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domingo, 15 de novembro de 2020

Kwanzza: A Criação Criativa Coletiva

Costumo passear pelas ruas da cidade a fim de observar as cenas do cotidiano acontecendo em tempo real em vez do tempo tempo virtual. Foi assim que, num dia comum, numa rua comum de numa cidade comum, ao lado de pessoas comuns; me deparei com uma incrível sacada comum de uma casa comum e vi um magnífico corredor de plantas exóticas intercaladas por incríveis flores ornamentais, cujas cores acintosamente refletiam, diante das sisudas e cinzentas paredes antagônicas, que tentavam em vão, apagar as intensas luzes por elas emitidas.

A cena graciosa dessa luz que se somava aos brilhantes raios de sol, despretensiosamente iluminava os recônditos da alma de cada passante e passarinho que alegremente zanzavam sobre a ilimitada generosidade de Gaia. Todo esse momento oriundo de um único ato aparentemente isolado, se refletiu por quilômetros nesse espaço comum, como consequência dessa vigorosa ação. Sendo assim, toda micro ação, invariavelmente se torna macro, por conta da tremenda luz que tal ação inevitavelmente emite.

Percebi, após esse vívido, luminoso e magnífico espetáculo que, só e possível viver numa sociedade pujante, a partir de uma comunidade que se identificar através de seus atos, como as magníficas flores fincadas no lugar das cruzes dolorosamente sacralizadas, para que esses atos envolventes, tal como a luz, pudesse se refletir em tudo e em todos ao seu redor.

Sendo assim, tudo que já foi, sempre será; se assim, a fala da comunidade comunicar; como um alegórico espelho que fractalmente refletem as nossas intenções, que nada mais são que sementes, cultivadas como as flores plantadas na sacada da própria casa. Ou seja, a Criatividade é exatamente como quaisquer sementes, que, inevitáveis dão os seus fractais frutos atemporais.

E assim, a cada luz que acendemos, o nosso ambiente se revela na dimensão de sua total plenitude. Portanto, temos a escolha de sermos criadores em vez de espectadores, ativos em vez de reativos, Ser em vez de não-ser. Deixemos pois, que a nossa luz ilumine a tudo e a todos por onde quer que passemos, para que cada flor, na sacada de nossa alma, ilumine as sombras de cada parede cinzenta que tente nos limitar. Deixemos pois, que nossa luz ilumine todas as ruas comuns, das cidades comuns dessa fantástica Comunidade humana, por onde quer que passemos, para que cada flor semeada por nossa alma ilumine as sombras de cada parede cinzenta que se atrever a nos limitar.

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