Todo ser humano é um potente agricultor, visto que, invariavelmente, seus atos e pensamentos; e tudo mais que emanar do seu coração e de sua mente; se transforma numa poderosíssima super semente; gerando frutos que inevitavelmente ultrapassarão o tempo e o espaço, indo muito além do próprio semeador. Portanto, é notória e patente a eclosão de cada semente-pensamento, gerando a toda a nossa forma de ver e sentir o mundo, ser exibida como uma criação com a assinatura e autoria definidas, na saga de uma vida vivida desde o céu até o umbral. Portanto, não existe escapatória para esse fenomenal axioma cosmológico.
Alguns rotulam
esse processo, que preconiza que toda ação resulta numa reação, como Lei de
retorno, Lei de Talião, etc., por conseguinte, tudo aquilo que fazemos em nosso
cotidiano, metaforicamente, significa que estamos a semear um magnífico pomar com
frutas diversas, um mágico bosque encantado ou uma fantasmagórica floresta
assombrada nas dependências de nosso próprio lar; nosso teto; nosso mundo.
Cada suspiro
que acompanha um pensamento, cada intenção e cada lamento, são como estrelas no
firmamento; pois eles trazem consigo sentimentos que podem iluminar ou até
mesmo nublar cada hora do nosso dia, do cotidiano ou estação do ano; e como qualquer
fruto, eles germinam, crescem e amadurecem, a fim de saciar a fome do dia ou
provocar uma bruta anorexia, dando assim, ao corpo, a mesma forma da alma, seja
enferma ou sadia.
Somos
Deuses e Deusas, criadores do Universo que existe em cada um de nós; universo que,
por sua vez, formam os Multiversos que constituem o infinito Cosmo. Portanto, olhar
para as estrelas no firmamento, é encarar e reconhecer a si mesmo nesse espelho
que a vida sempre foi. Sendo assim, esse mesmo espelho, ininterruptamente
responderá sempre, que, não há ninguém mais belo do que Você, Eu e Nós; porque
somos todos, a imagem e semelhança do Amor: o criador, autor e fundador do Tudo
e do Todo.
Nossos pensamentos,
uma vez, nublados pelo ego, consentiram infundir e perpetuar um funesto sono em
seu eterno e imortal Deus interior, ao narcotizar, separar, acorrentar e
manipular os sentimentos contidos em seu sagrado ser. Desde o fruto da Árvore do Conhecimento à Maçã da Branca de Neve, que, ouvindo o canto da sereia,
criamos uma realidade manipulada pelos escravagista que acorrentaram as nossas
emoções, provocando pensamentos limitantes e sentimentos descapacitantes; construídos
pelos sedutores sonhos de possuir uma bela mansão, uma casa na praia e carro do
ano; a maravilhosas promessas de um fictícia Terra Prometida e um Paraíso Celeste;
promessas essas, impressas e digitalizadas em livros sacralizados.
Desse mesmo
modo, personificaram um Deus ficcional e disfuncional, e aproveitaram o ensejo
para fabricar um Diabo ocasional para justificar quaisquer erros legal, real ou
normal. Esse foi o golpe de mestre, o pulo do gato. Ou seja, foi a maneira mais
eficiente, e habilmente usada, para realizar o distanciamento entre o divino e o
humano.
Definitivamente
o ser humano é um Deus. Mas, a fonte criativa, a Consciência Universal;
não é um ser humano. Análogo a um ponto que dá origem a um círculo, Ele é o
Tudo que está no Todo, da mesma forma que o Todo está em Tudo.
Que as
nossas palavras sejam flóreas sementes candentes; assim como os nossos atos, sejam
transformados num flamejante jardim de luz, para que, os mais recônditos umbrais
se transmutem em fulgentes Édens; gerando assim, os devidos frutos do conhecimento há muito ocultado
no imo das trevosas brumas de outrora.
Sejamos os
jardineiros no Universo dos pomares do nosso Olimpo, e não mais o ceifador temível
e ameaçador Caronte, capitão do tenebroso
Tumbeiro que se camufla nas profundezas das cavernas platônicas, e navega
livremente na superfície dos textos, disfarçado e protegido pelas letras dos
discursos retóricos.
As palavras
e as ações, são sementes; reluzentes ou não; mas, somente o fruto dessa semente
é certeza inconteste; tão exato como a neve se derrete ao sabor abrasador do
vulcão queimante; ou como a caudalosa chuva que irriga o chão assolado por longa
estiagem; e assim como os raios Solares, que jamais existiriam sem a imperiosa e
pungente presença do Sol, a sementeira universal também não existiria sem o seu
semeador; mesmo que esse semeador seja totalmente inconsciente, ou se achar por
demais inteligente para considerar esse processo como fato; inevitavelmente ele
conhecerá o sucesso ou o fracasso gerado por cada ato, totalmente axiomático.

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