Me colorem de mula todos os dias, me camuflando
na covardia, me matando na escola e na igreja, desde os comerciais de Coca-Cola
aos desenhos do tipo Piu-Piu e Frajola;
Saio de casa ao vivo com ar de defunto novo exibido, andando Sem ver nenhuma
mobilização ou manifestação protestando pelos negros corpos nos chão, por sobre
o sangue que mancha o piche áspero do asfalto saxão;
Levanto cedo pra morrer (mais) tarde, quando cada invasão do Rio nos meus olhos é deflagrada
a cada notícia disforme: extra, extra... Epiderme
negra em carne viva ao vivo para qualquer
vivente ver...!!

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