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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Sorria e Acene

 

Um dia passado, sem um só sorriso ser dado, é um dia vivido sem siso, é um dia de vida perdido; irresponsável é aquele que tem carregado em sua face, a carrancuda máscara da ácida cor do terrível mal humor, surgido da preocupação e do dissabor.

A alegria, transforma o corpo em pluma, que, suavemente plaina ao decorrer do dia, flutuando livre, leve e solto, sobre o campo minado, transportado nas asas da liberdade, para além dos muros da cidade.

A Leveza da alegria, é sementeira de poesias expressas nas cores meteóricas[1] da doce melodia, introdutória de cada novo dia, como trilha sonora da existência; cadenciando o cauteloso caminhar da garça, que pisa com elegância e graça, sobre a lama escura originada da chuvarada durante a longa noite enevoada, circundando cautelosa, a Flor-de-Lótus germinada no escuro do silêncio profundo, tal como joia rara incrustrada na tela cósmica do infinito versado em prosa.

A alegria vivida em cada momento, alqueivada na luz de jubilosos sentimentos, pavimenta a jornada da existência, liberando toda lágrima e lamento; do mesmo modo, que os irrestritos Sorrisos soltos, entoados sem quaisquer crivos, alimentam os seres vivos, como o sol em plena ação, que se faz presente, reluzente sobre as moções das linhas e entrelinhas de textos, contextos e subtextos, sem razões aparentes ou motivos condizentes.

O sorriso sincero, se alinha sem mistérios, sobre o autêntico semblante, sem as máscaras, nem os meandros usados para se exibir o que não é; revelando-se através da magia dessa pueril alegria brotada no coração, sem a exigência de ser pautada pelos conceitos contingentes da razão apregoada por meio da visão de um novo crente[2].

O sorriso genuíno, colore pensamentos que não ressoam com lamentos, nem se identifica com condições embaladas no berço das profundas emoções, fabricadas nesse mar de ilusões, apresentado no vermelho cartão, postado pela exótica inquisição. A alegria abrolhada na ideoplastia[3], é a única religião da alma, que evolui de mãos dadas com o seu próprio dharma, sem o peso que entrava e arrasta o denso karma.



[1] Referência as cores que definem a composição química de um meteoro.

[2] Referência ao cristão novo (judeu convertido)

[3] Formas pensamentos criadas no ato do pensar.

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