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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Comportamento geral

Um prudentemente provérbio africano, nos alerta para o fato de somente uma mentira ter o poder de estraga mil verdades, por outro lado a mídia mundial contemporânea perversamente profetiza que "uma mentira repetida torna-se uma incontestável verdade", se entregando assim,  profissionalmente, ao espúrio expediente de mentir escancaradamente como principal função (in) dignificante de seu "ganha pão". 

Nesse dantesco cenário é incrível o hercúleo esforço desesperado da mídia em desempenhar equivocadamente as funções na qualidade de juiz supremo, nessa constante construção e formatação de uma sociedade bem comportada e disciplinada; Por outro lado, é um lenitivo perceber, que uma pequena parte de foras-das-leis dessa sociedade bem comportada, faz uso da subversão como antídoto necessário à imunização desse fatal veneno midiático que mortifica em vida, mumificando a capacidade de produção de sinapses. 

Observamos sempre uma sabatina de comerciais repetitivos a exaustão, de noticiários estrategicamente transformados em produtos de consumo, de opiniões burguesas e oligárquicas editoriais transformadas em "informações" e legitimadas como verdades absolutas; tudo feito com muita afetividade, dentro d'uma gentil arrogância, para se retroalimentar de forma contínua das emoções daí geradas num ad eternum moto perpétuo. É incrível o poder que possuí a mídia de mediocrizar e imbecilizar seus telespectadores, fazendo com que sejam idiotas a ponto de refletir com espantosa exatidão a opinião de seu objeto abjeto.

Estas semanas, que seguem pós meses de intensas manifestações e aparentes transformações, tive a infelicidade de saber que um africano foi preso ao tentar perguntar as horas a uma senhora num ponto de ônibus; esta senhora em questão, estava ao celular e ao ver o africano se aproximando, soltou um grito de desespero, jogando o celular para o alto, largando a bolsa e correndo em histérico desespero, chamando a atenção dos transeuntes que vendo a cena e pensando trata-se de um assalto chamaram imediatamente o auxílio da força policial. O africano assustado com tudo aquilo, correu até levar um tombo, foi pego e preso, sendo autuado em flagrante por tentativa de assalto.

Esse sinistro fato ocorreu na cidade de São Gonçalo; município que possui um intrépido corpo policial; aquele mesmo 7º batalhão que assassinou a juíza Patrícia Acyoli a mando do próprio coronel da corporação, por ela conduzir o julgamento dos diversos crimes cometidos pelo coronel e por policiais, diante de investigações da corrupção pulsante na citada corporação. Agindo assim, com extrema competência e habilidade, esses policiais ganharam o dia resolvendo mais um crime que não aconteceu, e nem viria a ser crime, na cidade de São Gonçalo do Amarante do Rio de Janeiro a dezembro.

Essa intrépida mídia, exatamente como nossa protetora e competente polícia assassina, trabalha; Com muitíssima habilidade: enquanto uma prepara o tribunal que julga e criminaliza a pobreza e a negritude, a outra, com requinte de perversidade que lhe é peculiar, executa disciplinadamente as sentenças, de forma heroica e cinematográfica; ato também conhecido como justiça social; justiça legitimada, aceita e assimilada de forma estupidamente natural pela sociedade imbecilizada e coagida pela veiculação das repetitivas mensagens das verdades mentidas oficiais. 

A incapacidade mental e intelectual propagada pelo sistema meritocrático que é sistematicamente proposto pelos economistas e especuladores, sendo imposto pela mídia como símbolo nacional, portanto sagrado, é o mote repetido nas propagandas nacionalistas governamentais. Ou seja, tenha orgulho de ser um imbecil atualizado, afinal lhes é permitido ingerir sua cerveja predileta, assistindo seu time preferido jogar, terminando tudo em samba com um final feliz no Big Brother nº 171; então está tudo bem: Vestindo a camisa da idiotia elevada à décima potência, vamos parar o Brazil durante o final da novela da plim, plim para tudo recomeçar na segunda-feira de todos os santos, tal como merecemos, por sermos cidadãos bem comportados.

No final do ano, após assistirem o inédito show repetido de todos os anos do rei Roberto, as famílias levarão seus filhos para lanchar no Mc Donald num shopping qualquer da vida, Enquanto os pais de família se embebedam fazendo seus churrascos e comentando o resultado do último jogo do time preferido, e as mães discutem as últimas e empolgantes cenas da novela das oito, opinando sobre quem morre ou vive na final, além de rir prazerosamente dos tantos reality shows, especulando sobre quem vai comer ou ser comido durante essa pueril história das eróticas fadas safadas, que brevemente posarão nuas no próximo número da revista Play Boy que o filho recém-adolescente esconde no fundo da gaveta.

Assim, nossa TV toma para si a sagrada missão de disciplinar e de educar dentro dos valores que possam permitir que especuladores, empreiteiros, agro fazendeiros e as quadrilhas dividirem o espólio da nação, tendo a tranquilidade e a garantia de não serem importunados por vândalos, Godos, Visigodos e mulçumanos, subversivos de plantão. Se não fosse a intrépida mídia e a sagrada religião, essa missão de paz, capitaneada pelo caminhão de lixo da mídia, estaria comprometida toda essa gigante operação para promover a estabilidade nos solos das multinacionais e nos gabinetes dos honestíssimos políticos dessas cidades maravilhosas.

Portanto, é necessário alimentar o povo com muitíssimos terroristas, homens-bombas, muçulmanos, negros, favelados, indígenas, macumbeiros e afins; não necessariamente nessa ordem, nesse banquete cinematográfico, satisfazendo a gula e a voraz necessidade de valores e referências de heróis e vilões que tem a humanidade desumanizada por essa própria necessidade.

Então, no palco da vida, sobre as luzes dos holofotes e diante de um belo tapete vermelho, devemos render homenagens dando uma salva de palmas para quem fragmenta e despersonaliza, personalizando a identidade de homens e mulheres ao bel prazer, reduzindo-os ao servilismo, armando-os de passividade e de religioso contentamento. 

Um viva ao cinismo atraente e lascivo da novela das oito, a sensual hipocrisia, ao desvalor hierarquizante e a sacanagem S/A. Vivas a pena de vida bandida criminalizada e vivida sobre a lei da ordem e do progresso oligárquico; Vivas aos invisíveis campos de concentração contemporâneos, aos partidos Ku Krux Krã, aos fascistas e nazistas incrivelmente honestos que governam esse país de Zumbis hollywoodianos, nessa terra de faz-de-conta onde tudo que se planta dá; Um viva aos premiados homens de bens das capas da revista Forbes.

Preparem seus diplomas para ser assinado nessa lindíssima formatura, dessa prestigiada escola que educa com maestria, competência e habilidade na arte da escravização sem deixar marcas visíveis do agradável sofrimento ou das violências bestiais incutidas como provas de graduação; oficializando assim, seu estado de pseudocidadão brazilleiro residente em país estrangeiro: um brinde a mídia brazilleira e outro a estupidez humana e a mais uma vitória da democratura. 







quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Brazil Black end White...


No Brazill brazilleiro temos um belo e maravilhoso povo negro, que não sabem que são negros, e por isso mesmo não se importam, nem um pouquinho que seja, com o racismo nem com qualquer tipo de preconceitos aos quais são brutalmente submetidos em seu cotidiano. Portanto, podemos afirmar que é o país mais cordial de todo o mundo, segundo meu amigo Florestam, São pessoas extremamente cordiais e tremendamente gentis.

É um país em que, felizmente não existem racistas, apesar de existir o perverso racismo em toda parte, estampando nas capas de todas as revistas, nas telas de todas as TVs, além de programas especializados e propagandas direcionadas em toda mídia falada e escrita, temos a eficiente e democrática eugenia como política vigente numa estrutura de poder, onde há o pleno domínio do pensamento hegemônico colonial.

Esse povo é decididamente um povo maravilhosamente lindo, mesmo sendo vilipendiados, torturados, presos e assassinados pela polícia e por médicos de plantão, nas delegacias, nos hospitais e batalhões, são todos iguais braços dados ou não; mesmo assim riem até das infames e humilhantes piadas que aniquilam sua moral e auto-estima;  das jocosas anedotas postadas nas redes sociais, na tela da TV, nas escolas, nas ruas campos e construções...

Mesmo assim eles, esse povo negro, se tornam evangélicos, seguindo e sendo fiéis a uma religião mesmo que o profeta do deus embranquecido os tenham amaldiçoado, condenando-os a uma divina escravização, eles aprendem e ensinam essa nova lição. Sim, este é um país das maravilhas, onde o preto sofrer é dignificar e louvar a congregação inquisitória de nossa história e ainda acreditar nas flores vencendo canhões...

Portanto, negro que diz não sofrer, é um artista finge-dor; a dor de não parecer negro, de não ser um Ser negro, a dor de deixar de Ser. A negra e o negro fingidor têm um largo sorriso estampado, uma ginga da cor e um abraço de amor. Amor gentil e cortês, em perfeito estado de embriaguez, ingeridos nos goles da garrafa de champanhe-cultural inseridos como antídoto pelo indolente burguês, na recuperação do atavismo de sua tez; e é com muita emoção que eles preferem morrer pela pátria e viver sem razão...

Assim sua negra cútis se entrega a falsa branquitude para viver de vez, e seu amolengar não passa pelo ato de estudar, de conhecer seu caminho ancestral, nem se reconhecer e se perceber. É um lindo e maravilhoso país, formado e formatado pela beleza negra, pessoas, gentes que nem sabem que não sabe. Um país onde meia dúzia de quatro caucasianos manda e desmanda nos destinos de negros e de cidadãos, sabendo fazer a hora sem nunca esperar acontecer...

Isto é Brazill, um país com cidades maravilhosas, com um povo maravilhoso e um governo... Escandalosamente honesto. Um país tropical abençoado por empresários e violado por natureza. Uma beleza branca, de cabelos loiros, de um liso esvoaçante, com um super final feliz nas telas da TV que a todos ordena, tudo escuta e tudo vê, que caminha cantando e compondo a canção, enquanto dançamos com os amores na mente e as memórias no chão, a certeza indolente e a história...!? No final feliz das novelas das oito...
Liberdade, fraternidade e igualdade; yes we can, pra frente Brazill: república do vinagrete, da feijoada, da cerveja e do final (in) feliz...!!

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=431140666979361&set=a.162556590504438.38135.100002502941907&type=1&ref=nf

sábado, 10 de agosto de 2013

Escolas e gaiolas: Funções e disfunções de um profissional de educação



Tornou-se lugar-comum as TVs noticiarem o cotidiano violento que grassam no ambiente das salas de aulas nas escolas públicas brasileiras. O bullyng tem sido a violência mais espetacularizada, além de mostrar gangues de alunos desmotivados, transtornados e sem noção, e professores atônitos, indignados ou abilolados.
Diante desse nebuloso quadro branco, podemos observar professores, que cuja função seria a de ensinar, frente a alunos cuja função supostamente seria a de estudar o que está sendo ensinado, desenvolvendo a função de educador, enquanto outros continuam na função primária destinada de professor; e uma considerável parcela, assume a dupla função de educador e professor.
Certamente grande parte dessa parcela de profissionais sucumbe prematuramente, visto que a dupla função, que lhe é convenientemente imposta, naturalmente assimilada e perversamente cobrada pelo sistema, aliada a periculosidade e a insalubridade, são fatores que agravam, acelerando as condições precárias, abalando sua saúde física e mental.
A forma leviana com que o sistema lida com o subjetivismo que envolve e estrutura essa conjuntura, além de ultrajar, impõe a esses profissionais a obrigação de criar mecanismos de sobrevivência. Para manter um mínimo de dignidade, esses profissionais de educação procuram evitar o desgaste físico e mental do embate cotidiano, optando entre desempenhar sua primeira função que é a de ensinar, a fim de manter sua insanidade em níveis normais; ou escolhem o caminho de educar, deixando de lado a reprodução e memorização inúteis à educação, a fim de tentar resgatar a dignidade discente. Também há os que oscilam num eterno conflito entre ambas as funções. Professor ou educador..!? Ser ou não ser..?? Ser e não ser..!!? Esses são os fiéis clientes que tanto engordam as contas bancarias de psicanalistas e psiquiatras.
Mas há outra opção que tem agradado bastante uma boa parcela desses profissionais: desempenhar a função de diretor de escola pública municipal. Este sonho de consumo tem povoado os sonhos daqueles que o veem como caminho único para sair dessa conturbada, vexatória e sinistra situação; Mas o paradoxo inerente ao desempenho dessa função costuma se instalar de forma contundente. Esses personagens comportam-se como certo professor, presidente da república tupiniquim, que pediu que os brasileiros esquecessem tudo o que ele havia escrito ou então outro que afirmou ser uma “metamorfose ambulante”... Sabemos muito bem o resultado disso e o Brazil também... A revolução do Vinagre que o diga...
Esses profissionais formam uma casta a parte dos profissionais de educação, procurando de forma brutal a perpetuação do poder momentaneamente a eles outorgado, usando para isso o expediente da autocracia, fazendo expediente da gentil arrogância própria da feroz indolência do sistema meritocrático. Esses professores, enquanto diretores, assim cumprem sua dupla função: a de vigiar e punir.
Esses profissionais de educação constituem o indecente corpo docente de um Frankstein, enquanto o corpo discente grotescamente amorfo se transforma num terreno fertilíssimo para proliferação de um currículo colonizado e subalterno, pautado pela política da eugenia.
O resultado desse quadro branco é o florescimento de uma sociedade de espectadores, numa urbi que se compraz em fabricar zumbis e “coxinhas”, numa gaiola de presas e predadores, de sinhôs e escravizados em que se transformou o sistema educacional brazilleiro. Formandos escravizados que nem sabem que não sabe o que não sabem, são criados estáticos como estatísticas nos algarismos de cheques achacados na gaiola dos loucos; sendo números divididos e subtraídos como instrumentos funcionais somados as matrículas e código de barras de um democrático presídio cidadão.

Formar ou formatar..!? Informar ou reformar..!?? Construir ou desconstruir..!?? Ensinar ou Educar..!?? Libertar ou escravizar..!?? A dicotomia se instala, expulsando o hiato entre o funcionar ou disfuncionalizar, neste contexto bisonho de fundo indolente eugênico-oligárquico...!!??

domingo, 16 de junho de 2013

CELACANTO está chegando...!!

Quem está começando a viver agora. Ou seja, quem já passou dos 40 anos, diferente de quem vive agora, certamente deve lembrar-se desse monstro gigante destruidor chamado de CELACANTO, um dos mais terríveis monstros que povoavam os filmes asiáticos, mais especificamente do filme japonês cujo principal herói chama-se "ULTRAMAM". 

Pois bem, na nossa ditadura anterior, falo da ditadura militar e não da atual ditadura democrática, os manifestantes picharam toda a cidade com frases que diziam que "Celacanto vai chegar", "Celacanto está chegando", "Cuidado com o Celacanto", etc. O resultado disso é que a pouco tempo atrás foram descobertos documentos dessa ditadura constando que o Serviço de "inteligência" militar investigava intensamente para descobrir quem seria esse subversivo para que, obviamente pudesse provar da hospitalidade das torturas a la carte servida indiscriminadamente, não muito diferente de hoje,  em seus porões. Parece que as investigações, apesar de muito eficiente, não surtiram o desejado efeito, visto que até hoje o CELACANTO não foi capturado pela dita ditadura, a militar da citada época.

Hoje, nos atuais protestos por direitos humanos, tivemos o episódio do VINAGRE. Ao que parece, os atuais militares não querendo parecer tão idiotas como seus pares que investigaram o CELACANTO, para garantir, esses não investigam absolutamente nada: apreenderam o VINAGRE  e também prenderam o subversivo. 

Isso nos dá uma clara ideia de como pensa nossa democratura militar, se é que podemos falar em sinais de alguma forma de pensamento na conjuntura dessa  ordem unida de autorama. Nosso ministério público mantém seu sepulcral silêncio de ouro, enquanto as "autoridades constituintes" seguem seu exemplo de não interferir no curso desse crime contra a humanidade, assim como em nenhum momento intervém no curso do genocídio da população negra. 

A maioria esmagadora das revoltas que existiram em solo tupiniquim, foram capitaneadas pela população melanodérmica, e essa não é diferente. Isso explica a não interferência dos "representantes" políticos do povo nessa REVOLUÇÃO DO VINAGRE. Os militares justificam sua truculência explicando que estão cumprindo ordens, mas os que ordenam se mantém nas sobras, protegidos pela mídia que joga lenha na fogueira, instigando os buldogues e pitbulls armados e uniformizados a violência gratuita. Só que esse estímulo à violência saiu do controle quando a corrente da coleira se partiu nos confrontos populares na arena desse Grand Circo urbano.

Devemos reconhecer a extrema habilidade da mídia na estimulação e manipulação dessa violência, tentando da maneira mais excursa e perversa possível, invisibilizar essa REVOLUÇÃO Popular. Essa atitude indolente, própria da arrogância inerente a elite, procura desqualificar esse movimento através do exercício da truculência extrema, como em 64, só que desta vez não acontece mais nos porões, mas sim perversamente ao vivo e em preto e branco na tela da TV que tudo vê. Ela, a mídia, legitima a violência policial implantando o estado de exceção, definindo assim a dominação plena dessa elite civilizada que mantém a produção de sua riqueza através do terror policial e dos aparatos de segurança desse estado; é a redição de 64, quando a elite civil deu o golpe, mas não contaram com o descontrole sobre seus pitibulls uniformizados.


A revolta dos Malês, a Cabanada, a abolição popular, a revolta dos alfaiates, a revolta da chibata, a revolta da vacina, do vintém, Zumbi dos Palmares e agora a Revolta do VINAGRE; Tudo se resume a procura da vez e da voz negadas a todos aqueles que realmente produzem a riqueza dos bilionários nessa república das bananas e não mais de bananas. Parece que desta vez a mídia está perdendo seu poder de controle sobre as massas e o tiro saindo pela culatra. 
As flores de outrora não venceram os canhões, mas o VINAGRE  de hoje reescreve essa nova canção...
Os jovens saem do Facebook e as mulheres desligam a plim, plim para ganharem as ruas; Os trabalhadores param as máquinas para ganharem as ruas; os professores largam o giz para ganharem as ruas e juntos, os sons de todas as vozes ecoam sobre as propagandas fascistas desse governo de crimes;  A Irlanda revolucionária também está presente, mesmo que a mídia mundial guarde a sete chaves sua recente revolução onde todos os banqueiros foram para a prisão e todos os membros do governo expulsos de seus cargos. O vinagre era o tempero que faltava neste antro de fornicação e neo-religião; Vamos a revolução, esse vinagre é a solução na alquimia dessa geração Sem CELACANTO, mas com monstros que nos tem acuado em todo canto. Cantemos pois essa nova canção, para fazer dançar os donos da corrupção.




terça-feira, 11 de junho de 2013

LANÇAMENTO DO FILME: “KIBA” De: Israel de Oliveira Data: 18 de junho – Local: Mini-auditório - FFP/UERJ Horário: 18h

“No idioma bantu, a palavra KIBA significa pele; quando usamos a máxima “Ser e não Ser” em vez do dilema Shakespeariano do “ser ou não ser”, o fazemos de forma proposital descartado os extremos para focar no dualismo paradoxal da “democracia racial” tupiniquim.

A prisão estética contemporânea solidamente construída e legitimada pelos meios de comunicação, confina o ser humano fragmentando sua identidade e seu pertencimento, fazendo das bulas referências estética, estática e estatística.

A narrativa desvela a origem dessa imagem homogênea refletida pela mídia, descortinando os caminhos das descobertas da personagem, de si e de seu encontro consigo mesma, trazendo uma sutil reflexão relativa à construção de sua identidade"                                                                 (Israel de Oliveira).



             Organizadoras: Regina de Jesus e
                                       Inês Bragança
Núcleo de Pesquisa e Extensão:

“Vozes da Educação: Memórias e Histórias das Escolas de São Gonçalo”

Endereço: R. Dr. Francisco Portela, 1470 - Patronato  São Gonçalo, 24435-005
(21) 3705-2227

http://www.falaneguinha.comunidades.net/index.php

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Um viva para nossA linda, maravilhosa e deliciosa democracia racial tupiniquim...!!

Racismo velado...!?? O racismo só é velado para o indivíduo mal informado ou para aquele que se locupleta com esse legado. Velado, que eu saiba, é o corpo negro estendido no chão, levado pelo camburão e excluído em qualquer situação. 
Não existe racismo velado, visto que ele está até presente nos momentos mais ausentes, de maneira explícita, esdrúxula e escrota, como a coisa mais linda, mais cheia de graça. 

Ele, o racismo, não custa nada. está na TV em horário nobre e horário pobre. Está nas capas de revistas, nos brinquedos e livros infantis, na fábrica, no shopping, na rua, na cadeia, na igreja; Só dá um pit stop no motel, porque ninguém é de ferro.
O dia em que o racismo for velado, me chamem pro velório, pois eu quero cantar com paixão o Amazing grace e depois dançar salsa e lundu ao som do batuque e da capoeira, bem em cima de seu caixão.

Mas, apesar disso, o grande mistério que sempre existiu e ainda perdura na sociedade tupiniquim, é a não existência de racistas neste generoso solo brazilleiro, onde tudo que se planta dá. Pois é,  Brazill  é um país sem racistas, dai surgiu a nossa linda, poderosa e sedutora democracia racial. Já que aquele monte de estados unidos, que dizem ser um país, tem sua estátua da liberdade, por que nós, iríamos ficar para trás, com toda essa alforria a dar com paus. 


Essa foi a invenção mais geniosa da elite tupiniquim, que paralelamente, para garantir implantou a eugenia como uma das políticas públicas de branquitude mais eficiente já vista na história. Portanto, apesar de toda a violência e da imensa perversidade do racismo que grassa nessa sociedade acima de qualquer suspeita, nós não temos racistas; principalmente porque todos são iguais perante a lei, a despeito da lei ser diferente perante todos. Como tudo é branco na letra da lei preta, a caneta, assim como a pena áurea, resolve todo e qualquer caso de racismo de forma bem simples: não existe crime sem criminoso. Sendo assim, caso encerrado. Por isso, podemos afirmar que esse é um país que vai pra frente...plim, plim...!!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O ESPAÇO ESCOLAR E O SISTEMA TAYLORISTA NA CONSTRUÇÃO MARGINAL DO CORPO DISCENTE



O que dizer de um espaço criado para a formação plena de cidadãos críticos, que cultiva a cultura do mimetismo, transformando cada discente em indivíduos passivos, marginalizados e desprovidos de vontade própria? Pois essa tem sido a função da escola desde o golpe que instaurou a república em solo tupiniquim.

A escola vem pacificando os espíritos, adestrando corpos e domesticando vontades através da produção de verdades que protegem os privilégios e caprichos próprios das oligarquias dominantes. Esse processo está sendo tão vil como foi o trucidamento de Oito milhões de Congoleses, produzido pelo rei Leopoldo da Bélgica; deixando a estupidez praticada por Hitler contra os seis milhões de negros, ciganos, homo afetivos, testemunhas de Jeová e judeus em segundo plano em termos de crueldades e de quantidade, fato este que foi transformado em símbolo, tornando-se propriedade dos judeus, a partir do momento em que foi gravado e divulgado no calendário como episódio histórico-oficial judaico.



Essa violência neo-contemporânea exercida na escola sobre incautos discentes, vem tomando proporções de estado de calamidade pública, visto que ela está a produzir uma sociedade de zumbis hollywoodianos com requintes de estupidez, na medida em que faz dessas meninas e meninos, em sua esmagadora maioria afrodescendentes, reles instrumentos a serviço das elites.
A vontade desses novos cidadãos são vontades fornecidas pela cultura formatadora da/na escola, que faz com essa menina e esse menino acredite numa história oficial (desacreditando de sua própria história) que não é a sua, numa cultura que não lhe pertence, fazendo uso de livros contendo meias verdades pré-fabricadas e embaladas em vistosos e agradáveis discursos (não tão agradáveis assim...).



O conhecimento compartimentado, dividido em disciplinas desconexas, privilegiam o esquecimento fornecido pelo desinteresse provocado e retroalimentado por essas linhas paralelas e desconexas que nunca se entrelaçam; conhecimentos esses, baseados numa história desonesta e equivocada, para justamente reassegurar os interesses do mercado financeiro e do mundo dos negócios, controlados pela mesma elite que controla o mercado da educação e administrados pelas instituições oficiais.

É um processo que deixa uma indelével marca em sua clientela; marca que vai acompanhá-lo como aquele antigo cidadão eslavo que os romanos marcavam com uma tatuagem identificando-o como servo, (dai a origem da palavra escravo). Não é de se estranhar que os discentes carreguem essa marca implicitamente marcante e definidora de sua identidade, refletida principalmente em sua linguagem e sua postura; fato que inexoravelmente o define como servo contemporâneo do sistema capital.



O apartheid escolar e o capitalismo cognitivo são os dois principais pilares de sustentação dessa dramática conjuntura. A escola, como centro reprodutor de mentes dóceis e passivas renovada continuamente pelo espírito do anacronismo conservador, vem realizando esse trabalho sócio dicotômico com um tremendo esforço natural, normatizando em quadro branco com objetivos claros a sua missão. Seu tradicionalismo renega o espírito investigativo discente, e sem apresentar os desafios para uma vida melhor, ela apresenta o melhor da vida como promessa fugaz e longínqua de uma distante vida, em vez de uma realidade possível.

Praticando vorazmente o hepistemicídio, ela nega veementemente a policultura, quetizando a diversidade e universalizando o saber único. Assim se produz e hierarquiza saberes que padronizam; saberes homogeneizantes e controladores que dividem as classes de conhecimento (sociólogos, psicólogos, advogados, etc.) das classes populares. Implantando em cada menina e menino o sentimento de desvalor e a sensação da desesperança num possível futuro, na medida em que mostra o lugar que cada um deverá ocupar como indivíduo, em seu papel de ser social.

Esse espaço aonde a escola o coloca é o entre lugar, onde ele não encontra sua própria verdade como sujeito pensante, detentor de seu bem-querer. Portanto, sua identidade é uma coleção de máscaras ocasionais e indefinidas, fornecidas pela mídia; nossa escola paralela. Essa imersão midiática onde o indivíduo se engolfa tornou-se a haxixe mais usado por ele como antídoto ao anacronismo escolar, que o transforma num drogado digital, preso na teia assassina das tecnologias de informação e comunicação.



Agora como uma dócil presa, ele torna-se quase um androide, sujeito das verdades culturais pré-formatadas, preparadas especificamente para sua sobrevivência no mundo das platônicas cavernas digitais: “Ao preto o que foi do eslavo”. A epiderme transformada em marca, hierarquiza e qualifica (ou desqualifica) o indivíduo desde o primeiro instante de sua escolarização; É nesse momento que o discente é preparado pela escola para ser inserido no mundo fora da realidade de suas verdades hereditárias: O ritual de passagem se completa em cada conteúdo assimilado e a cada prova e teste realizados pelo neófito.


Portanto, aprendemos que a melhor democracia é a ditadura ditada na escola, do momento em que ela, a escola, adestra seu corpo discente a obedecer aos estatutos, a apresentar sua carteira de identidade ou caderneta escolar quando ordenado, a votar, a servir e morrer pelo seu país; Tudo isso cantando o hino nacional ao qual ele nunca aprendeu a letra. Na escola ele aprende que a igualdade existe mesmo que seja uma ilustre desconhecida e que, nesse caso as diferenças são impróprias e que por isso é ilegal ser diferente (no sentido próprio da palavra) visto que a igualdade é pregada na constituição como algo justo, e que a justiça precisa respeitar as diferenças: inferimos então que somos todos... Cidadãos iguais com justiça diferente (indiferente)...

 Agora temos uma sociedade que elege como representante um coronel que promove homicídio em massa dentro de um presídio, sendo condenado a 600 anos de prisão e não chegando nem perto de uma cadeia, trocando centenas de mortos no Carandiru por uma vaga no congresso nacional. Temos nossos quilombos urbanos, como o da Pequena África no Centro da cidade e o de Sacopã, no Leblon, zona sul do Rio de janeiro, pertencendo à descendentes de imigrantes europeus enquanto os descendentes de quilombolas estão sendo confinados às comunidades carentes de tudo, servindo como figurantes sociais, protagonizando grotescas atrações nas telas das TVs como única forma possível de inserção social.

  São esses marginais produzidos e cultivados pela escola, adestrados para acreditarem nas efemérides: abolição, princesa Isabel e Duques de alguma coisa, que elegem e se alijam acreditando que nesse destino predestinado contínuo. Discentes cultivados para aceitarem verdades pasteurizadas veiculadas pela mídia, e com data de validade de acordo com as conveniências financeiras do mercado de valores de ética aidética. 


https://fbstatic-a.akamaihd.net/rsrc.php/v2/y4/r/-PAXP-deijE.gifNa escola brazilleira podemos constatar que cerca de 60% do corpo docente contratado por cada novo prefeito, mantém uma relação servil com esses profissionais. Essa relação nociva se reflete pedagogicamente de forma pernóstica na relação entre discentes e profissionais de educação, que se tornam todos presas e reféns da política mercantil observada nas instituições de ensino. Essa hierarquia colonial cria um  entre lugar onde se formata e se estrutura a personalidade desse discente, a despeito dos mecanismos de sobrevivência criados por ele como defesa , cultivando a matriz cultural inserido pela escola, que lhe transmite esse vírus que imobiliza através dos currículos, impedindo esse indivíduo de tornar-se sujeito.

Essa conjuntura é mantida pelo governo, atendendo a lei maior do mercado (o lucro desmedido) e justificado pelas instituições, que em tese deveriam zelar pelo bem estar de sua nação. Esse tem sido o papel da escola na construção e estruturação de uma nação servil, com discentes candidatos a sub-figurante de pseudo-vice cidadão: nossos discentes são marginas que gozam satisfeitos com liberdade provisória conferida pelas efemérides aprendidas na escola e oficializados pela mídia, nossa escola paralela que legitima o pensamento colonial, escravocrata e oligárquico como uma inocente verdade natural e única. Nossa linha de produção Taylorista é a antiga novidade da revolução digital do momento, seguindo por mero acaso a didática ditada pela revolução industrial e  a filosofia racista dos pensadores iluministas. Como o Rei Leopoldo da Bélgica, a família Rothschild que o diga, afinal é família que fica com mais da metade do dinheiro corrente no mundo e que governa os meninos da Cia, exército norte-americano e FBI; que de acordo com seus interesses recomendou e comandou a invasão aos países Africanos; aqueles que a mídia acusou e responsabilizou da promoção do levante batizado pelo norte-americanos de Primavera "Árabe" e tudo mais, que nada mais foi do que uma tentativa do General Kadhafi de reunir os países africanos com uma moeda única, assim como fizeram os europeus; seria um evento terrível para a família Rothschild. 
Por isso a escola é necessária tanto quanto é necessária a universidade, mantendo a conjuntura desse grande cemitério urbano, com um coveiro-mor que se arvora dono de cada lápide e de cada cadáver, fazendo de cada ser um zumbi, sem vontade própria, raízes ou referências. Cada velório se transforma num acontecimento repetitivo e único de todos os dias de cada vida. Assim, a chacina naturalizada das mentes e de vontades tornaram-se lugar comum no cotidiano nas tela das TVs; a cada nova estréia, programas e atrações para nossa distração, para assistirmos no conforto dos recônditos de nosso tumbeiro.





"Suportar toda aquela dor, literalmente queimar minha carne só para fazer com que meus cabelos ficassem parecendo com os de um branco. Eu me juntava à multidão de homens e mulheres negras que sofreram uma lavagem cerebral tão grande até acreditarem que os negros são inferiores – e os brancos superiores – e que devem até mesmo violar e mutilar os corpos que Deus criou para tentar parecer 'bonitos' pelos padrões dos brancos. Assim como para qualquer mulher negra, digo ao homem negro que se dessem ao cérebro em sua cabeça só a metade da atenção que dão aos seus cabelos, estariam mil vezes mais humanos." (MALCOLM X)