A cena graciosa dessa luz
que se somava aos brilhantes raios de sol, despretensiosamente iluminava os recônditos
da alma de cada passante e passarinho que alegremente zanzavam sobre a ilimitada generosidade
de Gaia. Todo esse momento oriundo de um único ato aparentemente isolado, se refletiu por quilômetros nesse espaço comum, como consequência dessa vigorosa ação. Sendo assim, toda micro ação, invariavelmente
se torna macro, por conta da tremenda luz que tal ação inevitavelmente emite.
Percebi, após esse vívido, luminoso
e magnífico espetáculo que, só e possível viver numa sociedade pujante, a partir de uma comunidade que se identificar através de seus atos, como as magníficas flores fincadas no
lugar das cruzes dolorosamente sacralizadas, para que esses atos envolventes, tal como a luz, pudesse se refletir em tudo e em
todos ao seu redor.
Sendo assim, tudo que já foi, sempre será; se assim, a fala da comunidade comunicar; como um alegórico espelho que fractalmente refletem as nossas intenções, que nada mais são que sementes, cultivadas como as flores plantadas na sacada da própria casa. Ou seja, a Criatividade é exatamente como quaisquer sementes, que, inevitáveis dão os seus fractais frutos atemporais.
E assim, a cada luz que acendemos, o nosso ambiente se revela na dimensão de sua total plenitude. Portanto, temos a escolha de sermos criadores em vez de espectadores, ativos em vez de reativos, Ser em vez de não-ser. Deixemos pois, que a nossa luz ilumine a tudo e a todos por onde quer que passemos, para que cada flor, na sacada de nossa alma, ilumine as sombras de cada parede cinzenta que tente nos limitar. Deixemos pois, que nossa luz ilumine todas as ruas comuns, das cidades comuns dessa fantástica Comunidade humana, por onde quer que passemos, para que cada flor semeada por nossa alma ilumine as sombras de cada parede cinzenta que se atrever a nos limitar.
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