No Brazill brazilleiro temos um belo e maravilhoso
povo negro, que não sabem que são negros, e por isso mesmo não se importam, nem
um pouquinho que seja, com o racismo nem com qualquer tipo de preconceitos aos
quais são brutalmente submetidos em seu cotidiano. Portanto, podemos afirmar
que é o país mais cordial de todo o mundo, segundo meu amigo Florestam, São
pessoas extremamente cordiais e tremendamente gentis.
É um país em que, felizmente não existem racistas,
apesar de existir o perverso racismo em toda parte, estampando nas capas de
todas as revistas, nas telas de todas as TVs, além de programas especializados
e propagandas direcionadas em toda mídia falada e escrita, temos a eficiente e
democrática eugenia como política vigente numa estrutura de poder, onde há o
pleno domínio do pensamento hegemônico colonial.
Esse povo é decididamente um povo maravilhosamente
lindo, mesmo sendo vilipendiados, torturados, presos e assassinados pela
polícia e por médicos de plantão, nas delegacias, nos hospitais e batalhões, são todos iguais braços dados ou não; mesmo
assim riem até das infames e humilhantes piadas que aniquilam sua moral e auto-estima;
das jocosas anedotas postadas nas redes
sociais, na tela da TV, nas escolas, nas ruas
campos e construções...
Mesmo assim eles, esse povo negro, se tornam
evangélicos, seguindo e sendo fiéis a uma religião mesmo que o profeta do deus
embranquecido os tenham amaldiçoado, condenando-os a uma divina escravização, eles
aprendem e ensinam essa nova lição. Sim,
este é um país das maravilhas, onde o preto
sofrer é dignificar e louvar a congregação inquisitória de nossa história e
ainda acreditar nas flores vencendo
canhões...
Portanto, negro que diz não sofrer, é um
artista finge-dor; a dor de não parecer negro, de não ser um Ser negro, a dor
de deixar de Ser. A negra e o negro fingidor têm um largo sorriso estampado,
uma ginga da cor e um abraço de amor. Amor gentil e cortês, em perfeito estado
de embriaguez, ingeridos nos goles da garrafa de champanhe-cultural inseridos como
antídoto pelo indolente burguês, na recuperação do atavismo de sua tez; e é com
muita emoção que eles preferem morrer
pela pátria e viver sem razão...
Assim sua negra cútis se entrega a falsa
branquitude para viver de vez, e seu
amolengar não passa pelo ato de estudar, de conhecer seu caminho ancestral, nem
se reconhecer e se perceber. É um lindo e maravilhoso país, formado e formatado
pela beleza negra, pessoas, gentes que nem sabem que não sabe. Um país onde meia
dúzia de quatro caucasianos manda e desmanda nos destinos de negros e de cidadãos,
sabendo fazer a hora sem nunca esperar acontecer...
Isto é Brazill, um país com cidades
maravilhosas, com um povo maravilhoso e um governo... Escandalosamente honesto.
Um país tropical abençoado por empresários e violado por natureza. Uma beleza
branca, de cabelos loiros, de um liso esvoaçante, com um super final feliz nas
telas da TV que a todos ordena, tudo escuta e tudo vê, que caminha cantando e
compondo a canção, enquanto dançamos com os amores na mente e as memórias no
chão, a certeza indolente e a história...!? No final feliz das novelas das
oito...
Liberdade, fraternidade e igualdade; yes we
can, pra frente Brazill: república do vinagrete, da feijoada, da cerveja e do
final (in) feliz...!!
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