O papel do empresariado
escravista e da supremacia branca como um todo, tirando o máximo proveito
de seu lugar de branco, como eurodescendentes, tornando-se cúmplices de um
crime continuado; desse infame crime da história que foi a escravidão
transatlântica tendo o irascível racismo como resultado; é usando essa gangue oficial, a polícia essa facção azul, permitir a essa cara gente branca, ter o poder de novamente ferrar[1] o negro; e isso é feito de
todas as maneiras e formas possíveis; seja implícita, explícita, subliminar e/ou
simbolicamente. Ou seja, é um crime cometido de forma física, epistemológica e
psicológica todos os dias; chegando ao cúmulo de oficialmente se apresentar uma
estatística indicando um espantoso número de 82 negros mortos por dia. Quantidade
essa que supera em 50% de quantidade de execuções realizadas em 20 países. Ou seja, em todos juntos aonde a pena de morte é legalizada. E como qualquer Estado, o nosso também monopoliza
todos e quaisquer crimes.
Essa tétrica tatuagem carimbada na pele preta desde o século XVII impetrado até na época em que a constituição, de 1924, cinicamente proibia tais crimes. Porém,
a sociedade o tinha como lugar comum, assim como a pobreza tornou-se sinônimo de gente preta. Essa mesma constituição que hipocritamente coibia ferrar o negro, também
colocava o Estado como responsável pela promoção da eugenia. Política de limpeza
étnica promovida nos EUA e levado a cabo por Hitler na Alemanha nazista. Por aqui, esses fascistas contemporâneos integrantes
da KKK tupiniquim se classificavam como integralistas; já que decidiram diversificar
de forma mais criativa seus métodos de genocídio, pois sendo o Brasil um país majoritariamente
negro, não haveria espaço para esconder tantos milhares de corpos negros
espalhados pelas vastas Avenidas manchadas de sangue, tal como o Estado fez na Argentina.
Hoje, o sistema jurídico
brazilleiro legaliza e legitima os assassinatos controlado de negros através da súmula 70, que legitima a palavra do agente. Ou seja, do policial, como juiz, diante de
qualquer elemento padrão (jargão militar que identifica e determina o negro
como suspeito, mesmo que não tenha havido qualquer fundamento para quaisquer
suspeitas) dispensando dessa forma, quaisquer testemunhos. E também, para completar, o famigerado auto de resistência, que dá liberdade
ao agente do estado para eliminar o elemento padrão, também de acordo com
julgamento próprio; se o agente decidir que o elemento de cor reagiu, tentou
reagir ou pensou em reagir. O Estado dá plenos poderes aos seus agentes como juízes e executores de
quaisquer elementos padrão, em acordo com a legislação eugênica brazilleira;
sem haja quaisquer forças que contrariem a tais atos, visto que o Estado e seus
representantes só respeitam uma força igual ou maior que ele.
Vemos esses fatos claramente
na história norte-americana, aonde até os dias de hoje, nenhum membro da Ku Kux
Klan chegou a ser ameaçado de pagar por seus crimes; eles tinham até a carteirinha de matadores integrantes da KKK, Tal como a PM brazilleira. Contexto bem diferente para os Panteras Negras, pois seus membros cumprem
prisão perpétua até hoje de hoje. Aqui no Brazil, é tudo mais fácil para os vermes capitães-do-mato, visto que não existem
grupos de Autodefesa, já que estão todos preocupados com a própria sobrevivência e nem conseguem perceber o que os unem, mas sim, somente o que os separam. Sendo assim, movimentos como LGBTs, Feministas Negras, MNU e tantos outros coletivos negros que só conseguem ver as questões elencadas pela mídia como essencial a causa própria.
Sendo assim, temos um
Estado reconhecidamente genocida e apontado pela Organização das Nações Unidas como responsável pelos crimes da
Escravidão e genocídio do Povo Negro; mas mesmo assim, esse Estado opressor prossegue em sua trilha
infame promovendo assassinatos categóricos, torturas e humilhação, tendo uma
elite branca que se locupleta com esses crimes, além de se deliciar com o espetáculo de
sofrimentos pelos mesmos causados, possuindo assim um perverso desejo de morte sob
a máscara fascista, tornando a pessoa negra em ser matável, enquanto os coletivos negros se individualizam em suas causas próprias.
[1] O
negro escravizado, até o ano de 1916, era marcado a ferro e a fogo, como quaisquer
gados marcados, indicando com as iniciais ou símbolo do receptor dessas pessoas
trazidas pelos traficantes no infame comércio de gente.

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