Para se
tornar um escravizado mental legítimo, basta ler Marx antes de ler Fanon
neste contexto onde o Coletivo e sua
hierarquia horizontal foram
transformados num imediatismo individualizado depois de formalizada a hierarquia vertical, enquanto o
resultado da inversão de todos esses valores ancestrais tornou-se o mote dessa
conjuntura biocida, onde a transvaloração desses mesmos valores se fazem mais do que
urgente.
Nesse
processo de inversão de valores, onde a história começa em Grécia e Roma,
depois das bulas papais instituírem as torturas, os assassinatos e a
escravização como uma vontade divina administrada pela religião, e essa mesma religião fora transformada num Fórum divino onde Deus não tem voz e nem vez; observamos nesse país "laico", as cruzes e os Cristos de pedra são erigidos diuturnamente, além de
constar na atual constituição a disciplina de religião como única disciplina
obrigatória desde que os jesuítas importaram e patentearam o cristo romano, trazendo-o
para as Américas de Tupã, onde se viu o despudorado processo de embranquecimento de Jesus, Moisés, Aristóteles, Buda,
Mozart, Bethoven, Machado de Assis e todos aqueles que verdadeiramente construíram a história da civilização humana.
Recodificaram
a história, repaginando a cultura e reescrevendo novos livros; visto que, a
maior biblioteca do mundo, que era a biblioteca do Egito, foi denominada e é reconhecida hoje como
a biblioteca de Alexandria. Foi assim, que dividiram a humanidade em raças,
dando cores as mesmas e conferindo virtudes a uma, e os vícios e defeitos as
outras, iniciando desse modo, uma competição entre as raças defeituosas e viciadas, enquanto a raça que se outorgou a humanidade promove e administra
toda essa liça que desumaniza os humanos que nem sabe que não sabe que são
humanos e precisam ouvir essa sentença dos que se dizem e se consideram "humanos".
Dessa
maneira, todos os infortúnios e sofrimentos impetrados por essa raça dita
humana, ficam sobre a responsabilidade das outras e dos outros que desejam a
humanidade. Assim, o discurso de que todos somos humanos; de propriedade
dos “humanos”; tornou-se um jargão
fashion de grande utilidade, da mesma forma que a religião usa a marca de Deus
para se promover e auto afirmar.
Destarte, a
industrial da educação dos Tempos Modernos,
através do capitalismo cognitivo, tem adestrado seus cidadãos de segunda e
terceira categoria, para repetir o discurso humano fundamentado em recodificadores tais como Gilberto Freire,
Sérgio Buarque de Holanda, Karl Marx, Charles Darwin, Freud, Platão e tantos outros que chegaram
montados em seus cavalos de Tróia vindos da branca idade das trevas.
A história invisibilizada, que fora interrompida após a queda do Egito, hoje se encontra
nos pergaminhos apócrifos escondidos pela igreja, uma pequena parte exibidas em
museus e outra parte desse processo está sendo monopolizada pela academia europoide
para que seja mantida essa hierarquia vertical humana em todos os níveis, graus
e extensão. E assim caminha a desumanidade que se alijou da sabedoria,
separando o ser da natureza apartando a razão da emoção, o homem da
mulher e a Raça da Classe; Enquanto isso, permanecemos Todos Desumanos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário