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sábado, 19 de abril de 2008

Cidadania e democracia tupiniquim.

Nosso sistema democrático-cristão-ocidental é um sistema “perfeito”, e por isso adotado por nossa cultura representativa terceiro-mundista. Sabemos que a mesma, emana do povo (?); é o poder da maioria. Mas de qual maioria? Sabemos que nossa bula econômica ditada pelo consenso de Washington, delega ao FMI, OMC, BID e todas as instituições financeiras mundiais, ditarem as regras no terceiro mundo; pelas quais nossos governantes são gentilmente coagidos a administrar seu país. Ou seja, nossa democracia foi devidamente seqüestrada, amputada e desfigurada, para legitimar interesses de um punhado de empresas multinacionais.
A hegemonia, a padronização, a uniformização são necessárias à formação, controle e a manipulação de um fiel e adestrado mercado-escravo consumidor.
Imaginemos agora essa mesma democracia solta no espaço escolar: Espaço das diferenças, da convivência entre contrastes concretos e abstratos. Neste mesmo espaço, onde o lema da bandeira nacional é o principal mote catequizador de posturas; um espaço dividido e ordenado de forma utilitarista, que se reflete na uniformização pedagógica, sem mencionar na hegemonia das idéias e aspirações; notórias na metodologia das reproduções em vez das produções dos estudantes. Por isso o brasileiro “educado,” continuamente realiza suas brasileirices, baseado nos silogismos fornecidos pela mídia, principal educadora da geração Big Brother, pensado estar fazendo a coisa mais certa do mundo. Sua extrema ingenuidade faz lembrar o australopicinius africano frente aos homo habilis europeu. O homem tupiniquim sabe que as instituições nacionais são meras fachadas do crime organizado, estão falidas, servindo apenas como instrumento de coasão. Baseado nesse princípio ele rechaça qualquer coisa que tenha ligação com a mesma, evitando a política, e mais, evitando fazer política.
Apesar da falência da educação, ela continua sendo a única via pela qual ele, o homo tupiniquim, poderia usar como instrumento para adquirir autonomia. Mas, contraditoriamente, ele tem aversão; estudar lhe causa ojeriza. Criou-se ai um paradoxo, um paradigma. Ele se recusa a desafiar-se entrando no trem das possibilidades; sua atitude passiva de se paralisar na estação da vida, adquirindo o bilhete da esperança revoltada. Assim o estado e o povo se completam; um dissemina arapucas através de panegíricos, enquanto o outro se deixa conduzir ao cadafalso estratificador.
Assim a natureza tupiniquim se torna carregada de contradições: ela faz amar odiando, construir destruindo, fugindo daquilo que mais deseja, além de usar dois pesos e duas medidas, criando comunidades de infernos particulares num paraíso tropical. Portanto, se não iniciarmos uma discussão “democrática” (?) sobre Democracia, nunca chegaremos à autonomia; permaneceremos incrustados na hegemonia e na ignomia político-partidária, onde os economistas propõem e a mídia empõe.

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