A tolerância jurídica, política e social, para com os cruéis matadores de pessoas negras, além de servir como aval para naturalizar tal prática, é um fator motivador pra que essa prática se intensifique no Brazill e no mundo.
As queridas pessoas brancas já afeitas a essa triste rotina de suplícios das pessoas negras, exercitam em paralelo a esses fúnebres acontecimentos, repetindo o discurso de que as pessoas negras se vitimizam, para, dessa maneira, justificar, os algozes, carrascos e promotores do crime mais hediondo e comum contra a humanidade: o genocídio do povo negro.
As queridas pessoas brancas que não participam diretamente na execução desses crimes categóricos, são cúmplices da covardia perpetrada, uma vez que se calam diante dele. Essa atitude já os colocam ombro a ombro com tais assassinos, torturadores e estupradores. A responsabilidade moral de todas as queridas brancas nesse crime contra a humanidade se vê no silêncio covarde com que tratam a cada morte no espaço de 23 minutos em todos os dias do ano; já que nesse espaço de tempo, um negro é assassinado de forma estúpida, apenas por ser negro; enquanto a liberdade de expressão e de ir e vir dos brancos continuam reforçados no discurso de vitimização dos negros, que não usufruem de tais direitos, mas que acreditam burramente na igualdade racial e não na igualdade de direitos entre as raças, neste país plurirracial.
Portanto, as migalhas concedidas através das ações afirmativas e da provisória cidadania conferida pela falsa sensação de igualdade racial, tornaram-se um agente fragmentador e conformador da cognição do povo negro, que aceita a classificação que os rotulam como minoria e assim agem, como minoria, tornando-se evangélico ou policial para continuar a sina assassina do Estado e da igreja, que mata o corpo negro e seu espírito de forma suis generis, tendo o requinte de crueldade como tirânico espetáculo brancoso para a humanidade; testando nesta distopia, a quantas andam sua capacidade de sujeição ao medo perpetrado, quando através da letalidade, promove a histeria coletiva que leva a mais completa insanidade dessas queridas pessoas brancas, acirrando sua psicopatia na relação interpessoal com as pessoas ditas de cor.
A morte branca uniformizada de branco, com carta branca em meio a esse apartheid branco, num dia branco de inveja branca, vestido como açougueiro branco de branco, que despedaça, num esquartejamento de fato, os corpos de negras e de negros; colocando os pedaços expostos na mídia de cor branco-arrogante, fazendo com que, quaisquer brancos, seja gordo, gay ou deficiente, esteja dentro do padrão branco de ser, já que tais qualidades não os colocam como alvo principal da branquitude.
Portanto, todo branco que se cala diante desse espetáculo de horror, também é promotor e juiz nessa mórbida inquisição pós-moderna desse infame comércio, nesse açougue politico-social onde a carne mais marcada pelo Estado é a carne negra.


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