Dito isto,
torna-se necessário fazer o nosso dever de casa sendo gentil conosco mesmo,
desenvolvendo a percepção de que, uma mente adormecida precisa de muito amor e
compaixão, já que, nossa mente se auto protege usando os antigos padrões de
preocupações e dúvidas, suscitando os medos arraigados nas experiências
desconfortáveis e traumáticas vividas no passado, que geram as inseguranças recorrentes
no presente.
São esses medos
que fazem a mente permanecer numa incessante busca pela validação externa sobre
tudo aquilo que fazemos, e buscamos por fazer, como forma de realização do ser.
Portanto, só mesmo desligando o módulo de resistência, ao permutar o medo daquilo
que vem do exterior pela gentileza que jaz dormente no interior, que produzirá
a sincronia perfeita, trazendo a sintonia a tudo aquilo que ressoar em nosso
universo interior, ao harmonizar com o que se encontrar no mundo exterior.
É nesse
momento que percebemos que este medo foi propositalmente infligido, com o intuito
de gerar a falsa sensação de segurança, convenientemente fornecida e estabelecida
pelo establishment e pelo status quo, que as batalhas pelas
identidades deixam de fazer sentido.
Somente
através das táticas da gentileza, permitindo e aceitando as próprias emoções,
sem, no entanto, se deixar levar pelas mesmas, é que podemos vencer as táticas
do medo, estabelecidas pela mente coletiva, como uma tatuagem fixada pelo
inconsciente coletivo.
Esse é um
desafio proativo, diante de tudo aquilo que ocorre no mundo e com a humanidade,
que somos nós. O ponto primordial nesse desafio, seria o de conseguir desvencilhar
a nossa atenção daquele pontinho escuro no meio à alvura do lençol, afim de focar
as nossas emoções na totalidade do bem querer existente em torno dessa mancha; visto
que esse bem querer, é inerente a todo ser vivente e senciente.
Escolher nos
comprometer com as boas intenções do lado iluminado da força, em vez das
agruras vaticinadas pelo lado escuro, nos fará atentar sempre para aquilo que
nos fortalece e não para aquilo que separa, ou segrega de alguma forma, que é
próprio da insegurança, dos medos ou dúvidas geridas por essa pérfida conjuntura.
A filosofia
gnóstica recomenda que a cada dois passos dados, recuar um passo; Eu recomendo
a possibilidade de se dar um passo para o lado a cada passo executado; igualmente,
seremos testemunhas de nós mesmo, observando os nossos pensamentos, sentimentos
e emoções, sem sermos invariavelmente absorvidos por eles, desenvolvendo assim,
a capacidade de assumir o controle dos nossos futuros, suas possibilidades e
varáveis.
Quando o
neófito recua no passado, ele precisará recomeçar todo o processo outra vez,
pois nesse momento do agora, abre-se uma brecha no seu presente, que a exemplo do
pontinho escuro no lençol alvo, pode adentrar as sombras Troianas, fazendo com
que ele permaneça como parte de uma memória perdida entre as cinzas das folhas
de um diário carbonizado.
Sendo assim,
somente a luz poderia eliminar as sombras dos porões, sótãos, becos e vielas do
nosso labirinto mental; e essa luz só pode ser trazida através da gentileza
conosco mesmo; consequentemente, o lado iluminado da força, fará com que, tudo
aquilo que estiver ocultado pelas sombras, se mostrem tal como são. Assim sendo,
a célebre frase fiat Lux[3] se
mostra tão presente como sempre foi, é, e será; porque assim é...!!
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