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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Narrativas e contra-narrativas: O paradoxo humanístico entre a excursão de uma periqueti ao polo sul e a cínica honestidade da hipocrisia sincera de um político tupiniquim


Em meio as geografias da diversidade de gêneros diversos, das multi raças e da humanidade universal, observamos o fascismo fácil do proprietário da caneta empresarial que dita as desditas e destinos dos deserdados, no prazeroso exercício de feri-los impiedosamente com a criminosa e indispensável anuência da impávida justiça corporativa brancopofágica tupiniquim.

A mesma caneta que, como a chibata de outrora, hoje fura a carne negra fazendo copiosamente jorrar sangue, ao rasgá-la desde o estômago até a garganta, para simplesmente ter o poder de poder controlar sua subjetividade jacente, oferecendo para isso, uma atraente armadilha de prêmios com maldades intensas e habilmente empacotadas como um vistoso presente de grego, entregue em domicílio pelo cavaleiro de Tróia, com sorriso de plástico, e mesuras de travessuras e diabruras, em todos os lares do norte até o sul, em horário nobre, para todo e qualquer pobre.

Esses exóticos e carnavalescos Minotauros de Troia, seguranças dessa nossa Babilôna contemporânea, naturalizam, através de armas letais; uma vez legitimados por documentos jurídicos legais. a ação de invadir, capturar e pilhar, estuprando e assassinando sem o mínimo pesar, e ainda marcam ironicamente esses insanos atos como datas comemorativas a se festejar, fazendo com que as vítimas desse sinistro cantem e dancem em memória de tais funestos fatos vividos por seus pares, crime continuado, visto ser esse crime extensivo aos próprios; banalizando dessa forma, o mal em todos os seus tétricos aspectos; da mesma maneira que faziam os escravizados dançarem no tumbeiro, a fim de manterem a boa aparência de objeto vendável, como uma mercadoria de valor agregado a ser negociada na chegada do destino traçado, como essas modernas canetas da  inquisição manejadas pelo capital do capetalista atualmente fazem

Nós aceitamos e seguimos a grafia divinizada por esse roteiro como dogma religioso, depois de transformado em paradigmas incontestáveis e determinantes do bem viver. Essa passou a ser nossa cota diária de droga-mídia, ministrada infalivelmente como profilaxia às sinapses provocadoras de análises críticas, que certamente levaria ao questionamento desse bem viver, esse bem comum inerente à vida e a humanidade como tal, como sendo propriedade de um só segmento racial.

Nós aceitamos e seguimos dogmaticamente esse roteiro, depois de transformá-lo em paradigmas incontestáveis e determinantes do bem viver. Essa passou a ser nossa cota diária de droga-mídia, como profilaxia às sinapses provocadoras de análises críticas, levando ao questionamento desse bem viver, como um bem comum, inerente à vida e a humanidade como tal, ser propriedade única e exclusiva de um segmento racial.

Enquanto o chicote-caneta e o pelourinho-mídia permanecerem respectivamente como sacerdotes e oráculos contemporâneos da Urbi, o gado marcado permanecerá sendo a principal fonte de riqueza das oito famílias tradicionais, proprietárias da humanidade dos bovinos eruditos que ditam o nível de animalidade da manada desumanizada cativa no curral da vida vendida. Desse modo, aos Lobos continuarão a ser transferida a imagem do mal da história ancestral de uma chapeuzinho Vermelho juvenil, resgatada pelo salvador dessa pátria que o pariu, enquanto for hipocritamente narrada pelo caçador, o cínico predador da preta história indígena tupiniquim.




Rael Preto da Silva
Organização para a Libertação do Povo Preto

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