Total de visualizações de página

Pesquisar estehttp://umbrasildecor.wordpress.com/2013/05/29/jornal-cobre-lancamento-de-escrito blog

sábado, 2 de julho de 2016

Blue ayes: o apartheid visto com bons olhos...

Muitos dão graças a Deus por não termos mais o instituto da escravidão, pois agora é somente o trabalho escravo, que persiste e insiste em resistir firme e forte até os dias de hoje. Esses mesmos oradores, com um simpático sorriso de plástico, afirmam que não temos mais Tumbeiros cruzando o Atlântico, como aqueles cruzeiros de morte num caminho sem volta, apesar do tráfico de pessoas ter se tornado uma das maiores dores de cabeça para a justiça brasileira que funciona somente para as pessoas da cor SERTA.

Uns tem ainda até a ousadia de dizer que o racismo não existe no 
Brazill, enquanto pessoas de cor, nem sabem que não sabe que elas são negras, e não dão a mínima para qualquer comentário a respeito dessas questões, já que isso não tem absolutamente nada haver com ela. Mas é CLARO que não deixam de falar em racismo reverso, transversos e em verso.


E desse modo, nossa terra do faz-de-conta funciona como uma máquina voraz, gerida pelos caras-pálidas que todos os dias providenciam religiosamente o 
lustrar permanente dos espelhos dessa parafernália, que funciona com a mesma função do pano vermelho que distrai o touro para que se dê seu sinistros e as práticas perversas que se tornou o cruel processo de levá-lo ao matadouro, cinicamente acompanhado do pão e do circo que ele, o negro, vê como as pompas e circunstâncias de um benefício em prol de sua existência, ao mesmo tempo em que este "pano vermelho" provoca e direciona a raiva desse mesmo Homem/touro contra as questão que ele percebe pôr em cheque a sua existência, fazendo com que ele não saiba em pensar e nem como lutar diante da perversidade em que se vê enroscado. Ao final do imbróglio, o pequeno tinhoso, o branco toureiro, sempre vence, matando o forte e potente touro negro.

O massacre da massa negra educada pela TV branca, serve como deleite ao mórbido prazer brancoso. Esse prazer que se tornou um vício tão arraigado na querida pessoa branca e é tão visceral no negro, que ambos se completam, naturalmente, dando sentido a vida e a sua existência no planeta terra. São espécies, de gêneros e raças, que naturalmente se engastam como peça nessa sinistra e voraz máquina de morte. 


Só que os negros não fazem a mínima ideia da existência dessa máquina construída pelo capital branco, e se empregam nela como algo natural na vida democrática tupiniquim; essa mesma democracia que o obriga a se identificar para ir e vir, que exige seu silêncio, que elege os lugares por onde ele pode ou não andar, que o obriga a votar nas opções apresentadas por essa máquina mortífera; máquina de humilhação e tortura; ele aceita e acata essa democracia branca, por ela ter sido nomeada como boa pelos brancos; e se os brancos assim a legitimam através de sua própria mídia, então é vero; por isso, o mecanismo de tolerância é habilmente desenvolvido e acionado para tornar possível a convivência nas condições mais duras que lhes são perpetradas.

Desse modo, o negro, imigrante nu, se vê sobre esse novo admirável mundo novo, pleno e inflacionado de informações, que ele julga ser a grande qualidade da infalível máquina do poderoso Grande Irmão Branco. Agora surpreso com as bugigangas ganhas como presentes em troca da terra e de vidas indígenas, em especial com o reflexo dos olhos azuis, nos espelhos que refletem a branquitude, tornado Deus; que agora, feito altar, onde são ofertadas a servidão incondicional dos negros que viajam nessa nave que invariavelmente os levará ao calabouço da inquisição branca. 

Esse mórbido deleite em assistir ao suplício negro é como participar de um festim onde a ambrosia servida é temperada com sangue melanodérmico, e isso é viciante, é o crack do branco. 

Só brancos, assim como os abutres, usam toga; na certeza de que se investiram o poder sobre a vida e a morte de um infeliz qualquer que ele considere como seu inferior. Ambos, os abutres e os brancos, vivem da morte. O animal é um faxineiro ambiental que usa seus serviços a fim de manter a própria vida e a de outrem que vivam nesse mesmo ambiente; já aquele que se classifica como ser humano, sem o ser, mata por simples deleite ou para exercer o poder sem pudor. 

Ele precisa se embriagar da ambrosia sanguinolenta que o faz sentir-se poderoso e vivo. A morte negra vivifica o branco, fazendo o sangue lhe correr as veias, saltitantes e em festa. 


Por isso, todo o dinheiro empregado para manter o número estatístico colorido de 63 morte de negros por dia no Brazill; com mais de 60 mil mortes por ano; é um fator que o governo precisa manter em alta, para deixar a burguesia feliz e com a falsa sensação de segurança garantida. É a ambrosia certa na festa incerta da gentrificação tupiniquim.

Portanto, chega-se a conclusão ulterior de que o racismo não existe, e se existe, é velado; basta que se sirvam da ambrosia enquanto se olha os espelhos da mídia, para creditar e acreditar nessa filosofia ocidental fratricida, e esperar até que todo o sangue corra pelos ralos, escoando nos bueiros das esquinas da vida, limpando a consciência negra que mancha o alvo cérebro das queridas pessoas brancas, com suas consciências sujas pelos negros gritos ecoados, consequentes das noites supliciantes das delíciosas  torturas brancosas. 

Simples assim, uma fórmula sem complicações para cessar esses chatos discursos anti-genocida e calar os rumores de uma possível AUTODEFESA. 


Nenhum comentário: