Em meio as geografias da diversidade de gêneros
diversos, das multi raças e da humanidade universal, observamos o fascismo fácil do proprietário da caneta empresarial que dita as desditas e destinos dos deserdados, no prazeroso exercício de feri-los
impiedosamente com a criminosa e indispensável anuência da impávida justiça corporativa
brancopofágica tupiniquim.
A mesma caneta que, como a chibata
de outrora, hoje fura a carne negra fazendo copiosamente jorrar sangue, ao rasgá-la desde o
estômago até a garganta, para simplesmente ter o poder de poder controlar sua subjetividade jacente, oferecendo para isso, uma atraente armadilha de prêmios com maldades intensas e habilmente empacotadas como um vistoso presente de grego, entregue em
domicílio pelo cavaleiro de Tróia, com sorriso de plástico, e mesuras de travessuras e diabruras, em todos os lares do norte até o sul, em horário
nobre, para todo e qualquer pobre.
Esses exóticos e carnavalescos Minotauros de Troia, seguranças dessa nossa Babilôna contemporânea, naturalizam, através de armas letais; uma vez legitimados por documentos jurídicos legais. a ação de invadir, capturar e pilhar, estuprando e assassinando sem o mínimo pesar, e ainda marcam
ironicamente esses insanos atos como datas comemorativas a se festejar, fazendo com que as vítimas
desse sinistro cantem e dancem em memória de tais funestos fatos vividos por
seus pares, crime continuado, visto ser esse crime extensivo aos próprios; banalizando dessa forma, o mal em todos os seus tétricos aspectos; da
mesma maneira que faziam os escravizados dançarem no tumbeiro, a fim de
manterem a boa aparência de objeto vendável,
como uma mercadoria de valor agregado a ser negociada na chegada do destino traçado, como essas modernas canetas da inquisição manejadas pelo capital do capetalista atualmente fazem.
Nós aceitamos e seguimos a grafia divinizada por esse
roteiro como dogma religioso, depois de transformado em paradigmas incontestáveis e
determinantes do bem viver. Essa passou
a ser nossa cota diária de droga-mídia, ministrada infalivelmente como profilaxia às sinapses provocadoras
de análises críticas, que certamente levaria ao questionamento desse bem viver, esse bem
comum inerente à vida e a humanidade como tal, como sendo propriedade de um só segmento
racial.
Nós aceitamos e seguimos dogmaticamente esse
roteiro, depois de transformá-lo em paradigmas incontestáveis e
determinantes do bem viver. Essa passou
a ser nossa cota diária de droga-mídia, como profilaxia às sinapses provocadoras
de análises críticas, levando ao questionamento desse bem viver, como um bem
comum, inerente à vida e a humanidade como tal, ser propriedade única e exclusiva de um segmento
racial.
Enquanto o chicote-caneta e o pelourinho-mídia
permanecerem respectivamente como sacerdotes e oráculos contemporâneos da Urbi,
o gado marcado permanecerá sendo a principal fonte de riqueza das oito famílias
tradicionais, proprietárias da humanidade dos bovinos eruditos que ditam o nível de
animalidade da manada desumanizada cativa no curral da vida vendida. Desse modo, aos Lobos continuarão a ser transferida a imagem do mal da história ancestral de uma chapeuzinho Vermelho juvenil, resgatada pelo salvador dessa pátria que o pariu, enquanto for hipocritamente narrada pelo caçador, o cínico predador da preta história indígena tupiniquim.
Rael Preto da Silva
Organização para a Libertação do Povo Preto

Nenhum comentário:
Postar um comentário