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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Yin-Yang: A Viagem dos Gêmeos Opostos

Nos Tempos Arcaicos, as Máquinas para costurar os caminhos do Amor, podiam ser usadas para customizar o caleidoscópio da existência, quando o brilho áureo das linhas usadas nessa tapetaria, refletiam as miríades coloridas, emitidas através dos prismas de cada íris que enxergam além da superfície da forma em si mesma.

As máquinas dos Tempos Modernos, reproduzem em série os sorrisos de plásticos, da mesma forma que reproduzem as flores de borrachas, que ornamentam os jardins cenográficos da Matrix, romantizando a vida nas senzalas: campos de concentração contemporâneos perfidamente retroalimentados pela mídia.

Dessa maneira, a tapeçaria da existência se estende no caís de cada porto, sempre disponível para recepcionar os autênticos, que chegam em meio a confluência dos Tempos opostos arremessados pelas grandes vagas, fazendo chocar-se contra o casco dessa nave, que navega no contratempo das relações cunhadas sobre o Grande Calunga.

É na placidez desse misterioso espelho d’água que a melanina bronzeada de Narciso se transmuta, tal qual a magnífica Fênix que ressurge das profundezas das próprias cinzas, nesse encontro do fogo com a água, aonde o vapor da vida, transforma a física da existência. É o Tempo viajando em si mesmo, para costurar o encontro das serpentes gêmeas sobre o caduceu da árvore da vida, aonde o carvão se faz diamante.

Desse modo, é na arte do tempo cicatrizar as feridas provocadas pelos látegos umbrálicos, ao fazer o sangue jorrar copiosamente nessa ferida que se embaralha sobre a derme, que se ilumina o reflexo fractal desse espelho, que é a vida das Fênix e dos Narcisos.

É no artesanato dessa vida, vivida na arte do bem viver, que a nova roupa do Rei poderia se fazer visível aos olhos dos que podem enxergar, quando finalmente, formos capazes de vestir a pele do outro, fazendo com que o diamante negro reflita a luz e as sombras de si mesmo, revelando os seus contrastes e harmonizando os paradoxos. Desse modo, os extremos se confraternizam ao se encontrarem nessa escadaria fractal da tabela periódica corporal, aonde, na matemática dos opostos; do masculino ao feminino; dois se transformam em um somente. 

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