Desde
o surgimento da República Federativa do Brazill, que surgiu como
resposta à monarquia reinante, esta forma de governo estabelecida
em nosso país sobre o verniz democrático adestrador, vem tentando;
a exemplo de Hitler; arianizar nosso país, domesticando seus
povos.
Observando
esse processo formativo, podemos afirmar que temos uma tradição
incontestável no que se refere a prática de golpe de Estado,
visto que o próprio Brazill nasceu de um golpe e se formou na
ilegalidade. Dessa maneira, os golpes Sul americanos seguem a
tradição do sangue e da violência, como forma de legalidade
usurpadora legal, grafadas nas entrelinhas linhas dos
decretos-lei.
Os
portugueses instauram o sistema do golpe de Estado nas terras tupiniquins, a
partir da fabricação de montanhas de cadáveres autóctones das
diversas nações indígenas que aqui habitavam; tendo a igreja como
franqueadora e embaixadora das mortes e torturas, com os requintes de
indizíveis crueldades importados da Europa das trevas, visto que a igreja brazilleira não tinha um Las Casas1.
Seguindo
sua sanha predadora, os ensandecidos europeus, habituados à
violência gratuíta2
e indiscriminada em nome de Deus, aplicaram também o golpe nos povos
melanodérmicos, iniciando dessa maneira, a grande imigração
forçada dos povos africanos para as Américas; num processo
denominado como infame comércio, como ficou conhecido o
tráfico de seres humanos através do oceano Atlântico, o grande
Calunga. Sendo essa a segunda Diáspora dos povos africanos pelo
mundo.
Sendo
assim, o solo brazilleiro passou a ser habitado por três etnias: o
povo originário. Ou seja, os indígenas; Os povos
africanos, chamados de imigrantes nu, sendo a maior imigração
forçada de que se tem notícia na história do mundo; e os
imigrantes europeus, cujo grupo populacional era composto por
uma escória européia; além de ladrões e assassinos,
vieram todos os indesejados3
da coroa portuguesa.
Após
esse novo golpe branco, elles4,
inovando em sua insidiosidade, deram o golpe em si mesmo, trocando a
monarquia pela república. Ou seja, elles que eram brancos se
entediam; diferente dos negros, que mesmo sendo, e sempre foram, os
sujeitos da história; sendo os responsáveis pelos rumos do país,
desde o momento em que todas as revoluções e todas as mudanças que
aconteceram em solo tupiniquim, foram promovidas pelos negros. Mas,
infelizmente, assim como os indígenas, os negros nunca participaram
do poder, no que se refere a gerência do Estado brasileiro.
Dessa
maneira, das três etnias a habitar o Brasil, a população branca,
desde sempre, detiveram o poder em nosso país. Ou seja, a minoria
branca sempre decidiu a sorte da grande maioria, controlando o povo
negro através do medo instalado pela violência e pelo terror,
usando para isso, inicialmente os bandeirantes e os capitães-do-mato,
depois a polícia, a legislação, o sistema judiciário e os
militares; e o mais eficiente de todos, e também o mais perverso e
insidioso de todos, a MÍDIA. Afinal, quem domina a cultura de um
povo, domina também os destinos desse povo.
Os
eurodescendentes estão nas pontas de todas as decisões, de absolutamente
todas as instâncias: é o delegado branco que decide se o branco
cometeu racismo ou injúria racial; é um juiz branco
que decide se o crime de ódio foi, ou não foi crime; é o
advogado branco que finge defender o negro diante do tribunal branco;
é o psicólogo branco que vai tratar do Vitimismo depressivo
do negro, que vai tratar da síndrome de pânico, da pressão alta5
ou diabetes; é o médico branco que vai “tratar” das
feridas do negro que ousou trocar o auto de resistência
pela legítima defesa; e na ponta disso tudo, está o policial
negro domesticado pelo Sistema Branco de Segurança Nacional.
Desse
modo, o racismo, responsável pela produção da classe dos
desfavorecidos sociais, inauguram os chamados crimes de cifra
negra, que são os crimes invisíveis, os crimes sem punições,
pois os meliantes em questão, não são identificados. Podemos
enquadrar o racismo nesta categoria, visto ser o único crime
inafiançável e imprescritível em que, efetivamente, não existe a
figura do criminoso; Ágatha Christie6
deve estar se revirando no túmulo de tanta frustração, visto ser
esse o único crime de toda história, que ela não solucionaria nem
com o prestimoso auxílio de Sherlocke Holmes7,
por tratar-se de um crime onde todas as provas existem, mas não
existe a convicção, por parte do julgadores, da ocorrência do
citado crime.
Nos
autos, poder-se-á ler, bailando zombeteiramente bem na superfície
das entrelinhas, a afirmação de que o réu branco é que
sofreu racismo reverso, e que o mesmo (branco) tendo um
avô negro, teria o direito jurídico de apelar para sua
afrodescendência; enquanto a vítima que sofreu o dolo, tendo
a cútis cor de noite, não poderia, em nenhuma hipótese,
apelar para a sua branquitude, mesmo tendo, da mesma forma que o réu
cara-pálida, um avô branco; correndo o risco de parecer
ridículo e ser motivo de piadas infames.
Dessa
maneira, a incidência e os efeitos do racismo, efetivamente vai
recair sobre aquele que não tem seu representante nas esferas de
poder. Ou seja, invariavelmente vai recair sobre o negro, sempre.
Mesmo com tentativa do preto em tentar reproduzir a conduta branca,
sendo racista. Para poder parecer-se com o branco, ele reproduz o
comportamento desse mesmo branco; servindo desse modo, como
capitão-do-mato, como advogado, como político, como
juiz ou desembargador ou servindo em quaisquer profissões tutelada
pelo branco. Ele, o preto, vai querer demonstrar sua gratidão a esse
mesmo branco sendo o mais vil dos negros, na medida em que se volta
contra seus próprios irmãos.
É
desse modo que os negros vivem o seu exílio, num eterno Estado de
exceção, sendo taxados de vitimistas pelos próprios negros que
olham o mundo através do olhar branco, através dos olhos
azuisia
que ele tanto aprendeu a admirar, enquanto execra seu negro olhar.
Mesmo com seu sorriso negro e com seu abraço negro, suas palavras
brancas são desferidas como um afiado arpão, para, sem nenhum pesar, abater
o irmão preto que caminha sobre os espinhos brancos do insidioso euro racismo.
E
assim como Judas, que caminhava lado a lado com Jesus, o negro de
visão branca, torna-se um pensador com cérebro de eunuco, sem tesão pelo desejo de libertação; e os
crimes de cifrão, tornam-se cifras de uma canção repetida como
sabatina, que violentamente vai se transformando nos cifrões que
enchem os cofres da quadrilha branca republicana gerenciadoras dos
quatro poderes tupiniquim da República Federativa do Brazill, enquanto os filhos desta Pátria que os pariu, sofrem o que for preciso nesse ninho da plutocracia vil, com as bençãos da MAÇONARIA.
1 Religioso
católico que defendia os indígenas deixando caminho livre para que
se mantivesse os negros como escravizados.
2 Vide
idade média.
3 Dentre
esses indesejáveis estava o poeta Bocage que incomodava bastante com
seu modo desbocado de ser.
4 Referência
ao Ex-presidente Fernando Collor de Melo.
5 Segundo
testes realizados em pacientes negros com pressão alta, os
remédios indicados não surtem efeitos sobre os mesmos; para esses
pacientes, foi comprovado que a mudança de ambiente seria a única
forma de reverter a doença, visto que o ambiente estressante ao
qual ele é submetido é que desencadeia o quadro de enfermidade
verificado. Ou seja,um ambiente livre de racismo seria a solução
ideal para o paciente negro.
6 Uma
das maiores escritoras de contos de mistérios e suspenses
complicados.
7 O
maior detetive do mundo; personagem criado pelo escritor inglês Sir
Conan Doyle.

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