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domingo, 28 de maio de 2017

Do Jardim da Infância a Academia eurocêntrica: Um Tratado sobre pássaros criados em gaiolas...

A escola é o lugar onde as disputas acadêmicas; Ou seja, as fofocas eurocêntricas proferidas por bovinos eruditos; se transformam em cânones. Sendo assim, é o lugar onde o cinismo sincero se reproduz em forma de hipocrisias honestas que habilmente formatam uma sociedade inteira a tornando doente, deficiente e psicopata, como podemos observa na empedernida sociedade atual. 

Uma sociedade que elege como seus representantes, cidadão de bens bancado por empresários, para que se torne um político que vai nomear Senadores, deputados, um juiz supremo e um general para servir a esse mesmo empresário que os financiou em troca de benesses e privilégios mil; e que mais tarde vai extorquir os empresários de pensamento e de postura populares. 

Estou falando desses mesmos homens de bens, candidatos a cargo políticos que são denominados de cidadão exemplar: Cis, branco, pai de família, marido amoroso e temente a deus; para representar essa mesma sociedade fundamentada no cinismo sincero se tornando pessoas honestamente hipócritas, uma vez contaminadas pelas efemérides implantadas como verdades desde o jardim de infância e da escola sem partido, até a Academia arrogantemente racista e indolentemente misógina. É dessa maneira que o laboratório social de Skinner[1] tem seus experimentos promovidos pelos necropensadores, de gregos e iluministas, até similares como Auguste Comte[2]; e dessa maneira, fazer da população uma manada servil e dirigente com a própria servidão. 

Dessa forma, temos a banalização do mal, especificamente dirigidas às raças autóctones e originárias, como um projeto de governo e política de Estado. Um projeto nacional que tem sido implementado através da eugenia, da gentrificação e do genocídio indígena e melanodérmico. Um projeto aceito pela sociedade e corroborado pelas leis e pela justiça, que na nova língua[3] neoliberal são denominados como projetos progressistas e similares.

Dessa forma, temos uma ávida sociedade espectadora  presente na arena dos leões, em horário nobre, com sangue nos olhos e prontos para aplaudir as ações dos agentes estatais a regar o asfalto com o sangue dos escolhidos; espetáculo este, preparado desde que fomos escolhidos como eleitos, na primeira e inocente atividade de artes realizada quando criança, aos três anos de idade, durante o ensino infantil, até seu Trabalho de Conclusão de Curso na graduação; tudo mais, após esse ritual de iniciação do espetáculo de desumanização do outro, são só meras consequências dessa lavagem cerebral, que faz desse cidadão um defensor da razão eurocêntrica ao transformar essa razão em paradigmas, cânones, dogmas, sem se dar ao trabalho de racializar a crítica dessa mesma razão. Fomos lapidados e preparados para isso ao sermos desprovido da crítica a razão ao temer nos lançarmos ao espaço das dúvidas, preferindo a segurança na gaiola das certezas e convicções, inimigas de primeira grandeza de quaisquer verdades.

Assim, somamo-nos a essa turba ruidosa de perturbados mentais, assimilados e alienados pelo sistema, ao defendermos nossa própria escravização, diante da promessa de ascensão social através da meritocracia, tendo como condição, a anulação do outro; o que não é espelho; para que seja merecida essa divina ascensão, feitas em uníssono pela política e religião. 

Dessa maneira, a escola-gaiola desenvolve o temor pela liberdade e a afetividade por gaiolas[4]; fazendo do espaço aberto, um lugar de incertezas; e das gaiolas, um lugar seguro, lugar de conforto; esquartejando dessa forma, a família universal, que é impiedosamente retalhada, feita em pedaços pelo açougue da indústria Estatal fomentadora do comércio branco de carne negra. 

Chegamos aqui num navio, e não nessa gaiola (barco) na qual desenvolvemos paulatinamente, de forma progressiva e obrigatória, o mórbido afeto perpetrado pelas efemérides, num ritual de comemorações genocidas expostas no calendário gregoriano como grandes feitos de heróis caras-pálidas e personagens embranquecidos; fazendo de nós, melanodérmicos, doutores alienistas de nós mesmos. 

A cada desenho infantil da natureza, que reproduzimos enquanto criança, mostrando uma singela casinha branca contígua a uma verde árvore, até o famigerado TCC ou a uma intrincada Dissertação, damos forma a esse monstro da assimilação e alienação dentro de nós, após o exercício cidadão desse infame trabalho sócio-político de colonização que vem junto com a banalização do mal necessário para que uma raça se sobreponha a outra, como um macabro ritual de passagem criado e promovido pelo Necro-Estado-Empresário leucodérmico que gere uma ordem mundial de alienistas. E assim caminha a desumanidade que se aprende na escola...



[1] Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950. 
[2] Pai do positivismo, ele acreditava que era possível planejar o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo com critérios das ciências exatas e biológicas.

 3] Referência a Novilíngua do livro “1984” de George Orewll.

[4] Referindo-me a clausura e não ao pequeno vapor

terça-feira, 9 de maio de 2017

Panteras e gados...

O papel do empresariado escravista e da supremacia branca como um todo, tirando o máximo proveito de seu lugar de branco, como eurodescendentes, tornando-se cúmplices de um crime continuado; desse infame crime da história que foi a escravidão transatlântica tendo o irascível racismo como resultado; é usando essa gangue oficial, a polícia essa facção azul, permitir a essa cara gente branca, ter o poder de novamente ferrar[1] o negro; e isso é feito de todas as maneiras e formas possíveis; seja implícita, explícita, subliminar e/ou simbolicamente. Ou seja, é um crime cometido de forma física, epistemológica e psicológica todos os dias; chegando ao cúmulo de oficialmente se apresentar uma estatística indicando um espantoso número de 82 negros mortos por dia. Quantidade essa que supera em 50% de quantidade de execuções realizadas em 20 países. Ou seja, em todos juntos aonde a pena de morte é legalizada. E como qualquer Estado, o nosso também monopoliza todos e quaisquer crimes. 

Essa tétrica tatuagem carimbada na pele preta desde o século XVII impetrado até na época em que a constituição, de 1924, cinicamente proibia tais crimes. Porém, a sociedade o tinha como lugar comum, assim como a pobreza tornou-se sinônimo de gente preta. Essa mesma constituição que hipocritamente coibia ferrar o negro, também colocava o Estado como responsável pela promoção da eugenia. Política de limpeza étnica promovida nos EUA e levado a cabo por Hitler na Alemanha nazista. Por aqui, esses fascistas contemporâneos integrantes da KKK tupiniquim se classificavam como integralistas; já que decidiram diversificar de forma mais criativa seus métodos de genocídio, pois sendo o Brasil um país majoritariamente negro, não haveria espaço para esconder tantos milhares de corpos negros espalhados pelas vastas Avenidas manchadas de sangue, tal como o Estado fez na Argentina.

Hoje, o sistema jurídico brazilleiro legaliza e legitima os assassinatos controlado de negros através da súmula 70, que legitima a palavra do agente. Ou seja, do policial, como juiz, diante de qualquer elemento padrão (jargão militar que identifica e determina o negro como suspeito, mesmo que não tenha havido qualquer fundamento para quaisquer suspeitas) dispensando dessa forma, quaisquer testemunhos. E também, para completar, o famigerado auto de resistência, que dá liberdade ao agente do estado para eliminar o elemento padrão, também de acordo com julgamento próprio; se o agente decidir que o elemento de cor reagiu, tentou reagir ou pensou em reagir. O Estado dá plenos poderes aos seus agentes como juízes e executores de quaisquer elementos padrão, em acordo com a legislação eugênica brazilleira; sem haja quaisquer forças que contrariem a tais atos, visto que o Estado e seus representantes só respeitam uma força igual ou maior que ele.

Vemos esses fatos claramente na história norte-americana, aonde até os dias de hoje, nenhum membro da Ku Kux Klan chegou a ser ameaçado de pagar por seus crimes; eles tinham até a carteirinha de  matadores integrantes da KKK, Tal como a PM brazilleira. Contexto bem diferente para os Panteras Negras, pois seus membros cumprem prisão perpétua até hoje de hoje. Aqui no Brazil, é tudo mais fácil para os vermes capitães-do-mato, visto que não existem grupos de Autodefesa, já que estão todos preocupados com a própria sobrevivência e nem conseguem perceber o que os unem, mas sim, somente o que os separam. Sendo assim, movimentos como LGBTs, Feministas Negras, MNU e tantos outros coletivos negros que só conseguem ver as questões elencadas pela mídia como essencial a causa própria.

Sendo assim, temos um Estado reconhecidamente genocida e apontado pela Organização das Nações Unidas como responsável pelos crimes da Escravidão e genocídio do Povo Negro; mas mesmo assim, esse Estado opressor prossegue em sua trilha infame promovendo assassinatos categóricos, torturas e humilhação, tendo uma elite branca que se locupleta com esses crimes, além de se deliciar com o espetáculo de sofrimentos pelos mesmos causados, possuindo assim um perverso desejo de morte sob a máscara fascista, tornando a pessoa negra em ser matável, enquanto os coletivos negros se individualizam em suas causas próprias.




[1] O negro escravizado, até o ano de 1916, era marcado a ferro e a fogo, como quaisquer gados marcados, indicando com as iniciais ou símbolo do receptor dessas pessoas trazidas pelos traficantes no infame comércio de gente.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

FAVELA...

Há muito tempo atrás, existiu uma cidadela lá no alto do morro, bem próximo à praia que se abria em forma de baía, como sinuoso seio farto, frente à vastidão do fértil oceano sem fim. O acesso a este morro se fazia através de um estreito caminho, que levava e trazia muitas histórias proseadas em cada lar que ali se encontrava.

Com o passar do tempo, e a veloz modernização; da modorrenta carroça ao lépido caminhão, o parco espaço existente entre o ir e o vir ficou menor pra tantas viaturas, transeuntes, ambulantes e infantis travessuras. Desse modo, todo veículo que ia, ao destino chegando, sem espaço para virar, de marcha-ré tinha que voltar. Esse ir direito e vir ao contrário passou de obrigatório à normalidade, se tornando assim, para um condutor de valor, habilidade comprobatória, para provar que não era mero impostor.

Passando esse tempo de idas e vindas, nas voltas que o mundo deu; nas voltas que o mundo dá; nunca existiu contramão naquela região, já que toda a estrada que ia, passou a ser também estrada de volta; assim como é na vida e nas histórias pela estrada levada e trazida.

Mas a modernidade trouxe a velocidade dos momentos, que agora passam velozes quando visto pelas lunetas da janela da viatura; o firmamento, num movimento, sem lente de aumento, é agigantado pelo entretenimento dos tempos modernos apresentado com tailleurs e ternos, confeccionados como garantia de confiança no oferecimento solucionáticos de quaisquer lamentos.

Hoje, mesmo andando na mão, a velocidade faz dela contramão, já que olhamos nos retrovisores, janelas e para-brisas, prosaicas telas narrativas de histórias requentadas, sem o acalanto da ciência dos lares familiares trazidas nas histórias que iam e viam de memória. 

Como links, assistimos de lance as cenas recontadas on-line; pós-legendadas; reproduzindo em HD os valores sem versos nem rimas narrados pelo poder, num jogo ao vivo e cem cores, mesmo em preto e branco.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Narrativas e contra-narrativas: O paradoxo humanístico entre a excursão de uma periqueti ao polo sul e a cínica honestidade da hipocrisia sincera de um político tupiniquim


Em meio as geografias da diversidade de gêneros diversos, das multi raças e da humanidade universal, observamos o fascismo fácil do proprietário da caneta empresarial que dita as desditas e destinos dos deserdados, no prazeroso exercício de feri-los impiedosamente com a criminosa e indispensável anuência da impávida justiça corporativa brancopofágica tupiniquim.

A mesma caneta que, como a chibata de outrora, hoje fura a carne negra fazendo copiosamente jorrar sangue, ao rasgá-la desde o estômago até a garganta, para simplesmente ter o poder de poder controlar sua subjetividade jacente, oferecendo para isso, uma atraente armadilha de prêmios com maldades intensas e habilmente empacotadas como um vistoso presente de grego, entregue em domicílio pelo cavaleiro de Tróia, com sorriso de plástico, e mesuras de travessuras e diabruras, em todos os lares do norte até o sul, em horário nobre, para todo e qualquer pobre.

Esses exóticos e carnavalescos Minotauros de Troia, seguranças dessa nossa Babilôna contemporânea, naturalizam, através de armas letais; uma vez legitimados por documentos jurídicos legais. a ação de invadir, capturar e pilhar, estuprando e assassinando sem o mínimo pesar, e ainda marcam ironicamente esses insanos atos como datas comemorativas a se festejar, fazendo com que as vítimas desse sinistro cantem e dancem em memória de tais funestos fatos vividos por seus pares, crime continuado, visto ser esse crime extensivo aos próprios; banalizando dessa forma, o mal em todos os seus tétricos aspectos; da mesma maneira que faziam os escravizados dançarem no tumbeiro, a fim de manterem a boa aparência de objeto vendável, como uma mercadoria de valor agregado a ser negociada na chegada do destino traçado, como essas modernas canetas da  inquisição manejadas pelo capital do capetalista atualmente fazem. 

Nós aceitamos e seguimos a grafia divinizada por esse roteiro como dogma religioso, depois de transformado em paradigmas incontestáveis e determinantes do bem viver. Essa passou a ser nossa cota diária de droga-mídia, ministrada infalivelmente como profilaxia às sinapses provocadoras de análises críticas, que certamente levaria ao questionamento desse bem viver, esse bem comum inerente à vida e a humanidade como tal, como sendo propriedade de um só segmento racial.

Nós aceitamos e seguimos dogmaticamente esse roteiro, depois de transformá-lo em paradigmas incontestáveis e determinantes do bem viver. Essa passou a ser nossa cota diária de droga-mídia, como profilaxia às sinapses provocadoras de análises críticas, levando ao questionamento desse bem viver, como um bem comum, inerente à vida e a humanidade como tal, ser propriedade única e exclusiva de um segmento racial.

Enquanto o chicote-caneta e o pelourinho-mídia permanecerem respectivamente como sacerdotes e oráculos contemporâneos da Urbi, o gado marcado permanecerá sendo a principal fonte de riqueza das oito famílias tradicionais, proprietárias da humanidade dos bovinos eruditos que ditam o nível de animalidade da manada desumanizada cativa no curral da vida vendida. Desse modo, aos Lobos continuarão a ser transferida a imagem do mal da história ancestral de uma chapeuzinho Vermelho juvenil, resgatada pelo salvador dessa pátria que o pariu, enquanto for hipocritamente narrada pelo caçador, o cínico predador da preta história indígena tupiniquim.




Rael Preto da Silva
Organização para a Libertação do Povo Preto

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O símbolo da polícia militar e o símbolo Rafael Braga

A justiça brazilleira, para pessoas da cor de noite sem lua, funciona como um parque de diversões radicais, onde notoriamente os brinquedos são propositalmente adulterados de forma criminosa. Essa diversão radical criada e promovida por essa instituição tem a finalidade única trazer diversão a fim de quebrar o tédio cotidiano de juízes, desembargadores e ministros de justiça; afinal, eles precisam de assuntos para contar vantagens durante as conversas nos encontros de infindáveis jantares e festas, atendendo as frugalidades de ocasião; enquanto os usuários eleitos por esta corporação abrancalhada para participar deste fúnebre jogo, foram escolhidos por Narciso, do alto de seu pomposo cavalo de Tróia, as margens plácidas do rio Ipiranga.

Esses usuários, convencidos a entrar nesse jogo de azar, foram impelidos a pagar por um ingresso que prometia um universo de austeras dificuldades e maviosas recompensas; como um incrível roteiro prévio hollywoodiano tramado em solo tupiniquim. Porém, nesse jogo, as regras passaram a ser mudadas de acordo com as vontades e desejos dos administradores abrancalhados. Sendo assim, esse jogo passou a ter somente um lado ganhador.

Esse exercício gerou um processo social pragmático, formando uma sociedade fundamentalista, que banalizou o fascismo, como forma de dissimular o hediondo racismo secular que grassam no fundo da alma das queridas pessoas brancas, que sempre pregaram religiosamente a eugenia como um dogma.

Aquele que tiver a ousadia de se voltar contra essa maré, apontando tais operadores da justiça como os odiosos racistas criminosos que realmente são, incorrem em crime contra o status quo de gente branca, passível de punição, de acordo com os caprichos dos que portam a caneta-punhal da justiça estatal. 

Por esse motivo, esses criminosos racistas que se intitulam doutores da justiça, criaram a súmula 70 e o auto de resistência. Respectivamente, uma determina que, na falta de testemunha, vale a palavra do agente da lei; enquanto a outra determina que quaisquer assassinatos cometidos por esses agentes, sejam computados como resistência a prisão do citado suspeito. Sendo assim, o agente da lei, em obediência ao seu comando que é comandado pelos desmando da elite sem limites, está livre para comente quaisquer excessos, crimes e arbitrariedades em nome da lei. Ou seja, ele é livre para prender, torturar ou matar o sujeito determinado como elemento padrão, que é o jargão usado pela policial para se referir ao sujeito de cor.

Esses artigos, súmulas e afins, impostos como lei; assim com foi imposta a lei de terras, a lei da vadiagem, do sexagenário, e tantas outras leis eugênicas; faz com que seja reaberta a temporada de caça étnica, como faz o Ku Kux Klan hoje, através das forças policiais, nos EUA. Nesse caso, as Cláudias, Amarildos e Rafaeis Bragas de todo o Brasil estão cientes de seu veredicto ante quaisquer tribunais abrancalhados do estado nacional comandado pela elite escravista brazilleira, do mesmo modo que o emblema[1] do policial denuncia a quem ele serve e pertence.

Portanto, não se trata só de Rafael Braga, trata-se da união do povo negro como Povo; com pretos a defender incondicionalmente outros pretos da sanha dessa onda branca; em última instância, significa dizer que, se não nos salvarmos todos, não se salva ninguém.




[1] No emblema da polícia militar do Estado do Rio de Janeiro há um ramo de café, sobre um pedaço de cana-de-açúcar sobre a inscrição G.R.P. cuja siglas significam Guarda Real Portuguesa.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

TODO PODER AO POVO

Desde que os europeus invadiram o Brasil, e os seus eurodescendentes usurparam o poder, formando uma República, a fim de oficializar o seu crime contra a humanidade e administrar o golpe dado contra a Nação; o inimigo número um do Povo brasileiro passou a ser um só: o Estado brasileiro. 

Esses eurodescendentes, desrespeitando todos os mais de 500 Povos indígenas e Africanos. Ou seja, desrespeitando os donos e os construtores da nação, formaram, a partir de uma abominável quadrilha; um governo, onde unicamente, os membros de uma mesma máfia se revezam para disputar o poder. Este mesmo Estado colocou como sua função primeira, o monopólio incondicional dos crimes de quaisquer naturezas, implementando as resoluções necessárias para lhe garantir tal exercício. 

Sendo assim, qualquer cidadão que compre sua casa ou apartamento, qualquer cidadão que tenha seu veículo próprio ou não; qualquer cidadão que adquire quaisquer bens que seja, ou mesmo não adquira nada; ainda assim, continua a ter a obrigação cidadã de pagar a propina oficial em forma de taxas, impostos, juros e moras a este governo medieval que usufrui de tudo ao mesmo tempo em que impede o Povo de usufruir até mesmo dos bens naturais oferecidos a humanidade como ser vivente. Para isso, ele mantém um estado de corrupção permanente do próprio povo, para que eles fiscalizem a eles mesmos, organizando blitzs, barreiras fiscais e os impedimentos de ir e vir, a livre expressão, Além dos cerceamentos e intimidações mais surreais que se possa imaginar.

Para o completo sucesso dessas barbáries, o Estado põe em prática o mesmo treinamento motivacional usado com os jogadores dos times de futebol, de ginástica, vôlei e outras modalidades esportivas quaisquer. Por exemplo, um ginasta assiste a filmes de outros grandes ginastas para melhorar o seu desempenho, assim como os lutadores, os nadadores e assim vai. O povo também segue o mesmo roteiro através das propagandas subliminares, absurdamente de forma escancarada, com início, meio e fins que justificam quaisquer meios.

Só que o povinho, diante do êxtase de pertencimento a algo aparentemente importante, não se dá conta de que participa de um roteiro preconizado por um deputado da cidade de Vêneto, na Itália, chamado Antônio Gramsci, que pregava a hegemonia cultural como forma de controle social. Nesse caso, a mídia desempenha habilmente essa função hegemônica monorracial.

As TVs brasileiras, que habilmente infantiliza os adultos e covardemente adultiza as crianças, usando para isso, a criação e controle de emoções; já que, obviamente quem cria uma emoção também controla o depositário dessa emoção, da mesma forma que se fez no regime nazista ao acionar Hollywood para legitimar sua causa. 

É patente a percepção dos passos seguidos por Hitler na Alemanha nazista, também sendo seguidos pelos governos da república dos Bananas. Nesse caso, em nossa história, é notório que sempre tivemos governos apoiadores e promotores de limpeza étnica, do holocausto e genocídio do Povo Negro e indígena, que hoje, despudoradamente ousam aceitar a qualificação de padrinho dos deserdados, os afro-modernos escravizados brasileiros.

Enquanto a mídia conseguir continuar fazendo desse povo, meros espectadores, ele serão mantidos na ignorância, e dessa forma manterá a supremacia branca como uma referência top de linha. Para termos uma ideia mais explícita sobre este contexto movediço na área educacional, a realidade seria mesma que a de contrapor Davi a Golias. Neste caso temos hoje um professor de escola pública, que tem como tecnologia máxima a sua disposição, uma caneta pilot e um quadro branco, frente a uma mídia que tem a Arte e a Ciência roubadas dos ancestrais desses próprios Povos, que agora definha, reduzido ao servilismo físico, mental, emocional e psicológico. 

E na área da Saúde, um negro ser atendido por um psicólogo ou médico branco, significa a garantia de que ele continue sendo um machista esquizofrênico, brancopofágico e pretofóbico. Sendo assim, nos serviços públicos, a hegemonia da representatividade é primordial, para que o negro saiba dialogicamente o seu lugar como negro e o lugar do branco como branco. 

A truculência da área da Segurança Nacional garante o estado executor e executivo desse constructor social, introjetado e assimilado, a partir do exercício coercitivo e subliminar realizado pela polícia e pelo processo midiático, que faz com que o povo negro continue sendo PASSIVO e aceite o seu papel social de escravizado total, parcial ou potencial em quaisquer circunstâncias; seja ela política, religiosa ou jurídica; onde todo o cenário e roteiro são preparados para que ele cumpra sempre o papel de subalterno.

Dessa maneira, o inimigo do Povo; o Estado brasileiro; travestido de salvador da pátria, diuturnamente, com seu amplo sorriso de plástico, numa retórica fácil e agradável diante das telas televisivas, mantém o povo estático, passivo e submisso em seu curral social, estando seguro de sua representatividade como grande pai de alguns, e padrasto de todos. Enquanto isso dorme a nossa pátria, mãe gentil, sem saber que está sendo mandada pra longe, como se fosse uma senhora senil, juntos com todos os Filhos que ela Pariu.




quinta-feira, 20 de abril de 2017

República Eugênica Federativa do Brazil

A eugenia, sobre os auspícios do psicopata pensador Francis Galton[1], foi a única invenção eurocêntrica conhecida no mundo, após eles tomarem de assalto e sequestrar a sabedoria dos Povos melanodérmico do norte da África, e descobriram que a melanina, é o único elemento que faz o Ser humano ser realmente humano.

Essa política desde então, vem se travestindo e se dissimulando em variados trajes ornamentais; indumentárias diversificadas, uma hora chamadas de controle de natalidade, outra hora chamada de prevenção da saúde da mulher e por ai vai. Em seus momentos mais contundentes já foi denominada de nazismo, integralismo, apartheid, etc.

O fato é que essa dissimulação, que tem deixado a eugenia livre para atuar em todos os campos da sociedade, tem patrocinado e perpetuado o genocídio com todo seu vigor, na mesma intensidade, em que se dissimula usando as novíssimas máscaras antigas das chamadas políticas progressistas.

Isso faz com que não estranhemos que, logo após a abolição da escravidão no Brasil e no mundo, o Povo Negro continuem até hoje a sobreviver em prisão abertas, como é o caso das favelas e das comunidades dos deserdados. Exatamente como a faixa de Gaza hoje, é a maior prisão a céu aberto do mundo.

Não estranhamos também que na mesma época em que a França falava em Liberdade, Fraternidade e Igualdade, foi a época em mais se traficou corpos humanos de negros africanos para servir como escravizados a estes oradores retóricos, porta-voz do cinismo honesto e da hipocrisia sincera, que realizaram uma das maiores ação de apropriação cultural[2] da qual temos notícia no mundo; só superado pelos Gregos.

Hoje, observamos que as populações se encontram bem treinadas e motivadas pela mídia ao olhar e ver o sofrimento do Povo preto como espetáculo e fonte de altíssimos lucros, já que a audiência é que traz dividendos. Pois é essa mídia medíocre, que também tem formado uma opinião pública tão medíocre quanto ela, que percebemos, ao comparamos as mortes ocorridas em vinte países em que a pena de morte é legalizada, com as mortes provocadas pela polícia no eixo Rio/São Paulo, veremos nitidamente esse genocídio, pois as mesmas mortes ocorridas nos vinte países não chegam a metade das mortes provocadas pela polícia apenas nessa região do Brazill, sem mencionar o resto do país.

Essa conjuntura, patrocinada por vossa eminencia parda, o euro-Estado eugênico; eugenia esta que já esteve presente de forma oficial em nossa constituição e nas leis tupiniquins, e ainda presente no regimento interno das polícias do Brazill. Atualmente essa política se encontra completamente assimilada e internalizada pelos povos brasileiros subalternizados, passivos e servis ao regime plutocrático brazilleiro.

Contraditoriamente, hoje vemos autores, rotulados como intelectuais, preocupados com a morte do humanismo. Eu me questiono de que maneira algo que ainda não nasceu poderia ser ameaçado de morte. Penso que esses intelectuais, que de forma alguma tem incomodado o sistema eugênico nacional e internacional, só têm contribuído estoicamente para reforçar o constructo social dos diferentes, os deserdados e feridos pela justiça, de modo a manter essa conjuntura de barbáries justificada. Reforçando desse modo, esse contexto inquisitório só comparado à idade das trevas européia, já que só houve uma idade das trevas e ela foi, e continua sendo européia.

Portanto, analisar nossa atual conjuntura política sem levar em conta as nacionalidades que habitam o solo desse país. Ou seja, sem racializar a questão brasileira, sendo este povo a maioria que compõe a nação brasileira, já que os indígenas foram exterminados por esse Estado-branco-eugênico; o Povo Negro então é uma questão nacional. Enquanto as leis forem confeccionadas unicamente para seu controle e subalternidade, não se pode levar a sério essa análise de conjuntura conjecturada por esse pseudo-intelectuais de gabinete falando em morte da ética, da honestidade ou humanismo de forma capciosa e unilateral, enquanto os privilégios da nação são direcionados a uma nacionalidade somente: a saber, os assim denominados euro-descendentes. 

Esse discurso definitivamente comprometido com a exclusão, sem levar em conta a racialização do mesmo, é um discurso vazio que sustenta a falácia de uma democracia que nunca existiu em solo tupiniquim, salvo na República de Palmares. 

Falar em Brasil é falar em campo de concentração e genocídio de uma nação. Falar em Brasil é falar em escravização e tortura de um Povo. Falar no Povo Negro brasileiro é falar em presos políticos ou nos que estão em liberdade condicional e são ironicamente chamados de cidadãos. Falar na República Federativa do Brasil é também falar nas máfias, nacional e internacional, responsáveis por sua atual colonização.

Mas a mídia, assim como a religião, vem se esforçando de forma hercúlea, para manter a propaganda da promessa divina e da libertação futura num mundo celestial abençoado por Odin e Zeus, tendo Thor, Percy Jackson e os Deuses brancos do Egito hollywoodiano como guardiões.




[1] Eugenia é a ciência que busca o melhoramento da raça iniciada por Galton em 1883, criando-se um movimento social nos EUA e posteriormente na europa e América Latina, culminando na Alemanha com o evento do nazismo. Essa política procurava exterminar a raça ruim. Tal política foi justificada pelo reverendo Malthus em 1798 para evitar a explosão demográfica descontrolada; implantando assim, o controle de natalidade a partir da esterilização química e cirúrgica feminina.
[2] Napoleão proporcionou esse assalto e sequestro por ocasião da invasão ao Egito.