Um dia passado, sem um só sorriso ser
dado, é um dia vivido sem siso, é um dia de vida perdido; irresponsável é
aquele que tem carregado em sua face, a carrancuda máscara da ácida cor do terrível
mal humor, surgido da preocupação e do dissabor.
A alegria, transforma o corpo em
pluma, que, suavemente plaina ao decorrer do dia, flutuando livre, leve e solto,
sobre o campo minado, transportado nas asas da liberdade, para além dos muros
da cidade.
A Leveza da alegria, é sementeira de
poesias expressas nas cores meteóricas[1]
da doce melodia, introdutória de cada novo dia, como trilha sonora da
existência; cadenciando o cauteloso caminhar da garça, que pisa com elegância e
graça, sobre a lama escura originada da chuvarada durante a longa noite
enevoada, circundando cautelosa, a Flor-de-Lótus
germinada no escuro do silêncio profundo, tal como joia rara incrustrada na
tela cósmica do infinito versado em prosa.
A alegria vivida em cada momento, alqueivada
na luz de jubilosos sentimentos, pavimenta a jornada da existência, liberando toda
lágrima e lamento; do mesmo modo, que os irrestritos Sorrisos soltos, entoados
sem quaisquer crivos, alimentam os seres vivos, como o sol em plena ação, que se
faz presente, reluzente sobre as moções das linhas e entrelinhas de textos, contextos
e subtextos, sem razões aparentes ou motivos condizentes.
O sorriso sincero, se alinha sem
mistérios, sobre o autêntico semblante, sem as máscaras, nem os meandros usados
para se exibir o que não é; revelando-se através da magia dessa pueril alegria
brotada no coração, sem a exigência de ser pautada pelos conceitos contingentes
da razão apregoada por meio da visão de um novo
crente[2].
O sorriso genuíno, colore pensamentos
que não ressoam com lamentos, nem se identifica com condições embaladas no berço
das profundas emoções, fabricadas nesse mar de ilusões, apresentado no vermelho
cartão, postado pela exótica inquisição. A alegria abrolhada na ideoplastia[3],
é a única religião da alma, que evolui de mãos dadas com o seu próprio dharma, sem o peso que entrava e arrasta
o denso karma.

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