A população negra brazilleira não
se deu conta, de que nem sabe que ainda não sabem que são negros. Não se
conscientizaram de que são proscritos, exilados em sua própria terra; e por
isso mesmo, vivem insistindo na inserção social no mundinho das queridas
pessoas brancas. Um desatino total, essa atitude desvairada de integração nessa
sociedade formada a partir da construção de um país feito pelas mãos do povo
negro.
Essas insistentes tentativas,
sempre mal sucedidas, é análoga aquela cena dos cães que aguardam pelas
migalhas ao pé da mesa, e quando elas não vêm, eles insistem com seus latidos
enquanto são enxotados a base de chutes pelos comensais; e quando acontece de algumas
migalhas ocasional serem jogadas, eles disputam ferozmente pelo pedaço de qualquer
coisa jogado por seus donos.
Essa cena patética acontece
porque, segundo a lei da natureza, os cães não mordem a mão que o alimenta.
Eles, os cães, assim como os negros, sem agir como uma matilha, aonde as ações
são coletivas e para o bem da matilha; depois de domesticados e sem o senso do
que são ou do que foram, acabam por se animalizar se tornando bestas selvagens
quando enfrentam os seus iguais para proteger o seu dono.
Sim, fomos desumanizados e o que
fizeram de nós e a forma com que agimos, é exatamente o motivo que os donos do
capital, nossos donos, precisam para nos adestrar; com o sistema Educacional,
de Saúde e de Segurança organizado por eles. Desse modo, os neguinhos são adestrados
e tratados para dizer SIM SENHOR... Sem refletir, só obedecer.
Desde que a educação foi
implementada pelos portugueses no Brazil colônia, a educação se resumia ao
ensino da bíblia para negros e indígenas; e até hoje o ensino religioso se faz
presente na rede pública de ensino que, até o final da década 1970 era
destinado aos brancos.
Quando os negros se reconhecerem
como negros, vão finalmente exigir seus lugares nesse banquete, que mais parece
uma festa de Baco do que uma sociedade organizada; mas para isso acontecer devem
evitar as drogas e alucinógenos midiáticos jogados da mesa intencionalmente por essas queridas pessoas brancas que fingem nos servir.
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