São abundantes os exemplos de que o desenvolvimento intelectual e o moral, não seguem o mesmo compasso. O cotidiano tem nos mostrado, afirmado, confirmado e reconfirmado através de fatos político-sociais equivocados; da prefeitura ao congresso nacional, dos lares à escola, da vida à ausência dela.
Nossa escola tem se detido nos conteúdos ditos fundamentais, valorizando a álgebra e a gramática em detrimento da arte e da filosofia, superestimando o quociente intelectual e subestimando o quociente emocional. Nosso cotidiano tem nos alertado, dizendo que algo está fora da “ordem”; quando clama por paz, por respeito e por segurança. Quando tememos por nossa integridade física, é de bom alvitre lembrar que esse temor se deve à ausência da integridade moral, que grassa nossa sociedade e que criou e tem mantido essa tempestuosa conjuntura.
Quando a escola se revestir de coragem e fibra para colocar as normas e as regras eqüidistante da moral e da ética, no lugar da supervalorização de umas e supressão de outras respectivamente, estará pronta para nos alfabetizar emocionalmente e nossa sociedade certamente refletirá tal mudança.
A credito ser este o provável caminho para o sepultamento da famigerada pedagogia de “Gerson”, criada para fazer contraponto com o excessivo e equivocado valor que se confere a “lei, a ordem e ao progresso” a qualquer preço.
Poderíamos começar, mesmo que timidamente, pela transparência. Isso vai promover o destemor ao expressar e assinar em baixo de nossas opiniões. Depois poderíamos deixar de lado a hipocrisia; isso nos transformaria em pessoas mais autênticas, mais gente, sem medo de encarar os fatos.
Acredito que tais características são indispensáveis à formação de nossa predisposição na migração de paradigmas, quesito fundamental para a assunção de uma nova postura atitudinal.
Nossa geografia continental, com “grandes” médicos , advogados, engenheiros, cientistas, jornalistas, juízes, escritores, matemáticos, enfim, grandes intelectuais que devido a atuações duvidosas , guarda-se muitas reservas quanto a formação moral dos mesmos. Torna-se deveras preocupante quando professores e educadores começam a engrossar a fila desse “rol de intelectuais”. Está é a hora de se rever valores, de ser sabático, de preparar-se um “bemch marck” ético-moral abolindo a pusilanimidade e o pernosticismo. Para, afinal ingressar na prática do estranhamento das atitudes, ditas “normais” na prática cotidiana, que é a do conformismo e aceitação tácita “Gersoniana”.
Sem isso estaremos fadados a falência total e irrestrita. Seremos paciente de um grande sanatório dirigido por loucos, ao lado de uma enfermaria seqüelados e paralisados mentais, que se auxiliam mutuamente a pular do décimo oitavo andar do edifício Joelma. §
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