Conceituar humanidade como verbo, ou mesmo falar da grandeza da raça humana, significa obrigatoriamente ter que usar o termo NEGRITUDE como sinônimo, visto ser este o único marco possível para se conceituar o que se define como FAMÍLIA, desde que a humanidade se fez, de vera, presente na face do planeta terra em todas suas eras. Desnecessário comentar a respeito da cor de noite sem lua da epiderme dos construtores e donos deste mundo ao qual outrora era chamado pelo nome de Etiópia.
Quando tudo parecia estar naturalmente em seu devido lugar, não mais que de repente, há centenas de muitos milhares de anos bem mais tarde, como todas as tragédias que tem abalado a natureza na terra verificadas até então, acontece o advento do antropofágico neandertalóide que causa o aparecimento das queridas pessoas brancas na superfície deste planeta-paraíso; desde então, esses sem civilização, tiveram registrado em sua história única, uma única invenção: a competição; com toda a certeza, uma perversa invenção vinda da necessidade, e com o intuito de compensar a imensa distância evolutiva verificada entre o homo sapiens sapiens e o antropofágico neandertalense, numa tentativa desesperada e inócua de se aproximar da vasta evolução humana do mundo negro em seu mais que adiantado estágio de existência; foi o momento em que essa neófita população leucodérmica tentou então, espertamente, fazer desonestamente este grande desvio, na longa corrida contra o tempo que, definitivamente não lhes era favorável.
Foi no gestar desse fúnebre processo, que houve a desastrosa falha na matrix e, eles concebendo a famigerada competição, e criando ao mesmo tempo o inseparável e nefasto instituto do individualismo, para enfim, hoje justificar o esdrúxulo conceito da meritocracia como mecanismo único no desenvolvimento de sua humanidade, nesse corte do caminho evolutivo em direção ao substantivo ser humano que ainda não havia passado pelo exaustivo e lapidar processo divino de ser verbo.
Hoje, nosso mundo humano contaminado pelo nefasto vírus branco dessa matrix antropofágica, tem como realidade um mundo virtual, tendo como protagonista, e elemento padrão real desse game brancopofágico, o sangue vermelho que copiosamente jorra das veias do povo preto, como resultado final do desfecho de um roteiro escrito pela mórbida inveja branca advinda da ódio leucodérmico construído pela ânsia de desfazer a distância evolutiva criada pelos fios melanodérmicos da trama genealógica universal. Esse jogo é formatado e regido pelas regras antropofágicas neandertaloide que tem como missão final o retalhar da carne negra, castrando meticulosamente, e com requintes de crueldade, a indumentária sagrada tecida pelas longas vidas curtas.
Neste lamentável processo de formatação homicida, sobre o comando sistemático do voraz exercício de embranquecimento da cultura negra; desde a arte da capoeira, das umbigadas, do semba, da indumentária candomblecista, do rock roll, ou mesmo do tango até o fado, tendo sido implantada a célula mater dessa venenosa egolatria, como maneira de minar as bases melanodérmicas humanizadoras da civilização planetária com a ação e atuação desse leucodérmico vírus no cerne do ser melanodérmico, a coisa pública passou a ser privada, ao passo que o trabalho do homem, outrora no arado, se transformou em não-trabalho, a partir da filosofia do viver de juros e mora. E desse modo, a vida humana passou a fazer parte do pernicioso e fechado mercado branco, esse infame mercado europeu contemporâneo.
Mas o alicerce humanizador dos Valores Africanos, assentado em solo de valores seculares, e envolto pelas cores fortes das panafricanidades; insiste em resistir às tentativas sistemáticas de seu desbotar. Dessa maneira, o medo branco dessa onda negra, que num grande abraço negro lhe descalcifica o esqueleto embranquecido pela egolatria, tem reduzido a doença leucodérmica a um mero ponto, ao desviar sua atenção da imensa sombra branca projetada como monstros assombrosos na superfície das paredes infantis de sua branca idade das pedras.
É por isso que presença negra, trás na superfície de sua epiderme os símbolos explicitamente ocultados por sua cor de noite sem lua, que envolvem com sua luz negra a falsa claridade enevoada que escondem as armadilhas da egolatria brancopofágica. É nesse jogo de xadrez que o negro empretece de novo com sua tez, a linha de chegada ao Novo Mundo, e do alto de seu navio não mais negreiro, exibe sua bandeira pirata que recorta o oceano Etíope outra vez...
Rael Preto
Organização para a Libertação do Povo Negro


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