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domingo, 29 de maio de 2016

REPARAÇÕES JÁ...!!

BRAZIL: Um país nascido da infâmia,  nascido de odiosos crimes contra a humanidade; nascido do estupro, da tortura e do genocídio e que tem a petulância de comemorar tais funestas datas com orgulho, como esses fossem feitos dignos, do que classificamos como próprio do ser humano. O indivíduo branco, esse ser vil, surgido a 43 mil anos atrás entre a França e a Espanha (o Cáucaso), vindo do que hoje eles denominam de Europa, que invadindo e pilhando todas as terras em nome de Deus; o mesmo Deus que eles colocaram como gestor das religiões ocidentais para justificarem suas atrocidades e seus crimes contra a humanidade; religiões essas outrora citadas como ópio do povo, mas que hoje, é sabido que é, na verdade, um cancro em estágio avançadíssimo, que atinge toda a população em escala mundial, através da funesta arma conhecida como mídia; mídia esta, que está nas mãos dos fúnebres assassinos homens brancos, que fazem parte da minoria da população mundial.

Pois bem, esses esquizoides que reclamam o posto de ser humano, que gerenciam o mundo e impõem suas vontades, caprichos e desejos através das armas, usando a mídia para criminalizar a pobreza e naturalizar o machismo e o racismo, implantando a carência cognitiva no sistema educacional, legitimado através de livros de histórias confeccionados com sangue negro e indígena; do momento em que coloniza as mentes e corações, através dessa excludente mídia, para que as opiniões formuladas e formatadas para a população possam ser bem recebidas com o rufar de tambores, mulheres seminuas dançando sensualmente numa festa com muito pão e circo. É desse modo que os oprimidos alienados se aliam como combatentes e capitães-do-mato para defenderem os ideais da raposa branca que cuida das galinhas-dos-ovos-de-ouro.

Esses leais escravos combatentes (presidente, governadores, prefeitos, deputados, senadores, vereadores, diretores e afins) e os subservientes capitães-do-mato (militares e afins) fazem a manutenção do calabouço social do submundo da sociedade abastada e livres de quaisquer escrúpulos ou limites.

É desse modo que os infelizes e abjetos seres humanos que compõem a maioria da população brazilleira, classificados como minoria, e assim, se sentindo como minoria, agem como minoria e vivem como minoria. Pois assim os livros brancos, os estigmatizaram, estreitando suas perspectivas, enquanto eles próprios legitimaram esse discurso tornando-o real. Enquanto eles acreditarem que são minoria, que são fracos, que são abjetos, assim será. Essa é a ordem dada a nós para o progresso deles...

Até que nosso povo se defina e se veja como povo; se reconheça, reconhecendo seu potencial, se vendo possuidor de uma esplendorosa força e riqueza humana, finalmente poderá efetivar-se como uma legítima nação; uma nação brasileira pluriétnica. Para tanto, a REPARAÇÃO perpetrada a partir da responsabilização e culpabilização dos gravíssimos crimes contra a humanidade praticado por essa minoria que se auto intitulam como maioria; tais crimes continuados, imprescritíveis e inafiançáveis, devem ser repassados a limpo em nosso presente, sendo recontextualizados, explicitados e acoimados de acordo com o tribunal internacional.

Esse processo que há muito já tarda, mesmo após a conferência de Durban e a declaração da ONU, em 2001, que condena o Brazil por tais crimes; enquanto o Estado brazilleiro, como um dos réus nesse processo, vem postergando e sabotando de forma criminosa o andamento do mesmo, já que o supremo tribunal federal e todo o poder legislativo se revelou estar nas mãos de gangster e mafiosos brancos da pior espécie, já que uma grande parte são bandidos religiosos. Ou seja, bandidos da pior espécie mesmo, Já que tentam de todas as formas fugir da ação penal que lhes cabem como mantenedor desse hediondo crime contra a humanidade.





Esse mesmo Estado, que foi fundado de forma ilegal e se mantém na ilegalidade, deve responder por tal crime para sair da lista de réus dos grandes criminosos com que o mundo já se deparou na história da evolução da humanidade. Se assim não for, o Estado brazilleiro continuará a ser o inimigo número um dos povos que habitam o solo desse país. E o negro continuará ocupando o lugar de um cordial vassalo, sendo de forma vil, tutelado pelo branco social, política, religiosa e afetivamente, tendo seu corpo exposto a toda sorte de violências nesse ininterrupto mercado branco de infâmias e impunidades desse eterno Black Friday.









sexta-feira, 27 de maio de 2016

Distopia: a cidade do demônio brancoso

assimilacionismo como processo ideológico excludente, advindo do exercício da cooptação e da dissimulação que fundamenta e formaliza a capitalização como forma de governo, por si só, já faz desse capitalismo um princípio de iniquidades promotor das desigualdades existentes aferidas, naturalizando um sistema aonde quem tem mais, consegue ter muito mais. e quem não tem nada, está fadado a perder até o que não possui.

Esse mesmo sistema inaugurado a partir da matança dos autóctones e escravização dos povos melanodérmicos, comemora tais datas como feitos heroicos e humanitários, ao mesmo tempo em que rotula os dominados e oprimidos como vilões e demônios; que agora tornaram-se as "maléficas" criatura do lado negro da força; instituindo desse modo, o nós e o eles. Eles, os dominados no caso, são os que se encontram do lado negro da força. Ou seja, temos um sistema que se dissimula usando uma dócil e agradável máscara do anjo de um paraíso perdido qualquer, legitimado pela religião; mas que na verdade, embaixo de tal máscara, habita um inocente e terrível louva-deusparente próximo da sedutora viúva negra.

Dessa maneira, a armadilha da cooptação e da dissimulação, faz com que o “eles”, os dominados, não desejem estar no lugar classificado como impróprio; o lugar dos demônios e dos vilões. Os oprimidos então passam a agir como opressores para poder sentirem-se como o “nós”. Nós brancos, bonitos, caras-pálidas de olhos claros; portanto, semideuses e heróis; mesmo que sejamos pálidas cópias “deles”, os originais melanodérmicos.

É assim que funciona o sistema inaugurado por menos de 10% dos leucodérmicos existentes na atualidade. Ou seja, esses brancosos tem como trunfo determinante a dominação das mentes e corações dos oprimidos, visto que a arma de criar e controla as emoções deses indivíduos subalternizados; a mídia, é a mais poderosa arma de colonização mental, do momento em que o complexo de dependência e de abandônico produzido por essa arma, possibilitam a cooptação e a dominação do indivíduo que tem seu amor-próprio monitorado e controlado pelo sistema diatópico capitalista.

Assim sendo, encontramos nessa caótica sociedade, um sem número de fervorosos negros evangélicos, confusos negros nazistas e de negros que veem o mundo através da ótica ariana, tendo suas convictas opiniões desenvolvidas pelos formadores de opinião pública. Destarte a minoria brancosa podem se classificar como maioria, já que conta com um sem número de cúmplices entre os oprimidos, dominados a partir da manipulação do sistema que eles capitaneiam.


Esses negros assimilados e tutelados pelos brancos, encontram o seu lugar como ponta de lança na manutenção das iniquidades ditadas pelo sistema, já que tem a primordial função de executores da opressão ordenada pelo referido sistema. Portanto, não há insurreição nem questionamentos; só lamento, gerados e geridos por esse sistema escravagista, terrorista e misógino mantidos pelo processo de internalização do indivíduo oprimido que faz as vezes do algoz de mãos limpas e consciência suja.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O lado Negro da força

Há cerca de 245 mil anos, eis que surge no planeta terra o ser humano; Ser este, originário de uma linhagem desenvolvida em diversos estágios, até chegar o Homo Sapiens Sapiens, o homem que sabe que sabe; passando por estágios tais como o do australopcinius, homo habilis, homo erectus; até chegar a Seres humanos melaninosos de extrema inteligência e agudeza de espírito.

Durante toda essa vastidão de tempo, eles foram se socializando e a partir dessa socialização, foram criando as condições necessárias de vida. Criações como a roda e a descoberta do fogo, foi o acender da evolução dessa humanidade na terra. Cerca de 90% das invenções que existe atualmente no mundo, foi inventado por um Ser melanodérmico, e mais da metade disso, foi inventado no período neolítico, aonde hoje conhecemos como continente africano; local onde se desenvolveu uma grande civilização, com riquíssimos reinos e impérios suntuosos. Além das faraônicas construções jamais vista em toda a face da terra. Eram os Reinos da Utopia, onde Reis distribuíam ouros aos súditos em comemorações periódicas. E assim, o mundo inteiro era ocupado e habitado por essa humanidade melanodérmica.

Mas, como nem tudo são flores, eis que nos últimos 45 mil anos, entre duas regiões, que hoje conhecemos como França e Espanha, surge um hominídeo, homenzinho este classificado como homem de Neandertal. Este homenzinho deu origem a uma nova população diferente da humanidade que habitava a terra. Surge então em nosso planeta a população leucodérmicas. Ou seja, uma população com insuficiência de melanina; portando, brancosos, conhecidos atualmente como caras-pálidas.

Essa população, sem história ou civilização, como ferozes predadores, descem o Cáucaso iniciando uma trilha de destruição por onde quer que fossem. Essa população brancosa passou a classificar os outros, os portadores de melanina em demasia, de Negros. E a eles próprios, se classificam como caucasianos ou arianos. Desse modo, as primeiras vítimas raciais desses seres foram os Drávidas, comunidade que habitava o Vale do Hindu.

Desde a sua existência sobre a terra, essa alienígena população leucodérmica vem tentando exterminar a humanidade existente no planeta; mais especificamente eliminar o povo, que eles agora rotularam como negros; partindo da invenção do conceito de ciência, pela qual eles passaram a classificar e a hierarquizar os terrestres como raças, definindo valores a cada uma delas, dividindo assim, os melanodérmicos autóctones.

Desse modo, o planeta da Utopia entrou no infame estágio de Distopia; atualmente a quantidade total de brancosos sobre a face da terra não chega nem a 10% dos habitantes do planeta; mas eles conseguiram debranquir a história do povo negro, conseguindo colocá-lo em sua lista branca de extermínio, usando para isso, a arma branca mais poderosa que tinham e têm a disposição: a mídia. Uma arma para a qual não existe defesa, visto que eles inoculam o vírus da branquidade através da criação e controle das emoções humanas. Eles, perversamente descobriram o ponto fraco da humanidade e usam isso com extrema habilidade; é infalível. O negro que entra em contato com a mídia branca, passa toda a sua vida em branco, tentando passar por branco.

Claro que nem todos os leucodérmicos são predadores; existe uma parte dessa população que tem consciência de que não poderiam viver sem o saber e a humanidade que a melanina confere, sendo ela que nos torna humanos; e esse mesmo saber e a humanidade são institutos inerentes ao povo melanodérmico. Portanto, esse grupo optou pela miscigenação, enquanto a outra parte preferiu a via da eliminação e do extermínio indiscriminado.

O fato é que ambos as facções, que se outorgaram como maioria, agem de forma arrogantemente hierárquica nesse processo epistemicida da história e da cultura melanodérmica; enquanto uma parte gentrifica, despersonalizando e fragmentando negras e negros através da mídia, a outra parte se dedica ao holocausto efetivo, dentro desse método do apartheid etnocída em escala mundial ao qual chamamos de Maafa.

As listas de nossos mortos se inflacionam progressiva e assustadoramente, frente à arrogância e a indolência com que se trata a questão, tendo o cinismo e a hipocrisia dissimulando esse espetáculo de horror. Os alienígenas leucodérmicos saíram da idade das trevas, durante o período que eles classificaram como idade média, usando o sangue e o suor do Povo Melanodérmico, enquanto milhares de vida eram ceifadas para garantir os privilégios que hoje os leucodérmicos possuem e usufruem. 

É justamente o cinismo da história que lhes aliviam a consciência e legitima a matança em curso; já que é mais fácil naturalizar os assassinatos categóricos para seguir permanecendo na zona de conforto e de privilégios. Dessa maneira, esses brancosos detêm todas as riquezas do mundo através das armas brancas as quais tem o privilégio do total monopólio, sem culpas nem desculpas.

Os melanodérmicos atingidos pelo vírus da branquidade são extremamente solícitos,  servis e passivos, encarnando alegremente o personagem do zumbi na branca versão cinematográfica, enquanto a história do outro Zumbi, o general negro, guardião da dignidade do povo melanodérmico; este teve sua história debranquida pelos brancosos tal como todos os outros vultos da história e da cultura melanodérmica, vítimas da inveja branca.

Hoje, nosso planeta se agita e se contorce, conturbado por tanta infâmia espalhada em sua superfície, tendo seu solo irrigado com sangue humano, sangue negro; sangue nobre da raça humana autóctone, com o qual os alienígenas leucodérmicos o tem regado. De planeta preto da Utopia, à brancosa Distopia; de paraíso terrestre a inferno de outros mundos, outros povos; todos os demônios estão aqui; a maçã foi mordida e a Branca de Neve empretecida de vergonha, acariciou a Negra serpente da Terra do Nunca que, arrependida se exilou de si mesma num paraíso gentrificado.








terça-feira, 17 de maio de 2016

O Circuito Fechado da MAAFA[1] tupiniquim entre as Áfricas e as Américas...

Os seres humanos que possuem a melanina acentuada hoje, em qualquer parte do mundo, caminham sobre uma branca areia movediça social, numa rota de colisão patrocinada por centenas de Willian Linchy e Lázarus Morell. Areia esta composta por fartas misturas social, numa tétrica combinação que tem a cooptação e dissimulação como base; levando à assimilação da ideologia dominante como fato consumado; entre outras muitas matérias misturadas nos enunciados de forma arrogantemente inclassificáveis, impronunciáveis e sem pronúncias.

Paralelo a esse processo, os negros, que aceitam a classificação de minoria, passam a vida em branco tentando se passar por branco, numa atitude infantil e afroconveniente, cultivando assim, uma cultura afromodista onde o hibridismo das raças permite o controle brancoso, desde que passamos a usar para isso o termo afrodescendente como justificativa desse controle e de sua nomeação como norteador dessa cultura yankeeblack, como um alemão[2] em morro alheio.

Desse modo, todo o desconforto macabro proporcionado pelo branco, que foi transformado em ódio e rancor, o negro o redireciona para seus pares, pois o branco, após domesticá-lo, alterou a sua consciência e o adestrou a acreditar que ele, o negro, é inferior e perigoso. Mas como termo afrodescendente é um termo aplicado também ao branco, o negro afroconveniente assimilou e internalizou tal rótulo usando-o como grife, se apropriando e gentrificando seu espírito.

Nesse caso, a mágoa, o rancor e o ódio, redirecionado para aqueles que ele agora considera como o outro, como o neguinho[3], são sentimentos destilados naturalmente, sem culpas, contra seus irmãos de cor. Como resultado da terceirização desse ódio, a elite branca tem suas mãos limpas, visto que sua consciência é o único terreno que ninguém visita.

Nesse processo de despolitização racial, o discurso do canalha e do homem de bem se confundem, já que culturalmente é a sua imagem (do canalha) que fala, e não sua prática. Dessa maneira, diante dos discursos a discursos e de imagens a imagens habilmente editados, a pessoa de cor passa a se comportando como espectadora, se despersonalizando e acabando por se fragmentar gradativa e progressivamente, a medida em que aceita a degradação de sua humanidade como fato natural; enquanto os brancosos reforçam esse sentimento todas as vezes que põe em prática o seu racismo cotidiano; já que para tal crime, a justiça não considera o criminoso branco como um facínora, visto que a cor de sua família e sua origem, supostamente europeia, lhe permite cometer especificamente este crime contra a humanidade; crime classificado juridicamente como injúria racial, que também,  para as queridas pessoas brancas no Brazil, não configura crime.

Hoje no mundo todo, assistimos o naufrágio de barcos e a morte de centenas de refugiados negros, sem que haja qualquer comoção pública; salvo se houver vítimas com o tom da cútis que não remetam a negritude.

No Brazil, refugiados haitianos são atacados, estuprados, humilhados e vilipendiados diante de um silêncio ensurdecedor da cínica sociedade tupiniquim, e com o aval da “justiça” dos brancosos, além do auxílio prestimoso da polícia que defende os linchadores e promovem linchamentos habituais de negras e negros.

As estatísticas já perderam a voz de tanto gritar, os dados humilhantes já tem parte cativa na decoração das sangrentas e espetaculares manchetes jornalísticas, e o etnocídio é fato assimilado e legitimado pelas entidades brancosas (e afroconvenientes) que gerenciam ou fazem parte do governo, do Estado e da nação.

São mais de cinco séculos de MAAFA através do grande Calunga, o oceano atlântico, sendo que no Brazil, ela, essa matança indiscriminada, adquiriu uma mórbida particularidade, devido ao discurso da miscigenação que traz em seu bojo o comprometimento com um discurso (re)conciliador, como se fosse algo generoso e humanitário que fosse servir como salvação das três raças. 

O único detalhe é que a raça que não precisava ser salva foi justamente a que se locupletou com esse evento miscigenatório, enquanto uma outra raça está a beira da extinção e mais uma terceira sendo mantida em cativeiro ou em prisão condicional, enquanto dura o processo de seu aniquilamento, que é realizado de maneira estupida, premeditada e maquiavélica, onde cada doentio momento é calculado como se fosse um jogo religioso medieval.

Tudo isso se deve ao processo de colonização mental promovido pela mídia, cujos coronéis proprietários e seus brancosos associados, os empresários, tecem cada trama com mórbidos detalhes, assim como fora o processo de construção das portas sem volta; os navios negreiros; durante a contratação de engenheiros, carpinteiros, fabricantes de acessórios marítimos, dos capitães que aliciavam marujos e contratava cozinheiros, médicos, etc. além dos compradores das “peças” e dos “vendedores”, ladrão de homens como Lema-lema. Os sorridentes empresários da mídia não deixam absolutamente nada a dever aos seus pérfidos mestres de assassinatos ascendentes; A diferença gritante é que com a modernidade midiática o extermínio se socializado, sendo assimilado e internalizado como algo natural.

Por esse motivo surreal e absurdo, as nossas listas de mortos ainda não são suficientes para que possamos arranjar parentes fictícios, como faziam nossos ancestrais no interior dos tumbeiros, e formarmos nossa família negra solidária, como malungos[4], nesse funesto processo eliminatório contemporâneo. A quantidade das queridas pessoas branca na face da terra não chega a 10%, é uma população que não tem na raça humana, pois descendem dos neanderthais e não do homo sapiens originário da África. Ou seja, eles tentam matar a humanidade originária em sua fonte por puro recalque de não pertencer a humanidade, desde que desceram dos Cáucaso e fizeram sua primeira vítima racial que foram os drávidas, os negros indianos. 

A mente branca de tão maquiavélica, transmutou-se, solidificando-se numa massa disforme, que se transformou no inconsciente coletivo dessa gente pálida, dessa gente sem história, nem civilização, e que se apropriou da história da civilização negra na perversa prática do epistemicídio. Desse modo, temos a sanha de uma facção exclusivamente bélica e predadora em ação atualmente através da mais poderosa arma branca existente: a mídia. 

Enquanto a mídia continuar obtendo total sucesso na colonização mental de brancos, negras e negros; enquanto a revolução televisionada dos europeus continuar a ser exibida e sendo exposta como história única, e o saber universal legitimado for monoliticamente monorracial, seremos desumanizados, e estaremos como proscritos enquanto durar esse eternal exílio que um punhado de caras-pálidas nos impuseram, e que nos imobilizam física e mentalmente; caso, mesmo parados, não nos movimentarmos, para que possamos, nós que ainda sobrevivemos e também os que já se foram, nos curar dessa medonha e traumática chaga resultante da cruel Maafa.






[1] Palavra do idioma bantu que se refere a tradução do genocídio sofrido pelo povo negro no mundo.
[2] Termo usado nos morros cariocas para se referir ao negro vindo de outra favela supostamente rival ao grupo dominante.
[3] Termo pejorativo usado no Brazil para se referir a alguém que faz alguma coisa reprovável. Equivalente a nigga.
[4] Companheiros.

Dos fetiches amorosos à aventura de Amar...



                                                                      Falemos de amor: desse maravilhoso sentimento que move as pessoas e que, assim como sexo, deveria também mover o mundo. 

Primeiro, vamos tratar do amor românticoque é o amor idealizado por nós, que somos orientados e produzidos pela cultura ocidental. Nesse caso, analisando com mais perspicácia essa forma comum de se sentir o amor e de procurar amar, e observando mais detalhadamente o que essa forma de amar tem resultado e tem provocado em nossa sociedade, chegaremos inevitavelmente a conclusão de que esse amor não é coisa de Deus, mas sim, do Diabo; pois é um amor que faz sofrer, leva a depressão, até mesmo ao suicídio e ao homicídio; visto ser um amor egoísta, centralizador, monopolizador e que visa o total controle do sentir do outro, como se o outro fosse aquele brinquedo dos tempos de infância que, quando não mais satisfazia a vontade ou que não suscitasse mais a curiosidade, era colocado de lado, e assim, buscávamos outros brinquedos para continuar a aventura de crescer. 

Este é um amor aprisionado em si, acorrentado por laços que enforca e mina o relacionamento. Um amor em que a doação de si requer sempre um retorno; pede paga; compensação; um amor que tem preço; tornando a relação, que se mantém nesses fundamentos, uma simples troca de interesses e raramente numa parceria e cumplicidade entre as partes.

Sendo assim, essa forma de amar, acaba por transformar-se numa relação que leva ao sofrimento, aprisionamento e a depressão; é uma relação que está fadada ao fracasso ou adoecimento da pessoa na sua humanidade, uma vez que ela se agride, ao mesmo tempo em que cria mecanismo de tolerância a esta autoagressão, e convive nesse estado patológico sem perceber-se doente; doente de amor, do amor que mata e pelo qual se mata.

O sentido do amor, que os Povos africanos conceituam como uma travessia pela vida, admite a poligenia justamente por não definir como contrato as amarras entre dois seres, mas sim, a cumplicidade  entre os seres. Ou seja, temos a escolha de atravessar a vida com quem nos faz bem, e o fazer bem não é exclusividade nem monopólio desta ou daquela pessoa; o que vai estabelecer esse rito é o grau de cumplicidade e parceria com quem se encontra pelo caminho a ser percorrido; partindo do princípio de que o Amor é bom, não quer o mal, não é egoísta, nem vaidoso.

Desse modo, a invenção do amor ideal, recomendado pelo romantismo europeu, mais um produto nefasto da idade média, poderia ser definido na verdade, como uma maldição diabólica, utopicamente disfarçado de divino, já que ele provoca a distopia[1] e o duplipensamento[2] levando a um viver e conviver heterônimo[3].


Da auto percepção dessa doença amorosa, até um tratamento
apropriado de acordo com a gravidade romântica adquirida, o processo exige uma revolucionária transformação interna na percepção dessa realidade que nos cerca, além da percepção e definição de si mesmo como criador e criatura dessa mesma realidade. Ou seja, perceber-se como caminhante que faz seu próprio caminho e seu caminhar. 

Escolhemos então, fazer essa travessia pela vida, acompanhados com esta ou aquela pessoa, com estas ou aquelas pessoas, ou não. Sem as artificialidades românticas das fixas barras de validade dos tons de cinzas numerados, industrializados e transgênicos europeizados, pois nos tons do amor-travessia são inclassificáveis as miríades dos tons de todas as cores.  




[1] Distopia (dis/ruim, topia/lugar) antônimo de Utopia (lugar bom).
[2] Do livro de George Orwell, termo que admite duas crenças opostas ao mesmo tempo, acreditando que ambas são verdadeiras.
[3] Heteromia: submissão, obediência, aceitação de leis e regras que não são nossas, mas que reconhecemos como válidas para orientar nossos valores e consciência moral; antônimo de autonomia.

sábado, 14 de maio de 2016

Nosferatus


Vamos falar sobre a arma mais poderosa do momento existente no planeta terra; falar de uma arma para qual não existe defesa; uma arma 100% eficaz; uma arma que nunca falha. Estou me referindo uma arma branca, uma arma que só as queridas pessoas brancas têm licença para usar, licença concedida por coronéis brancos; vamos falar da arma com a qual invadem a sua casa todos os dias, todas as noites, e que a todo o momento invariavelmente você é rendido por ela, seja na rua, no ônibus, barcas, bares e restaurantes. Ou seja, onde quer que esteja você está na mira dessa arma. Uma arma que está apontada continuamente pra você, tornando-o indefeso e a mercê dos desejos de quem se encontra no gatilho desta arma mais poderosa e mais eficaz do que todas as bombas atômicas do mundo juntas. Vamos falar da mídia e do coronelismo midiático. 

A TV, outdoors, propagandas e comercias de toda natureza, que ditam o proceder e forma a opinião pública, através do domínio de suas emoções; visto que a função da mídia é a de criar emoções e dominar o emocionado. Na medida em que os telespectadores se emocionam, seu proceder direcionado e teleguiado pela ditadura eletrônica dos coronéis da mídia, que usam essa arma com extrema habilidade, os enunciados disparados diretamente na alma e no coração da vítima, criam as representações que se tornam signos da verdade que, como um hospedeiro a guiará nos labirintos dos três desejos do gênio branco.


Assim, na conquista de corações e mentes, ideologia do opressor se faz presente, fazendo o oprimido torna-se um aliado da tirania, oprimindo os próprios pares. Portanto, este instrumento que é de propriedade exclusiva do opressor é a sua arma mais poderosa; ela constrói heróis e vilões, verdades e mentiras, deuses e demônios. Enquanto os oprimidos, como famintos zumbis de Hollywood, tornam-se acéfalos e necessitam cada vez mais serem guiados pelos noticiários, propagandas e comerciais para dar sentido à vida e sentirem pertencentes a alguma espécie de sociedade ou comunidade, dando propósito a própria vida.

Desse modo, escondendo palavras dentro de palavras. Ou seja, com aquele discurso desencontrado da prática, como toda a religião que se enriquece colocando preço na fé e vendendo conforto no pós-vida. Enquanto a religião cria e solidificam seus dogmas a mídia cria enunciados e representações que se tornam paradigmas e juntos formam o constructo da zona de conforto do indivíduo.

Uma vez criado um mundo duplicado; um mundo aonde reina a distopia, e dentro dessa realidade diatópica, coberta e camuflada pela utopia, a terra prometida produzida pelos discursos que propagandeia, está a verdade mascarada como o arlequim do mardi-grass embaçada pela falta de discernimento do indivíduo que se torna o sujeito tolo de cidadania virtual.

Essa arma poderosa quando acionada frente aos acólitos das facilidades pré-fabricadas pelos discursos apatetados dos coronéis, confecciona a Matrix onde, esse intelectual bocó, diplomado pela mídia em assunto de senso comum, será cultivado e usado como escravo numa prisão onde ele se sentirá confortavelmente cativo. Quem tentar resgatá-lo será considerado como terrorista de alta periculosidade, além de ser rechaçado de maneira infame, arrogante e indolente, características orgulhosamente concedidas, de forma exclusiva, pelos coronéis da mídia.

Nossa distopia conta com altas porcentagens de contaminados; azumbizados acéfalos e catatônicos sem chances de salvamento à curto nem médio  prazo. Uma vez que o vírus dessa arma atinge o desgraçado, o efeito fulminante não lhe permite qualquer raciocínio lógico ou afim. O indivíduo fica entregue a própria sorte, até o momento em que, como qualquer dependente químico, ele tenha alguma réstia de força para querer buscar o antídoto, e iniciar a desintoxicação, através de uma violenta abstinência, evitando se expor, como uma prostituta que se oferece a um possível cliente, ao mundo da vênus prateada.




Quem tem a infelicidade de ser pego nessa emboscada das redes midiáticas, e armadilhas preparadas de forma meticulosa e perversa, vai ser responsável por provocar inúmeros estragos através de várias gerações; fazendo desse mundo o inferno de outros mundos; todos os demônios reencontrarão seu paraíso perdido, sem correrem o risco de, desta vez, serem expulsos novamente. Se o diabo tem ciência, a mídia é seu laboratório.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Desocupa: Aquele momento em que os desocupados mentais são usados como objeto de infâmia...



O link acima leva a uma das provas aplicadas na Universidade Federal Fluminense, na Faculdade de biblioteconomia, em Niterói, Rio de Janeiro; prova esta, aplicada pela professora Renata Regina Gouvêa Barbatho.

Lendo o texto e a prova, não é necessário muito esforço para constatar o altíssimo grau de infâmia do racismo contido nas linhas e nas entrelinhas desse lamentável episódio, que infelizmente, tornou-se fato corriqueiro no sistema educacional; sistema esse que já normalizou e normatizou a cultura das queridas pessoas brancas como verdade única.

Falo isso como professor negro de história da África, como cidadão e como ser humano. As convicções culturais de meus colegas de profissão (brancos em sua maioria), que convictos de sua sapiência, reproduzem o pensamento escravocrata baseados nas opiniões de outros escravocratas; escravocratas esses que têm o diploma que os rotulam como parte da classe do conhecimento; e isso lhes dá o “direito e a legitimação” da verborragia sem critério, fundamento ou qualquer premissa que o valha.

Constatamos que qualquer contra narrativa nesse sentido, é passível de linchamento, como foi o caso da fala da estudante, que questionando o fato, fato este que foi corroborado pela dita “professora”; professora que em momento algum, vale ressaltar, não procurou desconstruir o tal “estudo”, nem mesmo aventando a analisar quaisquer outros estudos correlatos dissonantes com a afirmativa ideológica apontada pela prova em questão. Muito pelo contrário, usou tal estudo para corroborar sua ideologia excludente.

Esse episódio vem confirmar a Universidade como um espaço eugênico e de embranquecimento daqueles que estão em formação; formando uma classe não pensante, não questionadora, mas sim, reprodutora da ideologia eugenista como política de Estado e de nação excludente.

Enquanto o racismo continuar sendo o único crime do mundo sem criminoso, a repetição de fatos como esse, é recorrente num Brazill que exercita uma prática totalmente contrária ao discurso pregado; mostrando em nosso cotidiano o extremo grau de cinismo e hipocrisia que formata nossa sociedade fundamentalista; sociedade que silencia ao mesmo tempo em que cria tolerância às humilhações, ao encarceramento em massa e aos assassinatos categóricos que sofrem as pessoas de cor mostradas ao vivo e em preto e branco, transmitido on-line pela mídia declaradamente fascista e racista.

O Estado, como promotor e mantenedor dessa conjuntura, usa o Sistema educacional contando com esses fiéis profissionais de educação comprometidos com o escravismo, afim de manterem uns parcos privilégios parcialmente concedidos pela Casagrande; usando também o sistema de Segurança, que através do branco expediente do “auto de resistência” promove a ecologia brancosa na cidade Preta; além de usar com muita maestria, o Sistema de Saúde, visto que um médico branco, diariamente mata mais pessoas negras do que um só policial negro; e isso é normal, se tornou normal; tão normal quanto aquele mendigo morrendo na porta do hospital, sem teto apanhar de policial e mulher negra ser estuprada em matagal.

Dessa maneira, temos a professora branca, protagonista da distopia nossa de cada dia; o médico branco assassino com licença para matar como profissão, e o policial negro capitão-do-mato que, todos juntos, fazem o trabalho sujo da elite eurodescendente com sobrenome yankee; formando assim, uma equipe completa de infames, arrogantes e indolentes servos do sistema vigente; sistema este formado por uma minoria que, ridiculamente se intitulam como maioria. Desse modo, o sangue negro corre nas mãos de uns e nas veias de outros... O sangue corre solto na cidade, nas vicinais e principais.

Infelizmente, para esse fato, não vislumbrei até agora, uma defesa sóbria e responsável, nem mesmo uma digressão ou uma ameaça de repensar. Até agora, o que me chegou através dos defensores da citada professora, foram defesas apaixonadas feitas pelas queridas pessoas brancas e por negros com sintomas inequívocos de Síndrome de Estocolmo.

Nesse caso, podemos entender o atual movimento do Desocupa como elementos cultivados por esses funestos elementos, afim de servirem como uma dócil massa de manobra, produzidos e manipulados por essa infame máfia que assola nosso país a mais de 500 anos.

Portanto, já que foram domesticados, bem adestrados e aprenderam, dessa forma que, as coisas são dessa maneira; não conheceram outra maneira, sendo assim, não existem visões diferentes e se existir, não serão admitidas. Nossa sociedade tem sua formação básica ancorada no proceder de muitos Lázarus Morell, Willian Linchy e Robertos Marinhos que os representam com o orgulho brancoso de ser.

Dessa maneira, o movimento Desocupa, nas escolas do Rio de Janeiro, nos revela que a educação veiculada pela mídia, é detentora e monopolizadora de todo o aparato estrutural do Estado escravocrata, representante dos eurodescendentes, que tem dessa forma, transformado pobres em defensores da direita, e negros em “racistas” (admitamos que isso seja possível, já que ele é um mero reprodutor e multiplicador da infâmia brancosa). E como diria o ditado: “Mente vazia é oficina do Desocupa...”.

Portanto, devo brindar com entusiasmo a todos os questionadores, aos esquisitos e aos inconvenientes. Meus aplausos a quem merece e são dignos de aplausos; pro resto, o meu retumbante silêncio...!!



terça-feira, 10 de maio de 2016

Conto do vigário branco

 A população negra brazilleira não se deu conta, de que nem sabe que ainda não sabem que são negros. Não se conscientizaram de que são proscritos, exilados em sua própria terra; e por isso mesmo, vivem insistindo na inserção social no mundinho das queridas pessoas brancas. Um desatino total, essa atitude desvairada de integração nessa sociedade formada a partir da construção de um país feito pelas mãos do povo negro.

Essas insistentes tentativas, sempre mal sucedidas, é análoga aquela cena dos cães que aguardam pelas migalhas ao pé da mesa, e quando elas não vêm, eles insistem com seus latidos enquanto são enxotados a base de chutes pelos comensais; e quando acontece de algumas migalhas ocasional serem jogadas, eles disputam ferozmente pelo pedaço de qualquer coisa jogado por seus donos.

Essa cena patética acontece porque, segundo a lei da natureza, os cães não mordem a mão que o alimenta. Eles, os cães, assim como os negros, sem agir como uma matilha, aonde as ações são coletivas e para o bem da matilha; depois de domesticados e sem o senso do que são ou do que foram, acabam por se animalizar se tornando bestas selvagens quando enfrentam os seus iguais para proteger o seu dono.

Sim, fomos desumanizados e o que fizeram de nós e a forma com que agimos, é exatamente o motivo que os donos do capital, nossos donos, precisam para nos adestrar; com o sistema Educacional, de Saúde e de Segurança organizado por eles. Desse modo, os neguinhos são adestrados e tratados para dizer SIM SENHOR... Sem refletir, só obedecer.

Desde que a educação foi implementada pelos portugueses no Brazil colônia, a educação se resumia ao ensino da bíblia para negros e indígenas; e até hoje o ensino religioso se faz presente na rede pública de ensino que, até o final da década 1970 era destinado aos brancos.


Quando os negros se reconhecerem como negros, vão finalmente exigir seus lugares nesse banquete, que mais parece uma festa de Baco do que uma sociedade organizada; mas para isso acontecer devem evitar as drogas e alucinógenos midiáticos jogados da mesa intencionalmente por essas queridas pessoas brancas que fingem nos servir.

domingo, 8 de maio de 2016

Carta branca para um Golpe branco em dia de branco...

Era uma vez um país das Maravilhas, onde havia dois reis dividindo a bandeira do comando das emoções do povo: Um era branco, cantor de músicas populescas e nas horas vagas era ajudante dos militares nos bastidores; e o outro era um preto que tinha a habilidade extraordinária de um bobo da corte quando fazia malabarismos com uma bola competindo com os adversários da época num jogo chamado de footbol, além de ser um famoso poeta desde que permanecesse calado. Enquanto isso, para os baixinhos. Digo, para as crianças, foi eleita uma rainha cara-pálida, mais conhecida como rainha branca, conhecida por fazer caras e bocas, por suas musiquinhas imbecilizantes e mensagens alucinógenas e subliminares.

Nesta Terra, que não é a terra do Nunca, havia uma parcela da população que formava  a classe chamada de média que, exatamente como na idade média, fazia do sofrimento das castas populares o seu principal lugar de refúgio como classe privilegiada, dando sempre graças ao seu Deus por não fazer parte da gentalha, enquanto se intitulam como maioria, mesmo sendo minoria.

Essa classe, que gasta todo o seu tempo para adquirir mais privilégios, agora está deveras preocupada em perder alguns privilégios, com um expediente em exercício que agora chamam de GOLPE de Estado. Ou seja, esse expediente, mesmo sem derrubar seus dois reis enxadrezados e sua rainha branca, ameaça tirar-lhes o primado da função de ridicularizar as castas inferiores do reino; e isso é um GOLPE inadmissível. 

O detalhe é que essa classe conclama a todo os povos; indígenas, Negros e amarelos; para ajudar, e se prepararem para evitar esse tal golpe, sem, no entanto, perceber que ele, o golpe, já havia ocorrido; pois as medidas pretendidas pelos golpistas já estão sendo implementadas desde seu primeiro momento, enquanto o "povo" atendendo ao pedido sai às ruas para protestar contra esse possível golpe; um golpe que já aconteceu.

A trama do jogo, coordenado pela mídia, como se fosse uma novela em capítulos ou uma série televisiva, onde cada cena acontece de acordo com o gosto da classe mérdia, enquanto os capítulos e personagens são alterados para atender aos patrocinadores oriundos de Wall Street. Sem nada a Temer, o processo do golpe atende também a audiência, como num xadrez de emoções, controlando-a na medida em que controla as ações e protagonismos dos personagens envolvidos.

E os capítulos se seguem, enquanto as frentes sociais, os críticos dessa novela, são impiedosamente amaciados pela polícia política, e os que não capitularam ainda, estão sendo cooptados, coagidos ou levados de forma coercitiva a mudarem de opinião voluntariamente, em nome da democracia plutocrática; tudo isso sem se atinarem de que o golpe já havia acontecido; agora é só uma questão de manter o núcleo de poder das eminências pardas que ditam os rumos da sociedade formando e controlando a opinião pública. Enquanto esses meios que sustentam o processo estiverem a salvo, o poder estará nas mãos dos "poderosos", enquanto a classe mérdia recolhe seus afagos e migalhas pelo trabalho bem feito.

Em todo o reino da terra de Santa Cruz, historicamente todas as revoluções e revoltas de vultos, foram feitas pelo Povo Negro. Ou seja, branquinho é só aquele aprendiz que pensa que sabe o que não sabe. A única "revolução" que branquinho fez até hoje, foi a de encarar Hitler; o resto foi história comprada pelo dinheiro, visto que até Napoleão perdeu para um General preto [1]e Conde de Gobineau também foi esculachado por um; que nem general era; um escritor[2] somente...

Portando branquinhos, essa briga, sendo entre gringos, yankees e seus asseclas, não contempla a quem sabe fazer revolução de verdade; o Povo Preto... Sendo assim, essa história provavelmente acabará em acordo e tratados brancos que contemplam somente as queridas pessoas brancas desse reino de fantasias esdruxulamente fantasmagóricas... Afinal, todos os finais das novelas são previsivelmente repetitivos, imbecilizantes e brancamente enfadonhos; são contos da carochinha criadores e controladores das emoções populares, para que não protagonizem sua própria história.

Estar no poder e ter o status de gerir a história alheia é a função do feiticeiro do reino (a mídia) que faz isso com maestria... Por enquanto, as únicas coisas certas, mas que ainda não consta nas cenas dos próximos capítulos é o momento em que o morcego doa sangue enquanto o saci cruza as pernas diante do Rei da terra de Palmares da Vera Cruz; o resto é mito que povoam essa folclórica democracia travestida de qualquer coisa...




[1] General haitiano.
[2] Antoni fermim haitiano que escreveu um ensaio que desconstruía a teoria das raças proposta por Gobineau e que hoje nos rege socialmente