Enquanto a pobreza se transforma num curioso espetáculo para deleite de nossa elite e para o próprio povo - que imagina ser este um problema pontual;de acordo com o que faz crer a mídia fascista - com direito a favela-tur , e nativos fazendo estripulias para sobreviver como atração principal. A religião virando um grandioso show diário-dominical-obrigatório-senão-cê-vai-pro-inferno; E a filantropia transmutada num dos principais braços da máfia na lavagem de narcodólares tendo como subsidiária o serviço nacional de pistolagem; tendo em seus quadros profissionais impávidos, militares de todas as patentes e tipos diversos; serviço fácil, garantido e de alta rotatividade, e o mais importante: são profissionais assim - como seus mandatários - impassíveis à agonia da ética, do respeito, do amor-próprio, ou da auto-estima e que a exemplo dos adeptos da lei de Gerson, assistem de camarote a extinção desses valores sufocados pelos discursos retórico-surreais-dissimulado dos que acreditam ter devorado um Rei num ato antropofágico ancestral. E agora juram possuir os poderes deste suposto que sem o mínimo pudor expõem a público com suas libidinosas atitude enquanto falam de liberdade: de ir e vir, de expressão de MERCADO, etecetera. Se alguém ousar pensar diferente, em liberdade e igualdade por exemplo, cortam-lhe a cabeça. Liberdade e igualdade são como água e óleo, mas eles tentam mostrar que são como Romeu e Julieta - a deliciosa iguaria composta de goiabada e queijo - omitindo a morte trágica de ambos ao final do episódio.
Nossa educação se recusa a formar cidadãos leitores de discursos sublimares e retóricas descaradas. Ela tem conformado o indivíduo em sua zona de conforto, pacificando e acomodando-o no embalo do “grande irmão I, II, III, e IV”. Enquanto nossa elite quando está de bom-humor promove as revoluções necessárias e convenientes. A questão suscitada é a seguinte: quando será que o indivíduo passará a ser sujeito de sua própria história? Essa questão só poderá ser respondida pelos alfabetizados emocionais. Apesar de nossa realidade mostrar um contingente absurdo de analfabetos funcionais com vocação explicita para gado marcado a caminho do matadouro. Infelizmente parece que nossos mestres, doutores e professores ainda não se localizaram nesta conjuntura sodomita. As escolas, faculdades e universidades idem. Visto que as regras prescinde ao educando e ao educador, dissimulando dessa forma o autoritarismo travestindo-o de gestão democrática. Enquanto sabotam e boicotam iniciativas, perseguem os que expressam seus pensamentos e suas opiniões, consolidando a ditadura branca. Paralelamente seus súditos realizam o serviço sujo; o apartheid do sujeito ou do grupo que ousar pensar fora da bula prescrita pelos tecnocratas.
Acredito que somos resultado de nossas escolhas. Nesse contexto vislumbro três opções, ou direções a seguir:
1-permanecer em nossa zona de conforto.
2- fazer, ou tentar fazer diferente.
3- ser amigo do rei.
E como diz o ditado; cada cabeça uma sentença. Ou seja, cada escolha tem seu preço, seu devido ônus. O principal ponto é descobrir que preço é esse e se temos condições de arcar com o mesmo. Para saber é preciso perguntar, para perguntar é necessário primeiro saber que existe uma pergunta a ser formulada. Para tanto é preciso questionar, para questionar temos que nos aventurar fora de nossa zona de conforto; eis o grande desafio do século.
Para o indivíduo analfabeto funcional está é uma tarefa homérica e hercúlea, pois se faz necessário inconformar-se com essa realidade banalizadora do jeitinho e das falcatruas e ler as entrelinhas dos presentes de grego nos discursos “democráticos”.
Para os indivíduos analfabetos emocionais é necessário que sair da aba do rei e perceber que o “Enola Gay” não é um símbolo de liberdade, mais sim, de atrocidade.
Ser sabático é não usar o xador da hipocrisia democrática. É não admitir nem se submeter ao “viramundo”.
Atitude: é isso que se espera de um líder, seja o mesmo presidente, coordenador, ou mesmo um diretor de uma pequena unidade escolar. Ele precisar primeiro,no mínimo se conscientizar de que seu cargo seu cargo não é eterno, depois perceber que não se individualiza o coletivo, e por último não mascarar a realidade enquanto possa de bom moço. Atitude: é isso que se espera de professores que ainda não banalizaram esse estado de coisas, de manipulações, dissimulações e privilégios indecorosos. Que não se conformam e nunca se conformarão com tal modelito feshion estiloso como querem fazer crer esses costureiros de realidade alheia.Talvez minhas opiniões possam me condenar ao uso democrático da burca. Por outro lado, é de bom alvitre para os senhores feudal o exemplo de Anastácia, que mesmo amordaçada, teve seu silêncio ecoado através dos séculos tal qual Gandhi. Quiçá essas palavras possam ser olvidadas ou mesmo silenciadas quando todos forem democraticamente chamados à avaliação conjuntural deste espaço.
Quando será que a esperança vencerá o medo? Quando a comunidade deixará de ser privada? Quando a fome zero deixará de ser garoto propaganda de um futuro e virtual jardim do Éden de um povo formado por Elias? O Deus da incoerência, da fome, da peste e dos pestes é brasileiro? É para formarmos leitores do AI-5 que estamos educando? Neste caso, Deus é um velho de barbas longas brancas, longas e é brasileiro. Jesus é um africano loiro de olhos azuis. Maria é favelada e faz uns programinhas por fora e José é um desempregado, camelô da central do Brasil. Por isso religião agora faz parte das disciplinas escolares; laicidade é o cassete!!! Pastores e padres são cacófatos e pedófilos nas horas vagas. Com esse milagre educacional, este país com certeza vai pra frente. E o cidadão continuará sendo oficialmente estuprado de verde e amarelo, tudo dentro da lei, é claro!!! §
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