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terça-feira, 15 de julho de 2014

Negro drama: Cláudias, DGs, Amaridos e Felipes... E os princípios de igualdade branca tupiniquim.




Enquanto branquinho se empenha na formação de uma rede de auxílio mútuo e de proteção, como o exemplo da constituição no senado federal da Comissão da verdade, que visa única e exclusivamente à compensação das perdas sofridas por seus pares eurodescendentes durante os anos de chumbo da ditadura militar; nós, os neguinhos, que somos permanentemente torturados e sistematicamente dados como desaparecidos, somados aos milhares de mortos e humilhados pela atual ditadura democrática, em vez de formarmos comissões protecionistas como as dos branquinhos, deixamos um vácuo onde essa mesma branquitude nos brinda com novíssimas e eficazes versões do AI-5.


No atual governo eleito democraticamente, neguinho que protestar exigindo direitos humanos é considerado terrorista, sendo combatido com blindados, tiros e bombas, com o aval de uma presidenta dita de esquerda, e ironicamente eleita pelo seu passado de protestos a favor dos direitos humanos.


Nesses dias, sucedidos por protestos do povo preto, contra a tortura, assassinatos e desaparecidos de negros pelas ruas e morros do Rio de Janeiro, numa tentativa de combater o genocídio, sobre os auspícios da ditadura democrática, perpetrado pelas polícias e milícias cariocas ao povo preto desse Brasil brazilleiro; os quatro poderes: a mídia, o legislativo, executivo e o judiciário, têm mostrado sua fina arrogância e extrema covardia no trato das questões étnico-raciais, ao permitir que o requinte das atrocidades, patrocinadas e executadas pelos próprios, sejam praticadas sem quaisquer limites ou razão, na opressão desmedida ao negro cidadão.


Esses quatro poderes têm usado, com extrema habilidade, as lições de Maquiavel na implantação dos princípios de William Lynch referentes à sua política de como se tratar negros; encontrando para isso, um terreno fértil no que concerne a diferenças como as de religiões, nuances epidérmicas e nos variados tipos de cabelos. Esses ingredientes tem se mostrado eficazes na desunião do povo preto, enquanto o trabalho sujo passou a ser missão explícita das polícias e milícias cariocas, como preciosa força auxiliar nesse processo genocida.


É nessa conjuntura político-esportiva que a história se repete com um fúnebre festival de dor e alegria; os gritos de gol da torcida se misturam aos gritos da carne negra retorcida, acompanhando as lágrimas de emoções dos jogos das seleções e dos choros de extremas aflições causados pelo choque dos pelotões, nas execuções das ordens fora de ordem desse Estado de exceção.


No esporte, como na luta pela vida, os fatos e fotos desde Davi frente Golias a Jesse Owens frente a Hitler, são transformados e coisificados pela mídia, que faz dos gritos negros gentrificados, um grandioso espetáculo tragicômico decompostos em lucros líquidos a causa branca e a casa branca. É exemplo sorumbático para nossos afro-infantes que nossos atletas negros tenham que degustar bananas, oferecidas como repasto por seus euros torcedores, no pasto verde de uma arena branca.


Aqui, no outro lado da imbecilizante telinha televisiva, nosso sumiço não é virtual, nossa tortura é real, assim como nossa finitude não é natural em meio a tantas humilhações públicas espetacularizadas pela mídia fascista, nazista e racista da TVs nossa de cada dia: nosso pelourinho digital.


Exemplo crasso da eficiência dessa dissimulação midiática foram os aplausos da população brazilleira a surra lavada por Thais Araújo; uma atriz negra da plim, plim; dada por uma atriz branca, também da plim, plim; justamente num dia 20 de novembro negro. Hoje essa mesma população aplaude a vitória do time alemão na copa do mundo da fifa. Ou seja, aplaudem os exportadores de nazistas e Volkswagen, não necessariamente nessa ordem fora de ordem. Essa é mais uma vitória simbólica da branquitude que de novo reforça o lugar de brancos e negros na sociedade, retroalimentando o apartheid negado e promovido pela mídia, invertendo e desqualificando valores plurirraciais.


Esse apartheid entre a população brazilleira e o povo negro brasileiro, tem sido a menina dos olhos do mercado oligárquico, pois combina e implanta com maestria o racismo teocrático, o racismo cordial e o racismo voluntário, criando a maior e mais fatal doença branca que se tem notícia na história do mundo, visto não se divisar quaisquer perspectivas de cura.


Essa doença, a zumbiphobia, a exemplo da peste bubônica que arrasou os europeus, aponta para uma pandemia onde o outro é eliminado epistemologicamente, psicologicamente e fisicamente em sua plenitude; é uma doença de pele, que deflagra o Negro drama, causando o genocídio de um povo; no caso específico, do provo preto.


O povo preto traz na tez a lembrança do Reino de Palmares. Em consequência disso, a portas da idade média se abriram, trazendo sua epidemia aos corações e mentes eurocêntricos, para receber esse povo de forma tétrica através das tretas da política eugênica. Mesmo esse povo negro renegando sua própria cútis, não há garantia de livrar-se da ZUMbiphobia Bestializada Adquirida: a doença branca que mata o outro matando a si mesmo. A igualdade é branca para os brancos; a desigualdade é negra para os pretos; o ministério da injustiça adverte: O Negro drama é causado pela ZUMBA, doença branca para pele branca, que se não houver prevenção também pode ser adquirida por quase-negro, quase-branco e negro-preto. Ou seja, os sem-identidades.                                                                                                      




Israel de Oliveira

quarta-feira, 9 de julho de 2014

BRAZIL E FLALEMANHA...!??

PM dá ordem para abordar ‘negros e pardos’ e diz que não houve racismo. A reportagem, então, pediu um ofício semelhante em que o alvo das abordagens fosse um grupo de jovens brancos, mas não obteve resposta
Desde o dia 21 de dezembro do ano passado (2013), policiais militares do bairro Taquaral, um dos mais nobres de Campinas, cumprem a ordem de abordar “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra”. A orientação foi dada pelo oficial que chefia a companhia responsável pela região, mas o Comando da PM nega teor racista na determinação.
O documento assinado pelo capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci orienta a tropa a agir com rigor, caso se depare com jovens de 18 a 25 anos, que estejam em grupos de três a cinco pessoas e tenham a pele escura. Essas seriam as características de um suposto grupo que comete assaltos a residências no bairro.
A ordem do oficial foi motivada por uma carta de dois moradores. Um deles foi vítima de um roubo e descreveu os criminosos dessa maneira. Nenhum deles, entretanto, foi identificado pela Polícia Militar para que as abordagens fossem direcionadas nesse sentido.

E o que isso tem haver com a derrota do Brazil para Alemanha pelo placar de 7x1...!!?? Bem vejamos, comecemos do princípio; a Alemanha simboliza a raça ariana, a raça pura preconizada por Hitler; raça essa que comanda a política mundial, e já que o Brazil, até segunda ordem, se insere como a galinha de ouro dessa ordem  mundial...

Sendo assim, a mídia, que pertence aos arianos, intitulou o time da Alemanha de Flalemanha. Ou seja, um time do brasil brazilleiro tem a maioria de torcedores negros e que promove a comoção do coração do povo negro brasileiro que se nega a se assumir como negro (já que agora são Flalemanha).

Partindo desse princípio, o maior time negro passa a ser branco; aquele mesmo branco que desqualifica a cultura negra negra desqualificando o próprio negro, comparando-o- a um animal irracional, o macaco, mesmo que esses macacos humanos representem a nação ariana no campo de futebol hierarquizando-a no mundo como uma nação superior.

Onde está Wolly. Ou melhor, onde está a contradição nesse paradigmático paradoxo...!??
Continuando do princípio; Sabemos que a copa do mundo é da Fifa e não do mundo, e menos ainda do Brasil. Sabemos que a mesma Fifa ganhou isenção de imposto e total liberdade de ação no território “nacional”. Sabemos que o governo brasileiro investiu dinheiro público para promover essa copa ariana mudando até as leis do próprio país. Digo copa ariana porque o brasileiro de cor não teve espaço nesse mega evento, salvo como torcedor, flanelinha e camelô. Ou seja, a melhor maneira de promover a igualdade desigual e deixar o outro em segundo plano... Sempre.

Óbvio que todos nós, brasileiros que não vemos a plim, plim, sabemos perfeitamente que a corrupção governa nosso país. Desse modo, juntando dois mais dois, é simples perceber que os jogos da copa da Fifa, assim como a loteria esportiva brasileira, são convenientemente preparados de acordo com os interesses mercadológicos da branquitude.

Assim como no crime de racismo o réu passa a ser a vítima e vice-versa, no futebol a supremacia também passa a ser branca, confirmada e legitimada pelos próprios negros, visto que até mesmo no time alemão, também composto por negros; e mesmo que não fosse; a mídia intitulou o time com o nome de um dos maiores time de negros brasileiros; então isso já bastou para que o neguinho tupiniquim engolisse a supremacia alemã, branca e europeia, como superior a qualquer outro time ou gente de cor.

Essa guerra travada pelo simbolismo, que domina os corações e as mentes mantendo a ilusão popular de democracia; é tudo o que se necessita para se manter o jogo da democracia racial e de classe nesse país onde o crime é de lei. Assim como vemos na telinha jogar um time de pretos diante de uma plateia branca, vemos na sociedade uma plateia preta comandada por um treinador branco que lhes diz a hora de aplaudir e de vaiar a seu bel prazer, enquanto lhes domestica o pensamento sensível, mantendo a ilusão popular de democracia e os três macaquitos da mitologia chinesa em voga na educação, saúde e segurança, em nome dos lucro e dos bons costumes.

Agora os brasileiros extremamente frustrados voltaram ao trabalho sobre o chicote do feitor, sem sentir as dores do açoite cotidiano, já que só conseguem pensar na frustração pela perda do título, enquanto os jogadores; os mesmos que “perderam” o jogo, certamente beberam, transaram e passearam pelos sete mares para curar o trauma de receberem aparentemente uma bolada nas costa e a certeza da bolada no bolso, cumprindo o acordo de vencerem o jogo até certo ponto.Obviamente "heróis" negros, como Pelé, Ronaldo, Neymar e Cia, nunca serão parados pela polícia, visto que, a exemplo de nossos políticos, só viajam de ultramodernas aeronaves.

Creio que nosso mídia cumpriu bem a missão de amansar o povo, assim como a religião, ela mantém a ordem e o progresso com a escandalosa, perversa e sutil ajuda da acéfala e estúpida polícia militar do Brazil Brazilleiro e a preciosas ajuda de seus asseclas: os negros afromodistas.


Na verdade, o que estava em jogo não era o jogo; mais sim o simbolismo da branquitude e da supremacia ariana no mundo. Para isso, além da cartada de mestre de se usar um presidente negro, manipulam-se também times de futebol preto. Portanto, as ordens como essas recebidas pela polícia militar, fora de ordem, de abordar negros, não são contrariadas pela sociedade negra, visto que os próprios negros são usados para que seja mantida a supremacia branca. Isso explica a ação discriminada desses capitães-do-mato.

Foi um jogo com sete gols para uma lado e um gol para o outro lado. Portanto, 171; como não sou fã de Zagalo, acredito que tem alguma coisa errada que não está certa... Será...!??

Obs. essa criança, de três, anos de idade, foi assassinada durante uma incursão da Polícia Militar na favela em que residia, sem que houvesse sido registrado nenhum tiroteio naquela noite em questão.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/07/20/policia-do-rio-afirma-que-juan-foi-morto-por-pms-e-nao-houve-confronto.htm

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tiro-matou-dancarino-douglas-rafael-da-silva-o-dg

https://www.youtube.com/watch?v=LrRAzrJ25P0

https://www.youtube.com/watch?v=LrRAzrJ25P0

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/03/entenda-sequencia-de-falhas-que-levou-vinicius-romao-para-cadeia.html

http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=247948

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Fórum contra o extermínio da população negra: Dizendo NÃO ao genocídio melanodérmico...!!

Nós do Fórum contra o extermínio da população negra, quando subimos o morro da comunidade do Congonhas, após o ESTÚPIDO ASSASSINATO da moradora Claudia Ferreira pela polícia do Estado do Rio de Janeiro, olhamos para trás e não vimos às inúmeras entidades existentes nesse Estado, que se diz representante do povo negro; entidades que bem conhecemos como as clássicas Seppires, Ipeafros e Fundação Palmares da vida, que sempre mantêm durante esses lastimáveis eventos de todos os dias, o chamado “silêncio de ouro” como os abolicionistas no pós-abolição, quando os negros foram alijados de sua cidadania ao ser determinada a igualdade desigual entre pretos e brancos na constituição brazilleira do Brazill brazilleiro. Desigualdade essa que hoje, mais do que nunca, tornou-se motivo de lucro para aqueles que se locupletam da cultura negra a serviço da ferocidade capitalista.

Desde então nós, povo preto, vivemos essa realidade infecta e insalubre dos porões de negreiros, com direito a capatazes, também pretos, que acreditam em suas impressionantes fardas, nas modernosas armas e na linda carteira funcional que os legitimam e os habilita na prática da estupidez generalizada contra os indivíduos padrão; como é denominado qualquer cidadão de cor pela polícia tupiniquim; tornados eternos “suspeitos” pelos que se dedicam a opressão sem limites, sem quaisquer escrúpulos, sentidos de ética ou moral que sejam. Além de conferirem a esses mesmos capitães-do-mato, junto com a outorga de uma arma, do uniforme e da bestialidade, contraditoriamente lhes conferindo um elám de importância como gente.

A cada Cláudia e a cada Amarildo que cotidianamente são esquartejados pelo poder público neste Estado de exceção, constatamos que lamentavelmente esse mesmo Estado, se dedica unicamente a gerir os interesses da elite controlando as massas, suas opiniões e suas ações, e para esse fim, usando como instrumento, a mídia, a polícia e a religião.
Portanto, é necessário que se dê um basta a esse estúpido extermínio que o mundo todo, através da ONU, já reconheceu como genocídio, salvo o próprio povo que sofre com essas atrocidades: o povo preto desse país chamado Brasil.

Após as cotas para branco, que se iniciou com inúmeros privilégios e benesses aos imigrantes europeus que hoje comandam a indústria e o comércio Brasileiro, temos no senado a formação de comissão de Ética, comissão da verdade e tantas outras comissões que beneficiam a esses mesmos eurodescendentes, enquanto os afrodescendentes permanecem calados nos porões de seus tumbeiros, pois é exatamente nisso a que se resumiu o povo negro sobrevivente nos guetos do Brazil de hoje: uma turba calada, sorumbática e muda.

São notórios, muitos pretos que cansados de guerra, desconhecendo a resiliência, se curvaram diante do capital, praticando o afromodismo como forma de sobrevivência digna, segundo suas perspectivas. Ou seja, fazem de sua própria cultura uma moeda de cooptação alienante a favor da branquitude, como observamos no processo imbecilizante nos “esquentas” das TVs abertas dominicais.

Em nome das irmãs e irmãos negros que se foram, por conta das cotidianas atrocidades promovidas pelas elites através do Estado, cabe a nós que aqui estamos, possibilitar a nossos filhos, outros caminhos, como forma de desconstrução dessas sub-representações demonizadas do povo preto que desdenha a si próprio, se definhando e perdendo o brio. Temos uma história a recontar, então façamos a coisa certa; façamos o que se deve fazer e o que é preciso fazer.

É necessário um basta ao sofrimento do povo preto como fonte de renda e como moeda de barganha em forma de promessas de uma dignidade inalcançável; é necessário um basta à construção de fortunas regadas a sangue negro; é necessário um basta ao mercado da carne negra e ao sequestro de sua força ativa como gado marcado. Para isso, portanto, é necessário se dar nomes aos bois...Pois como diria Rosa Luxemburgo; o primeiro ato revolucionário é o de dar as coisas o seu verdadeiro nome.

Nosso Porto Maravilha não será em Aruanda se assim não for... Pois desde que chegamos nesse Porto, através do infame comércio de carne humana, vivemos nosso massacre diário, calados, bem comportados e enfileirados frente ao matadouro de propriedade d’uma pequena elite endinheira. É certo que o dinheiro fez a história; portanto, mais que um dever, é nossa obrigação recontar essa história silente.

Desencavaram o Porto dos Horrores batizando-o de Maravilha e está se tentando outra vez, como fez Rui Barbosa, enterrar a nossa história; lamentavelmente esse desterro e enterro não são apenas simbólicos e não se limita somente às ásperas pedras da via crúsis do cais, mais sim, efetivamente, a nossa finitude física, como gente; visto ser o corpo negro uma história viva; uma história que não deve ser lembrada, portanto, a nova temporada de queima de arquivo foi instituída pelo poder público, como parte da política eugênica iniciada lá na república para europeização dos trópicos, após ser postulada pelas perversas e corruptas mentes caucasianas.

Portanto, estamos dizendo NÃO a naturalização do Biocídio e do hepistemicídio melanodérmico. Esse genocídio legalizado pelo Estado brazilleiro deve, e tem de ter um termo, e para isso, o povo preto deve desnaturalizar seu sofrimento, abandonando a opinião midiática da verdade manufaturada. Visto que só ele, o povo preto, é que sangra e que chora nesse tumbeiro urbano em que se transformou a cidade do Rio de Janeiro e o solo varonil Brazilleiro, especificamente para a pretitude, em prol da branquitude maquiavélica, velhaca e escrota, gerida por esse Estado escravocrata e manipulador.

Estamos dizendo NÃO ao extermínio da população negra, dizendo NÃO ao genocídio do povo preto, fazendo o que deve ser feito e o que é necessário fazer. Se você é preta ou preto está na hora de dizer NÃO a seu sofrimento, a sua humilhação pública e ao pelourinho de cada dia que nos dói hoje, antes que se repita a cena em que Rui Barbosa queima nossa história; só que dessa vez, a queima não está se dando com os documentos que atestavam os crimes contra a humanidade; mais com corpos... Pilhas de corpos negros arrastados e desaparecidos sem reclames; pelas entidades que recebem dividendos para tal fim; corpos que compõem os pontos estatísticos dos códigos de barras com validade no mercado da carne mais barata do mercado: a carne negra...

Diga Não... A humilhação; diga NÃO a escravidão; diga NÃO a imbecilização; Diga NÃO... Todos nós juntos: digamos NÃO agora, antes que façamos oficialmente parte dos produtos de consumo na prateleira dos perversos desejos dessa elite vampira, sanguessuga, canibal, consumidora de nossa força ativa, de nossa história, enquanto se alimentam de nossa vida...


Não bastaram os sobrenomes que nos batizam como propriedade branca; roubaram nosso nome, nossa religião, nosso vida; não há mais nada a se roubado, salvo a réstia de dignidade... NÃO... NÃO... NÃO... Povo preto, Sejamos nós mesmos; não deixem que roubem suas mentes roubando seus corações... Por mais que um tronco permaneça submerso no rio ele nunca será um crocodilo; portanto, tentar embranquecer ou pensar ser branco nunca irá nos conferir os privilégios e as benesses possuídos por um branco, menos ainda possibilitará a liberdade do pelourinho contemporâneo... Tudo começa quando dizemos NÃO... NÂO aos Ruis Barbosas, Monteiros Lobatos, Nina Rodrigues. NÃO as eugenias e afins... NÂO as tabelas de preços por cada cabeça preta... NÃO a venda de sua dignidade... DIGA NÂO...!!! DIGA NÃO AO COMÉRCIO DE NOSSA FORÇA ATIVA... NÃO A CONTINUAR SENDO ESCRAVO DE GANHO... NÃO... NUNCA... JAMAIS OUTRA VEZ... NÃO... DIGA NÃO...!! NÃO VAMOS PERMITIR QUE NEGOCIAM NOSSA SUBJETIVIDADE...DIGA NÃO OU permaneça calado para sempre... ACORDA POVO PRETO... Não esperem que a polícia diga qual é a sua cor, saiba que se você não faz parte dos privilégios da branquitute, então sua cor já está escura, porque claro mesmo é só o seu preconceito...

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-07-03/ipm-absolve-oficial-da-morte-do-pedreiro-amarildo.html

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Arquivo morto

Desde que o concreto armado tornou-se o principal suspeito da construção do arquivo morto com as perdas substanciais das memórias registradas na concretude do negro drama, o cimento armado precipitou-se na queima de arquivo diante do fato concreto.

Desse modo, Rui Barbosa livrou a cara quadrúpede do crime cremado. E assim, a fogueira ardeu ao som do crepitar dos gravetos secos no crematório da ética aidética: ...ArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivo...ArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivo  ...ArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivoArquivomortokukruxklannazifascistaqueimadearquivo   
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terça-feira, 13 de maio de 2014

Volta ao mundo em num segundo


Tempo, é mais que tempo; o tempo, move tempo; tempo, leva tempo; tempo, é muito tempo...

Tempo para o tempo; tempo contra tempo; tempo mata o tempo; tempo, nosso tempo...

Tempo, muda tempo; tempo, volta ao tempo; tempo de bom tempo; tempo, é pouco tempo...

Nosso tempo é todo momento, nesse movimento, há muito lamento; na roda desse tempo corre a vida, corre a morte, amor e arrependimentos...

Nas voltas que o mundo deu camará, nas voltas que o mundo dá...

Tempo isento é sinal de sofrimento; corre o tempo junto com o vento, lavando lágrimas, levando paixões, cheiro de mato e envolvimentos...

Nas voltas que o mundo deu camará, nas voltas que o mundo dá...


Como o mar e como o vento, arrastado e engaiolado o tempo pertence só ao próprio tempo... Tempo escuro não passa em branco... 

Nas voltas que o mundo deu camará, nas voltas que o mundo dá...

Tempo é muito tempo; tempo é pouco tempo, para o tempo, volta ao tempo, mata o tempo, nesse tempo que leva tempo, movendo o tempo, mudando o tempo o tempo todo...

Nas voltas que o mundo deu camará, nas voltas que o munda dá...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

São 10.639 condições necessárias para torna-se professor de escolas públicas


Para ser legitimado como professor e educador na escola pública brasileira, o sujeito deve lembrar-se primeiramente que isso implica de saída, na assunção de que sua zona de conforto será, a partir desse momento, uma permanente faixa de Gaza elevada a décima potência multiplicada por 10.639 ao quadrado, somados as forças das boas intenções buscadas no inferno do submundo capitalista desumanizante das relações de poder. Sem assumir essa condição de caráter estritamente hermenêutico e diatópico, as possibilidades de sua voz de tornar credível, seriam anátemas.

Esse lugar só pode ser percebido de forma hermenêutica, e só seria realmente possível assumi-lo a partir da assunção desse repto; no mais, qualquer fala nesse sentido, tornar-se-iam percalços no exercício do magistério, mesmo imbuído de boa causa e intenções.

Tudo que vier após o primeiro passo dessa assunção, denominado como obstáculos, empecilhos ou mesmo ações atribuídas às forças sobrenaturais, seriam apenas vernizes que tornam essa trilha digna de ser conquistada, como o buril que faz brilhar, provocando a lapidação necessária do objeto ou do objetivo a ser alcançado.

Portando, as 10.639 condições necessárias ao professor e/ou educador para se tornar um facilitador, e não apenas mais um prosaico reprodutor das representações postas e impostas, se resumem a uma somente; as condições restantes são objetos de conjecturas que visão nublar a visão, de maneira a confundir o objetivo ambicionado. Ou seja, são tarimbados objetos de distração, estrategicamente semeados no picadeiro desse circo chamado educação; sendo assim, o show deve sempre continuar e na sua zona de conforto muitos deverão se conformar usando as 10.638 condições restantes para se justificar.

                                                                                         

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva: falando sobre a falta de caráter e o embranquecimento afirmou o seguinte:

 “Nós negros temos de confirmar que há um modo próprio de ser negro - de viver, de conviver, de trabalhar, de lutar; - Temos de nos encontrar para confirmar e afirmar nossa identidade de negro;- Não é por falta de caráter que muitos negros querem embranquecer, nem sempre é possível vencer as pressões; - É em atmosfera de desprestígio e exclusão que temos de nos impor como negros; - A nossa força vem de nós mesmos, isto é, de nossa comunidade, de nosso Ancestrais; -Somos negros brasileiros, não queremos viver separadamente dos brancos, mas exigimos que nos respeitem; - Precisamos lutar para isso, luta incessante que se faz no dia a dia; - Vamos aprender a lutar, vivendo e pelejando, conversando, perguntando, ouvindo histórias antigas e atuais, esclarecendo e sendo esclarecidos sobre a vida e o modo de ser dos negros, interessando-me pela história dos negros brasileiros"

terça-feira, 1 de abril de 2014

Não, não cara... o Marco não é militar... É civil...!!

A facilidade de enganar um povo mal educado foi extremamente potencializada quando a ponte entre o pensamento e a ação do sujeito foi bombardeada pelo habilitado poder idiotizador da mídia; guardiã canina do infame mercado financeiro mundial. Mercado esse dirigido por meia dúzia de famílias que detém quase metade do dinheiro que circula pelo mundo; isso tudo após colonizar a mente do indivíduo, construindo para ele uma confortável prisão sem paredes a qual o próprio persiste em permanecer a qualquer preço.

Portanto, os donos do poder, produtores de verdades de ocasião, sabem bastante bem que qualquer mentira repetida torna-se verdade, visto que uma vez a mentira tornada verdade, sempre continuará sendo verdade, mesmo que um dia venha a ser desmentida; é justamente dessa forma que os governos norte-americanos, desde que promoveram os maiores ataques terrorista do mundo nas cidades de Hiroshima e Nagazaki, tiveram a certeza de que poderiam fazer o que bem entendessem, desde que tendo a mídia, fiel escudeira, defendendo as suas verdades sempre mentidas.

Dessa forma, os ianques vem assassinando todos os líderes do mundo Africano e Árabe que por quaisquer motivos, venham representar alguma ameaça que seja, ao domínio da liberdade americana; liberdade essa de se apropriar, roubar, matar, estuprar, torturar e usar os povos como seus escravizados de estimação. A mídia, desde que idiotizou o indivíduo a seu bel prazer, não tem nenhuma dificuldade de convencê-lo da legitimidade de qualquer barbárie que sistematicamente os norte-americanos vem praticando, em nome desse infame mercado, contra povos que não têm como defender-se de seu poderio bélico.

Dessa maneira, o ato de ver TV; comprovado cientificamente que produz no cérebro do expectador ondas que se assimilam as de um doente em estado de coma, assim como a vício de internet que provoca efeitos similares ao uso de drogas; passaram a ser motivo de saúde pública na Europa e EUA, onde foram criados centros de tratamento aos dependentes da Web. Aqui no Brazil, na contramão da educação, existe muito mais coisas entre o céu e a terra do que a disseminação de um mero incentivo do uso as tecnologias digitais e similares.

Por isso é que me refiro a geração "Y" como Geração Branca, já que tal geração se encontra imersa nessa Matrix tecnológica produzida exclusivamente para o controle das massas, deixando que nosso governo reserve o uso das forças de repressão para aqueles que destoam dessa vibe, saindo desse controle vital, ameaçando ou provocando qualquer desequilíbrio no sistema. Portanto, os jovens afrodescendentes mergulhados nessa branquitude, naturalmente apropriando-se dessa cultura e de sua história assimilando-as e reproduzindo com fidelidade canina seus efeitos como única forma de se encaixarem ao sistema e serem socialmente aceitos pelo mesmo. Apesar de verificado o efeito contrario, as proféticas promessas de sua aceitação como ser social feitas pelo sistema, retroalimentam sua condição passiva e servi, renovando continuamente sua fidelidade enquanto é adestrado a acreditar nesse devir.

Sendo assim, falar de Marcos históricos para esse docente, seria personificar uma ameaça de quebrar as
promessas de bondades veiculada pelas mídias: velhas promessas novíssimas e sagradas verdades seculares contemporâneas que, como qualquer dogma, seria heresia contradizer seus divinos princípios. Imaginem só quando o docente, um neófito cristão novo, seguidor de charmosos padres e veementes pastores de palanques televisivos, descobrirem que parte da bíblia que seguem como livro sagrado é cópia fiel de mitos gregos, que por sua vez são cópias dos contos africanos; contos esses que eles tem certeza não serem coisas de Deus... A galera pira geral...!! Falar de marcos então...Nem pensar...!! Desmentir Heródoto, o pai da história branca, é coisa do demônio.

Nesse caso, falar de marco, o civil que não é militar, seria heresia merecedora da divina fogueira prosaicamente usada pelos representantes do Deus medieval. Fogueira essa que fora, por um pequeníssimo período de tempo, muito popular entre os traficantes  de drogas cariocas, agora neo-evangélicos, mais que não se comparam aos requintes da medieval crueldade divina, claro.!!. Afinal, as únicas fofocas que valem a pena de serem ouvidas, não seria sobre o Marco, mais sobre os últimos capítulos da novela ou sobre as aventuras amorosas da nova vizinha. Isso sim, daria um bom debate para estimular o senso comum; esse é o único coletivismo aceitável que a TV propaga e legitima; o resto são ventos de junho.

Portanto, desde que o conhecimento tornou-se poder, nosso marco educacional não prevê o debate e nem adentra nessas questões do marco civil da internet, visto não ser um assunto da alçada do senso comum. Portanto, os sucessivos golpes sofridos ad continuo pela população, são prontamente amenizados pelos folhetins cotidianos; sem pão, mas com circo...
Adicionar legenda
- Regulamentar a internet...!?? Marco civil...!?? Sei mais sobre a pena de morte que defendo; sobre a diminuição da responsabilidade criminal, sobre essas horríveis cotas pra preto, essa coisa de bolsa família e essas coisas que passam na TV... Esse tal de Marco eu não conheço... Mais sei que não é bom... Foi o que ouvi dizer... Já foi até preso, né...!??