São gritantes
as características da População leucodérmica como xenófoba e as do Povo melanodérmico como xenófilo. Com essas características marcantes, ambos os grupos
trazem fatos impressos em sua linha histórica do tempo, que consagraram sua
ascensão e queda, com muitas glórias e desgraças que determinaram seu céu e seu
inferno, ao fabricar com tais linhas, manufaturando nas entrelinhas, seus próprios
deuses e demônios, com os quais teceram as indumentárias que hoje trajam para
realizar o show nesse grande palco que é a vida.
Enquanto um
abre os braços recebendo o outro num fraterno abraço, o outro perversamente o esfaqueia
de diferentes formas e maneiras premeditadas, durante o espetáculo desse jogo de
vida e de morte entre a Senzala e a Casagrande.
Não é sem
motivos que na maquiavélica e consagrada expressão até tu Brutus poderia resumir com espantosa exatidão a política dessa relação diplomática do europoide, até mesmo para com seu
próprio grupo e cúmplices. Essa política de Estado xenofóbico se mostra tão
conveniente e fácil que até mesmo uma considerável proporção do Povo
melanodérmico a tem adotado como forma de se aproximar do poder, mesmo que de
forma satélite. Dessa maneira, o famoso Abraço
Negro tem se tornado um raro espaço de relação até mesmo entre nosso
próprio Povo Preto.
Desse modo,
a Senzala tem resistido em se transformar em Quilombo, em consequência da
xenofobia disseminada entre os elos das correntes mentais que apertam o coração
Preto em seu peito, fazendo dele seu próprio inimigo, quando rechaça seus
iguais, abraçando seus adversários leucodérmicos num átimo anterior a inevitável
facada nas costas, como naquele famoso abraço da serpente atacando sua presa, assim
que ele, o ser negro, tenta sentar-se a destra do império que contra-ataca com o
sorriso da hiena estampado no diplomático rosto de amigo da onça.
Abraçar o
novo que adentra a senzala, e em contrapartida fornicar os que residem no mocambo,
tem sido uma prática controversa e avassaladora nas tramas tecida nas
entrelinhas do tempo histórico contemporâneo melanodérmico. Esse modelo
político, assinado por famosos designe como Willian Lynch, Rei Leopoldo II, Césari
Lombroso, dentre outros, tem dado o tom nessa passarela que exibe a estética de
sofrimentos e sentimentos controversos, no eterno desfile dessa cultura
monorracial que fora cooptada e resignificada, sem jamais ser recontextualizada.
Portanto,
retomar o fio da meada dessa história cortada e recortada, para dar sentido ao atual
tecido social, faz-se necessária e urgente uma intervenção legitima nesse Estado terrorista que a senzala
testifica, como uma das alternativas possíveis de fazer a vida voltar a fluir
com a dignidade devida a quaisquer seres humanos que se destaque por sua
humanidade e não pelo abraço do amigo urso, com sorriso hiena e lágrimas de
crocodilo que antecede o bote de cobra coral do europoide que sempre aparece com a cara estampada, veiculados
pelos meios de comunicação; principalmente durante os processos de pleito
eleitoral; gastando rios de dinheiro, para mostrar que isso é normal no ser
político em estado in natural.
Assim se
sustenta a supremacia branca originada de um punhado de europoides e mantida
por asseclas e cúmplices melanodérmicos durante tais pleitos que tem servido
para que o mercado infame tenha sua continuidade, uma vez se travestindo com tais
sorrisos que escondem o carrasco portador do chicote contemporâneo do corpo e
do espírito preto.
O sorriso do carrasco que se diverte, e sente um inenarrável prazer
com o sangue vermelho que esguicha sobre a pele preta, se tornou um fetiche
europoide e uma patológica atração no espetáculo do pão e circo das raças que
se entrelaçam nessa orgia de políticos com a política que rege a xenofilia e xenofobia.
Enquanto esse
abraço branco se resumir a política dos tapinhas
nas costas como preliminares do pré coito eleitoral, essa orgia dos poderes
continuará a manter o palácio presidencial como casa de tolerância, no sentido
próprio da palavra; e como diria o pensador, os fudidos estão a solta; e eles têm cor, RG e CPF; são seres
satélites e periféricos, sem autoconsciência de si nesse nefasto processo comandado
pela infâmia europoide.

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