Essa holografia
coletiva em que se tornou a vida sobre Gaia; paradoxalmente, é vivida de forma
individual; criando a realidade de cada ser, que se encontra diante dessa porta
conhecida e conceituada como futuro: num processo que pode ser linear; trazendo
mais do mesmo; ou pode ser mais uma espetacular descoberta, para o buscador de
si mesmo.
Cada realidade
correspondente a uma porta aberta, é análogo a vivência de um jogo (coletivo) virtual, aonde cada porta
passa a ter a sua própria dimensão, como o universo de cada indivíduo, que obedece
ao conhecimento que lhe é intrínseco.
A consciência
criativa primordial, que as religiões batizam como Deus; é tudo o que há, e
tudo o que é; é a Fonte Criativa que multiplicou fractalmente a si mesmo,
transformando-se nessa própria criação, que não se reconhece enquanto criador,
em consequência do hipnotismo projetado pela Matrix, que transformou esse
corredor de infinitas portas, num pérfido espelho de si mesma, a fim de dominar
e controlar, exercendo o escravismo como forma de poder.
Por isso,
cada porta construída pelos condutores dos Tempos Modernos, e ornamentada pelo
incontrolável apetite por poder, tornou-se o módulo de sobrevivência para o
neófito, que adentra a realidade formatada por essa mesma Matrix, que congela e
sacraliza cada crença limitante atrás dessa falsa porta.
Quando percebermos
que, não há nenhuma necessidade de se abrir quaisquer dessas portas pomposamente
exibidas pelo designe da linearidade, será o momento de desapega-se do escudo
do medo e das memórias desse looping, reconhecendo enfim, que a Consciência, é
a Sede da criação, e que esse, é o ponto zero da autoconsciência e do cessar de
todo o drama humano.
A Matrix, perfidamente
instituiu e legitimou, através da mídia, da filosofia e disciplinas similares;
a psicologia do bater na porta, entrar pela porta, e até mesmo, arrombar a porta, para incentivar
e motivar esse indivíduo, a fim de que ele chegue a algum lugar; expediente este,
habilmente usado para ocultar o lugar do centro de poder autêntico, que é o
próprio sujeito.
Portanto,
quanto mais o dito cujo tagarelar, reclamando de sua condição, menos ele irá ouvir,
e se ouvir. O poder do silêncio está sempre sendo quebrado pelas propagandas,
filmes, novelas, ou por uma nova moda, que continuamente nos doutrina no
incômodo e aversão a profundidade do silêncio. Portanto, sempre será proposta uma empatia ou
uma ideologia descapacitantes, e até mesmo uma nova crença limitante para
manter o indivíduo no lugar estabelecido pela classe, raça ou gênero. O
objetivo do processo, é manter o indivíduo desacreditado de si, enquanto
acredita e fortalece a Ordem e o Progresso instituídos como Lei pelo
sistema escravagista.
Desse modo, o bom cidadão se condicionou ao
debate exclusivo das pautas do momento, permanentemente expostas pelas
Tecnologias de Informação e Comunicação. De tal modo, as relações permanecerão numa
interminável e improfícua discussão, até aproximar-se a um momento de completa
exaustão, aonde enfim, possa se duvidar da existência das próprias portas. Até esse
momento chegar, os acessos do silêncio continuarão surdamente a gritar no
interior de cada coração emudecido, paralisado pelo intelectualismo que nos dói
hoje.
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