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sexta-feira, 21 de abril de 2017

TODO PODER AO POVO

Desde que os europeus invadiram o Brasil, e os seus eurodescendentes usurparam o poder, formando uma República, a fim de oficializar o seu crime contra a humanidade e administrar o golpe dado contra a Nação; o inimigo número um do Povo brasileiro passou a ser um só: o Estado brasileiro. 

Esses eurodescendentes, desrespeitando todos os mais de 500 Povos indígenas e Africanos. Ou seja, desrespeitando os donos e os construtores da nação, formaram, a partir de uma abominável quadrilha; um governo, onde unicamente, os membros de uma mesma máfia se revezam para disputar o poder. Este mesmo Estado colocou como sua função primeira, o monopólio incondicional dos crimes de quaisquer naturezas, implementando as resoluções necessárias para lhe garantir tal exercício. 

Sendo assim, qualquer cidadão que compre sua casa ou apartamento, qualquer cidadão que tenha seu veículo próprio ou não; qualquer cidadão que adquire quaisquer bens que seja, ou mesmo não adquira nada; ainda assim, continua a ter a obrigação cidadã de pagar a propina oficial em forma de taxas, impostos, juros e moras a este governo medieval que usufrui de tudo ao mesmo tempo em que impede o Povo de usufruir até mesmo dos bens naturais oferecidos a humanidade como ser vivente. Para isso, ele mantém um estado de corrupção permanente do próprio povo, para que eles fiscalizem a eles mesmos, organizando blitzs, barreiras fiscais e os impedimentos de ir e vir, a livre expressão, Além dos cerceamentos e intimidações mais surreais que se possa imaginar.

Para o completo sucesso dessas barbáries, o Estado põe em prática o mesmo treinamento motivacional usado com os jogadores dos times de futebol, de ginástica, vôlei e outras modalidades esportivas quaisquer. Por exemplo, um ginasta assiste a filmes de outros grandes ginastas para melhorar o seu desempenho, assim como os lutadores, os nadadores e assim vai. O povo também segue o mesmo roteiro através das propagandas subliminares, absurdamente de forma escancarada, com início, meio e fins que justificam quaisquer meios.

Só que o povinho, diante do êxtase de pertencimento a algo aparentemente importante, não se dá conta de que participa de um roteiro preconizado por um deputado da cidade de Vêneto, na Itália, chamado Antônio Gramsci, que pregava a hegemonia cultural como forma de controle social. Nesse caso, a mídia desempenha habilmente essa função hegemônica monorracial.

As TVs brasileiras, que habilmente infantiliza os adultos e covardemente adultiza as crianças, usando para isso, a criação e controle de emoções; já que, obviamente quem cria uma emoção também controla o depositário dessa emoção, da mesma forma que se fez no regime nazista ao acionar Hollywood para legitimar sua causa. 

É patente a percepção dos passos seguidos por Hitler na Alemanha nazista, também sendo seguidos pelos governos da república dos Bananas. Nesse caso, em nossa história, é notório que sempre tivemos governos apoiadores e promotores de limpeza étnica, do holocausto e genocídio do Povo Negro e indígena, que hoje, despudoradamente ousam aceitar a qualificação de padrinho dos deserdados, os afro-modernos escravizados brasileiros.

Enquanto a mídia conseguir continuar fazendo desse povo, meros espectadores, ele serão mantidos na ignorância, e dessa forma manterá a supremacia branca como uma referência top de linha. Para termos uma ideia mais explícita sobre este contexto movediço na área educacional, a realidade seria mesma que a de contrapor Davi a Golias. Neste caso temos hoje um professor de escola pública, que tem como tecnologia máxima a sua disposição, uma caneta pilot e um quadro branco, frente a uma mídia que tem a Arte e a Ciência roubadas dos ancestrais desses próprios Povos, que agora definha, reduzido ao servilismo físico, mental, emocional e psicológico. 

E na área da Saúde, um negro ser atendido por um psicólogo ou médico branco, significa a garantia de que ele continue sendo um machista esquizofrênico, brancopofágico e pretofóbico. Sendo assim, nos serviços públicos, a hegemonia da representatividade é primordial, para que o negro saiba dialogicamente o seu lugar como negro e o lugar do branco como branco. 

A truculência da área da Segurança Nacional garante o estado executor e executivo desse constructor social, introjetado e assimilado, a partir do exercício coercitivo e subliminar realizado pela polícia e pelo processo midiático, que faz com que o povo negro continue sendo PASSIVO e aceite o seu papel social de escravizado total, parcial ou potencial em quaisquer circunstâncias; seja ela política, religiosa ou jurídica; onde todo o cenário e roteiro são preparados para que ele cumpra sempre o papel de subalterno.

Dessa maneira, o inimigo do Povo; o Estado brasileiro; travestido de salvador da pátria, diuturnamente, com seu amplo sorriso de plástico, numa retórica fácil e agradável diante das telas televisivas, mantém o povo estático, passivo e submisso em seu curral social, estando seguro de sua representatividade como grande pai de alguns, e padrasto de todos. Enquanto isso dorme a nossa pátria, mãe gentil, sem saber que está sendo mandada pra longe, como se fosse uma senhora senil, juntos com todos os Filhos que ela Pariu.




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