As mensagens
de Amor ininterruptamente trazidas pelo vento, pela chuva, pela lua, pelo sol,
pelas estrelas e por este próprio chão que nos sustenta, suspenso como Babilônico
Jardim em meio a vastidão das moradas desse infinito Cosmo, são como cartas
escritas em branco, que flutuam ao deslizar sobre os Arco-íris desse mesmo céu
azul anil; Éden que transformamos em inferno privativo, quando enviesamos a diversidade
das cores, entre os olhares criadores de alhos e bugalhos.
A tecnologia
do Amor está naquele abraço que ainda não foi dado, e no beijo que jamais é
negado, nas mãos que afagam, assam, assinam e acenam, sem olhar as roupas, os
sapatos ou os pés descalços de um descamisado, colorido de melanina de cima abaixo,
sem um pingo de proteína sobre as veias plenas de cafeína.
Na Tecnologia
do Amor não existe a palavra “mais” e
nem quaisquer outras palavras, expressões ou intenções condicionais; pois o ato
de julgar, é o meio mais eficaz de se acumular futuros lamentos e penosas
lamúrias, que inevitavelmente eclodirão nessas sementes lançadas e cultivadas pela
mente inconsciente, sobre o solo desse Babilônico Jardim suspenso no espaço cósmico
sem fim, transformando-o desse modo, numa das escuras esquinas da nossa assombrosa
floresta de Fobos.
A Tecnologia
do Amor exige um letramento sem alfabeto, palavras ou dicionários, já que o seu
único manifesto se revela através do Sentir. Dessa forma, todo Sentimento
torna-se uma realidade construída em sete mundos e dimensões, que deslizam
sobre as sete cores desse Arco-íris, que pode ter a magnífica exuberância de um
majestoso Prisma, fractalmente multifacetado; ou podem metaforicamente ter as
cores imagéticas de um tabuleiro de xadrez, com seus respectivos personagens
socialmente aceitos e assimilados por meio do decrépito conceito da Ordem e do Progresso,
preconizado pelas peripécias carnavalizadas pelos Tempos Modernos.
Portanto, não há absolutamente nenhuma necessidade de certificados, nem diplomas ou qualquer espécie de formação, para operacionalizar essa Tecnologia Ancestral de ponta, presente em tudo que é, e virá a ser; pois quando ela, essa Tecnologia tiver qualquer possibilidade de falha, a vida se extingui. Portanto, tudo vive, tudo é vivo, somente pela semente do Amor, no amor e pelo Amor. O seu oposto, é o Medo, essa mesma emoção de onde se origina a raiva, a revolta e a mágoa, e todas os sentimentos que desestruturam e fragmentam o ser, que outrora, como inocente criança, era pleno de si. O necessário e urgente resgate dessa criança interior, se dá somente através do Amor e do desapego de todos os paradigmas e dogmas, aprendidos como verdades incontestes por este responsável adulto doloso.

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