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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vamos escurecer um assunto claro...!!


Olha pro teu rabo, seu MACACO...!!... 

NEGUINHO é foda...!!.

..Vou te colocar na minha lista NEGRA...!! 

Não venha DENEGRIR  a minha imagem...!! 

Isso é coisa de PRETO...!! ... A coisa tá PRETA...!! A peste é negra...!!

Nosso vocabulário tupiniquim é basicamente, um vocabulário racista; nossos vocábulos imposto pelos colonizadores, de tão naturalmente esdrúxulo, passou a ser cultural. Exemplo claro disso, foi quando passamos a classificar as comunidades indígenas chamando-as de TRIBO, chamando os indígenas pejorativamente de ÍNDIOS; taxamos os ESCRAVIZADOS africanos de ESCRAVOS; nos referimos a MAIORIA,  que são as mulheres e homens negros brasileiros, classificando-os como MINORIA, e por ai vai...

Fazemos isso de forma tão natural e com tamanha maestria, sem mencionar o requinte de crueldade e de perversidade em que se dão essas ações, que de tão naturalizadas, se tornaram BRINCADEIRAS. Ainda mas, quando se trata de negros, visto que os inúmeros defensores que surgem, para proteger aqueles que cometem essas ações absurdas, que acabam traduzindo o absurdo número de racistas voluntários que se apresentam de forma peremptória, com toda a convicção do mundo, mesmo em face das provas expostas. Como estamos num país onde a inversão de valores é a regra, as provas se diluem em face das convicções racistas de plantão, que segundo Nietzsche, a maior inimiga da verdade é justamente a CONVICÇÃO.

Esse crime, o crime de racismo, se transformou num lugar-comum, tornando-se fato tão natural quanto foi natural a INQUISIÇÃO na idade média, quando todos iam pras ruas, para assistir o espetáculo dos supliciados sendo assassinados da forma mais cruel possível pela divina e celestial IGREJA, agradecendo por não ser a bola da vez; o RACISMO se tornou tão natural, como é natural ainda existir, como partido político, os criminosos da Ku Krux Klan, enquanto os PANTERAS NEGRAS cumprem prisão perpétua; tão natural como é natural o nosso povo Negro aparecer nos livros didáticos descritos como ESCRAVOS, e tendo a sua história resumida ao instituto da escravização.

Como diria Prof. Munanga, é o crime mais perfeito que já existiu até hoje, visto que é o único crime para o qual não se tem um criminoso; na justiça brazilleira poderíamos tipificá-lo como CRIME DE CIFRÃO. 

E assim caminha a desumanidade; os racistas de hoje, são como os ratos da idade média de ontem; eles se multiplicam a cada impunidade, devorando, corroendo e transformando a peste BUBÔNICA  em PESTE BRANCA.

E desse modo, a simples presença de uma pessoa preta no recinto, torna-se motivo de incômodo de maneiras diversas e controversas, fazendo com que a zona de conforto das queridas pessoas brancas sejam abaladas e postas a prova. Dessa maneira, qualquer quadro de desiquilíbrio psicológico, patológico ou de quaisquer naturezas, que essa querida pessoa  que se considera branca, venha a apresentar; fará com que quaisquer alvos de cor preto, uma vez identificado, se torne o objeto de sua catarse, aonde essa pessoa vai descarregar todas as sua frustrações, ódios latentes e absolutamente todas as suas infelicidades.

Afinal, a pele negra é uma bandeira que representa uma diversidade de mundos e possibilidades trazidos junto com o químico humanizante chamada melanina, que lhe faz ser quem é; já que esse químico não se reduz a cor pele ou a cor dos olhos de uma pessoa, mas a todo o seu metabolismo, desde os sentidos até a formação completa corporal e cerebral que faz dele SER HUMANO.

Auto-defesa, legítima defesa ou quaisquer tipos de Defesa contra o racismo, ainda não existe no Brazil, visto que, vai ser um delegado branco que decidirá se um negro foi ou não vítima de racismo. O resultado vem sempre da convicção desse delegado que não faz a mínima ideia do que é ser vítima de racismo. Naturalmente, a maioria das queridas pessoas brancas estarão a posto para contestar e servir de testemunha, afirmando com convicção, mesmo em face das provas e das testemunhas, que o neguinho não passa de um VITIMISTA, um coitado, um ninguém. 

Quando se trata de racismo, o veredicto é invariavelmente cruel para a vítima, que terá, a partir desse malgrado evento, desse fato criminoso, um fator desencadeante de inúmeros problemas físico, psicológico, e certamente, no caso de uma criança, também afetará o seu cognitivo; enquanto o inocente réu recebe a solidariedade de seus pares, e dos cúmplices desse ato naturalmente cruel e repugnante em que se transformou tal crime de autoria de um sujeito oculto e indeterminado.









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