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domingo, 29 de janeiro de 2017

Quem tem medo do Bicho Preto...!??

Conceituar humanidade como verbo, ou mesmo falar da grandeza da raça humana, significa obrigatoriamente ter que usar o termo NEGRITUDE como sinônimo, visto ser este o único marco possível para se conceituar o que se define como FAMÍLIA, desde que a humanidade se fez, de vera, presente na face do planeta terra em todas suas eras. Desnecessário comentar a respeito da cor de noite sem lua da epiderme dos construtores e donos deste mundo ao qual outrora era chamado pelo nome de Etiópia.

Quando tudo parecia estar naturalmente em seu devido lugar, não mais que de repente, há centenas de muitos milhares de anos bem mais tarde, como todas as tragédias que tem abalado a natureza na terra verificadas até então, acontece o advento do antropofágico neandertalóide que causa o aparecimento das queridas pessoas brancas na superfície deste planeta-paraíso; desde então, esses sem civilização, tiveram registrado em sua história única, uma única invenção: a competição; com toda a certeza, uma perversa invenção vinda da necessidade, e com o intuito de compensar a imensa distância evolutiva verificada entre o homo sapiens sapiens e o antropofágico neandertalense, numa tentativa desesperada e inócua de se aproximar da vasta evolução humana do mundo negro em seu mais que adiantado estágio de existência; foi o momento em que essa neófita população leucodérmica tentou então, espertamente, fazer desonestamente este grande desvio, na longa corrida contra o tempo que, definitivamente não lhes era favorável.

Foi no gestar desse fúnebre processo, que houve a desastrosa falha na matrix e, eles concebendo a famigerada competição, e criando ao mesmo tempo o inseparável e nefasto instituto do individualismo, para enfim, hoje justificar o esdrúxulo conceito da meritocracia como mecanismo único no desenvolvimento de sua humanidade, nesse corte do caminho evolutivo em direção ao substantivo ser humano que ainda não havia passado pelo exaustivo e lapidar processo divino de ser verbo. 

Hoje, nosso mundo humano contaminado pelo nefasto vírus branco dessa matrix antropofágica, tem como realidade um mundo virtual, tendo como protagonista, e elemento padrão real desse game brancopofágico, o sangue vermelho que copiosamente jorra das veias do povo preto, como resultado final do desfecho de um roteiro escrito pela mórbida inveja branca advinda da ódio leucodérmico construído pela ânsia de desfazer a distância evolutiva criada pelos fios melanodérmicos da trama genealógica universal. Esse jogo é formatado e regido pelas regras antropofágicas neandertaloide que tem como missão final o retalhar da carne negra, castrando meticulosamente, e com requintes de crueldade, a indumentária sagrada tecida pelas longas vidas curtas. 

Neste lamentável processo de formatação homicida, sobre o comando sistemático do voraz exercício de embranquecimento da cultura negra; desde a arte da capoeira, das umbigadas, do semba, da indumentária candomblecista, do rock roll, ou mesmo do tango até o fado, tendo sido implantada a célula mater dessa venenosa egolatria, como maneira de minar as bases melanodérmicas humanizadoras da civilização planetária com a ação e atuação desse leucodérmico vírus no cerne do ser melanodérmico, a coisa pública passou a ser privada, ao passo que o trabalho do homem, outrora no arado, se transformou em não-trabalho, a partir da filosofia do viver de juros e mora. E desse modo, a vida humana passou a fazer parte do pernicioso e fechado mercado branco, esse infame mercado europeu contemporâneo. 

Mas o alicerce humanizador dos Valores Africanos, assentado em solo de valores seculares, e envolto pelas cores fortes das panafricanidades; insiste em resistir às tentativas sistemáticas de seu desbotar. Dessa maneira, o medo branco dessa onda negra, que num grande abraço negro lhe descalcifica o esqueleto embranquecido pela egolatria, tem reduzido a doença leucodérmica a um mero ponto, ao desviar sua atenção da imensa sombra branca projetada como monstros  assombrosos na superfície das paredes infantis de sua branca idade das pedras. 

É por isso que presença negra, trás na superfície de sua epiderme os símbolos explicitamente ocultados por sua cor de noite sem lua, que envolvem com sua luz negra a falsa claridade enevoada que escondem as armadilhas da egolatria brancopofágica. É nesse jogo de xadrez que o negro empretece de novo com sua tez, a linha de chegada ao Novo Mundo, e do alto de seu navio não mais negreiro, exibe sua bandeira pirata que recorta o oceano Etíope outra vez...

Rael Preto
Organização para a Libertação do Povo Negro

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Podres poderes: A Mídia, a Negritude e o Negro em Movimento...

Penso que a frase Faça a coisa certa representa com espantosa exatidão a urgência na conjuntura pela qual a negrada tupiniquim vive nesse holocausto contemporâneo brazilleiro, do que do que frase Eu tenho um sonho...

Há 500 anos, roubaram nosso céu, nosso sol e nossa lua quando sequestraram a nossa força ativa; após enriquecerem a custa do trabalho de nossos pais, avós e bisavós, Hoje, eles roubam nossos sonhos e nossas vidas, quando colonizam nossas mentes, nossa vontade e nossas emoções, enquanto nos matam como moscas.

O fato incontestável é que a maioria dos barracos, seja nas favelas ou nas periferias, já tiveram suas portas arrombadas e seus moradores humilhado pelas forças do Estado Democrático Opressor; a maioria dos bailes funk nos morros e subúrbios, já foram violentamente interrompido pelas forças do Estado Democrático Opressor; a maioria dos jovens negros seja de onde for, já que nem o dinheiro e nem o diploma têm o toque mágico de transformar qualquer não-branco num branco, já foram parados e humilhados pelas forças do Estado Democrático Opressor. E mesmo assim, sendo maioria, os negros continuam a agir como se fossem minoria; sempre abaixando a cabeça frente às intimidações paulatinas e progressivas diuturnas; aceitando passivamente as humilhações cotidianas imposta pelas queridas pessoas brancas inquisidoras. 

A sociedade, com ouvidos moucos para os gritos de agonia, finge que nada está acontecendo, preferindo se esconder atrás das mentiras brancas que adornam os divinos discursos apolíneos proferidos pelos gangsteres brancos que gerem o Estado Democrático Opressor, na vã tentativa de amenizar as responsabilidades dessa vil cumplicidade; acreditando sinceramente que não exista consequências para tal silêncio que mata, que humilha e que tortura milhares de almas viventes, transformando-as em monstros; zumbis que agora estão retornando com o espírito retorcido e desumanizado para buscar a dignidade que lhe foi negada.

Temos a escolha de poder deixar de lado os sonhos roubados e fazer a coisa certa ou então, sermos cúmplices desse retumbante silêncio assassino. Esse não é o silêncio dos inocentes, mas sim, dos curiosos espectadores que assistem ao show da chibata que se ergue em plena praça pública observando o retalhar da carne negra, antes de vendê-la a quilo ou quanto ela valer como ouro negro, para que o branco possa saciar sua fome de uma humanidade que ainda não lhe pertence. Ele, o branco, animalescamente pensa que, devorando o corpo negro, a exemplo de seu passado neandertaloide antropofágico, possa, dessa forma, assimilar a força do adversário que, incontestavelmente é mais forte que ele; portanto, devorar a força do Povo Negro é a sua meta. Por isso, ele devora a sua cultura e seu o saber, tentando devorar também a sua alma através da tentativa de ocupação do seu território mental, já que o físico e material já lhes pertencem.

A mídia tem conseguido ter sucesso em muitas frentes de batalhas, nessa guerra travada, que os brancos intitularam como luta de classes, mas que os neguinhos nem sabem que não sabem que estão participando de uma batalha, e que esta luta está longe de ser de classe; é uma luta racial disfarçada de luta de classes; Como um autêntico Sileno de Alcebíades; dar nomes diferentes ao mesmo objeto faz parte da estratégia de batalha; é a camuflagem da própria batalha onde o adversário nem desconfia que esteja numa luta. Dessa maneira ele é derrubado sem nem saber o porquê e a vantagem permanecerá sempre do lado branco da força; o lado camuflado de bom e dissimulado do mal.

Enquanto permanecermos prostrados, estáticos, aprisionados voluntariamente nessa Caverna do Dragão, olhando as sombras das pequenas pessoas brancas, refletidas como assustadores e impávidos gigantes, bruxuleando nas paredes ao redor de nossa cela coletiva, permaneceremos paralisados pela perversa cultura do medo e pelo discurso do ódio seletivo, proferidos e propagandeado por essas prosaicas sombras, saídas dos contos infantis de assombração...

Andiemos...

Rael Preto
Organização para a Libertação do Povo Negro

domingo, 15 de janeiro de 2017

Epistemicídio melanodérmico: Das Diásporas Africanas a colonização contemporânea.

Nos anos que se seguiram, no decorrer do século 16, os escravocratas norte-americanos, despudoradamente recorreram a um doutor negro chamado Joahnn Bluemnback, docente da especialista em história do Reino Songhai, a frente da cadeira do Departamento de história da África na Universidade de Gotinga, na Alemanha, a fim de que este pudesse ajudá-los a conter as constantes revoltas dos escravizados de origem Songhai, prisioneiros da guerra de 1541 que a despeito das piores punições sofridas, continuavam a recorrer as insurreições de forma cada vez mais intensa naquele conturbado período. 
Este negropeu, atendendo a pedidos, perguntou se esses negros escravizados sabiam de onde eles sabiam que vinha do Reino de Songhai; tendo resposta positiva a questão posta, este completa: ... Eles sabem quem são; o que vocês precisam fazer é evitar que eles saibam de sua origem, de sua história, para que eles esqueçam que outrora pertenceram a um rico reino, poderoso, reino de beleza, de excelência e sofisticação. Portanto, eles sabem para onde querem ir. Nesse caso, vocês devem separar as crianças de seus pais, levando os pais para trabalharem até a morte em fazendas distantes, fazendo-as a acreditarem que vieram de uma selva qualquer, e depois educá-las segundo os vossos costumes e crenças; seguindo as minhas recomendações, futuramente vocês não terão mais problemas dessa natureza com nenhum desses escravizados... Pra eles, não mais fará diferença o que for dito ao contrário sobre seu passado, seus pais não estarão lá para contar...
Assim foi feito...
Desde então, até os dias de hoje, os negros que foram apartados de sua história e devidamente educados dentro da pedagogia opressora eurocêntrica, incluindo os seus descendentes, jamais esboçaram qualquer reação ou quaisquer sinais desobediência aos ditames de seus opressores ou aos descendentes desses opressores que carregam o legado do infame comércio, se beneficiando da herança, material e simbólica, dos crimes da escravidão até hoje vigente nas Américas. O resultado desse processo é que hoje, muitos desses negros, principalmente os descendentes de escravizados africanos nascidos no Brazill, não acreditarem que a escravidão seja um fato atual; e muitos deles, chegam até mesmo a negar a existência do racismo no país, chegando ao cúmulo de não tomarem conhecimento de que são negros, e nem mesmo chegam a saber, que não sabem.
Portanto, é razoável inferir que, um povo que não conhece a sua própria história, está fadado ao desaparecimento, através de sua própria autodestruição.
Dessa maneira, para evitar o completo holocausto melanodérmico, é necessário que, falemos da gente, e de nossa história de única civilização formadora da humanidade deste planeta, cujo último nome conhecido era Etiópia.
Precisamos falar da primeira diáspora ocorrida durante o período da Pangéa, quando o planeta era formado completamente pelo Povo Negro; falar da segunda Diáspora ocorrida durante a estupidez do infame comércio, como era conhecido o tráfico de corpos negros; e falar da terceira Diáspora, que está ocorrendo agora; que é a volta para casa e a reterritorialização dos Valores Civilizatórios Africanos; num momento em que, os negros de todo o mundo, sofrem com os violentos ataques promovidos por um planejado, meticuloso e hábil processo político da colonização de seu território mental.
No senso comum, a opinião pública, principalmente daqueles que fazem questão de ignorar a história e a geografia, tem banalizado o uso da dissociação cognitiva, para negar ou desqualificar a verdade do outro, a fim de deslegitimar o óbvio ululante, num mero exercício de disputa na relação de poder ou do famigerado status quo.
Portanto, é perfeitamente comum, ainda se ouvir absurdas afirmações tais como, as de que, o Egito pertence ao oriente médio, ao passo de que, o indivíduo ignora que a Palestina outrora, fazia parte do continente Africano. Sem mencionar que o sujeito nem faz ideia que a distância entre o Egito e a Palestina não ultrapassam os 614 km. Ou seja, seria impossível um grupo de pessoas, por maior que fosse tal grupo, pudesse percorrer este espaço num período que durasse 40 anos; a não ser que dessem três passos por dia; ressaltando que, nesse percurso, havia postos da guarda egípcia a cada 10 km, como no período da aventura divina de negro Moisés embranquecido.
É notório observar que, a imagem equivocada vendida pela mídia, quando se refere ao continente africano, se resume, de forma prosaica e inocente, aos animais exóticos da savana, além das guerras crués, das devastadoras doenças, da infindável pobreza e de imensa fome; numa construção imagética nitidamente comprometida com a incontestável desonestidade narrativa monorracial.
Desse modo, para alterar essa falsa realidade é necessário desconstruir e destruir as falsas representações criadas para esse fim; e isso só pode ser possível através de uma contundente desobediência epistemológica, a fim de transvalorar todos os valores postos e impostos por essas capciosas e criminosas representações leucodérmicas.
Tendo a sensibilidade e o cuidado de uma predisposição fundamentada no respeito e na ética; pois sem esse quesito, essa desobediência epistemológica tornar-se-á escrava dos conceitos limitadores da própria humanidade contida no ser, confundindo sujeito e objeto. Portanto, a honestidade deve dar o tom da busca, sem o fundamentalismo dos pré-conceitos aprisionadores de uma consciência tripartida pela psicologia albina.
Dessa maneira, respondendo aquela questão existencial que nos persegue desde que o mundo é mundo: Quem sou eu...? De onde vim...? Pra onde vou...? Vamos enfim, possibilitar o resgate de nossa humanidade roubada, através da intimidação que resultou no sequestro de nossa força ativa e de nosso ser como sujeito histórico, nesse mundo onde até os dias de hoje, sustentamos os nossos incólumes e arrogantes algozes.

 Rael Preto
Organização para a Libertação do Povo Negro

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Áliens, alienantes e alienados do mundo em preto e branco...

Nossa "imponente" e impotente civilização cristã ocidental, afundada em meio a seu lamaçal, ainda tenta acreditar, como se fosse sua única salvação; e agarra-se a grande mentira ela mesmo criou, e sustenta com unhas e dentes, tentando se esquivar do seu infortúnio iminente e queda inevitável.

O desespero é tanto, que até mesmo um de seus braços, que é a religião; essa igreja que prega em seu livro, o amor ao próximo; contrata seguranças, normalmente ex-detentos ou ex policial, o que dá no mesmo; para espancar sem tetos e mendigos; formam exércitos, vivem da riqueza do dízimo, além da lavagem de dinheiro da corrupção empresarial, política e religiosa; pregam o amor incondicional e a piedade enquanto apedrejam adeptos de religião de matriz africana, expulsando os mesmos da comunidade em que residem, sobre o silêncio permissivo dos angelicais cristãos que falam tanto da passagem de Zaqueu, e no entanto, execram os que não comungam de suas opiniões.

Esses mesmos líderes evangélicos, que se sustentam com o dinheiro da pregação, fazendo disso sua profissão e meio de vida, habilmente invertem valores e criam verdades, a exemplo dos juízes brancos que interpretam a lei conforme as conveniências facultadas pelo cargo; conveniências essas que eles mesmos se outorgam, renovando seu poder absoluto a cada novo veredicto antigo.

As gangues se espalharam pelo sistema de governo, subdividindo suas áreas de atuação no judiciário, legislativo, executivo, mídia, militarismo e religião. Trata-se de uma quadrilha internacional capitaneada pelas famílias oligárquicas tradicionais do mundo que fizeram fortuna com o infame comércio. Portanto, quando a briga acontece entre os brancos, pode-se inferir que se trata de uma desentendimento entre gangues por causa de seus territórios de atuação; é o processo que eles, dissimuladamente, classificam como sendo o importante exercício da diplomacia.

Essa quadrilha que se inovou inventando termos e conceitos tais como "luta de classes", "minoria e maioria", machismo", "feminismo" e tudo mais que fosse possível para distrair o povo, desviando-o dessa maneira, de seus reais interesses, a partir do momento em que deu a esse conjunto de conceitos, a denominação de "democracia"; invertendo dessa maneira, os valores inerentes ao próprio conceito formulado.

Destartes, o povo imagina realmente que faz parte de um sistema democrático, portanto, ele aceita as regras do jogo e, ingenuamente joga dentro dessas regras, enquanto para quem estabeleceu as ditas regras, tais regras não lhes dizem respeito; passando assim, a fazer parte de um reinado absolutista, produtor de castas e em estado permanente de apartheid; onde as forças do império mantém as regras da colonização por meio das armas, através do exercício oficial de assassinatos e intimidações cotidianos. E o povo, vivendo numa sociedade imaginária, imaginada e implementada pelos gangsteres da mídia, é mantido em seu cercado construído com vistosas peças de dominós espelhados, que refletem e mostram a imagem dos seus companheiros de sofrimento, como sendo os verdadeiros inimigos do Estados e portanto, seus adversários a serem combatidos.

Desse modo, enquanto o povo se distraí com as deixas e ordens dadas, as gangues oficializadas pelo Estado agem com desenvoltura e liberdade total. Sendo assim, os efeitos despendidos pelos poucos paladinos da liberdade acabam por se mostrarem nulos, quando atacam a máfia Estatal, vistos que, o que faz a existência dessas gangues oficiais, é justamente a existência da massa alienada, que se transformou numa turba de manobra fácil e servil. Ou seja, atacar as gangues é inútil, pois invariavelmente essa turba alienada vai reconduzi-los ao cargo continuamente.

O único caminho seria tirar essa turba de seu berço esplêndido e levantá-los do sono eterno, para que fosse possível uma intervenção real, e com modificações reais, seria a partir das modificações das representações que fazem sentido a essa turba, essa massa preta formatada pela branquidão; este é o princípio usado pela mídia, para criar as emoções, e é a criação dessa emoção que a possibilita ter o controle total dessa massa órfão de referências. Essa é a metodologia perfeita usada por essa minoria para controlar a grande maioria, a partir das subversões de conceitos e inversões de valores, que se retroalimenta a si mesmo, num moto-perpétuo.

Resumindo: enquanto  os idiotas existirem, existirão os espertos...Um faz o outro e, ambos fazem o sistema como ele é...desaliená-los, seria fazer ruir as bases desse sistema; por isso, a importância da educação subalternizante, para que esse mesmo sistema possa continuar produzindo seres subservientes, garantindo sua perpetuação e o poder das castas de sua linhagem como tal. Dessa maneira, a massa continua a discutir fervorosamente assuntos tais como o das ações afirmativas, o sistema de cotas e a tal da famigerada igualdade racial, enquanto o que importa, passa ao largo, sendo mantido longe do foco das principais apreciações. Afinal, o show não pode parar nesse circo de horrores chamado Brazill, visto que o pão e circo é o alimento principal desse mórbido espetáculo cinematográfico dirigido pela oligarquia mundial e tupiniquim.

Rael Preto
Organização para a Libertação do Povo Negro

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sobre a Reparação dos Descendentes de Escravizados Africanos no Brazil...

A Negra e o Negro autênticos, são pessoas resolutas, ousadas e destemidas, definindo-se definitivamente como uma nação que, compõe dentro de si diversas nações. Essa é a Negra e o negro, descolonizado, que caminha nas diversas trilhas de seu continente, sem as amarras impostas pelo oligárquico opressor; colonizador este que, tendo sequestrado sua força ativa, privatizando sua mobilidade física e material, tenta agora, a todo custo, privatizar seu pensamento, através da cínica e hipócrita dissimulação, sobre o véu de inocentes mentiras sagradas e sacralizadas, transformadas em vírus; o vírus da branquidão.

Enquanto nós, as Negras e Negros resolutos e concisos de nosso coletivismo como sujeitos protagonistas da própria história, não nos despirmos do estúpido sentimento branco bairrista e paroquiano de ser e do ter, não perceberemos a necessidade desse coletivismo como sinônimo de interdependência humana de subsistência. 

Nossa liberdade depende de nos aventurarmos pelas movimentadas estradas do desconforto da insegurança, e sair definitivamente do conforto da servidão; Sem medo, nem reservas; pois o medo será sempre fatal. Nosso futuro é agora; nesse ano que vem que já chegou. Só dessa maneira, construiremos uma Estado-nação compartilhado de forma coletiva e sólida. 

Penso que a questão negra não é uma questão nacional, mas sim, internacional, visto que nosso território e nossa questão vão muito além do cativeiro das linhas colonizantes limitadoras do mundo, de gente e gentilezas. Sendo assim, devemos ter nossa identidade traduzida, como mulheres e homens, de forma, e que abarque nossa origem cultural e nossa cultura contemporânea; curando-nos desse modo, da metástase do assimilacionismo, que nos mantém mentalmente presos e na condição de povo colonizado.

As leis estabelecidas pela supremacia branca, desde o fim da primeira guerra mundial, há muito já caducaram, até mesmo para as queridas pessoas brancas elas já não tem a devida eficácia. Precisamos pois, estabelecer contato com o mundo real e interagir como povo, como gente e como ser humano, enfrentando as dificuldades do diálogo, nas trocas, construção e desconstrução, aprendendo e desaprendendo, ensinando e desensinando; nos encontros, nas ruas, no trabalho e reuniões; trabalhando as contradições, tendo o cuidado de não rimar opiniões com argumentos.

Rael Preto
Organização Para a Libertação do Povo Negro


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Da Ética Étnica: Inter racialidade e intercessão racial...

A branquitude desvairada, na ânsia desmedida de monopolização total da cultura, a fim de dominar os povos colonizados; vem habilmente se apropriando e fazendo uso mordaz da pseudo solidariedade; qualidade esta, de propriedade exclusiva dos povos colonizados; para legitimar-se como malungo. Ou seja, como companheiro de caminhada.

Os vídeos clips lançado na mídia mundial para esse fim, são provas contundentes desse selvagem exercício infame; por exemplo, o clip USA FOR AFRICA - we are the world, gravado por diversos cantores norte americanos por ocasião da grande fome e guerra nos países africanos, ou mesmo a canção everybody hurts do grupo REM, também gravado por diversos cantores populares ingleses, por ocasião da tragédia do terremoto no Haiti; da mesma forma que muitíssimos outros fizeram no episódio Nélson Mandela e tantos outros momentos de sofrimentos intensos dos povos colonizados, proporcionados direta e indiretamente pelos vampirescos povos leucodérmicos; assim como estes movimentismos de "clips solidários" existem outras centenas exemplos-armadilha de pseudo solidariedade.

Essa afirmação é de cunho público e notório, uma vez que os artistas influentes se juntam, para gravar o citado clip, que vai angariar vastíssimos dividendos não computados; assim como os dízimos nas religiões; e seus trabalhos ai se encerram, com raríssimas exceções, dai, julgam ter feito o seu melhor, ficando com a doce ilusão de ter feito a diferença para aqueles, cujo resultado do solidário trabalho os seus esforços fora direcionado. Obviamente, os resultados desse trabalho está estampado na continuidade do sofrimento intenso que a mídia, de maneira escancaradamente sutil, tenta dissimular, escondendo a pilha de corpos nas valas coletivas a céu aberto, assim como outrora, ela só mostrou as valas coletivas e o sofrimento dos judeus brancos. Sendo assim, a cultura branca de se lavar as mãos é um dos poucos legados deixados pela monocultura eurocêntrica, além do comércio de armas e de drogas, que funciona racialmente, e de maneira radicalmente satisfatória para eles próprios, já que sabemos, através dos reais indícios que, definitivamente não negam, para quem vai realmente o resultado de todo esse "trabalho". 

Essa é a seleção natural, escolhida pelos povos leucodérmicos, para regrar o campeonato mundial desse perigoso jogo onde os competidores disputam a própria vida numa roleta russa, tendo como espectadores, as queridas pessoas brancas de olhos claros, que ironicamente, são auxiliadas de forma quase religiosa, pelos próprios contendores. Dessa modo, os heróis desses contedores, acabam sendo aqueles vampiros leucodérmicos que morrem de overdose, por acharem o jogo demasiadamente tedioso.

Destarte, a fabricação de heróis se dá através de atos similares a pseudo solidariedade. Ou seja, utilizando os mesmos princípios ao formar malungos vampiros como legítimos heróis de ética étnica. Essa qualidade dos eleitos heróis leucodérmicos estão estampada na face pálida colonizadora de sentimentos e adestradoras de pensamentos melanodérmicos, na medida em que ele acaba por formar e formatar o negro como réplica de si mesmo, agindo como um poderoso vírus que se alastra sem controle ou quaisquer limites de ação contra seus próprios pares.

Assim nasce o discurso de que, somos todos seres humanos, a estrambótica afirmação de que o racismo não existe, ou mesmo a improvável possibilidade da existência de um racismo reverso. O negro, direcionado por seus novos heróis, conseguem subverter a história na  medida em que valida toda e quaisquer histórias legitimada pelo dinheiro. Ser desinformado ou mal informado é a fórmula de se legitimar como cidadão de direito, ao mesmo tempo em que se abandona a felicidade da ignorância, que traz a irresponsabilidade sobre si mesmo, e equivocadamente sobre seus próprios atos.



Dessa maneira, os comerciais, os shows, as novelas e filmes se multiplicam propagando a inter racialidade como troféu de humanidade, quando na verdade ela, a inter racialidade,  se transforma numa ardilosa e inocente relação vampiresca, via de mão única, que reproduz a escravização mental do ser colonizado, tal qual a relação da viúva negra com o macho da espécie; um prazer que lhe custa o bem mais precioso que possuímos: a vida. Ela, essa relação, se resume a uma relação onde um anula o outro através da herança simbólica e/ou material de ambos. É nesse momento que amor rima simbolicamente com terror e solidariedade com maldade; é o nosso Delenga Cartago transformado em realidade eroticamente nua e crua. Se não somos sementes, nossa história corre o risco de findar nessa armadilha eurótico-cêntrica inter racial. Visto que, nessa intercessão, o ser negro é o único que percebe a mensagem cósmica dos tambores, sendo capaz de decifrar e transmitir seu sentido e seu alcance nessa caminhada onde imensos lençóis d'água ameaçam sua alma de fogo. por isso, tentam nos roubar os nutrientes humanizantes que faz luzir  nossa mensagem de vida na vastidão de bilhões de universos incandescentes, usando para isso, uma prosaica e cruel armadilha: o apelo a própria vida, delles...

Rael Preto







Delenga Cartago*: "destruam Cartago...!!!" Ordens dada por um general romano ao seu imenso e poderoso exército frente uma pequena cidade Africana chamada Cartago. Para melhor entender essa parte da história da humanidade, vamos contextualizá-la em seu momento em seus aspectos gerais.

A religião dos romanos, os seus deuses, seus ritos originalmente vieram do Egito. os 5.000 anos de idade da nação egípcias fizeram os gregos e os romanos adotarem seus deuses, filosofia,arte, moda, cultura. os negros romanos nunca negaram que sua ligação histórica, religiosa, e cultural veio da África etíope, egípcia, Cartago, e Grécia negra.

O centro cultural do Império Romano foi o Egito, especificamente Alexandria. lá um tinha os livros, os ritos, a tradição e as disciplinas de mistérios antigos que haviam sido desenvolvidos milhares de anos antes de Roma. Até o dia de hoje, as artes e ciências encapsulados nesses livros mordermos, são fundamentos para a construção bem sucedida e de qualquer sociedade humana.
Os gregos, que fortemente influenciaram Roma, foram no início uma colônia de egípcios e fenícios (vizinhos egípcios) para todos da África. As primeiras e mais antigas civilizações dos Creteans, Maltans, Pelasgians, Ionians e Therans veio da África. A população foi eram predominantemente Africano.

Roma tinha três ramos preto de origem, Rômulo e Remo por parte de regia Silvia que eram de sangue troianos, os troianos eram da estepe etíope, Roma era conhecida como atiópika. tinha um ramo dos etruscos que eram pardos e negros. Roma era também tinha uma colônia de plantação de cartagineses Lords negros e da família Nigrinus e propriedade em grande parte pela família Baarka, de Amilcar barka e hanibal barka, a guerras entre Roma e Cartago era uma guerra de independência total de Roma das garras de Cartago.

Você vai ver que parte de Roma começou como uma colônia ou vassalo do Kartha Hadashians (Cartago), se você fosse para analisar sua história muito bem. Foi a influência dos cartagineses que fizeram de Roma. Roma mais tarde obteve a sua independência e até, eventualmente, destruiu Cartago. No entanto, Cartago tinha mil anos de cultura elevada e preeminência antes de Roma nascer. No momento em que foi destruído pelos romanos, Cartago era um milenar Império Africano preto, governando o mundo então conhecido por suas ligações marítimas.

É verdade que os governadores, homens livres e os escravos de Roma se rebelaram contra Cartago e conquistou a sua independência nas duas famosas guerras púnicas. porque você encontra tantos Norte Africano Imperadores romanos, e altos funcionários no império romano? Romanos livres foram divididos em Patricans e libertos e plebeus. Houve uma enorme concentração pessoas de Mouras "negras" na classe patrícia bem como libertos. Os latinos eram em sua maioria plebeus os mais claros de pele eram da cor dos paquistaneses, sírios, ou turcos, Assim você vê que Roma era uma coleção de preto e pardos.

Os chamados brancos, aka os góticos rosa-vermelhos e Eslavos veio mais tarde sobre no curso dos mil anos de existência de Roma, em Roma eles eram os mendigos os peregrinos, as prostitutas e os plebeus de Roma, Quando eles aumentaram em número suficiente e por meio de guerra e política muitos destes albinos se juntaram a outros vindo da Ásia, Eles finalmente Estouraram as barreiras da Roma imperial que os havia contidos na Europa Central, no lado norte do rio Danúbio, os bárbaros góticos e hordas eslavas inundado Roma, Europa meridional e central, Europa Ocidental, bem como, explodiu em África, e em seguida, partir para o Américas e na Austrália. Como demônios libertados do inferno.

Esses bárbaros são os ancestrais diretos de hoje albinos europeus, os chamados: italianos, franceses, alemães, Inglês, Bélgica, Holanda, Suécia, Rússia e a totalidade das chamadas raças brancas da Europa de hoje. E esses descendentes gothic passaram mil anos, a história re-escrever, destruindo monumentos, queimando livros e bibliotecas, em uma tentativa de esconder a verdade sobre si mesmo, e para usurpar a majestade e excelência das grandes civilizações negras. Eles teriam que enganar as pessoas negras (os verdadeiros donos deste mundo) em uma vida de complacência e subordinação, em que eles são incapazes de afirmar a sua legitimidade. É por isso que eles têm investido tanta energia em re-escrito e recontar a história do Império Romano e e da Europa fazendo deste continente seu quartel general de la foram falsificadas historia política religiosa,cultural,artística, os personagens desta historia mudaram de cor, com a ascensão dos jornais e televisão ouve o bombardeio de informação falsa, junto com escolas, faculdades, igrejas,foram proclamadas a supremacia branca, tudo para esconder a real historia do homem brancos sem pátria, cultura, artes.

Eles sabem que são apenas bárbaros imitadores da cultura preto Africano por isso o maior medo deles é que se toque na historia grega romana como historia preta, porque estes dois países são a menina dos olhos do homem branco,e por meio deste duas nações que eles tem ludibriado o mundo.
enquanto todo mundo estiver ocupado com África reinos africanos, para eles esta bem, eles podem até engolir, mas partiu para Europa eles tremem na base porque sabem que la estão escondido o segredo da sua verdadeira origem, mas o mais hilário é que eles mesmos estão se destruindo cavando literalmente sua pro pia cova, porque seus estudos,e achados arqueológicos a cada dia revela que antes deles os pretos eram os senhores de toda Europa, para isto é só observar os achados arqueológicos que estão espalhados nos museus de toda Europa, e ainda os artefatos do império muro que estão visivelmente diante de seus olhos. contra fatos não a argumento.

nota: Ostia Antica é um grande sítio arqueológico, perto do subúrbio moderno de Ostia, que foi o local da cidade portuária de Roma antiga, que é de aproximadamente 30 km (19 milhas) a nordeste. "Ostia" (plur. De "ostium") é uma derivação de "os", a palavra latina para "boca". Na foz do rio Tibre, Ostia foi porto de Roma, mas devido ao assoreamento do site está agora a 3 km (2 milhas) do mar. [1] O local é conhecido pela excelente preservação dos seus edifícios antigos, magníficos frescos e mosaicos impressionantes.



sábado, 17 de dezembro de 2016

Era uma vez, um Povo todo Preto: Uma comovente história de tiro, porrada e bomba...

Para nós, negras e negros, o racismo, o machismo e o feminismo tem sido algo tétricamente devastador para nossa história; visto ser, a predadora monocultura branca, a cultura dominante, como juiz supremo que determina todas as causas e todas as coisas. 

Quando esse leucodérmico juiz supremo lhe impõe um papel a cumprir e um lugar cultural de direito, todos os atores sociais vão seguir tal precedente e configurar seu julgamento seguindo tal exemplo; do momento em que, nossa sociedade, seguindo o cinismo e a hipocrisia que legitimam todas as relações sócio-político-religioso-cultural, relações estas, que são baseadas unicamente sobre a égide das dissimulações regidas por princípios e conceitos ditados pela epistemologia leucodérmica; selecionando desse modo, suas verdades e a priori, expondo-as nas vitrines sociais as vistas dos ávidos euro-cidadãos-consumidor de direitos e benesses; seus subservientes figurantes anexos ao tapete vermelho; pretensos substitutos e pretendentes ao lugar de ser humano. Por fim, faz da alienação uma arma que transforma qualquer negro e negra numa réplica de um branco nos discursos e atitudes.

Aquele que consegue olhar esse mercado infame e ver esse expediente genocida ao qual nós, negras e negros somos submetidos diuturnamente, estará constantemente em luto ou lutando contra tal infâmia; diante dessa barbárie institucionalizada e naturalizada pelas queridas pessoas brancas; uma vez que, pelo retumbante silêncio passivo e pela vergonhosa permissividade, a sociedade escolheu ficar ao lado do opressor. Esse processo fúnebre se faz presente nos momentos mais sensíveis da humanidade melanodérmica; nos momentos de adoções ou nas divisões paternas das obrigações relativas aos filhos e filhas, diante de um lamentável divórcio, por exemplo.

Desse modo, todas as decisões tomadas nesse sentido, são para dividir as negras e negros, fazendo uso, ora do machismo, ora do feminismo, visando sempre o princípio da divisão étnico-racial. É público e notório a defesa desses conceitos eurocentrados, tanto do feminismo como do machismo, por mulheres e homens negros; de maneira tão inflamada, que já tornou-se lugar-comum. Esse contexto ocorre justamente numa contundente conjuntura de assassinatos categóricos de nosso povo preto.

Nosso amor, a nós mesmos e ao nosso próprio povo, passou a ser seletivo, e essa não-valorização de nós mesmos, nos impede de nos amar, uma vez que somos conduzidos pela cultura leucodérmica, que se fundamenta exclusivamente na hierarquia excludente, se mantendo através do estímulo a competição antropofágica, na medida em que transforma nossa sociedade num grande espetáculo, transmitido on line, direto dessa grande arena romana, onde somos impelidos pela branquitude, a lutar contra os nossos pares. Essa aguda infecção afetiva faz com que deixemos de perceber esse mecanismo usado, a fim de que não os incomodemos em sua trilha predatória de insana carnificina; trilha esta, praticada como mero exercício de distração dominical. O hétero, cis, brancu tenta provar a si mesmo que está exercendo o poder como senhor absoluto e incontestável do "outro", já que o pelourinho se tornou algo mal-visto, além de démodé para a velocidade desse vertiginoso mundo contemporâneo.

Esse é o resumo do contexto histórico desse mórbido espetáculo desumanizador, onde irmãos negros, desinformados ou mal-informados de sua própria história, divergem frente aos brancófagos na defesa dos conceitos euro-alienígenas. Esses irmãos e irmãs, julgam estar, de forma inédita, reinventado a roda ou redescobrindo o fogo, ao recomeçar a história do zero, desprezando todo o caminho percorrido por seus mais velhos. Uma vez que os princípios leucodérmicos os tem adestrado na falsa ideia do inovar, e sempre a valorizar o que é novo. Ou seja, a cultura leucodérmica; desprezando desse modo, o que veio antes, considerando como algo da alçada do folclore, portanto, desnecessário. Dessa forma, somos domesticados, na medida em que vivemos inflacionados de generosas informações e zerados daqueles conhecimentos importantes que realmente venham a fazer diferença nessa sociedade, onde vivemos num eterno looping, como aquele ratinho-cobaia em movimento perpétuo na roda-teste no interior de um euro-laboratório.

Deste modo, esse movimentismo nos dá a falsa sensação de que estamos realizando algo tremendamente importante em nossas vidas e em nossa pseudo-história, quando na verdade, somos como feras, enjauladas num espetáculo dirigido por meia dúzia de escravocratas, nesse grande circo em que se tornou a vida humana na terra; vida que deixou de ser escola, uma vez que não temos mais a pré-disposição de aprender as lições dadas por ela; vida que não tem nos poupado de suas constantes provas cotidianas, mostrando que, aquele que não sente a dor do irmão, já está, há muito, contaminado com a doença da branquidão e, mais do que nunca, é necessário perceber que a alma do branco está corrompida, mecanizada demais, e por isso eles se apropriam da negritude para roubar os nutrientes humanos, enquanto o resultado desse processo, é o tropeço das negras e negros nos escombros da própria solidão... CUREMO-NOS...Ou permaneceremos no limbo social desse entre-lugar nenhum do país das Maravilhas na Terra do Nunca...

Rael Preto