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segunda-feira, 5 de março de 2018

O pão nosso de cada dia que nos dai hoje...

Enquanto as cebolas são cortadas durante o matinal Banquete[2] dos comensais, os ouvidos de ébano ficam atentos às palavras que são engolidas a seco, diante das manchetes sangrentas escritas nas horas do dia de todos os meses passado a gosto, enquanto são servidas, acompanhando o vinho[3] transformado pela lagrimosa[4] água, vertida da íris chorosa. Água esta que rega de vermelho a sobremesa, servida após esse acebolado prato frio posicionado à destra da mesa desse banquete, que temperam as palavras que descem pela garganta adentro, enquanto sorvidas num único movimento, numa torrente de Ritmo e Poesia[5] cruenta refletida sobre a face de quem tenta evitar a fúria do fascista esfolador das verdades envolvidas com as cores de ébano formadoras do mundo.

Esse prato servido frio, num inverno de 40 graus positivos, durante o moto perpétuo dos sete dias da festa aonde se entoa o canto; esse lamento que surfa nas ondas do rádio do senso comum; alimentam os corpos de ébano, que ouvem chegar como notícia, às estatísticas desse nefasto massacre White na sala de classe que é esse mundo que ensina a anatomia preta como currículo Black.

O canto silenciado pelos tambores laicos reverberam nos ouvidos White, anunciando o desafio dos urbanos Hércules de ébano ao provocar intenso eco no fundo de suas almas, levando-a a vibrar involuntariamente ao mesmo tempo em que o fazem sair do profundo estado de animália, ao fazê-lo sentir o peso da culpa encravada no cerne do de seu ser, impedindo-o de renascer, na medida em entorpece e anoitece o espírito White, criando um permanente eclipse mental que separam provisoriamente a rigidez da razoabilidade das sutilezas da sensibilidade.

O sumo das cebolas que esparge sobre os olhos e a visão de quem escuta a voz do silêncio nas entrelinhas das verdades manufaturadas, inundam as águas da cachoeira que batizam a vida renascida no ébano humanizador vivida no Orbi, assim como o suco, essas mesmas cebolas que temperam as lágrimas da vida vivida no repto humano de ser, provocam nosso dilúvio de cada dia que impiedosamente mata a humanidade do ser que tem suas profundas certezas e irremovíveis convicções servidas como repasto no fundo desse prato frio da vingança étnico hierárquica, nesse irascível Banquete Racial no processo de implantação da Democracia White. Tais cebolas, assim como as leis, são servidas em camadas de peles coloridas de eternos privilégios e suplícios sem fim, durante esse banquete antropofágico oferecido aos abutres de Prometeu.

Todos os lados desse canto, geográfico ou entoado entre solstícios e equinócios, que chegam aos olhos e ouvidos através das páginas desse livro grafado pela natureza que grita as palavras tocadas pelos tambores laicos, é o que fundamenta e formata o menor dos maiores seres viventes, coercitivamente convidados, para esse Banquete dos comensais da mente coletiva.

Os lados dos cantos que vibram nessas imagens geométricas que são transmitidas on-line aos cérebros que se alimentam das verdades sólidas forjadas por um veredito manufaturado, são os elos-matrizes das certezas que acorrentam a razão e a emoção, nesse repasto preparado com os sólidos roubados por Platão, para saciar as hienas que degustam os restos deixados por esse Leão, que tenta em vão entoar os cantos de redenção.

Dessa forma, nesse Banquete, onde as Cebolas são envolvidas com as camadas lacrimosas dos sólidos geométricos, é possível sentir quando a vibração do canto Bantu, cercado pelo senso White, reverbera no universo profundo da esquelética alma infinita que se alimenta exclusivamente nos restaurantes da indústria White-laico-religiosa, enquanto as luzes artificiais das cátedras medievais refletem a contemporaneidade com as matizes de uma mono diversidade que solta o aroma ocre da fragrância da carne queimada; a carne mais cara do planeta; a carne preta. Cheiro este que paira no ar urbano, fazendo tremular a bandeira pirata que se aproxima anunciando a liberdade de uma igualdade equânime; liberdade esta, que se conquista ao toque do tambor que acompanha os cantos bantos da morte que revive a humanidade e impede o medo das coisas erradas. Oremos então pelo alimento vivo que nos dai hoje, servidos nesse banquete brancopofágico no velório urbano de todos os dias; Ave Verun Corpus...




[1] Alusão ao músico e compositor negro W. Amadeus Mozart
[2] Referência ao Banquete de Platão e do Filósofo Plutarco
[3] Referência ao milagre bíblico realizado por Jesus.
[4] Referência a uma das composições de W. Amadeus Mozart
[5] Referência ao estilo musical cantado de Poesias cantadas em Ritmos conhecida como Rap (Ritms And Poesis).

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