Da mesma
maneira que, tudo aquilo o que pensamos ou fazemos, tem retorno em seu devido
tempo, a palavra também é um infalível bumerangue. Sendo assim, do mesmo modo
que, todo e quaisquer sentimentos são sementes alqueivadas, toda palavra
emitida se reflete no espelho da existência. Ou seja, todo e quaisquer fatos
ocorridos no caminho do indivíduo, é estabelecido pelo próprio sujeito. Como
bem diz o Mestre Sananda, não há escapatória para tudo aquilo que o ser humano
pensa, diz ou faz.
Portanto, o
processo de pensar, sentir e falar, tem sido a Magia Poderosa mais vulgarizada
e propositalmente banalizada, a ponto de não nos darmos conta de que, ela, é a
única construtora de toda e qualquer realidade que o indivíduo e a sociedade têm
vivenciado no momento atual.
Sendo assim,
aquele que reage, quando se deixam levar pelas emoções, diante das palavras que
lhes são mau ditas, admitindo assim, não fazer uso do discernimento, para
então, entrar num jogo; sem ter a mínima noção das regras regentes do mesmo; voluntariamente
assume o papel subalternizado da narrativa em curso. Ou seja, cabe ao mesmo indivíduo
a função única de alimento no banquete dos comensais,
e de combustível para o automóvel do anfitrião da Casagrande republicana dos Tempos
Modernos.
Esse pérfido
processo, de acondicionamento da palavra, é o principal motivo da existência da
religião e da academia, já que ambas foram os principados que se outorgaram a competência
e a legitimidade do adorno gongórico das palavras de efeitos emitidas como
verdades. Foi assim que a mídia se tornou a porta-voz desses escravagistas
contemporâneo ao substituir a Senzala pela Zona de Conforto criada pela
psicologia durante a transição dos modelos escravagistas antigo para o
contemporâneo.
Essa zona
de Conforto, aonde o cidadão tem a sua falsa sensação de liberdade alimentada
por um pseudo livre arbítrio, faz com que o cidadão dito de bem, não se
aventure fora da liberdade condicional concedida, recebendo tudo de bom grado e
jogando de acordo com as regras que ele juga conhecer.
A
conceituada zona de conforto
é globalmente cercada pelas palavras emitidas pelos noticiários, propagandas e
pelas emocionantes novelas e filmes de mocinhos que sofrem e se vingam, mutilando,
torturando e matando, e no final, se transformam nos heróis, modelos a serem
seguidos pelos infantes de hoje, que foram os ingênuos de ontem.
Portanto,
os valores negativos assimilados e introjetados durante esse intenso e contínuo
processo de lavagem cerebral, agrilhoam o indivíduo em grades conceituais, erguidas
somente com palavras. São sobre esses mesmos valores assimilados pela massa populacional,
que são erguidas e fundamentadas as premissas e os precedentes que irão determinar
as condições desse indivíduo enquanto sujeito; consequentemente, ele aceita
essa liberdade condicional como libertação real, comemorando as efemérides que
cercam a sua Zona de Conforto atual.

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