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sexta-feira, 30 de março de 2018

As Reticências de uma Inteligência de Classe separada da Sabedoria de Raça

Para se tornar um escravizado mental legítimo, basta ler Marx antes de ler Fanon neste contexto onde o Coletivo e sua hierarquia horizontal foram transformados num imediatismo individualizado depois de formalizada a hierarquia vertical, enquanto o resultado da inversão de todos esses valores ancestrais tornou-se o mote dessa conjuntura biocida, onde a transvaloração desses mesmos valores se fazem mais do que urgente.

Nesse processo de inversão de valores, onde a história começa em Grécia e Roma, depois das bulas papais instituírem as torturas, os assassinatos e a escravização como uma vontade divina administrada pela religião, e essa mesma religião  fora transformada num Fórum divino onde Deus não tem voz e nem vez; observamos nesse país "laico", as cruzes e os Cristos de pedra são erigidos diuturnamente, além de constar na atual constituição a disciplina de religião como única disciplina obrigatória desde que os jesuítas importaram e patentearam o cristo romano, trazendo-o para as Américas de Tupã, onde se viu o despudorado processo de embranquecimento de Jesus, Moisés, Aristóteles, Buda, Mozart, Bethoven, Machado de Assis e todos aqueles que verdadeiramente construíram a história da civilização humana.

Recodificaram a história, repaginando a cultura e reescrevendo novos livros; visto que, a maior biblioteca do mundo, que era a biblioteca do Egito, foi denominada e é reconhecida hoje como a biblioteca de Alexandria. Foi assim, que dividiram a humanidade em raças, dando cores as mesmas e conferindo virtudes a uma, e os vícios e defeitos as outras, iniciando desse modo, uma competição entre as raças defeituosas e viciadas, enquanto a raça que se outorgou a humanidade promove e administra toda essa liça que desumaniza os humanos que nem sabe que não sabe que são humanos e precisam ouvir essa sentença dos que se dizem e se consideram "humanos".

Dessa maneira, todos os infortúnios e sofrimentos impetrados por essa raça dita humana, ficam sobre a responsabilidade das outras e dos outros que desejam a humanidade. Assim, o discurso de que todos somos humanos; de propriedade dos “humanos”; tornou-se um jargão fashion de grande utilidade, da mesma forma que a religião usa a marca de Deus para se promover e auto afirmar.

Destarte, a industrial da educação dos Tempos Modernos, através do capitalismo cognitivo, tem adestrado seus cidadãos de segunda e terceira categoria, para repetir o discurso humano fundamentado em recodificadores tais como Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Holanda, Karl Marx, Charles Darwin, Freud, Platão e tantos outros que chegaram montados em seus cavalos de Tróia vindos da branca idade das trevas.

A história invisibilizada, que fora interrompida após a queda do Egito, hoje se encontra nos pergaminhos apócrifos escondidos pela igreja, uma pequena parte exibidas em museus e outra parte desse processo está sendo monopolizada pela academia europoide para que seja mantida essa hierarquia vertical humana em todos os níveis, graus e extensão. E assim caminha a desumanidade que se alijou da sabedoria, separando o ser da natureza apartando a razão da emoção, o homem da mulher e a Raça da Classe; Enquanto isso, permanecemos Todos Desumanos.


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