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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

RACISMO E CAPITALISMO: O processo genocida do infame mercado1, a teoria de August Compte2 e a invenção do computador na estruturação e prática do capitalismo antropofágico.


O tráfico negreiro, conhecido como infame mercado, tirou definitivamente a Europa da idade das trevas; lugar aonde essa população sempre estive desde sua existência na face da terra; na medida em que os africanos e a exploração de suas riquezas foram sendo sequestrados, a fim de servir a gula selvagem dessa população branco-predadora que, um como devastador câncer, assolou toda a humanidade sobre a terra.

Tal empreitada, foi promovida e financiada pela igreja, pela ciência e pelo Estado, tornando-se um prática sócio-político-cultural oficializada, vindo a estruturar e manter a sociedade ocidental até os dias atuais; mesmo sendo reconhecido como o maior crime contra a humanidade que se tem notícia em toda a história do mundo.

Foi com a promoção e incremento desse processo que o comércio ganhou a significância de mercado, tornando-se um monstro predador, fundamentando e solidificando as bases do capitalismo atual, transformando-o num fenômeno nunca registrado antes nas relações comerciais no mundo; fato este, que fomentou toda as revoluções tecnológicas, filosóficas e científicas no mundo ocidental recém-saído da idade das trevas, tal a significância de cruel processo, que mais se pareceu como um parto forçado dessa população albina no mundo humano.

Após esse epistemicídio, parte fundamental integrante do processo genocida melanodérmico, eis que do limbo, surgem não mais que de repente, os “pensadores” humanistas; cientistas e inventores caras-pálidas, que começam a ilustrar, codificando a seu modo, de forma massificada, os conhecimentos milenares criados, desenvolvidos e/ou descobertos antes da existência dessa população sobre a face do planeta. Após patenteação e a apropriação epistemológica do mundo melanodérmico, esses leucodérmicos, privatizando tais conhecimentos, fizeram a única coisa que sabiam fazer, se amotinando contra a própria natureza a fim de sequestrar e deter todo o poder e controle sobre todas as coisas.

Um desses caras-pálidas conhecido como August Comte, no processo de compartimentar o conhecimento, deu o nome de positivismo ao legado surrupiado. Pode-se dizer basicamente que o conhecimento classificado de positivo busca "ver para prever, a fim de prover" - ou seja: conhecer a realidade para saber o que acontecerá a partir de nossas ações. Dessa forma, segundo este cara-pálida, a previsão científica caracteriza o pensamento positivo. Ou seja, o espírito positivo tem a ciência como investigação do real.

No social e no político, o espírito positivo passaria o poder espiritual para o controle dos "filósofos positivos", cujo poder é, nos termos comtianos, exclusivamente baseado nas opiniões e no aconselhamento, constituindo a sociedade civil. 

"A gênese do Positivismo ocorreu no século XIX, num momento de transformações sociais e econômicas, políticas e ideológicas, tecnológicas e científicas profundas decorrentes da consolidação do capitalismo, enquanto modo de produção, através da propagação das atividades industriais na Europa e outras regiões do mundo. Portanto, o “século de Comte” e sua amada França mergulharam de corpo e alma numa “deusa” chamada razão, colocando sua fé numa “Nova Religião”, caracterizada pela junção entre a ciência e a tecnologia, tidas como a panaceia da humanidade, no contexto da expansão, pelo Globo, do Capitalismo Industrial." (VALENTIM 2010)

Seguindo as consequências funesta desse processo brancófago, hoje, temos um fenômeno nos meios de Tecnologia de informação e comunicação que se destaca nas Mídias; falo da INTERNET. É curioso notar que a mídia, como meio de comunicação, foi criada no período neolítico da idade das pedras africano, que vem, desde então, sendo aprimorado continuamente; ela, a internet, teve efetivamente todo seu processo de  origem no continente africano.

Tal fenômeno, a internet, só foi existir, após a observação e sequestro do saber africano, quando os sequestradores brancos de saberes, buscaram nos jogos de búzios, o princípio que fundamenta todo o funcionamento do mundo virtual: o princípio BINÁRIO.

Hoje, todo o acesso ao mundo virtual e qualquer aplicativo, depende da permissão do usuário aos administradores desses mesmos aplicativos, para que eles possam utilizar todos os seus dados, adquiridos através do acesso autorizado às suas imagens, microfones, e dispositivos USB a qual estiver conectado. Ou seja, sua vida é um livro aberto para o cara-pálida proprietário da estrutura criada para dominar o indivíduo-objeto, o homem-coisa, o instrumento-humano escravo, que se tornou, além da engrenagem, é também o combustível da máquina que faz funcionar essa novíssima sociedade branco-contemporânea de nossos tempos modernos.

Dessa maneira, todo o indivíduo conectado, tem seu perfil identificado numa espécie de planilha Excel, de resultado previsível, visto que, nos termos do contrato que ele aceitou virtualmente para ter acesso ao aplicativo; contrato que ele nunca lê, mesmo sabendo ler; consta que suas informações pessoais e as de seus filhos poderão ser ser reveladas à agências governamentais ou privadas as quais está a empresa consorciada ou associada. Normalmente, no parágrafo seis desses contratos, consta: “Nosso programa não permite do not track (não me espie) do seu navegador”.


A cada quantidade de acessos realizados pelo usuário, o computador faz seus cálculos binários sugerindo novas páginas e ideias, fazendo com que esse usuário se embrenhe cada vez mais no mundo virtual, estruturando novas maneiras e formas de pensamentos subliminares, que são assimilados sem que o usuário tenha qualquer percepção desse processo reificante, criando assim, emoções e sentimentos em renovadas cores e formas de botões de comandos acionados pelo próprio usuário, que imagina sinceramente estar no controle; permitindo ao real controlador, controlar o indivíduo, controlando sua subjetividade através da produção de suas emoções.

Dessa forma, como outrora, quando no fundo do navio negreiro fomos numerados; após perdermos nosso nome; nosso eu; sendo despersonificados e coisificados; fomos realfabetizados na língua do opressor, a fim de seguirmos um Movimento Passivo Ordenatório de Leitura de Mundo, feita de cima para baixo e da esquerda para a direita, seja para ler textos, imagens ou pessoas.

Uma pseudo conhecimento levado tão a sério, que já foi até catalogado como ciência numerológica, como numerologia. A ciência dos números, onde a cada letra é conferida um valor numérico, servindo para calcular a personalidade e as relações do indivíduo, prevendo até mesmo o futuro do dito cujo.

Ou seja, o indivíduo telespectador, é só mais um experimento social nos tubos de ensaios exposto no laboratório animal da supremacia racial, na monocultura do ocidente predador. Ele, o indivíduo, é regido, redigido e regurgitado, num processo contínuo que o transforma em adubo para gerar as riquezas que retro-alimentaram as gulas de um pequeno grupo-bactéria existente no tecido humano adoentado, trazendo em seu bojo, a fabricação de inocentes verdades, tais como a gênese do machismo e do feminismo, e todas as formas dicotômicas de hierarquias de raça e de gênero.

Sendo assim, somos etnias que servem simultaneamente como adubo e pasto, para satisfazer a insaciável e voraz gula do capitalismo antropofágico; sistema este, instalado por um pequeno grupo; arrogante, indolente e selvagem; que na verdade, não passam de um mero bando populacional amotinado contra as leis da natureza humana e toda a sua essência.

Todos os males do mundo são provocados por essa cultura de bactérias predadoras, que criam a doença para vender a cura; uma cura que inexiste, já que eles, os leucodérmicos, são a própria doença; é a causa todo mal refletido como aquele ponto de luz, que iluminando sobre uma pequena imagem, reproduz uma imensa sombra dessa mesma imagem contra um muro, que é nossa tela de LCD, a muralha de Adriano.

Destartes, para cada problema branco criado por brancos, existem as soluções brancas, também criadas por brancos; como é o caso do racismo e do capitalismo, que exigem ações afirmativas e correlatos, a exemplo do Marxismo, anarquismo, machismo, feminismo e por ai vai; a lista é interminável, assustadora e tão grande como aquela sombra contra o muro.

Olhamos a assombrosa sombra, que nos assombra diuturnamente, e petrificados, nos agarramos as soluções apontadas como fórmulas e bulas salvadoras dos assustadores monstros noturnos. Enquanto decodificamos a bula salvadora, que ensina a como nos defender desses monstros, a branquitude, que controla os efeitos especiais atrás do candieiro, se diverte debochadamente com a histeria coletiva provocada pelos demônios e fantasmas imaginários criados por eles. Eles, da branquitude, se gargalham com a paralisia e o medo das ovelhas e gados marcados, exagerando nos gongorismos e codificações, como se estivessem contando histórias do bicho-papão para crianças em volta da fogueira, em meio as tantas tremedeiras e gritos de pavor provocados nos senhores telespectadores.

Desse modo, aqueles que conseguirem não morrer de medo nem enlouquecer, insistindo em ir em direção a luz, a direção contrária; como qualquer animal predador os leucodérmicos os dividirão e atacando um a um, visto que juntos somos fortes. Quando compreendermos que nós é que permitimos esse estado de coisas, permitindo que nossos irmãos sejam esquartejados, e devorados nesse banquete assombroso do holocausto melanodérmico, e exibidos meticulosamente projetado sobre as telas televisivas das cavernas do mundo moderno; quando deixarmos de lado nossa indiferença, e fazer o que deve ser feito, fazer o que é necessário e fazer o que é preciso... Então, somente dessa maneira, os monstros, demônios e fantasmas perderam sua magia, e o encanto da rainha branca, após quebrado o espelho da vênus pratinada, será desfeito.





1 - O tráfico negreiro
2- Isidore Auguste Marie François Xavier Comte; Positivismo, Lei dos Três Estados, síntese subjetiva

Um comentário:

Ubira disse...

Será que algum dia conseguiremos superar essa realidade cruel? Não sei... O que posso fazer é lutar continuamente pela conscientização das pessoas em prol da construção de um mundo onde todos tenhamos os mesmos direitos e oportunidades. O que faz a vida valer a pena é a certeza de se estar vivendo por uma causa, independentemente dos resultados imediatos.