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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

REPARAÇÕES JÁ...!!!

Após o pôr do Sol e antes que ele se levante, muitos pretos cairão sem que haja um só LEVANTE... Cabeças para um lado, muitos corpos acéfalos para o outro, e sangue, muito sangue... Enquanto isso, esperamos passivos numa grande e olímpica fila, a nossa vez do suplício... O sol há de brilhar mais uma vez atrás da câmeras que espetaculariza nossa dor... Esperamos ou nos levantamos interrompendo essa letargia transgenicamente cultivada...!? Antes que o Sol cesse para nós o seu melanodérmico brilho...


Vivemos as crueldades do apartheid com toda a sua crueza e maldades plenas. Não existe Estado de direito para nós negros, não somos cidadãos e nosso chicote de cada dia estala com força a cada manchete e noticiários que narram de forma espetacular, nossa tortura e morte. Enquanto estivermos lendo de forma dócil todas essas notícias, estaremos dando o aval para que elas se repitam...Dando aval ao genocídio do Povo Negro, dando aval aos nossos algozes que matam e estupram negras e negros todos os dias...


Temos diversos justificativas para exigirmos a REPARAÇÃO... Hoje são 111 motivos coletivamente específicos, entre os os 10.639 motivos gerais, enquanto ouvimos, após as pérolas que são jogadas aos porcos, algumas frases cheirando a fezes, tais como as que falam de "racismo reverso" ou "preto também racista", "preconceitos existem, vejam os gordos, os deficientes", etecetera e tal...


Deixemos de esperar milagres, deixemos de nós conformarmos com os maus-tratos, as constantes humilhação, os assassinatos para com os nossos irmãos... Tentemos ver a mínima luz que paira em nossas mentes, com o objetivo de dar-nos uma nova visão por detrás dos muros da alienação que nos transformaram em um ser amante da escravidão..

Ainda não enxergo os efeitos que as passeatas e os protestos públicos tem trazido para nós negros... De que tem servido essas manifestações e protestos pacíficos contra o genocídio de nosso povo...!!?? Se há algum ganho real e qualitativo, por favor, me apontem... Se tais ganhos são apenas uma mera sensação subjetiva de uma suposta resposta a altura e poder sentir que o "dever do dia foi cumprido", então é melhor calar...

Não me convidem para denunciar o racismo, pois o MNU já faz isso desde a sua existência e os números de corpos amontoados nas esquinas da vida só tem progressivamente aumentado.


Não me convidem para velar mais um corpo negro a cada amanhecer, pois se assim for, passaremos nossa breve vida nas salas de algum necrotério enquanto esperamos docilmente a nossa vez na fila para cair sobre uma arma branca de um preto capitão-do-mato...


Se é pra ser reativo, não me chamem pra somar, pois isso é atitude servil de mentes escravizadas por esses sistema que sodomiza e invisibiliza o negro...Vim somente para fazer o que é necessário...










         REPARAÇÕES JÁ...!!!














terça-feira, 5 de janeiro de 2016

RACISMO FASHION: Uma psicopatia branca democrática, voluntária, oficial e internacional


... Neguinho só faz "Merda"...!!

... Essas Palavras são pronunciadas de forma tão banal e com uma espantosa frequência que há muito já faz parte do idioma tupiniquim.
Todo idioma é um modo de pensar, assim como a fala é uma maneira de eu existir para o outro. 
Quando falamos "neguinho é isso, neguinho faz isso ou neguinho é aquilo", nós enquadramos, desqualificando e aprisionando de forma natural e humilhante com desenvoltura os nossos pares. Atentando para o fato de que o fazemos em duas distintas dimensões de nossa existência como Negros; uma quando tratamos com nossos próprios pares, os negros; e outra quando tratamos com o branco.

Sendo assim o "neguinho" tem a função de inferiorizar e mostrar o lugar do negro nessa sociedade branca, ao mesmo tempo em que coloca o branco num patamar de superioridade. Ou seja, o próprio negro tem assumido os arquétipos que o branco criou para ele, que o mitifica, mantendo-o dessa forma, alienado de si mesmo e dos seus.

Por isso encorporamos em nossa fala as palavras imposta pelo colonizador, quando este colonizador se refere ao dono da terra como índio, sinonimizando-o como um selvícola, um incivilizado, e não como um indígena, senhor da terra invadida pelo brancú; ou então quando falamos de tribo, referindo ao espaço geográfico ocupado pela comunidade indígena em questão, fazendo alusão a animalidade do outro, ou mesmo quando sinonimizamos NEGRO  como ESCRAVO. Atentando para o fato de que a palavra escravo se origina de slavo. Ou seja, a palavra era usada para classificar o escravizado branco oriundo do norte europeu; sendo assim, a palavra escravo ressignificada veio substituir a palavra escravizado,  diferenciando desse modo, o escravizado brancú do escravo negro. Sendo assim, um está sendo e o outro é. Duas condições e lugares bem distintos.

Essas formas adjetivas que saem da boca daqueles que negam o racismo, mas, no entanto,
assassinam, estupram e humilham a pessoa de cor com o silêncio de seu vocabulário gritante, da mesma maneira que o ébrio nega seu crítico estado etílico.

O  preto modernamente intitulado de racista não é um bêbado nem é um louco, mas reproduz a psicopatia dos brancús a medida em que tenta se embranquecer, negando tudo que diz respeito a sua própria origem. Dessa maneira, esses pretos se tornam instrumentos de manipulação usados pelos brancos, para justificar e legitimar na sociedade seu sistema racista, implementado de forma institucional, científica e religiosa.

Dessa maneira, a violência com que se dá o genocídio do Povo Negro, se dá com a permissão do Povo Negro que não sabe que é negro e nem sabe que é Povo, e nem faz a mínima ideia de que nem sabe que não sabe.

Dividir para massacrar foi uma campanha de Willian Linchy iniciada com muito sucesso e que atualmente se encontra a pleno vapor e na moda. O Genocídio do Povo Negro hoje tornou-se fashion, o genocídio do Povo Negro hoje é Chic, o genocídio do Povo Negro hoje é tudo. Se fez com os povos indígenas, se faz com o Povo Negro; com o agravante de que agora está sendo progressivamente incrementado com especial requinte de crueldade nas brancas manchetes jornalisticas dos jornais as capas de revistas.

Por aceitar incondicionalmente a condição de escravos, aceitamos caminhar em direção ao pelourinho como vassalos, servis a toda a prova, já que escravo não significa  estar privado de sua liberdade, mas se refere aquele que tem sua mente e sua subjetividade controlada por seus senhores brancús. Isso é um dado, é um incontestável fato; somos escravos sem estar na condição de escravizados. Esperamos a nossa vez na fila, a fim de sermos humilhados, trucidados e devidamente assassinados. Como o número de brancús pra fazer esse execrável serviço é pequeno, os próprios pretos são recrutados  a fim de executar tal kármica tarefa, e mesmo assim, como o número de negros excede em muito ao número de algozes, esperamos ordeiramente nossa vez na fila desse branco mercado de carne negra, com nossas cabeças baixa, de forma conformada e servil, enquanto a sociedade cínica e hipócrita se comove com um cachorro abandonado pisando em qualquer criança negra abandonada que passar a sua frente.

Essa é a democracia branca que a gente vê por aqui, traduzido por esse voluntarismo e espírito altruístico branco nazifascista estruturado pela Ku Krux Klan, patrocinada por Willian Linchy e executada com um indolente toque de elegância arrogante pelos inclassificáveis eurodescendentes.




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mão na cabeça, cara no chão e pernas separadas agoraaaaaaaaa...!!!


“Nós da raça negra estamos sofrendo mais do que qualquer outra raça no mundo com Propaganda. Propaganda para destruir...
Posted by Afrocracia on Terça, 15 de setembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Quem cala, sempre consente...

"Preconceito racial mais profundo que o pré-SalTira os pobre do centro, faz um cartão postalÉ o governo trampando,...
Posted by Brasileiríssimos on Segunda, 30 de novembro de 2015



Deixemos de esperar milagres, deixemos de nós conformarmos com os maus-tratos, as constantes humilhação, os assassinatos para com os nossos irmãos... Tentemos ver a mínima luz que paira em nossas mentes, com o objetivo de dar-nos uma nova visão por detrás dos muros da alienação que nos transformaram em um ser amante da escravidão.

sábado, 28 de novembro de 2015

Retrato em preto e branco: a imagem negra no altar de sacrifício do xadrez midiático no livro de apocalipse....



Vamos outra vez observar, relançando renovados olhares sobre as ostensivas imagens, intencionalmente induzidas e naturalmente distorcidas, que criam com esmero e perfeccionismo, os capciosos e lamentáveis pensamentos enviesados e generalistas que põe em dúvida a humanidade da pessoa de cor; além de coloca-las num lugar não existente na sociedade brazilleira; o entre-lugar; ao mesmo tempo em nos transformam em párias, enquanto classificados de minoria, mesmo somando quase o número total dos habitantes da população pluriétnica desse solo varonil chamado de Brasil. E que em consequência dessa conjuntura diatópica em plena distopia, somos transformados em imigrantes, estrangeiros em eterno exílio, nesta terra com palmeiras onde canta o sabiá; a Terra em que nascemos.

Vamos, só de mórbida curiosidade, rever uma produção audiovisual nacional, assistindo como a personalidade da mulher Negra é colocada e retratada; como na maioria das películas branco-tupiniquins; na visão trazida pela Mídia Branquela. Agora falando especificamente do filme que aborda a vida de Chica da Silva, que em resumo, essa produção trás uma mulher tratada tal como qualquer outra mulher negra o é, e sempre foi naturalmente retratada no Brazil por está MB de propriedade branca: de forma machista e racista; como a mulher boa de cama, sensual, erótica, submissa e vulgar, como mulher que se associa a um branco como forma de aferir vantagens, ser tutelada e legitimada como alguém na sociedade branca; a sociedade única.

Olhemos de novo para trajetória de vida dessa mulher de personalidade forte que, antes de se juntar ao contratador branco, já era possuidora de sua riqueza e de seus inúmeros empregados, fato este esquecido pelo branco diretor desse filme branco da MB que costuma mostrar sua obtusa visão branca sobre a vida negra de forma exótica, folclórica e fetichista.

Essa mulher que enviou duas de suas filhas para serem educadas em faculdades europeias, antes de se ligar ao contratador, e que foi retratada como uma ninguém, foi ridicularizada pela branquitude ao pintar a si mesma e as suas empregadas de branco, enquanto jocosamente seus detratores alegavam que ela queria ser branca como eles.

Isso mostra o tamanho incomensurável da ignorância voluntária dos branquelos que, obviamente desconhecia os costumes das mulheres negras africanas; falando mais especificamente das congolesas; que se juntam e se pintam de branco quando saem às ruas em protestos de qualquer natureza. A MB e seu séquito nem por um instante perceberam o ato político que esta incrível mulher estava a realizar, enviando uma mensagem de resistência, de solidariedade e resiliência ao seu povo; o povo negro. Este mesmo povo que teve sua história interrompida pelo escravismo, promovido primeiramente pelos árabes, e culminando na estupidez do tráfico transatlântico, com o mercado infame dos algozes europeus que se estende até a presente data.

O ocaso do Povo Negro foi o devir dos selvagens europeus, que desde sua descida (dos europeus) do Cáucaso, esse bárbaro bando antropófago, que mais tarde se outorgou o título de humano, vem promovendo a violência extrema como modus vivendi. Desde então, a memória do ser de ébano foi extraída do Negro de forma estúpida e perversa pelos caucasianos; enquanto seus descendentes (dos inumanos caucasianos) que hoje usufruem das riquezas roubadas, vivendo graças à perda dessa memória; perda de memória esta que cedeu lugar ao desenvolvimento da Síndrome de Estocolmo no inconsciente coletivo do povo Negro, dando vazão ao Alzheimer social e a esquizofrenias identitária advindas da estúpida doença branca denominada de racismo praticado por esse bando que roubou a história do povo negro, e além da identidade, roubaram a própria humanidade africana, para que pudessem possuir alguma coisa que os tornassem membros da vida no planeta como seres humanos, pois até então, esses animais ainda não possuíam quaisquer traços que os identificassem como tal.

Nesse xadrez inglês, os meninos brancos de Liverpool brincam de rock roll para Ninar todas as netas e bisnetas das Simones que permanecem em seu exílio infame; todas as Negras, Negrícias e Neguíssimas que repousam eternamente nesse berço esplêndido, tendo suas rebolativas imagens enegrecidas, pintadas de branco a bailar na vinheta que brilha em cada vislumbrado olhar arregalado, ante o espelho mágico desse xadrez de emoções, geradas e regradas pela branquidão, num processo arrogante e estúpido dessa infâmia produzida na Televisão, e seguida pela cegueira dessa servil população.

Nosso gólgota não se esgota nas tristes canções de notas azuis[i] compostas com escala escrava[ii], nem nos modernos trajes contemporâneos das camisas de onze varas[iii], tão pouco nas carteiras de trabalho ou na identidade para exibir como carta de alforria ao insano capitão-do-mato na subida do morro sem saneamento básico, para estar seguro de sua garantia de sofrer todos os horrores sem perder-se de si mesmo, atestando desse modo sua liberdade áurea, generosamente concedida em todos os treze dias de maio que instituiu seu direito à prisão perpétua, nessa eterna distopia intrépida.

Não sou Chaplin, nem Michael (Jackson) nem sou Clown; a imagem de minha máscara branca, que esconde a pele negra, se contorce, retorcendo-se, e enquanto se distorce inverte minha imagem refletida na retina do espelho mágico nessa mágica tela: sou Cláudia Ferreira, sou Nina Simone, Acotirene, Luiza Mahin... Sou Francisca da Silva...!! Sou Preto da Silva, o polêmico “X[iv]” que acompanha o suave “Y” dessa incômoda questão, solta como seta nos cromossomos do negro carbono[v] espalhado divinamente pela superfície melanodérmica desse generoso gênero pintado de branco... É só olhar, para ver o que não é...!!

Que comecem os jogos, e que a sorte lhe acompanhe[vi]; mas se por acaso, na fogueira das vaidades e das emoções dessa midiática contenda, a Rainha Preta se perder, o Rei também estará passivamente fadado ao eterno limbo no tabuleiro dessa colorida Teletela[vii] que transmite essa desumana disputa de Negras peles e brancas máscaras[viii], online e em preto e branco, pelo direito apocalíptico à vida humana, nessa espinhosa senda de juventude perdida e humanidade transviada.




[i] Referência ao Blues, à música negra dos africanos escravizados na América do norte.
[ii] A escala musical pentatônica (de cinco notas) era conhecida como escala escrava por ser utilizada nas composições musicais elaboradas pelos escravizados africanos na América do norte.
[iii] Uniformes usados pelos prisioneiros norte americanos.
[iv] Referência a Malcom X.
[v] O carbono é que dá origem a vida; ele compõe o ADN humano, sendo constituído de 6 elétrons, 6 prótons e 6 nêutrons. Desse modo, temos o número 666 é considerado o número que deu origem ao homem; o mesmo número que a bíblia considera como o número da besta, já que o homem se originou no continente africano, ele passa a ser demonizado pelo cristianismo.
[vi] Referência ao livro  intitulado “jogos vorazes” que deu origem ao filme.
[vii] Referência ao livro de George Orwell que narra a distopia imaginada no ano 1984 (título do livro) onde uma superpotência governa o mundo mantendo o controle total sobre seus cidadãos através da Teletela.
[viii] Referência a  Franz Fanon e seu livro intitulado “Pele negra, Máscaras branca”.




domingo, 22 de novembro de 2015

Os incômodos, escândalos e vergonha do ser e de ser o que se é: um... branco...!!




Desde que o homem branco nasce, ele não a chance de escolher ser ou não ser racista, pois o sistema cuida meticulosamente para que ele seja assimilado dentro da sua distopia fascista. Portanto, não há como se ele questionar se é ou não racista, preconceituoso ou machista, já que seu código de barras, que determina suas diretrizes como fruto e instrumento desse projeto eugênico, desse contexto Ku Krux Klan, como causa dessa doença branca que vem a ser o racismo, lhe impõe tal condição.

A pessoa branca descende do neanderthal, surgido entre o sul da França e o norte da Espanha; diferente do afrodescendente, que tem sua origem no australopcinius que mais tarde gerou Homo Sapiens. Este mesmo homem branco desde que saiu das cavernas e desceu as montanhas do Cáucaso, após a última era do gelo, vem assassinando, destruindo e dizimando tudo que encontra pela frente até os dias de hoje. O povo negro da Índia, no vale do Indo, há mil anos foi a primeira vítima racial nas garras dos caucasianos. Essa tem sido a sina desse bando de brancos que até então, não faziam parte da raça humana; da raça que se originou na África há centenas de milhares de anos antes de sua aparição (do homem branco). O homem branco não tem mais que 10 mil anos nesse planeta, portanto, pode-se considera-lo com evento recente a atravessar o caminho da humanidade.

Sendo-lhes comum o ato de roubar, pilhar, assassinar, trucidar, destruir e fazer uso da extrema violência;  fato este inerente à história do homem branco; toda a sorte de punição ou consequências que deveriam advir desses atos não lhe são tão comuns, já que criaram um sistema de supremacia onde eles mesmos, além de autores, são também juízes e executores da própria sentença que lhes caberiam. Crimes esses que hoje atendem pelo nome de colonialismo, capitalismo, machismo, racismo e afim. Dessa maneira qualquer europóide se privilegia desse sistema que lhes beneficia de todas as formas e maneiras jurídicas, sociais, politicas e educacionais possíveis, imagináveis e inimagináveis.

Atrás de cada riqueza de um homem branco, existem inúmeros crimes, rios de sangue e violências extremas. Hoje, os eurodescendentes usufruem dessa riqueza adquirida através de tais dolos, e se justificam, se irresponsabilizando perante as violências categóricas como coisa do passado. Como se isso o eximisse das responsabilidades dos sofrimentos impingidos a humanidade que deu origem ao mundo: a raça Negra.

Ora, esse bando que se diz povo, mas nunca teve uma história e nem teve sequer civilização; carecendo, portanto de identidade própria; insiste em roubar a história alheia e até mesmo a personalidade do outro, sem nunca ter tido a sua, carecendo portanto, de ser humano, de ser gente. Para dar cabo a tais atrocidades. e legitima-las sem que houvessem forças contrárias, desenvolveram, de forma perversa e  violentamente sutil, a Síndrome de Estocolmo na única raça considerada humana desse planeta: a raça negra; possibilitando que a escravização desse Povo, após seu violento início, não tivesse fim.

Aos brancos que ainda não se identificaram como criminoso, com seu racismo estúpido internalizado e incrustrado no fundo da alma, sem nem saber que não sabe o quanto são racistas, e que costumam usar a negação como sua principal arma, saiba que justamente a NEGAÇÃO é o primeiro sintoma dessa doença.

Os sistemas, além de lhes garantir privilégios globais, brindam os brancos, colocando-os numa especialíssima zona de conforto, onde os imunizam, insensibilizando-os de forma eficaz, de maneira a desejar estarem presos nessa zona branca, nesse Estado branco de ser, passando a vida em brancas nuvens, sem a diversidade nem as possibilidades dos 69 tons de preto.

Portanto, por mais que algum branco, num ensolarado dia de mais felicidade, acaso se predisponha a fazer uso de sentimentos de empatia ou de alteridade, ele jamais poderia saber exatamente o que é ser Negro num mundo de branco. A este branco só restaria a vergonha de ser o que é, enquanto não passar pelos sentimentos de culpabilização, pois só assim, ele poderia reconhecer o seu lugar nesse contexto e finalmente tomar uma postura digna, até chegar a devida REPARAÇÃO...


Esse processo é exclusivamente branco: Negação, Culpa, Vergonha, Reconhecimento e Reparação é um longo processo em que, a maioria dos brancos ficam no primeiro estágio; No estágio da NEGAÇÃO. Pois esse estágio o protegerá em sua zona de conforto, sem passar pela vergonha de ser o que é: Um branco...












sábado, 21 de novembro de 2015

Minha cara quando ouço comentários a respeito de RACISMO AO CONTRÁRIO...!!

Minha cara quando ouço comentários sobre "RACISMO AO CONTRÁRIO" ou de "É TUDO RAÇA HUMANA"...
Posted by Rá-el D'oliver Biko on Sábado, 21 de novembro de 2015