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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O conceito de arma branca na supremacia escravocrata contemporânea

Arma branca (cold weapon) é qualquer objeto que possa ser utilizado para atacar ou se defender de alguém ou alguma coisa, mas que a princípio não tem esta finalidade.
No entanto, existe outra definição que alega ser arma branca todo o objeto construído com o objetivo de atacar algo ou alguém, mas de maneira manual, como espadas, punhais, soco inglês e etc....
Pois é, este conceito factível; que na verdade não é um conceito, e sim uma definição; tornam as penalidades assimilaveis e aceitáveis, devido as verossimilhanças factuais. Ou seja, as consequências penais são perfeitamente internalizável pelo indivíduo enquanto indivíduo, provocando um duplipensar, como bem definia George Orwell. Mas a pergunta que não se cala é: a quem serve essas penalidades e a quem elas protegem...!?? vamos partir do micro para o macro; passo-a-passo.Vamos falar das armas e de suas potencialidades.
Não vou falar de AR-15, metralhadoras, de napal, de bombas atômicas, bombas de neutrôns ou afins. Vou falar de uma arma ainda não conceituada, mas que defino como a arma mais perigosa existente na terra; uma arma para a qual não existem defesas. É a mais poderosa das armas de eliminação em massa, e mais eficiente do que quaisquer armas biológicas.
É uma arma, cujos efeitos são 100% efetivos, pois ela atinge mortalmente direto no coração; e vai muito mais além; porque atinge, simultaneamente, também a mente do indivíduo; transformando suas desavisadas vítimas num Frankstein, um zumbi hollywoodano, teleguiado e dócil a qualquer comando dado por seu carrasco. Ou seja, se transforma no escravo ideal; sendo assim, de escravizado passa a ser escravo no termo da palavra.
Esta arma é quase tão antiga quanto a própria humanidade, visto que sua invenção remonta ao remoto período neolítico africano. Ela foi criada sobre uma tela de pedra, que era o lugar aonde as imagens das histórias narradas pelos Dielis (ou Griôts que era o termo pejorativo usado pelos franceses) eram gravadas e registradas, como uma forma de reforçar e manter viva a memória da infância da humanidade terrestre. Hoje, após todo um estúpido processo epistemicida1 de apropriação cultural, essas imagens são gravadas, não mais em telas de pedras, mas sim, em telas planas, com o fim único de reforçar o poder sem pudor da bastarda supremacia eurocêntrica.

Essa arma, ganhou o status merecido de destruidora em massa através desse estúpido processo epistemicida, desde o momento em que seu conceito foi redefinido, após ser desapropriado de seus criadores e apropriado pelo grupo bélico que se definia, e se define, pela cor de seus olhos e cútis.

Essa arma ganhou, após o advento do panis e circe2; vindo carregada por um Cavalo de Tróia3; o pomposo nome de televisão.
A Arte, que antes tinha a função de comunicação entre os mundos visíveis e invisíveis, passou a servir a um outro propósito; o monopólio de uma história única; a história contada pela branca população bélica; a história contada pelo dinheiro.

O mais curioso dessa arma é que, quem por ela é atingido nunca sente seus efeitos, e nem sabe que não sabe que foi atingido; pois a vítima contaminada, tem como primeiro sintoma a defesa de seu algoz, a todo momento e em qualquer situação, a partir da negação de si mesmo. Invariavelmente a vítima vai se colocar em segundo plano, dando sempre a voz e a vez ao seu carrasco. Resumindo; ela vai sempre falar pelo seu opressor.
Um dos detalhes mais interessantes dos efeitos dessa arma, é que a vítima se torna um dependente, passando a ter uma relação, além de hematofágica, simbiótica.

Essa arma é similar, como no caso da AIDS, EBOLA, ZICA VÍRUS tantos outros, a qualquer outro vírus criados em laboratório pelos brancos. A única diferença é que os contaminados se tornam escravizados perfeitos, oficialmente legalizados por lei e socialmente aceitos pela sociedade contaminada; sendo estes os primeiros a discordarem, em gênero, número e grau com o que aqui foi exposto.
Eis a prova de que a MÍDIA  é uma arma dos brancos; arma que só eles podem usar devido a sua pavorosa eficiência; ela esta apontada para os povos autóctones e para aqueles que construíram nossa nação; nós, os negros; estamos rendidos e em campo de concentração sem fazer a mínima ideia do lugar que ocupamos e nem saber quem somos. Nos deram carta branca como contrato, assinado num dia branco, para ESCLARECER nossa ideia a respeito do escuro da caverna, como no mito de ER, em que vivemos.


1 - É a apropriação dos saber es do outro, após matar e esse saber, deslegitimando-o de seu proprietário e devolvendo-o como se fora seu, de uma forma pasteurizada, com fins únicos de dominação; é o saber universal.

2 - O pão e circo da antiga Grécia, onde o imperador, diante do senado grego que reclamava da miséria da população, afirmava que o povo não necessitava comer, mas sim, só precisava das atrações de mortes na arena dos leões.


3 - Alusão ao vírus usado na web para invadir o sistema virtual alheio.

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