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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Distopia: a cidade do demônio brancoso

assimilacionismo como processo ideológico excludente, advindo do exercício da cooptação e da dissimulação que fundamenta e formaliza a capitalização como forma de governo, por si só, já faz desse capitalismo um princípio de iniquidades promotor das desigualdades existentes aferidas, naturalizando um sistema aonde quem tem mais, consegue ter muito mais. e quem não tem nada, está fadado a perder até o que não possui.

Esse mesmo sistema inaugurado a partir da matança dos autóctones e escravização dos povos melanodérmicos, comemora tais datas como feitos heroicos e humanitários, ao mesmo tempo em que rotula os dominados e oprimidos como vilões e demônios; que agora tornaram-se as "maléficas" criatura do lado negro da força; instituindo desse modo, o nós e o eles. Eles, os dominados no caso, são os que se encontram do lado negro da força. Ou seja, temos um sistema que se dissimula usando uma dócil e agradável máscara do anjo de um paraíso perdido qualquer, legitimado pela religião; mas que na verdade, embaixo de tal máscara, habita um inocente e terrível louva-deusparente próximo da sedutora viúva negra.

Dessa maneira, a armadilha da cooptação e da dissimulação, faz com que o “eles”, os dominados, não desejem estar no lugar classificado como impróprio; o lugar dos demônios e dos vilões. Os oprimidos então passam a agir como opressores para poder sentirem-se como o “nós”. Nós brancos, bonitos, caras-pálidas de olhos claros; portanto, semideuses e heróis; mesmo que sejamos pálidas cópias “deles”, os originais melanodérmicos.

É assim que funciona o sistema inaugurado por menos de 10% dos leucodérmicos existentes na atualidade. Ou seja, esses brancosos tem como trunfo determinante a dominação das mentes e corações dos oprimidos, visto que a arma de criar e controla as emoções deses indivíduos subalternizados; a mídia, é a mais poderosa arma de colonização mental, do momento em que o complexo de dependência e de abandônico produzido por essa arma, possibilitam a cooptação e a dominação do indivíduo que tem seu amor-próprio monitorado e controlado pelo sistema diatópico capitalista.

Assim sendo, encontramos nessa caótica sociedade, um sem número de fervorosos negros evangélicos, confusos negros nazistas e de negros que veem o mundo através da ótica ariana, tendo suas convictas opiniões desenvolvidas pelos formadores de opinião pública. Destarte a minoria brancosa podem se classificar como maioria, já que conta com um sem número de cúmplices entre os oprimidos, dominados a partir da manipulação do sistema que eles capitaneiam.


Esses negros assimilados e tutelados pelos brancos, encontram o seu lugar como ponta de lança na manutenção das iniquidades ditadas pelo sistema, já que tem a primordial função de executores da opressão ordenada pelo referido sistema. Portanto, não há insurreição nem questionamentos; só lamento, gerados e geridos por esse sistema escravagista, terrorista e misógino mantidos pelo processo de internalização do indivíduo oprimido que faz as vezes do algoz de mãos limpas e consciência suja.

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