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sexta-feira, 20 de maio de 2016

O lado Negro da força

Há cerca de 245 mil anos, eis que surge no planeta terra o ser humano; Ser este, originário de uma linhagem desenvolvida em diversos estágios, até chegar o Homo Sapiens Sapiens, o homem que sabe que sabe; passando por estágios tais como o do australopcinius, homo habilis, homo erectus; até chegar a Seres humanos melaninosos de extrema inteligência e agudeza de espírito.

Durante toda essa vastidão de tempo, eles foram se socializando e a partir dessa socialização, foram criando as condições necessárias de vida. Criações como a roda e a descoberta do fogo, foi o acender da evolução dessa humanidade na terra. Cerca de 90% das invenções que existe atualmente no mundo, foi inventado por um Ser melanodérmico, e mais da metade disso, foi inventado no período neolítico, aonde hoje conhecemos como continente africano; local onde se desenvolveu uma grande civilização, com riquíssimos reinos e impérios suntuosos. Além das faraônicas construções jamais vista em toda a face da terra. Eram os Reinos da Utopia, onde Reis distribuíam ouros aos súditos em comemorações periódicas. E assim, o mundo inteiro era ocupado e habitado por essa humanidade melanodérmica.

Mas, como nem tudo são flores, eis que nos últimos 45 mil anos, entre duas regiões, que hoje conhecemos como França e Espanha, surge um hominídeo, homenzinho este classificado como homem de Neandertal. Este homenzinho deu origem a uma nova população diferente da humanidade que habitava a terra. Surge então em nosso planeta a população leucodérmicas. Ou seja, uma população com insuficiência de melanina; portando, brancosos, conhecidos atualmente como caras-pálidas.

Essa população, sem história ou civilização, como ferozes predadores, descem o Cáucaso iniciando uma trilha de destruição por onde quer que fossem. Essa população brancosa passou a classificar os outros, os portadores de melanina em demasia, de Negros. E a eles próprios, se classificam como caucasianos ou arianos. Desse modo, as primeiras vítimas raciais desses seres foram os Drávidas, comunidade que habitava o Vale do Hindu.

Desde a sua existência sobre a terra, essa alienígena população leucodérmica vem tentando exterminar a humanidade existente no planeta; mais especificamente eliminar o povo, que eles agora rotularam como negros; partindo da invenção do conceito de ciência, pela qual eles passaram a classificar e a hierarquizar os terrestres como raças, definindo valores a cada uma delas, dividindo assim, os melanodérmicos autóctones.

Desse modo, o planeta da Utopia entrou no infame estágio de Distopia; atualmente a quantidade total de brancosos sobre a face da terra não chega nem a 10% dos habitantes do planeta; mas eles conseguiram debranquir a história do povo negro, conseguindo colocá-lo em sua lista branca de extermínio, usando para isso, a arma branca mais poderosa que tinham e têm a disposição: a mídia. Uma arma para a qual não existe defesa, visto que eles inoculam o vírus da branquidade através da criação e controle das emoções humanas. Eles, perversamente descobriram o ponto fraco da humanidade e usam isso com extrema habilidade; é infalível. O negro que entra em contato com a mídia branca, passa toda a sua vida em branco, tentando passar por branco.

Claro que nem todos os leucodérmicos são predadores; existe uma parte dessa população que tem consciência de que não poderiam viver sem o saber e a humanidade que a melanina confere, sendo ela que nos torna humanos; e esse mesmo saber e a humanidade são institutos inerentes ao povo melanodérmico. Portanto, esse grupo optou pela miscigenação, enquanto a outra parte preferiu a via da eliminação e do extermínio indiscriminado.

O fato é que ambos as facções, que se outorgaram como maioria, agem de forma arrogantemente hierárquica nesse processo epistemicida da história e da cultura melanodérmica; enquanto uma parte gentrifica, despersonalizando e fragmentando negras e negros através da mídia, a outra parte se dedica ao holocausto efetivo, dentro desse método do apartheid etnocída em escala mundial ao qual chamamos de Maafa.

As listas de nossos mortos se inflacionam progressiva e assustadoramente, frente à arrogância e a indolência com que se trata a questão, tendo o cinismo e a hipocrisia dissimulando esse espetáculo de horror. Os alienígenas leucodérmicos saíram da idade das trevas, durante o período que eles classificaram como idade média, usando o sangue e o suor do Povo Melanodérmico, enquanto milhares de vida eram ceifadas para garantir os privilégios que hoje os leucodérmicos possuem e usufruem. 

É justamente o cinismo da história que lhes aliviam a consciência e legitima a matança em curso; já que é mais fácil naturalizar os assassinatos categóricos para seguir permanecendo na zona de conforto e de privilégios. Dessa maneira, esses brancosos detêm todas as riquezas do mundo através das armas brancas as quais tem o privilégio do total monopólio, sem culpas nem desculpas.

Os melanodérmicos atingidos pelo vírus da branquidade são extremamente solícitos,  servis e passivos, encarnando alegremente o personagem do zumbi na branca versão cinematográfica, enquanto a história do outro Zumbi, o general negro, guardião da dignidade do povo melanodérmico; este teve sua história debranquida pelos brancosos tal como todos os outros vultos da história e da cultura melanodérmica, vítimas da inveja branca.

Hoje, nosso planeta se agita e se contorce, conturbado por tanta infâmia espalhada em sua superfície, tendo seu solo irrigado com sangue humano, sangue negro; sangue nobre da raça humana autóctone, com o qual os alienígenas leucodérmicos o tem regado. De planeta preto da Utopia, à brancosa Distopia; de paraíso terrestre a inferno de outros mundos, outros povos; todos os demônios estão aqui; a maçã foi mordida e a Branca de Neve empretecida de vergonha, acariciou a Negra serpente da Terra do Nunca que, arrependida se exilou de si mesma num paraíso gentrificado.








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