Essa caixa
de conceitos que traçam os limites de todas as ideologias descapacitantes
criadas pela ciência, através do monopólio da produção de conhecimento, tem o
seu sedutor invólucro holográfico, protegido pela religião e pelo sistema
educacional instituído pela Matrix, como fator determinante na manutenção da
escravização mental condicionando social e biologicamente esse indivíduo, que é
submisso como quaisquer cobaias de laboratório dos Tempos Modernos.
A divisão
racial, de classes, de credo e gênero são os combustíveis essenciais na construção e manutenção desse
pérfido processo escravagista, já que esses mesmos elementos, são os alimentos tragicômicos
que sustentam e desviam a atenção dos elementos quânticos que constituem o
sujeito em sua essência.
Portanto, o
citado processo implanta e instiga no indivíduo, a necessidade perene da busca
pela sobrevivência, como forma primordial de conviver nessa selva capital arquitetada
e fundamentada unicamente através da lei da competição e da meritocracia. Esse método,
amplamente fomentado e promovido pela Matrix, alimenta o indivíduo com notícias
e informações, nutrindo esse sujeito inflado de títulos, diplomas e certificados,
com uma razão calcificada com pós-verdades dogmatizadas, que invadem e inflam o
pensamento ansioso que edifica e fortifica o muro protetor do ego.
O heroico ato
de romper com essas estruturas que fortificam e protegem o absolutismo do ego,
reside no reconhecimento dos limites por ele imposto e no desafio de romper com
esses limites que fundamentam nossos paradigmas e dogmas instituídos pela
religião e pela ciência como verdades absolutas.
Enquanto a nossa dieta se reduzir aos itens fornecidos pelo cardápio de crenças descapacitantes, a capacidade de questionar os limites que nos cerceiam, permanecerão com a agradável e falsa aparência que protegem essa zona de conforto, que funciona como abrigo, nos resguardando dos fictícios demônios que nos rodeiam, além de assaltos, violências e correlatos produzidos pela Matrix no cotidiano.
Para desconstruir esse pérfido roteiro, é necessário perceber que, as causas e as consequências são frutos de uma mesma árvore, e que, é a própria árvore que deve decidir por seus frutos, compreendendo que pensamento é semente, perceberá enfim o neófito que, ao plantar pimenta, jamais se colhe morangos.
Desse modo, um novo processo tem seu início demarcado; e esse processo que repousa na consciência, tem no debelar dos pensamentos, o único meio para lograr sucesso, quando a lei universal sentencia que, tudo aquilo que emana do coração e da mente do ser humano, a ele, a seu tempo, invariavelmente retorna.
Portanto,
seria um contrassenso pensar e agir de uma maneira, e na contramão, esperar um resultado
diverso. Toda semente-pensamento germina a seu tempo; não há escapatória para
tudo aquilo que o homem pensa, diz e faz. É dessa forma que o bom viver pode se
transformar numa bela e gostosa aventura, deixando de ser um pesado compêndio de
deveres e obrigações; ou não.

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