A eugenia, sobre os auspícios do psicopata
pensador Francis Galton[1], foi a única invenção
eurocêntrica conhecida no mundo, após eles tomarem de assalto e sequestrar a
sabedoria dos Povos melanodérmico do norte da África, e descobriram que a
melanina, é o único elemento que faz o Ser humano ser realmente humano.
Essa política desde então, vem se travestindo e
se dissimulando em variados trajes ornamentais; indumentárias diversificadas,
uma hora chamadas de controle de natalidade, outra hora chamada de prevenção da saúde da mulher e por ai
vai. Em seus momentos mais contundentes já foi denominada de nazismo,
integralismo, apartheid, etc.
O fato é que essa dissimulação, que tem deixado a
eugenia livre para atuar em todos os campos da sociedade, tem patrocinado e perpetuado
o genocídio com todo seu vigor, na mesma intensidade, em que se dissimula
usando as novíssimas máscaras antigas das chamadas políticas progressistas.
Isso faz com que não estranhemos que, logo após a
abolição da escravidão no Brasil e no mundo, o Povo Negro continuem até hoje a sobreviver
em prisão abertas, como é o caso das favelas e das comunidades dos deserdados. Exatamente
como a faixa de Gaza hoje, é a maior prisão a céu aberto do mundo.
Não estranhamos também que na mesma época em que
a França falava em Liberdade, Fraternidade e Igualdade, foi a época em mais se
traficou corpos humanos de negros africanos para servir como escravizados a
estes oradores retóricos, porta-voz do cinismo honesto e da hipocrisia sincera,
que realizaram uma das maiores ação de apropriação cultural[2] da qual temos notícia no
mundo; só superado pelos Gregos.
Hoje, observamos que as populações se encontram bem treinadas e
motivadas pela mídia ao olhar e ver o sofrimento do Povo preto como espetáculo
e fonte de altíssimos lucros, já que a audiência é que traz dividendos. Pois é essa
mídia medíocre, que também tem formado uma opinião pública tão medíocre quanto
ela, que percebemos, ao comparamos as mortes ocorridas em vinte países em que a
pena de morte é legalizada, com as mortes provocadas pela polícia no eixo
Rio/São Paulo, veremos nitidamente esse genocídio, pois as mesmas mortes ocorridas
nos vinte países não chegam a metade das mortes provocadas pela polícia apenas nessa
região do Brazill, sem mencionar o resto do país.
Essa conjuntura, patrocinada por vossa eminencia
parda, o euro-Estado eugênico; eugenia esta que já esteve presente de forma
oficial em nossa constituição e nas leis tupiniquins, e ainda presente no
regimento interno das polícias do Brazill. Atualmente essa política se encontra
completamente assimilada e internalizada pelos povos brasileiros
subalternizados, passivos e servis ao regime plutocrático brazilleiro.
Contraditoriamente, hoje vemos autores, rotulados
como intelectuais, preocupados com a morte do humanismo. Eu me questiono de que
maneira algo que ainda não nasceu poderia ser ameaçado de morte. Penso que esses
intelectuais, que de forma alguma tem incomodado o sistema eugênico nacional e
internacional, só têm contribuído estoicamente para reforçar o constructo
social dos diferentes, os deserdados e feridos pela justiça, de modo a manter
essa conjuntura de barbáries justificada. Reforçando desse modo, esse contexto
inquisitório só comparado à idade das trevas européia, já que só houve uma
idade das trevas e ela foi, e continua sendo européia.
Portanto, analisar nossa atual conjuntura
política sem levar em conta as nacionalidades que habitam o solo desse país. Ou
seja, sem racializar a questão brasileira, sendo este povo a maioria que compõe
a nação brasileira, já que os indígenas foram exterminados por esse Estado-branco-eugênico; o Povo Negro então é uma questão nacional. Enquanto as leis
forem confeccionadas unicamente para seu controle e subalternidade, não se pode
levar a sério essa análise de conjuntura conjecturada por esse pseudo-intelectuais
de gabinete falando em morte da ética, da honestidade ou humanismo de forma capciosa
e unilateral, enquanto os privilégios da nação são direcionados a uma
nacionalidade somente: a saber, os assim denominados euro-descendentes.
Esse discurso definitivamente comprometido com a
exclusão, sem levar em conta a racialização do mesmo, é um discurso vazio que
sustenta a falácia de uma democracia que nunca existiu em solo tupiniquim,
salvo na República de Palmares.
Falar em Brasil é falar em campo de concentração
e genocídio de uma nação. Falar em Brasil é falar em escravização e tortura de
um Povo. Falar no Povo Negro brasileiro é falar em presos políticos ou nos que
estão em liberdade condicional e são ironicamente chamados de cidadãos. Falar
na República Federativa do Brasil é também falar nas máfias, nacional e
internacional, responsáveis por sua atual colonização.
Mas a mídia, assim como a religião, vem se esforçando de forma hercúlea, para manter a propaganda da promessa divina e da libertação futura num mundo
celestial abençoado por Odin e Zeus, tendo Thor, Percy Jackson e os Deuses
brancos do Egito hollywoodiano como guardiões.
[1]
Eugenia é a ciência que busca o melhoramento da raça iniciada por Galton em
1883, criando-se um movimento social nos EUA e posteriormente na europa e América
Latina, culminando na Alemanha com o evento do nazismo. Essa política procurava
exterminar a raça ruim. Tal política foi justificada pelo reverendo Malthus em
1798 para evitar a explosão demográfica descontrolada; implantando assim, o
controle de natalidade a partir da esterilização química e cirúrgica feminina.
[2] Napoleão
proporcionou esse assalto e sequestro por ocasião da invasão ao Egito.

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