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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O Paradoxal Processo Constitutivo do Pensamento-Ação.

A renitente razão que sustenta o pensamento humano, reside na mesma tenacidade com a qual ele persegue os motivos da existência dos raios do sol, deslembrando a mínima consciência e sensibilidade do que a sua luz e capaz de proporcionar. Essa metáfora é análoga aquela simbologia que ilustra um intelectual entrando num carro e buscando saber exatamente de que maneira funciona o motor, a transmissão, a capacidade de autonomia, etc. em vez de simplesmente dirigi-lo até aonde deseja ir. É desse modo que a ciência se comporta quando não consegue explicar algo que foge ao seu controle, ela então toma como ameaça, criando imediatamente um conceito como forma de justificar o processo, instituindo um argumento ao classificar e categorizar os mecanismos da sua razão, tecendo ilações, hipóteses e considerações análogo ao “efeito placebo” ou quaisquer coisas relativas ao campo do psicológico.

Essa caixa de conceitos que traçam os limites de todas as ideologias descapacitantes criadas pela ciência, através do monopólio da produção de conhecimento, tem o seu sedutor invólucro holográfico, protegido pela religião e pelo sistema educacional instituído pela Matrix, como fator determinante na manutenção da escravização mental condicionando social e biologicamente esse indivíduo, que é submisso como quaisquer cobaias de laboratório dos Tempos Modernos.

A divisão racial, de classes, de credo e gênero são os combustíveis essenciais na construção e manutenção desse pérfido processo escravagista, já que esses mesmos elementos, são os alimentos tragicômicos que sustentam e desviam a atenção dos elementos quânticos que constituem o sujeito em sua essência.

Portanto, o citado processo implanta e instiga no indivíduo, a necessidade perene da busca pela sobrevivência, como forma primordial de conviver nessa selva capital arquitetada e fundamentada unicamente através da lei da competição e da meritocracia. Esse método, amplamente fomentado e promovido pela Matrix, alimenta o indivíduo com notícias e informações, nutrindo esse sujeito inflado de títulos, diplomas e certificados, com uma razão calcificada com pós-verdades dogmatizadas, que invadem e inflam o pensamento ansioso que edifica e fortifica o muro protetor do ego.

O heroico ato de romper com essas estruturas que fortificam e protegem o absolutismo do ego, reside no reconhecimento dos limites por ele imposto e no desafio de romper com esses limites que fundamentam nossos paradigmas e dogmas instituídos pela religião e pela ciência como verdades absolutas.

Enquanto a nossa dieta se reduzir aos itens fornecidos pelo cardápio de crenças descapacitantes, a capacidade de questionar os limites que nos cerceiam, permanecerão com a agradável e falsa aparência que protegem essa zona de conforto, que funciona como abrigo, nos resguardando dos fictícios demônios que nos rodeiam, além de assaltos, violências e correlatos produzidos pela Matrix no cotidiano. 

Para desconstruir esse pérfido roteiro, é necessário perceber que, as causas e as consequências são frutos de uma mesma árvore, e que, é a própria árvore que deve decidir por seus frutos, compreendendo que pensamento é semente, perceberá enfim o neófito que, ao plantar pimenta, jamais se colhe morangos.

Desse modo, um novo processo tem seu início demarcado; e esse processo que repousa na consciência, tem no debelar dos pensamentos, o único meio para lograr sucesso, quando a lei universal sentencia que, tudo aquilo que emana do coração e da mente do ser humano, a ele, a seu tempo, invariavelmente retorna. 

Portanto, seria um contrassenso pensar e agir de uma maneira, e na contramão, esperar um resultado diverso. Toda semente-pensamento germina a seu tempo; não há escapatória para tudo aquilo que o homem pensa, diz e faz. É dessa forma que o bom viver pode se transformar numa bela e gostosa aventura, deixando de ser um pesado compêndio de deveres e obrigações; ou não.

 

 


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