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quinta-feira, 20 de abril de 2017

República Eugênica Federativa do Brazil

A eugenia, sobre os auspícios do psicopata pensador Francis Galton[1], foi a única invenção eurocêntrica conhecida no mundo, após eles tomarem de assalto e sequestrar a sabedoria dos Povos melanodérmico do norte da África, e descobriram que a melanina, é o único elemento que faz o Ser humano ser realmente humano.

Essa política desde então, vem se travestindo e se dissimulando em variados trajes ornamentais; indumentárias diversificadas, uma hora chamadas de controle de natalidade, outra hora chamada de prevenção da saúde da mulher e por ai vai. Em seus momentos mais contundentes já foi denominada de nazismo, integralismo, apartheid, etc.

O fato é que essa dissimulação, que tem deixado a eugenia livre para atuar em todos os campos da sociedade, tem patrocinado e perpetuado o genocídio com todo seu vigor, na mesma intensidade, em que se dissimula usando as novíssimas máscaras antigas das chamadas políticas progressistas.

Isso faz com que não estranhemos que, logo após a abolição da escravidão no Brasil e no mundo, o Povo Negro continuem até hoje a sobreviver em prisão abertas, como é o caso das favelas e das comunidades dos deserdados. Exatamente como a faixa de Gaza hoje, é a maior prisão a céu aberto do mundo.

Não estranhamos também que na mesma época em que a França falava em Liberdade, Fraternidade e Igualdade, foi a época em mais se traficou corpos humanos de negros africanos para servir como escravizados a estes oradores retóricos, porta-voz do cinismo honesto e da hipocrisia sincera, que realizaram uma das maiores ação de apropriação cultural[2] da qual temos notícia no mundo; só superado pelos Gregos.

Hoje, observamos que as populações se encontram bem treinadas e motivadas pela mídia ao olhar e ver o sofrimento do Povo preto como espetáculo e fonte de altíssimos lucros, já que a audiência é que traz dividendos. Pois é essa mídia medíocre, que também tem formado uma opinião pública tão medíocre quanto ela, que percebemos, ao comparamos as mortes ocorridas em vinte países em que a pena de morte é legalizada, com as mortes provocadas pela polícia no eixo Rio/São Paulo, veremos nitidamente esse genocídio, pois as mesmas mortes ocorridas nos vinte países não chegam a metade das mortes provocadas pela polícia apenas nessa região do Brazill, sem mencionar o resto do país.

Essa conjuntura, patrocinada por vossa eminencia parda, o euro-Estado eugênico; eugenia esta que já esteve presente de forma oficial em nossa constituição e nas leis tupiniquins, e ainda presente no regimento interno das polícias do Brazill. Atualmente essa política se encontra completamente assimilada e internalizada pelos povos brasileiros subalternizados, passivos e servis ao regime plutocrático brazilleiro.

Contraditoriamente, hoje vemos autores, rotulados como intelectuais, preocupados com a morte do humanismo. Eu me questiono de que maneira algo que ainda não nasceu poderia ser ameaçado de morte. Penso que esses intelectuais, que de forma alguma tem incomodado o sistema eugênico nacional e internacional, só têm contribuído estoicamente para reforçar o constructo social dos diferentes, os deserdados e feridos pela justiça, de modo a manter essa conjuntura de barbáries justificada. Reforçando desse modo, esse contexto inquisitório só comparado à idade das trevas européia, já que só houve uma idade das trevas e ela foi, e continua sendo européia.

Portanto, analisar nossa atual conjuntura política sem levar em conta as nacionalidades que habitam o solo desse país. Ou seja, sem racializar a questão brasileira, sendo este povo a maioria que compõe a nação brasileira, já que os indígenas foram exterminados por esse Estado-branco-eugênico; o Povo Negro então é uma questão nacional. Enquanto as leis forem confeccionadas unicamente para seu controle e subalternidade, não se pode levar a sério essa análise de conjuntura conjecturada por esse pseudo-intelectuais de gabinete falando em morte da ética, da honestidade ou humanismo de forma capciosa e unilateral, enquanto os privilégios da nação são direcionados a uma nacionalidade somente: a saber, os assim denominados euro-descendentes. 

Esse discurso definitivamente comprometido com a exclusão, sem levar em conta a racialização do mesmo, é um discurso vazio que sustenta a falácia de uma democracia que nunca existiu em solo tupiniquim, salvo na República de Palmares. 

Falar em Brasil é falar em campo de concentração e genocídio de uma nação. Falar em Brasil é falar em escravização e tortura de um Povo. Falar no Povo Negro brasileiro é falar em presos políticos ou nos que estão em liberdade condicional e são ironicamente chamados de cidadãos. Falar na República Federativa do Brasil é também falar nas máfias, nacional e internacional, responsáveis por sua atual colonização.

Mas a mídia, assim como a religião, vem se esforçando de forma hercúlea, para manter a propaganda da promessa divina e da libertação futura num mundo celestial abençoado por Odin e Zeus, tendo Thor, Percy Jackson e os Deuses brancos do Egito hollywoodiano como guardiões.




[1] Eugenia é a ciência que busca o melhoramento da raça iniciada por Galton em 1883, criando-se um movimento social nos EUA e posteriormente na europa e América Latina, culminando na Alemanha com o evento do nazismo. Essa política procurava exterminar a raça ruim. Tal política foi justificada pelo reverendo Malthus em 1798 para evitar a explosão demográfica descontrolada; implantando assim, o controle de natalidade a partir da esterilização química e cirúrgica feminina.
[2] Napoleão proporcionou esse assalto e sequestro por ocasião da invasão ao Egito.

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