A trilha sonora desse dantesco drama, que é encenado diuturnamente no transcorrer dessa perpétua feira mundial do Mercado Infame, como a atração principal que tem como função, desviar a atenção dos neófitos consumidores, que são dialogicamente consumidos pelo sistema distópico desse mercado.
Com nossos cinco
sentidos, restritos unicamente a nossa área emotiva, uma vez delimitada pelas contínuas
produções e reproduções oriundas do frenesi desses mesmos sentidos, cria um
processo, que nos impede de produzir um determinado espaço-tempo que possibilite a cada um, criar aquele sagrado momento de nos olharmos enquanto co-criadores de todas as
realidades vigentes em nosso caminho, individual e coletivo.
Nesse sentido,
o nosso propósito de vida, e na vida, acaba por se limitar a essas nuvens, aonde
guardamos nossas reproduções do mundo virtual que salvamos como representações
do repetitivo filme dessa vida; filme aonde os personagens são acondicionados em
escaninhos e expostos pelas vistosas vitrines do Mercado Infame contemporâneo dos
Tempos Modernos. Desse modo, preso a esse processo continuo, o coletivo
adormecido perpetua seu previsível comportamento subjetivamente solícito e
submisso.
Portanto, a
vocação para um compromisso coletivo, só pode ser suscitado a partir da
assunção do compromisso consigo mesmo, na intersecção de uma construção de sua própria história com sua cultura comunitária. Dessa maneira, a Finalidade desse Comunismo nos faz sair do foco direcionado
ao próprio umbigo, para medir o todo como tudo. Dessa forma, nos reencontramos
na comunidade de forma construtiva e positiva.

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