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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Kwanzaa: O Caminho dos Comuns

Cotejando o nosso antepassado com a atual conjuntura, observamos que nossos ancestrais, os povos indígenas e os povos africanos, consideravam a terra um bem comum, assim como tudo que nela existia, já que a Mãe natureza os presenteavam com própria vida ao produzir tudo aquilo necessário à sua existência; portanto, o bem viver era a esperada consequência de todo aquele harmônico contexto vigente. Quando qualquer desarmonia era apontada, era sempre referente a períodos de escassez das fontes, fossem de água ou de alimentos numa determinada região, mas nunca por motivos disputas territoriais ou correlato.

Mas eis que a colonização do Tempo e do espaço dos Tempos Modernos, trouxeram a arrogância leniente do citadino, que se outorgou a qualidade de civilizado em sua vã tentativa para controlar a natureza colocando-a a serviço de suas cobiças e caprichos. Dessa maneira, ele idealizou juridicamente o conceito de Estado, enquanto religiosamente formulava o conceito de propriedade privada e convencia a população a abandonar o campo e o seu trabalho na plantação, para viver na cidade e possuir um chefe de produção.

Desse modo, iniciou-se o Infame Mercado[1], com o atual codinome de capitalismo, cuja estrutura inicialmente foi gerenciada por uma intrincada facção de Missionários, Mercadores e Mercenários; mercado este que hoje é controlado pelos clãs que compõem as famílias tradicionais, herdeiras da infâmia e dos espólios adquiridos em meio a um mar de sangue, suplícios e terror.   

Esse dantesco e distópico cenário, delineia de forma breve e concisa a atual conjuntura de perene escassez especificamente planejada e direcionada à massa populacional mundial, enquanto o monopólio da abundância é dirigido exclusivamente para as famílias tradicionais, herdeiras dos espólios de seus antepassados.

O resgate da decência humana, incide fundamentalmente na urgência de revisão desse contrato social, outrora conferido por essa infame estrutura que fundamenta a ansiada civilização. Portanto, a força econômica coletiva em lugar do monopólio financeiro aferido pelos clãs escravagistas, exige por uma responsabilidade que também seja coletiva, já que as necessidades comuns da massa populacional, diferem diametralmente dos caprichos escusos das famílias tradicionais. O apoio mútuo as necessidades comuns desse coletivo, é a retomada do caminho a dignidade perdida da pessoa humana; iniciando pelas quebras dos paradigmas necessário ao processo, que, consequentemente implicará na quebra desse Mercado infame, conhecido pela alcunha leniente de codinome capitalismo.

 



[1] Era o termo conhecido para se referir ao Tráfico de Escravizados africanos. 

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