Penso que a frase Faça a coisa certa representa com espantosa exatidão a urgência na conjuntura pela qual a negrada tupiniquim vive nesse holocausto contemporâneo brazilleiro, do que do que frase Eu tenho um sonho...
Há 500 anos, roubaram nosso céu, nosso sol e nossa lua quando sequestraram a nossa força ativa; após enriquecerem a custa do trabalho de nossos pais, avós e bisavós, Hoje, eles roubam nossos sonhos e nossas vidas, quando colonizam nossas mentes, nossa vontade e nossas emoções, enquanto nos matam como moscas.
Há 500 anos, roubaram nosso céu, nosso sol e nossa lua quando sequestraram a nossa força ativa; após enriquecerem a custa do trabalho de nossos pais, avós e bisavós, Hoje, eles roubam nossos sonhos e nossas vidas, quando colonizam nossas mentes, nossa vontade e nossas emoções, enquanto nos matam como moscas.
O fato incontestável é que a maioria dos barracos, seja nas favelas ou nas periferias, já tiveram suas portas arrombadas e seus moradores humilhado pelas forças do Estado Democrático Opressor; a maioria dos bailes funk nos morros e subúrbios, já foram violentamente interrompido pelas forças do Estado Democrático Opressor; a maioria dos jovens negros seja de onde for, já que nem o dinheiro e nem o diploma têm o toque mágico de transformar qualquer não-branco num branco, já foram parados e humilhados pelas forças do Estado Democrático Opressor. E mesmo assim, sendo maioria, os negros continuam a agir como se fossem minoria; sempre abaixando a cabeça frente às intimidações paulatinas e progressivas diuturnas; aceitando passivamente as humilhações cotidianas imposta pelas queridas pessoas brancas inquisidoras.
A sociedade, com ouvidos moucos para os gritos de agonia, finge que nada está acontecendo, preferindo se esconder atrás das mentiras brancas que adornam os divinos discursos apolíneos proferidos pelos gangsteres brancos que gerem o Estado Democrático Opressor, na vã tentativa de amenizar as responsabilidades dessa vil cumplicidade; acreditando sinceramente que não exista consequências para tal silêncio que mata, que humilha e que tortura milhares de almas viventes, transformando-as em monstros; zumbis que agora estão retornando com o espírito retorcido e desumanizado para buscar a dignidade que lhe foi negada.
Temos a escolha de poder deixar de lado os sonhos roubados e fazer a coisa certa ou então, sermos cúmplices desse retumbante silêncio assassino. Esse não é o silêncio dos inocentes, mas sim, dos curiosos espectadores que assistem ao show da chibata que se ergue em plena praça pública observando o retalhar da carne negra, antes de vendê-la a quilo ou quanto ela valer como ouro negro, para que o branco possa saciar sua fome de uma humanidade que ainda não lhe pertence. Ele, o branco, animalescamente pensa que, devorando o corpo negro, a exemplo de seu passado neandertaloide antropofágico, possa, dessa forma, assimilar a força do adversário que, incontestavelmente é mais forte que ele; portanto, devorar a força do Povo Negro é a sua meta. Por isso, ele devora a sua cultura e seu o saber, tentando devorar também a sua alma através da tentativa de ocupação do seu território mental, já que o físico e material já lhes pertencem.
A mídia tem conseguido ter sucesso em muitas frentes de batalhas, nessa guerra travada, que os brancos intitularam como luta de classes, mas que os neguinhos nem sabem que não sabem que estão participando de uma batalha, e que esta luta está longe de ser de classe; é uma luta racial disfarçada de luta de classes; Como um autêntico Sileno de Alcebíades; dar nomes diferentes ao mesmo objeto faz parte da estratégia de batalha; é a camuflagem da própria batalha onde o adversário nem desconfia que esteja numa luta. Dessa maneira ele é derrubado sem nem saber o porquê e a vantagem permanecerá sempre do lado branco da força; o lado camuflado de bom e dissimulado do mal.
Enquanto permanecermos prostrados, estáticos, aprisionados voluntariamente nessa Caverna do Dragão, olhando as sombras das pequenas pessoas brancas, refletidas como assustadores e impávidos gigantes, bruxuleando nas paredes ao redor de nossa cela coletiva, permaneceremos paralisados pela perversa cultura do medo e pelo discurso do ódio seletivo, proferidos e propagandeado por essas prosaicas sombras, saídas dos contos infantis de assombração...
Andiemos...
Rael Preto
Organização para a Libertação do Povo Negro


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