O Buscador, é antes de tudo, um descobridor de memórias; de suas próprias memórias, como ancestral de si mesmo. Para que isso genuinamente se efetive, ele não deve se deixar levar pelas aparências externas apresentadas como verdade pelo mundo, e nem se deixar levar pelos ruidosos vozerios vociferantes em seu entorno; a sua busca deve se iniciar no mais profundo silêncio de sua mente, pois é justamente nesse silêncio que se encontram todas as perguntas e respostas necessárias, que o levará ao porto seguro de retorno ao lar, após as noites sem lua do longo inverno da alma fractal.
Portanto, toda e quaisquer desarmonias registradas em forma de fortes emoções, são consequências diretas daquilo que acontece em seu interior. Desse modo, os desiquilíbrios externos, uma vez apresentados como formatador do contexto da conjuntura do indivíduo, devem servir como forma de identificação do seu próprio estado interior. Esse estado de discernimento é atingido quando o sujeito se apresenta como testemunha de si mesmo, e não como personagem atuante no desenrolar dos contínuos dramas cotidianos proporcionados e perpetuados pelo sistema. Agindo desta forma, o indivíduo não se deixará arrastar por quaisquer dramas que o pensamento intelectualizado venha apresentar como dificuldade, que inevitavelmente instala o medo produzido pelo senso de sobrevivência do ego. Assim procedendo, ele não abaterá seu senso lógico de ação, necessária ao problema instalado e apresentado como temas de debate do momento; já que o lugar do passado é sempre no passado e o futuro, é, e será sempre o agora.
Sendo assim, uma ação, para se realizar de fato, deve dispensar os princípios do infame mercado gerido pelos créditos e prestações, já que o mesmo mercado pluriversal dos sentidos e sentimentos, nunca se apresenta em alto ou em baixa; e nem mesmo mercado ele é.
O Estudante é um buscador, portanto, é o único sujeito ativo no processo de educação de fato, já que o papel do professor, não deve ser o de adestrar, mas sim, apontar o caminho, e nunca ensinar a sua própria verdade; verdade essa, que a academia repassa como verdade única. A verdade não caminha de fora para dentro, mas sim, do interior para o exterior; o que está dentro, está fora; o que está em cima, está em baixo. Sendo assim, a Lei natural da Semeadura e da Colheita vaticina que, quem muda a si mesmo, muda o mundo.
Ao reconhecer a natureza dessa Lei, será inevitável a percepção do processo de Colonização e Escravização como o mesmo processo que ditou e estabeleceu as regras sócio-políticas do planeta, identificando a sua responsabilidade pela formação e institucionalização jurídico-religiosa das castas de humanos-robôs, sustentados pela Inteligência Artificial, e de humanos-gente classificados como terríveis terrorista e incomodadores oficiais do sistema vigente, que completam o seu quadro de personagens que compõe a Matrix escravagista pós-moderna.
Portanto, é necessário estar em paz consigo mesmo, para seguir, de olhos fechados, por essa estrada de fortes ventos e tempestade intensa, acompanhando a corrente do fluxo desse Tempo, que é o agora de cada hoje. Da mesma forma que a noite precede o dia, a chuva trazida por essa metafórica tempestade, também faz florir os Jardins do nosso Éden interior, cujas sementes, inevitavelmente se espalharão ao cair das árvores dos pomares desse jardim que circunda a estrada da vida, pavimentando assim, o solo aonde caminhamos, construindo a trilha de regresso ao lar original. A confiança em si mesmo, assim como o amor-próprio e a autoestima definitivamente estabelecidos, se transformará no mágico ingresso que possibilitará adentrar a esse metafórico trem que empreenderá o pródigo regresso ao Lar.
Portanto, enquanto as forças externas ditar o ritmo interno do indivíduo, ele não se capacitará como sujeito de sua própria história, visto que, como consumidor de notícias bombásticas e manchetes sensacionalista, ele se entorpece com as pautas monopolizante dos debates do momento, alimentando assim, o intelecto do indivíduo já inflacionado com as verdades alheias, ao passo que, tais verdades criam a necessidade permanente do dito cujo se alimentar com certificados, diplomas e afins, emitidos com o intuito de aplacar a violenta voracidade do ego por reconhecimento alheio.
Dessa forma, buscar a si mesmo, além de ser uma aventura que exige muita coragem e desprendimento, é também uma epopeia de descobertas, num caminho aonde as sombras bruxuleantes se escondem da luz, num jogo de dicotomias, dogmas e paradigmas, imperando o dualismo perpetrado pelo maniqueísmo ideológico. Portanto, é o processo de desapego às crenças limitantes e as ideologias descapacitantes, que nos possibilita olhar em direção a saída da caverna de Platão, sem que o brilho intenso da Luz venha ferir os olhos, detendo o avanço desse progresso em direção a verdade que liberta.
Sigamos então, o imaculado exemplo das crianças: sejamos como uma folha em branco, saudando com alegria cada eterno amanhecer de todos os hoje; sem rotinas, manias, bulas ou relógios. Que cada novo dia, seja como uma nova obra prima de Salvador Dali, daqui, de lá e acolá; sem medos, melindres ou meandros. Assim, perceberemos que a realidade exterior é apenas reflexo; pois a verdade se encontra dentro de cada um.
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