Há cerca de 245 mil anos, eis que
surge no planeta terra o ser humano; Ser este, originário de uma linhagem
desenvolvida em diversos estágios, até chegar o Homo Sapiens Sapiens, o homem que sabe que sabe; passando por
estágios tais como o do australopcinius, homo
habilis, homo erectus; até chegar
a Seres humanos melaninosos de extrema inteligência e agudeza de espírito.
Durante toda essa vastidão de
tempo, eles foram se socializando e a partir dessa socialização, foram criando as
condições necessárias de vida. Criações como a roda e a descoberta do fogo, foi
o acender da evolução dessa humanidade na terra. Cerca de 90% das invenções que
existe atualmente no mundo, foi inventado por um Ser melanodérmico, e mais da
metade disso, foi inventado no período neolítico, aonde hoje conhecemos como
continente africano; local onde se desenvolveu uma grande civilização, com riquíssimos
reinos e impérios suntuosos. Além das faraônicas construções jamais vista em
toda a face da terra. Eram os Reinos da Utopia, onde Reis distribuíam ouros aos
súditos em comemorações periódicas. E assim, o mundo inteiro era ocupado e
habitado por essa humanidade melanodérmica.
Mas, como nem tudo são flores, eis que
nos últimos 45 mil anos, entre duas regiões, que hoje conhecemos como França e
Espanha, surge um hominídeo, homenzinho este classificado como homem de Neandertal.
Este homenzinho deu origem a uma nova população diferente da humanidade que
habitava a terra. Surge então em nosso planeta a população leucodérmicas. Ou seja, uma
população com insuficiência de melanina; portando, brancosos, conhecidos
atualmente como caras-pálidas.
Essa população, sem história ou
civilização, como ferozes predadores, descem o Cáucaso iniciando uma trilha de
destruição por onde quer que fossem. Essa população brancosa passou a classificar
os outros, os portadores de melanina em demasia, de Negros. E a eles próprios,
se classificam como caucasianos ou arianos. Desse modo, as primeiras vítimas
raciais desses seres foram os Drávidas, comunidade que habitava o Vale do Hindu.
Desde a sua existência sobre a
terra, essa alienígena população leucodérmica vem tentando exterminar a
humanidade existente no planeta; mais especificamente eliminar o povo, que eles
agora rotularam como negros; partindo da invenção do conceito de ciência, pela
qual eles passaram a classificar e a hierarquizar os terrestres como raças, definindo valores a cada uma delas, dividindo assim, os melanodérmicos autóctones.
Desse modo, o planeta da Utopia
entrou no infame estágio de Distopia; atualmente a quantidade total de
brancosos sobre a face da terra não chega nem a 10% dos habitantes do planeta;
mas eles conseguiram debranquir a
história do povo negro, conseguindo colocá-lo em sua lista branca de extermínio, usando para isso, a arma branca mais
poderosa que tinham e têm a disposição: a mídia. Uma arma para a qual não
existe defesa, visto que eles inoculam o vírus da branquidade através da
criação e controle das emoções humanas. Eles, perversamente descobriram o ponto
fraco da humanidade e usam isso com extrema habilidade; é infalível. O negro
que entra em contato com a mídia branca, passa toda a sua vida em branco,
tentando passar por branco.
Claro que nem todos os
leucodérmicos são predadores; existe uma parte dessa população que tem
consciência de que não poderiam viver sem o saber e a humanidade que
a melanina confere, sendo ela que nos torna humanos; e esse mesmo saber e a humanidade são institutos inerentes ao povo melanodérmico. Portanto, esse grupo optou pela
miscigenação, enquanto a outra parte preferiu a via da eliminação e do extermínio
indiscriminado.
O fato é que ambos as facções, que se
outorgaram como maioria, agem de forma arrogantemente hierárquica nesse
processo epistemicida da história e da cultura melanodérmica; enquanto uma
parte gentrifica, despersonalizando e
fragmentando negras e negros através da mídia, a outra parte se dedica ao
holocausto efetivo, dentro desse método do apartheid etnocída em escala mundial
ao qual chamamos de Maafa.
As listas de nossos mortos se
inflacionam progressiva e assustadoramente, frente à arrogância e a indolência com
que se trata a questão, tendo o cinismo e a hipocrisia dissimulando esse
espetáculo de horror. Os alienígenas leucodérmicos saíram da idade das trevas,
durante o período que eles classificaram como idade média, usando o sangue e o
suor do Povo Melanodérmico, enquanto milhares de vida eram ceifadas para
garantir os privilégios que hoje os leucodérmicos possuem e usufruem.
É justamente o
cinismo da história que lhes aliviam a consciência e legitima a matança em curso; já
que é mais fácil naturalizar os assassinatos categóricos para seguir permanecendo na zona de
conforto e de privilégios. Dessa maneira, esses brancosos detêm todas as
riquezas do mundo através das armas brancas as quais tem o privilégio do total
monopólio, sem culpas nem desculpas.
Os melanodérmicos atingidos pelo
vírus da branquidade são extremamente solícitos, servis e passivos, encarnando alegremente o
personagem do zumbi na branca versão cinematográfica, enquanto a história do outro Zumbi,
o general negro, guardião da dignidade do povo melanodérmico; este teve sua
história debranquida pelos brancosos
tal como todos os outros vultos da história e da cultura melanodérmica, vítimas da inveja branca.
Hoje, nosso planeta se agita e se contorce, conturbado
por tanta infâmia espalhada em sua superfície, tendo seu solo irrigado com
sangue humano, sangue negro; sangue nobre da raça humana autóctone, com o qual
os alienígenas leucodérmicos o tem regado. De planeta preto da Utopia, à brancosa
Distopia; de paraíso terrestre a inferno de outros mundos, outros povos; todos
os demônios estão aqui; a maçã foi mordida e a Branca de Neve empretecida de
vergonha, acariciou a Negra serpente da Terra do Nunca que, arrependida se exilou de si mesma num paraíso gentrificado.


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