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segunda-feira, 15 de março de 2021

Sobre Autonomia, Protagonismos, Ecdises e outras Rebeldias...

O Buscador, é antes de tudo, um descobridor de memórias; de suas próprias memórias, como ancestral de si mesmo. Para que isso genuinamente se efetive, ele não deve se deixar levar pelas aparências externas apresentadas como verdade pelo mundo, e nem se deixar levar pelos ruidosos vozerios vociferantes em seu entorno; a sua busca deve se iniciar no mais profundo silêncio de sua mente, pois é justamente nesse silêncio que se encontram todas as perguntas e respostas necessárias, que o levará ao porto seguro de retorno ao lar, após as noites sem lua do longo inverno da alma fractal. 

Portanto, toda e quaisquer desarmonias registradas em forma de fortes emoções, são consequências diretas daquilo que acontece em seu interior. Desse modo, os desiquilíbrios externos, uma vez apresentados como formatador do contexto da conjuntura do indivíduo, devem servir como forma de identificação do seu próprio estado interior. Esse estado de discernimento é atingido quando o sujeito se apresenta como testemunha de si mesmo, e não como personagem atuante no desenrolar dos contínuos dramas cotidianos proporcionados e perpetuados pelo sistema. Agindo desta forma, o indivíduo não se deixará arrastar por quaisquer dramas que o pensamento intelectualizado venha apresentar como dificuldade, que inevitavelmente instala o medo produzido pelo senso de sobrevivência do ego. Assim procedendo, ele não abaterá seu senso lógico de ação, necessária ao problema instalado e apresentado como temas de debate do momento; já que o lugar do passado é sempre no passado e o futuro, é, e será sempre o agora.

Sendo assim, uma ação, para se realizar de fato, deve dispensar os princípios do infame mercado gerido pelos créditos e prestações, já que o mesmo mercado pluriversal dos sentidos e sentimentos, nunca se apresenta em alto ou em baixa; e nem mesmo mercado ele é.

O Estudante é um buscador, portanto, é o único sujeito ativo no processo de educação de fato, já que o papel do professor, não deve ser o de adestrar, mas sim, apontar o caminho, e nunca ensinar a sua própria verdade; verdade essa, que a academia repassa como verdade única. A verdade não caminha de fora para dentro, mas sim, do interior para o exterior; o que está dentro, está fora; o que está em cima, está em baixo. Sendo assim, a Lei natural da Semeadura e da Colheita vaticina que, quem muda a si mesmo, muda o mundo.

Ao reconhecer a natureza dessa Lei, será inevitável a percepção do processo de Colonização e Escravização como o mesmo processo que ditou e estabeleceu as regras sócio-políticas do planeta, identificando a sua responsabilidade pela formação e institucionalização jurídico-religiosa das castas de humanos-robôs, sustentados pela Inteligência Artificial, e de humanos-gente classificados como terríveis terrorista e incomodadores oficiais do sistema vigente, que completam o seu quadro de personagens que compõe a Matrix escravagista pós-moderna.

Portanto, é necessário estar em paz consigo mesmo, para seguir, de olhos fechados, por essa estrada de fortes ventos e tempestade intensa, acompanhando a corrente do fluxo desse Tempo, que é o agora de cada hoje. Da mesma forma que a noite precede o dia, a chuva trazida por essa metafórica tempestade, também faz florir os Jardins do nosso Éden interior, cujas sementes, inevitavelmente se espalharão ao cair das árvores dos pomares desse jardim que circunda a estrada da vida, pavimentando assim, o solo aonde caminhamos, construindo a trilha de regresso ao lar original. A confiança em si mesmo, assim como o amor-próprio e a autoestima definitivamente estabelecidos, se transformará no mágico ingresso que possibilitará adentrar a esse metafórico trem que empreenderá o pródigo regresso ao Lar.

Portanto, enquanto as forças externas ditar o ritmo interno do indivíduo, ele não se capacitará como sujeito de sua própria história, visto que, como consumidor de notícias bombásticas e manchetes sensacionalista, ele se entorpece com as pautas monopolizante dos debates do momento, alimentando assim, o intelecto do indivíduo já inflacionado com as verdades alheias, ao passo que, tais verdades criam a necessidade permanente do dito cujo se alimentar com certificados, diplomas e afins, emitidos com o intuito de aplacar a violenta voracidade do ego por reconhecimento alheio.

Dessa forma, buscar a si mesmo, além de ser uma aventura que exige muita coragem e desprendimento, é também uma epopeia de descobertas, num caminho aonde as sombras bruxuleantes se escondem da luz, num jogo de dicotomias, dogmas e paradigmas, imperando o dualismo perpetrado pelo maniqueísmo ideológico. Portanto, é o processo de desapego às crenças limitantes e as ideologias descapacitantes, que nos possibilita olhar em direção a saída da caverna de Platão, sem que o brilho intenso da Luz venha ferir os olhos, detendo o avanço desse progresso em direção a verdade que liberta.

Sigamos então, o imaculado exemplo das crianças: sejamos como uma folha em branco, saudando com alegria cada eterno amanhecer de todos os hoje; sem rotinas, manias, bulas ou relógios. Que cada novo dia, seja como uma nova obra prima de Salvador Dali, daqui, de lá e acolá; sem medos, melindres ou meandros. Assim, perceberemos que a realidade exterior é apenas reflexo; pois a verdade se encontra dentro de cada um. 


quinta-feira, 4 de março de 2021

Sobre o Tempo Fractal como Fonte Criativa

Quando o tempo perguntou para o Tempo, quanto tempo o Tempo Teria, Ele respondeu que não tinha tempo, já que Ele era o Próprio Tempo; portanto, Ele, como dono dele mesmo, tinha todo e qualquer tempo, o Tempo todo e a qualquer Estação. Nesse ínterim, muitos optaram por possuir o relógio como bússola, enquanto outros escolhem ter o tempo como guia. 

Assim, o Tempo, como Senhor de todas as coisas, foi posto por muitos indivíduos, num plano secundário; tornando-se um ilustre desconhecido, por todos estes que optaram por viver do passado enquanto pensam num possível futuro.

Foi dessa forma que, espertamente, o proprietário desse tempo linear, estabelecido e consumado pelo relógio, se apropriou do controle absoluto sobre essa massa consumista e consumida pelos insistentes, incessantes, enlouquecedores e repetitivos tique-taques desse medidor, reprodutor de rotinas, toques e depressões escritas, descritas e prescritas nas profiláticas bulas psiquiátricas e bíblias terapêuticas; visto que, o tempo de vida desse indivíduo e a sua força ativa, foram cedidos ao dono desse relógio transformador de sentimentos e fabricante de comoções, servindo aos senhores da guerra financista.

Tais medidores já caducos e cadentes, de desgastantes a desgastados, de tão corroídos se quebraram, sem que os seguidores dos tique-taques se dessem conta do ocorrido. Dessa forma, eles roboticamente continuam, em ordem unida, a sua mecatrônica marcha, supondo ainda ouvir o som desse metafórico látego cortando o tempo-espaço, ditando o ritmo de cada um de seus passos a caminho do cadafalso das fábricas dos Tempos Modernos.

Deste modo, esse apito fantasma que marca a hora do almoço, anunciando a entrada e a saída da labuta diária, continua a aterrorizar, por meio dos intimidadores números grafados como índice de valor, trazidos no canhoto dos contracheques, ao instituir futuros inexistentes constituídos por um passado de carências, estabelecendo assim, um sedutor presente de grego.

Tudo isso acontecendo, enquanto o tempo circula, análogo a uma locomotiva sobre seus trilhos, que, contínua e ininterruptamente, circunda o orbe, passando e repassando por todas as estações da vida, em seu tempo único, numa espiral circular. Dessa maneira, o passado e o futuro se fundem num eterno agora, aonde a mudança é o único fato permanente.

Portanto, aqueles que abraçaram o relógio como guia, habituaram-se a rotina das sombras e as suas nefastas recorrências como destino inexorável. Diferente daqueles que vivem o presente, que não conhecem o peso do que já se passou ou daquilo que ainda virá, pois ambos; passado e futuro; são definitivamente nulos, visto que eles vivem nesse Tempo sem tempos; diferentemente daqueles que lutam pela sobrevivência num cotidiano sem vida, senso ou razão de não ser o que se é; já que atendem aos quesitos e requisitos ditados por esses ponteiros que apontam o seu modo de pensar a realidade, o seu sentir e sua forma de reagir diante da Ordem ditada e do Progresso determinado pelos proprietários dos Tempos Modernos; essa mesma Ordem que instituiu a linha de produção e o consumismo como modo de Progresso exclusivo dos controladores desse processo.

A força ativa e o tempo de vida dos escravizados mental, classificados pelo sistema como trabalhadores e profissionais, tem o seu tempo contado e medido pelo consumo e pelo status quo, sendo continuamente apaziguados por meio da emissão de diplomas e certificados aplacadores de egos que exigem sempre mais, a fim de atender o seu modus vivendi.

Dessa forma, a consciência se alija da vida de fato e direito, abrindo caminho para a inconsciência de si mesmo. De tal modo, a fatalidade de um inexorável destino, tal como o destino de Sísifo, por mais que o indivíduo tente a fuga, tal destino vai se repetir a cada Estação, na qualidade de mais um residente da inconsciência humana, como um processo trazido e traduzido pelo inconsciente coletivo; coletivo formado por indivíduos devidamente adestrados e domesticados.

Portanto, somente quando o indivíduo abdicar desse inconsciente coletivo e mergulhar no silêncio do seu agora, o seu presente se tornará eterno, e o sujeito, imortal. Qualquer fato diferente desse acreditar, faz parte da ampulheta que comprime e oprime o indivíduo qualificado como servo, escravo de um tempo sequestrado pelo gongo adestrador e domesticador de suas emoções.

Nesse processo promovido por Pavlov, o sino da igrejinha substitui as batidas do coração, enquanto o pelourinho se transformou em carteira assinada, certificados e diplomas. Dessa maneira, testemunhamos então, a sabatina do Time is Money se transformando numa homilia, ditada e editada por uma espécie de regra de ouro coach, transformando os cinco sentidos em frias correntes, que fisgam, nas fatalidades do destino do incauto neófito, o prêmio que o qualifica como funcionário padrão.

Ceder o seu Tempo é ceder o seu Poder, seu querer, seu viver. Viver o seu Tempo é fator de decisão; é ter a coragem para ter a ciência de que tudo começa em você; sabendo desse Tempo circular, que é um ponto que circunscreve o seu próprio círculo, como os grãos de areia que cobrem as inúmeras praias do mundo, sendo o próprio mundo; aonde cada um desses grãos, cobrem os Universos e Multiversos, que por sua vez, preenche a imensidão do infinito Cosmo como um só.

Assim sendo, cada pensamento cunha uma realidade, e cada intenção, cria uma nova linha de Tempo quando nos desprendemos dessas metafóricas correntes, cujos elos representam cada tique-taque que nos cerceiam, adoecendo o corpo, a mente e o espírito; grilhões habilmente confeccionados, como adornos que tatuam o coração da pele preta, pelos escravagista de plantão.

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

De Amigo Secreto a Realeza Monádica

Refastelado sobre a dourada e macia areia da praia, observando a magnífica sucessão dos Dias e das noites, olhando para os passos singelos do Sol em sua métrica contradança diante da Lua; refletindo sobre, o que seria dos habitantes de Gaia, se não existisse esses maravilhosos e perpétuos ciclos fractais de continuidade espiralar; como uma infinita escada; que possibilitam toda a existência do tudo, nesse agora que é exibido no eterno espetáculo sobre o palco da vida que se desenrola nesse pontinho suspenso da Via Láctea. Quero dar continuidade a essa reflexão, ponderando sobre o aguerrido apego construído em torno da dicotomia cultivada em relação ao bem e ao mal, assim como tudo aquilo que julgamos como certo e errado.

Foi nas rédeas de um pueril princípio humano, quando aqui abanquei; até descobrir a sobre existência de milhares de outras ilhas em meu entorno e centenas de milhares de outras esplêndidas praias paradisíacas espalhadas como poros sobre o corpo de Gaia; acreditava até então, ser esta minha praia, a única praia existente que contornava a minha, também única ilha vivente nesse meu conhecido universo; mas durante a certeza que a segurança nessa crença limitante me proporcionava, lá no meu íntimo, me sentia como aquele peixinho dourado vagando no conforto do seu aquário, desconfiando sempre da existência de algo mais, além do vítreo véu exibido pela contraditória transparência desse metafórico aquário, aceito como a aparência do que era meu mundo real; foi quando de repente, esse simbólico peixinho aqui, mergulhando em si, na eternidade de um breve momento de serenidade interior, pude enfim, vislumbrar a agitada torrente de um mar encapelado que congestionava minha mente com realidades manufaturadas por papeis, número de série, relógios, calendários, notícias e manchetes sensacionalistas de todos os dias, que formatavam a linearidade da  minha existência e do meu cotidiano. 

Foi usando a consciência como carta de navegação para sair desse aquário, a fim de ganhar um córrego, aproximar-me de um rio, até adentrar ao mar, cruzando as profundezas abissais do desmedido oceano, que enfim, descortinou-se em mim, um trabalho de intensas buscas e inexplicáveis descobertas; num processo que só poderia se iniciar, após o definitivo desprendimento dessa zona de conforto projetada pela cultura escravagista; e desse modo, finalmente poderia chegar ao espaço das ilimitadas possibilidades; chegando justamente nesse espaço aonde o tempo é um ponto em torno de si mesmo; e de forma fractal; como um ínfimo grão de areia, ele; o tempo, se espalha pelas praias de todos os mundos e planetas adensados ou não; e como um, multiplica-se em si mesmo, diante dessa morada fixada no próprio infinito.

Dessa forma, a frase grafada sobre o Portal da Pirâmide egípcia, “Conheça a Verdade e a Verdade Vos Libertará”, seria enfim, compreendida de fato. Enfim, saberíamos que não somos pequenos, como sempre nos fizeram acreditar. Mas sim, descobriríamos que, nesse cruento processo, nos transformamos num coletivo fraturado pela cultura do medo e da dor; trazendo a alma carregada de cicatrizes profundas; e como uma rosa, que exala o seu perfume em flor, só conseguimos atentar para as aflições provocadas pelos sangrentos espinhos do horror; foi assim que deixamos de sentir o aroma da vida, para inconscientemente nos fixarmos na pulsão de morte, instituído por um estranho paradoxo, que trazia ao mesmo tempo, o medo da morte e a batalha pela sobrevivência num cotidiano cruelmente inumano, especializado em produzir vítimas e vitimizados, ao manipular o poder criador dos protagonistas de seus próprios destinos.

Dessa forma, é necessário perceber que o certo e o errado são faces distintas da mesma moeda, assim como a existência do bem e do mal, que, análogos a dança do sol com a lua, produzem e ordenam os ciclos terrestres produtores da existência, dando vida a própria terra.

Portanto, a necessidade de se lidar com a nossa luz e escuridão, é o caminho mais diligente para se abandonar o exercício da crítica e do julgamento alheio, já que, quando focamos no problema do outro e não na solução do problema apresentado, nós nos permitimos a ser guiados exclusivamente através do ego, nos tornando cada vez mais, menos humano, a fim de exercer a missão separatista outorgada pelo sistema escravocrata, que até o momento, através de suas instituições, exerce o poder de nos educar e nos alimentar em todos os sentidos.

Andar na contramão desse sistema, exercendo a desobediência epistemológica e civil, na distinta condição de ovelha negra e não na de um rancoroso carneiro de Panúrgio, sendo como a água que corre entre as pedras, troncos e raízes, que desconhece os obstáculos, mas que, ao mesmo tempo, se adapta, nunca deixando de ser o que é, é o caminho, onde não existe caminho, a ser trilhado até a chegada aos mistérios do grande Calunga. É nesse ponto exato que principiamos a viagem de partida e chegada como iniciado junto ao seu Eu superior, concluindo enfim, a realeza divina de sua magnífica Mônada. 

sábado, 9 de janeiro de 2021

A Metafísica da Jardinagem na Agronomia Universal

Todo ser humano é um potente agricultor, visto que, invariavelmente, seus atos e pensamentos; e tudo mais que emanar do seu coração e de sua mente; se transforma numa poderosíssima super semente; gerando frutos que inevitavelmente ultrapassarão o tempo e o espaço, indo muito além do próprio semeador. Portanto, é notória e patente a eclosão de cada semente-pensamento, gerando a toda a nossa forma de ver e sentir o mundo, ser exibida como uma criação com a assinatura e autoria definidas, na saga de uma vida vivida desde o céu até o umbral. Portanto, não existe escapatória para esse fenomenal axioma cosmológico.

Alguns rotulam esse processo, que preconiza que toda ação resulta numa reação, como Lei de retorno, Lei de Talião, etc., por conseguinte, tudo aquilo que fazemos em nosso cotidiano, metaforicamente, significa que estamos a semear um magnífico pomar com frutas diversas, um mágico bosque encantado ou uma fantasmagórica floresta assombrada nas dependências de nosso próprio lar; nosso teto; nosso mundo.

Cada suspiro que acompanha um pensamento, cada intenção e cada lamento, são como estrelas no firmamento; pois eles trazem consigo sentimentos que podem iluminar ou até mesmo nublar cada hora do nosso dia, do cotidiano ou estação do ano; e como qualquer fruto, eles germinam, crescem e amadurecem, a fim de saciar a fome do dia ou provocar uma bruta anorexia, dando assim, ao corpo, a mesma forma da alma, seja enferma ou sadia.

Somos Deuses e Deusas, criadores do Universo que existe em cada um de nós; universo que, por sua vez, formam os Multiversos que constituem o infinito Cosmo. Portanto, olhar para as estrelas no firmamento, é encarar e reconhecer a si mesmo nesse espelho que a vida sempre foi. Sendo assim, esse mesmo espelho, ininterruptamente responderá sempre, que, não há ninguém mais belo do que Você, Eu e Nós; porque somos todos, a imagem e semelhança do Amor: o criador, autor e fundador do Tudo e do Todo.

Nossos pensamentos, uma vez, nublados pelo ego, consentiram infundir e perpetuar um funesto sono em seu eterno e imortal Deus interior, ao narcotizar, separar, acorrentar e manipular os sentimentos contidos em seu sagrado ser. Desde o fruto da Árvore do Conhecimento à Maçã da Branca de Neve, que, ouvindo o canto da sereia, criamos uma realidade manipulada pelos escravagista que acorrentaram as nossas emoções, provocando pensamentos limitantes e sentimentos descapacitantes; construídos pelos sedutores sonhos de possuir uma bela mansão, uma casa na praia e carro do ano; a maravilhosas promessas de um fictícia Terra Prometida e um Paraíso Celeste; promessas essas, impressas e digitalizadas em livros sacralizados.

Desse mesmo modo, personificaram um Deus ficcional e disfuncional, e aproveitaram o ensejo para fabricar um Diabo ocasional para justificar quaisquer erros legal, real ou normal. Esse foi o golpe de mestre, o pulo do gato. Ou seja, foi a maneira mais eficiente, e habilmente usada, para realizar o distanciamento entre o divino e o humano.

Definitivamente o ser humano é um Deus. Mas, a fonte criativa, a Consciência Universal; não é um ser humano. Análogo a um ponto que dá origem a um círculo, Ele é o Tudo que está no Todo, da mesma forma que o Todo está em Tudo.

Que as nossas palavras sejam flóreas sementes candentes; assim como os nossos atos, sejam transformados num flamejante jardim de luz, para que, os mais recônditos umbrais se transmutem em fulgentes Édens; gerando assim, os devidos frutos do conhecimento há muito ocultado no imo das trevosas brumas de outrora.

Sejamos os jardineiros no Universo dos pomares do nosso Olimpo, e não mais o ceifador temível e ameaçador Caronte, capitão do tenebroso Tumbeiro que se camufla nas profundezas das cavernas platônicas, e navega livremente na superfície dos textos, disfarçado e protegido pelas letras dos discursos retóricos.

As palavras e as ações, são sementes; reluzentes ou não; mas, somente o fruto dessa semente é certeza inconteste; tão exato como a neve se derrete ao sabor abrasador do vulcão queimante; ou como a caudalosa chuva que irriga o chão assolado por longa estiagem; e assim como os raios Solares, que jamais existiriam sem a imperiosa e pungente presença do Sol, a sementeira universal também não existiria sem o seu semeador; mesmo que esse semeador seja totalmente inconsciente, ou se achar por demais inteligente para considerar esse processo como fato; inevitavelmente ele conhecerá o sucesso ou o fracasso gerado por cada ato, totalmente axiomático.

 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Om Mani Padme Hum

Observar, Aprender e Amar: como um negro gato grávido de muitas vidas já vividas; sem quaisquer medos, damos saltos de Alegria de noite e de dia; com extrema maestria; enquanto o ego se cala e silenciosamente o coração fala, chamando e procurando por nós mesmos, no interior de cada nó cego transformado em laço singelo, ao sentir no regaço, o aroma das rosas e a dor dos espinhos; eis o segredo da missão acordada de cór; desde sempre; até o momento presente.

O primeiro salto de fé rumo ao desconhecido, executado sobre a nano imensidão escura desse vazio; nesse espaço sem o chão da razão comumente usada como apoio das bengalas que escoram a nossa falsa proteção; exibimos como quesitos únicos de pontuação, somente o desapego e a aceitação como espada e escudo de combate, para executar essa missão possível, plena de descobertas e exploração.

Desvendar e cultivar o nosso continente cosmológico interno, pleno de Galáxias, Universos, Multiverso e Omniversos, requer uma atenção especial focada e voltada para o coração, que é a nossa fonte dos Duelos desprovidos de revanches ou retaliação. É dessa forma que nos sagramos Cavaleiros, não de uma cruzada evangelizadora de outrem, mas sim, de uma cruzada Cristalina, ou Crística, em busca desse Deus interior que sempre esteve lá; pois é a fonte criativa, é a Consciência Universal, o inominável com mais de mil nomes.

Tudo fora dele, dessa fonte criativa, é reflexo daquilo que o sujeito carrega em sua alma; pois, a exemplo do criador; ele também cria sua própria realidade. Mas, equivocadamente, tem relegado a responsabilidade de sua própria criação a um Deus humanizado, patenteado e disfuncional, que reside num palácio de ouro, refestelado num fictício trono de pedras reluzentes nos confins de um céu inexistente.

Enquanto estivermos executando a função de eco, reproduzindo esse discurso colonizador e escravagista que instituiu o paradigma do movimento de invasão e pilhagem de terras aborígenes e indígenas, como narrativas oficiais de extraordinárias descobertas científicas da história moderna, continuaremos a olhar para fora de nós mesmos, em direção a esse deus disfuncional, construído pela narrativa dominante e patenteado pelo poder escravagista colonial, como ideologia descapacitante mantenedora de todas as crenças limitantes, que nos formatam enquanto produtos, social e biologicamente condicionados.

Portanto, o compassivo e afetuoso processo de olhar para dentro de si, é a verdadeira descoberta que determinará a apropriada evolução humana; pois só assim, perceberemos que a verdade vem de dentro; visto que ela, a verdade, não pode ser dita nem narrada; é como um dedo apontado em direção a lua; também ela, a verdade, pode ser somente apontada; a sua descoberta cabe a cada pessoa.

Mas, no momento, a nossa permissividade à escravidão mental consegue identificar no discurso colonizador, somente o dedo apontando uma direção, enquanto oculta a lua e revela unicamente os reflexos da nossa própria escuridão, que vem a ser o receio de um doloroso futuro inexistente, provocado através dos nossos medos, adquiridos através dos sofrimentos oriundos no pelourinho, que geraram os presentes traumas humanos.

Olhar para dentro de si, é descobrir e explorar o seu próprio centro de poder; poder este que hoje é cedido ao cataléptico Estado de escravidão mental, limitante da expressão da pessoa plena de si, enquanto coletivo humano; e nesse compassivo processo, ao descobrir que somos um, Deus deixará de ter mil nomes para enfim, tornar-se um. Só assim, descobriremos que Deus é Amor e não um punhado de nomenclaturas ordenadas por ritos, bulas e regras descritos pelas crenças limitantes pregadas nas inúmeras religiões existentes.

Para curar-se desses traumas, oriundos do medo; é necessário o olhar afetuoso para si mesmo; e sem críticas ou julgamentos, desapegar-se dessas crenças limitantes aprendidas desde o berço, relegando assim, a nossa felicidade unicamente ao momento presente. Dessa forma, deixando ir, teremos espaço suficiente para descobrir, ou redescobrir, e explorar o novo paradigma do agora; teremos enfim, tempo de, metaforicamente, olhar a lua, e não mais nos determos na eterna dúvida na direção a se seguir; já que o tudo está no todo e o todo está em tudo, desde o aroma das rosas até a dor do espinho, esses sentimentos inevitavelmente serão suscitados durante o ousado salto executado através das grades dessa gaiola que enclausuram o nosso sagrado coração.

Somos como um vistoso pássaro cativo a cantar no interior de sua gaiola, ou como aquele meigo peixinho dourado circunscrito ao restrito espaço do seu belo aquário. Ambos, a exemplo das crenças limitantes que formatam o nosso mundo, têm as suas realidades concretas expressas nas grades e vidros que os circundam, sem que eles, assim como nós, tenham a mínima consciência sobre tal fato.

O medo do imenso vazio ou do profundo oceano, se ajustam entre a conformidade do daquilo que é conhecido, frente ao profundo mistério que permeia o desconhecido.  Foi desse modo que a pessoa humana se adaptou a pseudo segurança proporcionada pela rotina expostas nas paredes do seu ilusório mundo, se conformando em entoar o seu triste blues, acorrentado aos sentimentos domesticados e formatados pelo inconsciente coletivo, provenientes de seus mais profundos traumas.

Assim, os mais simples comentários a respeito de quaisquer ideias referente a algum tipo de metamorfose dirigidos a uma crisálida, podem simplesmente soar como o final dos tempos; um tenebroso e formidável armagedom. Por isso, esse processo se transformou numa luta, num permanente combate consigo mesmo; visto que, somente a própria pessoa pode se permitir caminhar, ou parar no caminho em direção a ela mesma.

Este é um contundente processo de escolha: ser uma pessoa plena de fato, ou ser resultado da manufatura de um mero produto de ocasião. Ou seja, é a escolha entre ser direcionado pelos sacralizados fantasmas dos traumas do verão passado; suscitados e continuamente ressuscitados através de nossos próprios medos; ou escolher ser guiado pela eternal presença do Deus interior; esse mesmo Deus que permitimos ser narcotizado no interior do nosso sagrado Eu Sou... É como na alegoria do dedo apontado para a Lua mencionado pelo filósofo e artista marcial Bruce Lee. Esse mesmo filósofo peremptoriamente nos admoesta a não deter a nossa atenção no dedo apontado, pois dessa forma, perderemos toda a potência, a beleza e o esplendor da Lua.

Como o compassivo processo de enxergar-se a Lua, metaforicamente significa o romper de grades e a quebra dos frágeis vidros dessa vistosa vitrine, na qual fomos expostos e condicionados como resultado de um pérfido produto narrativo; há de ser esperar que esse processo seja exibido pelas manchetes e tabloides sensacionalistas como algo extremamente dramático, e até mesmo violento para aqueles que dormitam; e, por outro lado, seja também exibido como uma advertência a fim de admoestar aqueles que se acham por demais inteligentes para atentar para tal fato, e como qualquer zumbi capitalista, sonambulam no alto do púlpito imagético, armado no picadeiro da sociedade Hollywoodiana.

Sendo assim, é este o momento em que, a crisálida escolhe entre o desacreditar na possibilidade numa existência além do casulo e, por conseguinte, na probabilidade de uma vida após a vida; cultivando assim, o doméstico medo de sua inevitável metamorfose; ou escolher efetivamente partir para o seu salto de fé em seu desconhecido vazio, desapegando-se das experiências passadas num traumático passado; além das expectativas virtuais num possível futuro; para assumir renovadas perspectivas de cada momento que se apresentam como mais um presente no Jardim do nosso eterno Agora; transformando seu sagrado peito, no paradisíaco Novo Portal de retorno ao Éden Ancestral.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A Consciência do Silêncio: O Supremo Poder do Nada com a Força de Mil Sóis.

A Porta que se fecha e a mesma porta que se abre, assim como tudo aquilo que dizemos, é ouvido pelo próprio corpo. É no silêncio que a Consciência eclode e se faz autoconsciente, revelando, após eterno looping, tudo que realmente é; até que, finalmente percebamos que, cada lado é somente um, e que, cada porta que vemos fechar-se, na verdade está se abrindo.

Essa holografia coletiva em que se tornou a vida sobre Gaia; paradoxalmente, é vivida de forma individual; criando a realidade de cada ser, que se encontra diante dessa porta conhecida e conceituada como futuro: num processo que pode ser linear; trazendo mais do mesmo; ou pode ser mais uma espetacular descoberta, para o buscador de si mesmo.

Cada realidade correspondente a uma porta aberta, é análogo a vivência de um jogo (coletivo) virtual, aonde cada porta passa a ter a sua própria dimensão, como o universo de cada indivíduo, que obedece ao conhecimento que lhe é intrínseco.

A consciência criativa primordial, que as religiões batizam como Deus; é tudo o que há, e tudo o que é; é a Fonte Criativa que multiplicou fractalmente a si mesmo, transformando-se nessa própria criação, que não se reconhece enquanto criador, em consequência do hipnotismo projetado pela Matrix, que transformou esse corredor de infinitas portas, num pérfido espelho de si mesma, a fim de dominar e controlar, exercendo o escravismo como forma de poder.

Por isso, cada porta construída pelos condutores dos Tempos Modernos, e ornamentada pelo incontrolável apetite por poder, tornou-se o módulo de sobrevivência para o neófito, que adentra a realidade formatada por essa mesma Matrix, que congela e sacraliza cada crença limitante atrás dessa falsa porta.

Quando percebermos que, não há nenhuma necessidade de se abrir quaisquer dessas portas pomposamente exibidas pelo designe da linearidade, será o momento de desapega-se do escudo do medo e das memórias desse looping, reconhecendo enfim, que a Consciência, é a Sede da criação, e que esse, é o ponto zero da autoconsciência e do cessar de todo o drama humano.

A Matrix, perfidamente instituiu e legitimou, através da mídia, da filosofia e disciplinas similares; a psicologia do bater na porta, entrar pela porta, e até mesmo, arrombar a porta, para incentivar e motivar esse indivíduo, a fim de que ele chegue a algum lugar; expediente este, habilmente usado para ocultar o lugar do centro de poder autêntico, que é o próprio sujeito.

Portanto, quanto mais o dito cujo tagarelar, reclamando de sua condição, menos ele irá ouvir, e se ouvir. O poder do silêncio está sempre sendo quebrado pelas propagandas, filmes, novelas, ou por uma nova moda, que continuamente nos doutrina no incômodo e aversão a profundidade do silêncio. Portanto, sempre será proposta uma empatia ou uma ideologia descapacitantes, e até mesmo uma nova crença limitante para manter o indivíduo no lugar estabelecido pela classe, raça ou gênero. O objetivo do processo, é manter o indivíduo desacreditado de si, enquanto acredita e fortalece a Ordem e o Progresso instituídos como Lei pelo sistema escravagista.

Desse modo, o bom cidadão se condicionou ao debate exclusivo das pautas do momento, permanentemente expostas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação. De tal modo, as relações permanecerão numa interminável e improfícua discussão, até aproximar-se a um momento de completa exaustão, aonde enfim, possa se duvidar da existência das próprias portas. Até esse momento chegar, os acessos do silêncio continuarão surdamente a gritar no interior de cada coração emudecido, paralisado pelo intelectualismo que nos dói hoje.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A Tecnologia do Amor e Seus Ontológicos Efeitos Especiais

A Tecnologia do Amor como um processo único e atemporal, só pode ser definitivamente estabelecida, quando percebermos que, o solo, também é semente. É ser o presente que se dá, ao mesmo tempo em que também o recebe; na qualidade de doador e recebedor do Presente que se é. A tecnologia do Amor está no Espelho da menina desse olhar correspondente, que é recebido em simultâneo, em meio a intensa velocidade da Luz Maior, que é tudo o que é, e tudo o que há; aonde o Tudo está no Todo e o Todo também está em Tudo.

As mensagens de Amor ininterruptamente trazidas pelo vento, pela chuva, pela lua, pelo sol, pelas estrelas e por este próprio chão que nos sustenta, suspenso como Babilônico Jardim em meio a vastidão das moradas desse infinito Cosmo, são como cartas escritas em branco, que flutuam ao deslizar sobre os Arco-íris desse mesmo céu azul anil; Éden que transformamos em inferno privativo, quando enviesamos a diversidade das cores, entre os olhares criadores de alhos e bugalhos.

A tecnologia do Amor está naquele abraço que ainda não foi dado, e no beijo que jamais é negado, nas mãos que afagam, assam, assinam e acenam, sem olhar as roupas, os sapatos ou os pés descalços de um descamisado, colorido de melanina de cima abaixo, sem um pingo de proteína sobre as veias plenas de cafeína.

Na Tecnologia do Amor não existe a palavra “mais” e nem quaisquer outras palavras, expressões ou intenções condicionais; pois o ato de julgar, é o meio mais eficaz de se acumular futuros lamentos e penosas lamúrias, que inevitavelmente eclodirão nessas sementes lançadas e cultivadas pela mente inconsciente, sobre o solo desse Babilônico Jardim suspenso no espaço cósmico sem fim, transformando-o desse modo, numa das escuras esquinas da nossa assombrosa floresta de Fobos.

A Tecnologia do Amor exige um letramento sem alfabeto, palavras ou dicionários, já que o seu único manifesto se revela através do Sentir. Dessa forma, todo Sentimento torna-se uma realidade construída em sete mundos e dimensões, que deslizam sobre as sete cores desse Arco-íris, que pode ter a magnífica exuberância de um majestoso Prisma, fractalmente multifacetado; ou podem metaforicamente ter as cores imagéticas de um tabuleiro de xadrez, com seus respectivos personagens socialmente aceitos e assimilados por meio do decrépito conceito da Ordem e do Progresso, preconizado pelas peripécias carnavalizadas pelos Tempos Modernos.

Portanto, não há absolutamente nenhuma necessidade de certificados, nem diplomas ou qualquer espécie de formação, para operacionalizar essa Tecnologia Ancestral de ponta, presente em tudo que é, e virá a ser; pois quando ela, essa Tecnologia tiver qualquer possibilidade de falha, a vida se extingui. Portanto, tudo vive, tudo é vivo, somente pela semente do Amor, no amor e pelo Amor. O seu oposto, é o Medo, essa mesma emoção de onde se origina a raiva, a revolta e a mágoa, e todas os sentimentos que desestruturam e fragmentam o ser, que outrora, como inocente criança, era pleno de si. O necessário e urgente resgate dessa criança interior, se dá somente através do Amor e do desapego de todos os paradigmas e dogmas, aprendidos como verdades incontestes por este responsável adulto doloso.