominar pela palavra alheia é ceder o próprio centro de poder ao interlocutor que se coloca na condição de usurpador, quando essa fala premeditadamente ou não, provoca emoções desiquilibrantes, dando vazão a crenças limitantes ocasionadas através de empatias e ideologias descapacitantes, introjetadas como dogmas e paradigmas dominantes no subjetivo do indivíduo.

Da mesma maneira que, tudo aquilo o que pensamos ou fazemos, tem retorno em seu devido tempo, a palavra também é um infalível bumerangue. Sendo assim, do mesmo modo que, todo e quaisquer sentimentos são sementes alqueivadas, toda palavra emitida se reflete no espelho da existência. Ou seja, todo e quaisquer fatos ocorridos no caminho do indivíduo, é estabelecido pelo próprio sujeito. Como bem diz o Mestre Sananda, não há escapatória para tudo aquilo que o ser humano pensa, diz ou faz.

Portanto, o processo de pensar, sentir e falar, tem sido a Magia Poderosa mais vulgarizada e propositalmente banalizada, a ponto de não nos darmos conta de que, ela, é a única construtora de toda e qualquer realidade que o indivíduo e a sociedade têm vivenciado no momento atual.

Sendo assim, aquele que reage, quando se deixam levar pelas emoções, diante das palavras que lhes são mau ditas, admitindo assim, não fazer uso do discernimento, para então, entrar num jogo; sem ter a mínima noção das regras regentes do mesmo; voluntariamente assume o papel subalternizado da narrativa em curso. Ou seja, cabe ao mesmo indivíduo a função única de alimento no banquete dos comensais, e de combustível para o automóvel do anfitrião da Casagrande republicana dos Tempos Modernos.

Esse pérfido processo, de acondicionamento da palavra, é o principal motivo da existência da religião e da academia, já que ambas foram os principados que se outorgaram a competência e a legitimidade do adorno gongórico das palavras de efeitos emitidas como verdades. Foi assim que a mídia se tornou a porta-voz desses escravagistas contemporâneo ao substituir a Senzala pela Zona de Conforto criada pela psicologia durante a transição dos modelos escravagistas antigo para o contemporâneo.

Essa zona de Conforto, aonde o cidadão tem a sua falsa sensação de liberdade alimentada por um pseudo livre arbítrio, faz com que o cidadão dito de bem, não se aventure fora da liberdade condicional concedida, recebendo tudo de bom grado e jogando de acordo com as regras que ele juga conhecer.

A conceituada zona de conforto é globalmente cercada pelas palavras emitidas pelos noticiários, propagandas e pelas emocionantes novelas e filmes de mocinhos que sofrem e se vingam, mutilando, torturando e matando, e no final, se transformam nos heróis, modelos a serem seguidos pelos infantes de hoje, que foram os ingênuos de ontem.

Portanto, os valores negativos assimilados e introjetados durante esse intenso e contínuo processo de lavagem cerebral, agrilhoam o indivíduo em grades conceituais, erguidas somente com palavras. São sobre esses mesmos valores assimilados pela massa populacional, que são erguidas e fundamentadas as premissas e os precedentes que irão determinar as condições desse indivíduo enquanto sujeito; consequentemente, ele aceita essa liberdade condicional como libertação real, comemorando as efemérides que cercam a sua Zona de Conforto atual.

 

 

 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Ensaio Para a Cegueira

Nossas Considerações Acerca da Cegueira Humana suscitada por meio da Estratégia Planejada da Pandemologia contemporânea dos Tempos Modernos, inevitavelmente passam pelos incontáveis sofrimentos recorrentes e decorrentes da acirrada competição entre os próprios pares, além da pérfida meritocracia instigada entre iguais, que tem deixado seus rastros expressos nem questões, cujos artifícios capitais se fundamentam na divisão de raça, de credo, de gênero e de classe; questões essas que são exaustivamente agenciadas, propagadas e propagandeadas por esse sistema distópico, perpetrado através dos séculos, como uma prática ordinária de negócio no Mercado Infame contemporâneo.

Essas famigeradas distrações suscitadas através das questões raciais e sociais produzidas e fomentadas pelo Estado distópico, faz com que a humanidade se esqueça de que está aqui somente para observar, crescer e amar; mas o sistema desenvolveu seu engenhoso método, com o intuito único de administrar o subjetivo do indivíduo, a partir do momento que provoca e controla as emoções do dito-cujo através das suas principais instituições.

Portanto, os valores descapacitantes, produzidos e dominado pelo Estado colonizador, que são transferidos ininterruptamente através do sistema educacional e da cultura massa, tem apresentado até o momento, o seu aparente sucesso na inserção dos dogmas e dos paradigmas que norteiam a subalternidade desse indivíduo ao fazer habilidoso uso da religião e da mídia; mantendo desse modo, essa pessoa submissa e presa a tais valores, enquanto paradoxalmente, a conserva como uma das mais fiéis e aguerridas defensora do próprio sistema que as escravizam. 

Nesse metafórico e caótico campo de guerra psicológica, é notório perceber o vai e vem de muitos cegos guiando outros tantos, em meio a suas incessantes tagarelices que arruinaram o seu sentido de audição ao ter a ciência da sua aptidão em escutar tudo, sem, no entanto, conseguir ouvir absolutamente nada.

Dessa maneira, a caixa de crenças que limitam os cinco sentidos, tem o seu invólucro sedutoramente revestido com o papel do presente de um futuro virtual, amarrados com os holográficos barbantes dos discursos retóricos da religião, da política e de uma história manipulada e convenientemente distorcida pelo cadente sistema escravagista contemporâneo. Somente à pessoa escravizada cabe o ato de derrubada dos limites que a cerceia; mas é elementar a necessidade primaz de se enxergar tais limites, para que ela possa se localizar diatopicamente nesse cenário de luz e sombras que ocultam os movimentos e as jogadas nesse xadrez distópico.

Portanto, todo o desenrolar desse cenário vai depender da tomada de consciência desse indivíduo enquanto sujeito de sua própria história; essa é uma missão que, uma vez praticada no âmbito do micro, inevitavelmente vai atingir, de forma exponencial, a todo o âmbito macro. Abrir os olhos, em meio a tempestade de Abrolhos, requer a coragem e a determinação de quaisquer prisioneiros, que devem ter como princípio sagrado, o dever da fuga como consequente Libertação ou, se perpetuar em seu coletivo ensaio para a cegueira.

  

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Considerações Acerca das Ideologias e Crenças Descapacitantes Perpetuadas Pelos Professores

A história oficial, tal como a mídia atual, manipula e deturpa, com pérfida habilidade, a realidade; a fim de atender as conveniências e caprichos daqueles que acham que detém, sem pudor, o poder. Essas informações oficializadas pela história, formatam a nossa memória passada, presente e futura, que é acondicionada em vistosas caixas de crenças limitantes e paradigmas paralisantes.

Suspender essas crenças e paradigmas que nos engessam, seria ousar derrubar as paredes dessa caixa de crenças e ideologias limitantes, dando início a um heroico processo de desaprender tudo aquilo que faz o nosso espírito criativo se prender. A história busca validar os valores da memória ao sequestrar o subjetivo do indivíduo e o inconsciente autoconsciente do sujeito no traçar da trajetória em busca de si mesmo, em meio a narrativa de sua própria história. 

A tendenciosidade histórica que fundamenta o controle da cultura, e consequentemente, domina o passado factual e dita um futuro virtual dirigindo os olhares, os passos e as atitudes do neófito, transformando-o num mero produto exposto na vitrine capital desse contemporâneo mercado de valores medievais. Essa história que mascara a memória, é que cria cada holografia projetada sobre as paredes das cavernas internas do ser cativo em si. Essa prisão inexistente, encarcera exclusivamente aqueles convertidos em crentes, enquanto os quânticos observam em prantos de compaixão, as quezilas e quebrantos empedernidos produzidos no centro de cada coração.

Professores são Mestres, portanto, devem estar despertos diante desse mundo virtual que escandalosamente oculta o sobrenatural, como se fosse uma praga medieval, ou uma antiga pandemia repaginada e atualizada, que nos afasta da vida ao ser trocada por promessas políticas ou empresariais exaustivamente propagados a cada coito eleitoral. Professores que ainda mantém esse estado pandêmico de liberdade condicional por via virtual, deveria desaprender o que ele considera ser normal, voltando-se para a verdade da humanidade real, ignorando a vontade empresarial que cerceia, transformando o mundo numa Senzala comercial.

Essa honra de regressar a si mesmo, como um processo de retorno a própria casa, é um processo que se encontra presente em Gaia enquanto uma Escola Universal. Muitos mestres escolheram repetir o ano, pensando que tudo isso não passasse de um ledo engano, enquanto a memória e a história de cada educando, se entrelaçando, formando então o tapete xamã que ornamenta o quântico caminho do Rei dos Reis. Enquanto a história for um fator decisivo e peremptoriamente definidor dos rumos da presente memória holográfica, os mestres continuarão como reféns desse distópico e decrépito sistema cadente.

Dessa maneira, o ardiloso e didático fruto proibido continuará a ser um pedagógico produtor de pecados para os neófitos crentes e para os perdidos descrentes de si mesmo enquanto criador e criatura do próprio universo, cuja história é narrada em verso e prosa pela oralidade em progresso, e por outro lado, é manipulado em ponto e vírgula pela escrita escriba estratégica do sistema cadente, mantida pela mente dominada pelas holografias das marcas, barras de validade, efemérides, classificação e categorizações históricas, jurídicas e religiosas. Portanto, diante de tudo isso, Nós, Professores Despertos, asseveramos que não buscamos implantar nenhum processo de Revolução, mas sim, uma Metodologia de Evolução, para o caminhar de uma humanidade de fato e direito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O Paradoxal Processo Constitutivo do Pensamento-Ação.

A renitente razão que sustenta o pensamento humano, reside na mesma tenacidade com a qual ele persegue os motivos da existência dos raios do sol, deslembrando a mínima consciência e sensibilidade do que a sua luz e capaz de proporcionar. Essa metáfora é análoga aquela simbologia que ilustra um intelectual entrando num carro e buscando saber exatamente de que maneira funciona o motor, a transmissão, a capacidade de autonomia, etc. em vez de simplesmente dirigi-lo até aonde deseja ir. É desse modo que a ciência se comporta quando não consegue explicar algo que foge ao seu controle, ela então toma como ameaça, criando imediatamente um conceito como forma de justificar o processo, instituindo um argumento ao classificar e categorizar os mecanismos da sua razão, tecendo ilações, hipóteses e considerações análogo ao “efeito placebo” ou quaisquer coisas relativas ao campo do psicológico.

Essa caixa de conceitos que traçam os limites de todas as ideologias descapacitantes criadas pela ciência, através do monopólio da produção de conhecimento, tem o seu sedutor invólucro holográfico, protegido pela religião e pelo sistema educacional instituído pela Matrix, como fator determinante na manutenção da escravização mental condicionando social e biologicamente esse indivíduo, que é submisso como quaisquer cobaias de laboratório dos Tempos Modernos.

A divisão racial, de classes, de credo e gênero são os combustíveis essenciais na construção e manutenção desse pérfido processo escravagista, já que esses mesmos elementos, são os alimentos tragicômicos que sustentam e desviam a atenção dos elementos quânticos que constituem o sujeito em sua essência.

Portanto, o citado processo implanta e instiga no indivíduo, a necessidade perene da busca pela sobrevivência, como forma primordial de conviver nessa selva capital arquitetada e fundamentada unicamente através da lei da competição e da meritocracia. Esse método, amplamente fomentado e promovido pela Matrix, alimenta o indivíduo com notícias e informações, nutrindo esse sujeito inflado de títulos, diplomas e certificados, com uma razão calcificada com pós-verdades dogmatizadas, que invadem e inflam o pensamento ansioso que edifica e fortifica o muro protetor do ego.

O heroico ato de romper com essas estruturas que fortificam e protegem o absolutismo do ego, reside no reconhecimento dos limites por ele imposto e no desafio de romper com esses limites que fundamentam nossos paradigmas e dogmas instituídos pela religião e pela ciência como verdades absolutas.

Enquanto a nossa dieta se reduzir aos itens fornecidos pelo cardápio de crenças descapacitantes, a capacidade de questionar os limites que nos cerceiam, permanecerão com a agradável e falsa aparência que protegem essa zona de conforto, que funciona como abrigo, nos resguardando dos fictícios demônios que nos rodeiam, além de assaltos, violências e correlatos produzidos pela Matrix no cotidiano. 

Para desconstruir esse pérfido roteiro, é necessário perceber que, as causas e as consequências são frutos de uma mesma árvore, e que, é a própria árvore que deve decidir por seus frutos, compreendendo que pensamento é semente, perceberá enfim o neófito que, ao plantar pimenta, jamais se colhe morangos.

Desse modo, um novo processo tem seu início demarcado; e esse processo que repousa na consciência, tem no debelar dos pensamentos, o único meio para lograr sucesso, quando a lei universal sentencia que, tudo aquilo que emana do coração e da mente do ser humano, a ele, a seu tempo, invariavelmente retorna. 

Portanto, seria um contrassenso pensar e agir de uma maneira, e na contramão, esperar um resultado diverso. Toda semente-pensamento germina a seu tempo; não há escapatória para tudo aquilo que o homem pensa, diz e faz. É dessa forma que o bom viver pode se transformar numa bela e gostosa aventura, deixando de ser um pesado compêndio de deveres e obrigações; ou não.

 

 


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Na Alegria de Ser o que Se É...!!



A Alegria e a Simplicidade são os Únicos Remédios genuinamente eficazes para se curar Todos e quaisquer Males existentes no mundo e no corpo, pois é exatamente dessa mesma forma, quando seguimos o caminho inverso, que criamos as nossas metafóricas sombras; como o ferro que afia ferro; é justamente através da Alegria e da Simplicidade, que iluminamos todas as células conscientes que compõem e organizam o nosso corpo, além dos órgãos que constituem os governos do mundo.



Enquanto a nossa atenção estiver sendo dirigida para tudo aquilo que gera o Medo de viver e de morrer, estaremos também nos desviarmos da Alegria de existir e de conviver; e isso nos traz o terrível temor, o fardo e o infortúnio imposto por aquilo que as religiões combinaram batizar com o nome de inferno. Portanto, a formidável função da bíblia, ao personificar a figura do Diabo, do inferno e de um disfuncional Deus cruel e vingativo, foi justamente no intuito de  perpetuar o pérfido artifício; imaculado e perene; da escravização, através dos Tempos Modernos.  

O método proposto a fim de descolonizar essa figura sacralizada e patenteada pela religião, que habilmente personificou o sublime e inominável divino, o criador de todas as coisas, desde sempre foi um método que se apresentou como a maior ameaça ao status quo desse rentável negócio em que se transformou a religião; esse mercado aonde a igreja detém os infames rendimentos desse milenar comércio que está sendo a escravização humana, que até o momento tem regido o destino do mundo. 

Ironicamente, foi precisamente através das crenças descapacitantes impostas pelas religiões, hipocritamente prevalecendo-se do nome dessa fictícia figura divina, que os próprios escravizados fazem uso para defender, de forma aguerrida, a sua condição submissa e o seu cativeiro, ambos fundamentados nos valores enviesados estipulados como dogmas sagrados.

A desqualificação das propostas trazidas através do processo do despego dessa sacralizada imagem, que uma vez patenteada, foi transformada numa pesada âncora, que representa justamente o subjetivo sequestrado do indivíduo enquanto sujeito; transformando assim, esse processo num exercício extremamente complexo, mesmo que assaz simples, fazendo com que, em meio ao metafórico dilúvio social e existencial, consentíssemos perder a consciência de nossas próprias asas.

Portanto, podemos inferir que, este não é um processo revolucionário, mas sim, um processo Evolucionário, que procura tirar a humanidade do parquinho de diversão em que se encontra, direcionando-a para sua fase adulta, de autoconsciência e de auto responsabilidade para consigo mesmo.

A existência por si só, já deveria ser uma completa alegria; mas, optamos por carregar o peso das representações, conferidas como verdade pelas instituições estabelecidas pelo sistema escravista vigente. O modo de pensar do ser humano se definiu pela avaliação do objeto, classificando e categorizando tudo aquilo que foi convencionado e considerado como realidade concreta, a fim de possuir a sensação e a satisfação de estar no controle de sua vida.  Portanto, o seu sentimento é a causa e a consequência de tudo aquilo que se manifesta em sua vida, sem que ele se dê conta desse incrível e fantástico processo movimentado por ele mesmo, e que é gestado no imo do seu subjetivo sequestrado e submetido ao sistema escravagista governado pelo Deep State.

Desse modo, o indivíduo orgulhosamente participa desse jogo, aonde a competição e meritocracia sempre segue o arbítrio do ruidoso e pomposo ego. Nessa concorrência antropofágica, a vitória invariavelmente sempre traz a forte e momentânea  sensação de uma alegria pífia e fugaz, pois essa mesma pseudo felicidade, como quaisquer produtos capitalizados, já vem com suas barras de validade vencidas; se revelando assim, como uma autêntica vitória de Pirro.

Enquanto o indivíduo primar exclusivamente por um reconhecimento que exponha o seu nome fixado no mais alto pódio, escrito em letras garrafais e neon, acompanhado por uma fanfarra e balões coloridos, a Simplicidade e a Alegria genuína jamais terão lugar de destaque na existência do dito-cujo. Dessa maneira, como um viciado, ele se tornará dependente do reconhecimento alheio para estimular seu estado de espírito a fim de sentir-se vivo. Esse pérfido processo, habilmente perpetrado pelo sistema escravocrata vigente, foi transmitido, assimilado, socialmente aceito e banalizado; sendo enfim; transformado em forma de lei, regras e tratados, pelas instituições oficiais do citado sistema.

Essas pós-verdades, em forma de dogmas e paradigmas, depois de institucionalizadas e sacralizadas pelo indivíduo, de acordo com a vontade dos administradores do sistema-Matrix, se tornaram intocáveis. Dessa maneira, o cidadão de bem se transformou num produto manipulável e de Inteligência Artificial, só precisando responder aos estímulos do sistema que o administra como tal.

O processo de Despertamento nesse contexto em que o bom cidadão se encontra imerso num mar de Ordem e Progresso, tornou-se um magnífico exercício Evolucionário; pois traz em si, o paradoxo de ser um processo exclusivamente individual, ao mesmo tempo em que se revela como um processo coletivo. É simplesmente dessa forma que as andorinhas alegremente fazem o verão e os galos, com seus cantos, tecem as manhãs; e também é dessa forma, elegante e refinada, que a natureza humana deve tornar a ser verdadeiramente humana, ao priorizar a simplicidade e a Alegria, em detrimento do impávido colosso em que foi transformado seu ego.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A Cruel Robotização de um Poema em Carne Viva

Todas a cores da história se encontram registradas no imo da nossa memória; todas as dores da memória, estão profundamente marcadas na fronte e nas costas arcadas da natureza viva, geografitada nas digitais dos geoglifos da Mãe-Terra, sobre pautas que respiram as notas musicadas em cada poema melodicamente gritado, desde as profundezas desse silêncio que reverbera no eco de cada pensamento, emitido pelo silente cantador. E assim, tudo se faz; assim tudo é.

Os diversos tons da vida são muito mais do que meros cinquenta tons de uma mesma cor, visto que, a computação de suas miríades não se faz através do conceito linear. As cores, composta pela emissão da luz, dentro das suas devidas vibrações, definem e conceituam a natureza manifesta e invisível, tanto para os distraídos olhos de um absorto daltônico, como para o sensível olhar de um refinado artista.

É dessa forma que, a natureza morta pintada por um daltônico, pode se expressar por meio de algumas dezenas dos cinquenta tons de cinzas existentes, enquanto na vida real, essa expressão ocorre fora da superfície visível exibida pela tela midiática. Ou seja, somos artistas, artesões e arquitetos de tudo o que há nessa estrada da vida, aonde o que houver no caminho, é caminho. Já que, absolutamente tudo que vislumbramos nessa estrada, são simplesmente manifestações daquilo que sentimentos, e que metaforicamente, grafitamos nos metafísicos muros da vida, após ouvir e escutar, olhar e ver as expressões do estrondoso silêncio de Gaia; nossa Mãe natureza; essas expressões são impressas na luz de cada alvorecer, esperando que o artista possa despertar e se servir na produção de sua refinada e elegante obra-prima, arquitetando cada aurora como Presente de um novo agora.

Assim como os galos observados pelo poeta, que os viu, com seus cantos, tecer cada alvorada de sua existência, o despertar de uma nova aurora também é de responsabilidade da sapiência desse coletivo humano que se afirma único, entre os bilhões de outros planetas semelhantes, irmãos e análogos, suspensos na tela sem pass-par-tour desse Universo fractal, com seus incontáveis Multiversos existentes na infinidade do Cosmo.

Portanto, no palco da vida, somos nós que escolhemos ser protagonistas ou espectadores da nossa própria existência enquanto indivíduo tacanho, protegido no confortável interior do seu casulo essencial, ou enquanto sujeito humano que se soma ao brilho fractal irradiado pelo Big Bang original.

Por isso, podemos inferir que, viver é uma arte que pouquíssimos estão dispostos a assimilar, e menos ainda, dominar; visto que nessa arte se encontra todo o hermetismo, que desafia o pensamento e o intelectualismo do indivíduo enquanto um ser integral, parte das forças da natureza; já que; paradoxalmente, o pensamento intelectualizado pela egolatria, busca unicamente o domínio e o total controle sobre as forças da própria natureza, rechaçando o conhecer a si mesmo, enquanto uma força  integrante dessa mesma natureza.

A existência da academia, enquanto causa e consequência do escandaloso processo de colonização mental de todos os Tempos, impõe as diversas disciplinas, compartimentadas de forma assaz habilidosa, com o único intuito de impedir que o indivíduo conheça a si mesmo; enquanto que; paralelamente, fragmenta a Arte como uma disciplina de valor, que contém em si, todas as outras disciplinas do currículo; sendo essa mesma arte, o cimento metafórico que une a todas como um Todo, na construção do sujeito como parte do Tudo.

Parafraseando o poeta anônimo, a arte existe porque a vida não é suficiente. Ou seja, somos criadores, além de sermos a própria criação. Sendo assim, metafórica e metafisicamente, somos quem dá o Presente, quem recebe o presente e também somos o próprio Presente. Portanto, para adquirir o conhecimento e a sabedoria dos seres sapiens de si mesmos precisamos urgentemente desaprender tudo aquilo que foi patenteado pelo intelecto. Este é o único caminho para efetivar a abolição dessa escravização mental a qual estamos submetidos durante toda a nossa existência, em que, cerca de 80% de nossa força ativa ainda pertence aos escravocratas dos Tempos Modernos.

Esse sutil processo emancipatório, exige o desapego, o heroísmo e a coragem para enfrentar esse medo do protagonismo que nos foi imposto pela violência propagada e propagandeada pelo Deep State. Esse método artístico de emancipação total, pode ser observado na alegoria das flores vencendo os canhões, visto que, uma guerra só pode ocorrer quando os próprios soldados por ela decidem. Quem sabe, faz a hora, os dias, os meses, os anos, a vida. Tudo acontece no aqui e agora, sempre presente como uma tela em branco a ser trabalhada.

O boxeador Mohamed Ali e dona de casa Rosa Parks trouxeram essa mensagem até nós, mas aparentemente a mesma mensagem foi escrita num idioma ancestral, certamente num dos idiomas falados em torno da Torre de Babel, já que a mesma mensagem não chegou a ser coletivamente compreendida até o presente, enquanto uma prática de emancipação autêntica.

Desse modo, esse habilidoso e sórdido processo de colonização mental dos Tempos Modernos, ainda procura se manter vivo, por meio do simbolismo conferido pelos certificados e diplomas que alimentam o ego do neófito, enquanto lhe aperta a coleira redesenhada pelo designe-mor do Deep State, Ivan Pavlov.

Dessa forma, nessa sanha propagada por uma pseudo segurança e uma pérfida educação higienista, o indivíduo munido de máscara e de coleira, se outorga o título de doutor e outras graduações convenientes, a fim de adornar a sua imagem de bom cidadão socialmente aceito, cujo designe é planejado pela sociedade suprematista escravocrata de plantão. Por isso, a arte nas escolas se resume a reprodução dos autores validados pelo sistema instituído, enquanto a grade das graduações e pós-graduação seguem a metodologia do papagaio em frente ao espelho do próprio eco.

Dessa maneira, o cidadão moderno se transformou numa inédita forma de Inteligência Artificial, ao se tornar extremamente habilidoso no desempenho das funções exigidas, na mesma medida em que torna desprovido da própria alma. Foi assim que a poesia da alma foi esquartejada, fragmentando-se nesse quebra-cabeças que, ao ser montado, revela uma crisálida transgênica, artificializada; tal como Sísifo, o indivíduo se acorrenta ao próprio casulo, se arrastando numa linear, repetitiva e repetida existência efêmera.

A poiésis da vida exige a retirada dos parafusos mentais, das teclas e das telas existenciais, exige o cessar imediato do ato repetitivo imposto como método pelo mecanicismo pedagógico. A poiésis se revela através do sentimento e não da manifestação, visto que a primeira precede a segunda. Sinto, logo existo; sinto, logo invento; sinto, logo construo. Vida, é criação, sem ser jamais um mero e colossal compêndio de citações, cuja certificação invariavelmente nos leva a uma existência banalizada por uma infinita e cruel rotina.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Era uma Vez, uma Anastácia Vestida de Máscara Xadrez

As Máscaras, Véus e Burcas, são as Metafísicas mordaças contemporâneas dos
Tempos Modernos, habilmente usadas como lentes reversas, para que o indivíduo possa assistir aos espetáculos pirotécnicos de pós-verdade, nesse sedutor teatro de bonecos protagonizado pelos valores descapacitantes que vigoram nessa sociedade submissa ao subjetivo sequestrado.  

É assim que a verdade, como uma majestosa Dama desnuda, que escandalosamente desfila pelada, perante os olhos espantados dos mascarados e portadores de burcas, simbolicamente amordaçados pela modernidade, com os pedaços daquele véu opaco com o qual querem vestir essa Dama despida de valores obtusos e escusos, transmitidos pelo sistema escravagista ainda vigente.

Rasgar as roupas dos santos oficializados pela sé, é como fazer um strip-tease desses valores obtusos que funcionam como lastros das almas que penam; valores meticulosamente impressos no cotidiano das efemérides gregorianas. Portanto, a ação de despir-se de histórias e narrativas enviesadas e descapacitantes, é um ato de coragem, de rebeldia, de desobediência e insubordinação a valores tirânicos e escravagistas.

Retirar as máscaras, metafisica ou simbolicamente fixados na face de Janus[1], requer um heroísmo todo próprio e não alheio; já que, a capa e a espada são símbolos tatuados no espelho da alma. Deixemos então, que essas cortinas que ornamentam o palco da vida, com retóricas e ideologias descapacitantes, se abram; e os véus que rodeiam as sombras refletidas nas paredes de nossas cavernas, possam se desintegrar sobre a luz do discernimento.

O discernimento só pode chegar após o cair das máscaras; e assim, tudo o que for velho, se fará novo. Do contrário, permaneceremos como aquele cão, que corre atrás do rabo sem jamais sair do lugar. Entre Reis e Rainhas, bispos e cavaleiros a burca xadrez é um dos artigos de medo, que é comprado e vendido por notas de valores pautados nos interesses e conveniências fornecidos pelo sistema.

Desse modo, a moda pode ser rebelde ou conservadora, dependendo da mente; emancipada ou escravizada; da alma que vive sobre a batuta das regras, dos tratados e leis, ou de um espírito livre, que vai além dos limites impostos pelo sistema escravista contemporâneo.  Que caiam as máscaras da hipocrisia e da manipulação; e que as Anastácias possam se despir de si mesma, como a verdade; toda nua; ao mesmo tempo em que se veste com o princípio do ventre livre de fato.

 

 



[1] Janus era o deus dos portões e dos portais. Era representado por uma figura com duas faces olhando em direções opostas. O radical do seu nome deu origem ao mês de janeiro (o mês que olha para o ano que passou e o ano que está por chegar).