Vamos falar sobre a arma mais
poderosa do momento existente no planeta terra; falar de uma arma para qual não
existe defesa; uma arma 100% eficaz; uma arma que nunca falha. Estou me
referindo uma arma branca, uma arma que só as queridas pessoas brancas têm
licença para usar, licença concedida por coronéis brancos; vamos falar da arma com
a qual invadem a sua casa todos os dias, todas as noites, e que a todo o
momento invariavelmente você é rendido por ela, seja na rua, no ônibus, barcas,
bares e restaurantes. Ou seja, onde quer que esteja você está na mira dessa
arma. Uma arma que está apontada continuamente pra você, tornando-o
indefeso e a mercê dos desejos de quem se encontra no gatilho desta arma mais
poderosa e mais eficaz do que todas as bombas atômicas do mundo juntas. Vamos
falar da mídia e do coronelismo midiático.
A TV, outdoors, propagandas e
comercias de toda natureza, que ditam o proceder e forma a opinião pública,
através do domínio de suas emoções; visto que a função da mídia é a de criar
emoções e dominar o emocionado. Na medida em que os telespectadores se
emocionam, seu proceder direcionado e teleguiado pela ditadura eletrônica dos
coronéis da mídia, que usam essa arma com extrema habilidade, os enunciados
disparados diretamente na alma e no coração da vítima, criam as representações
que se tornam signos da verdade que, como um hospedeiro a guiará nos labirintos
dos três desejos do gênio branco.
Desse modo, escondendo palavras
dentro de palavras. Ou seja, com aquele discurso desencontrado da prática, como
toda a religião que se enriquece colocando preço na fé e vendendo conforto no pós-vida.
Enquanto a religião cria e solidificam seus dogmas a mídia cria enunciados e
representações que se tornam paradigmas e juntos formam o constructo da zona de
conforto do indivíduo.
Uma vez criado um mundo duplicado; um
mundo aonde reina a distopia, e dentro dessa realidade diatópica, coberta e
camuflada pela utopia, a terra prometida produzida pelos discursos que
propagandeia, está a verdade mascarada como o arlequim do mardi-grass embaçada pela falta de discernimento do indivíduo que se torna o sujeito tolo de cidadania virtual.
Essa arma poderosa quando acionada
frente aos acólitos das facilidades pré-fabricadas pelos discursos apatetados
dos coronéis, confecciona a Matrix onde, esse intelectual bocó, diplomado pela
mídia em assunto de senso comum, será cultivado e usado como escravo numa prisão onde ele se sentirá confortavelmente cativo. Quem tentar resgatá-lo será considerado como terrorista
de alta periculosidade, além de ser rechaçado de maneira infame, arrogante e
indolente, características orgulhosamente concedidas, de forma exclusiva, pelos coronéis da mídia.
Nossa distopia conta com altas
porcentagens de contaminados; azumbizados acéfalos e catatônicos sem chances de
salvamento à curto nem médio prazo. Uma vez
que o vírus dessa arma atinge o desgraçado, o efeito fulminante não lhe permite
qualquer raciocínio lógico ou afim. O indivíduo fica entregue a própria sorte,
até o momento em que, como qualquer dependente químico, ele tenha alguma réstia
de força para querer buscar o antídoto, e iniciar a desintoxicação, através de
uma violenta abstinência, evitando se expor, como uma prostituta que se oferece
a um possível cliente, ao mundo da vênus prateada.
Quem tem a infelicidade de ser pego
nessa emboscada das redes midiáticas, e armadilhas preparadas de forma
meticulosa e perversa, vai ser responsável por provocar inúmeros estragos
através de várias gerações; fazendo desse mundo o inferno de outros mundos;
todos os demônios reencontrarão seu paraíso perdido, sem correrem o risco de,
desta vez, serem expulsos novamente. Se o diabo tem ciência, a mídia é seu
laboratório.

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