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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Manda quem pode,... Obedece quem tem juízes...!! Manda quem pode,... Obedece quem tem juízes...!!


Os desembargadores do Pará decidiram por "unanimidade" que os empregadores têm o direito de consultar o cadastro do SPC antes de contratar qualquer empregado.
Bem, primeiramente vejamos no isso implica: isso pode significar que o pobre, em sua maioria preto (contraditoriamente conhecidos como minoria), que precise trabalhar, para quiçá tentar saldar sua dívida junto a seus credores, encontrar-se-á provavelmente impedido de fazê-lo. Como se o fato de dever fosse determinar do caráter do indivíduo, sem levar em conta qualquer atenuante, somente o agravante; tendo assim todo o princípio de razoabilidade previsto em lei, transformado-se em anátema, assim como todos os princípios constitucionais de nosso país. Ou seja, o indivíduo é julgado e condenado antes do veredito e do próprio julgamento da coisa. Se esse julgamento, que abre precedente, for aplicado às próprias instituições públicas; leis como as de responsabilidade fiscal e responsabilidade social, levarão muitos de nossos “inocentes” gestores públicos e privados às barras da justiça.
Surge então uma questão que não quer se calar; qual a função de instituições como os três poderes junto à população, desde o momento em que ela mostra claramente a quem serve?
Os ministros afirmaram que esses cadastros são públicos; isso quer dizer que qualquer documento que diga respeito ao cidadão, torna-se também público; com exceção dos secretos documentos da ditadura, é claro!! Esses obviamente, que precisamente são de interesse público, devem continuar a serem selecionados a partir dos interesses políticos dos grupos que barganham o poder.
Um conhecido filósofo tupiniquim afirmou que toda unanimidade é burra; eu diria o contrário; que essa unanimidade especificamente é bastante inteligente; burro é o cidadão que se cala e aceita passivamente ser conduzido ao oligárquico curral do cotidiano.
Por outro lado, nem tudo é preocupação neste lindo Brazill varonil... O velório da proprietária da DASLU, a mestra da evasão fiscal, foi muito concorrido por empresários da estirpe de Abílio Diniz, por exemplo. Nada de diferente na finada "socialite”; ela fez o que todo empresário normalmente faz,... Só que, mesmo sendo condenada a 94 anos de cadeia, conseguiu se safar por uma liminar concedida por um desses "juízes" (Paulo Maluf deve estar se mordendo de inveja). Ou seja, ela foi e continua sendo uma "ídola" dos pobres, inocentes e incautos empresários, que volta e meia se veem enrolados com algum desses juízes que esporadicamente insistem, de acordo com a posição da lua, da conjunção dos planetas ou com o nível de sua conta bancária, em querer fazer "cumprir" a lei.
Sendo assim, jamais poderíamos afirmar que as leis brazilleiras não funcionam; mais em relação à justiça, a conversa muda de configuração: ela, a justiça, claramente afirma e confirma sua posição e sua condição de funcionar de acordo com as condições socioeconômicas do indivíduo em questão; isso é público e notório. Se alguém ousar contradizer essa premissa, certamente é um ser que extrapola sua condição de hipócrita, além de unanimemente inteligente e de levar alguma vantagem nesse sórdido contexto.
Nosso apartheid é extremamente funcional, visto ser oficialmente hipócrita, tal como a sociedade o é: Tornou-se cômodo nada ver, ouvir ou falar, já que a TV outorgou-se do direito  dessas funções inerentes ao indivíduo e o judiciário de privilegiar abertamente o “cidadão de bens”.
Ações cotidianas e banais como as que esses desembargadores comumente praticam, não são vista como crime pela população melanodérmica, que vive enclausurada num estado de exceção e se encontra em liberdade condicional. Qualquer migalha é aceita como privilégio ou soa como estar levando vantagem em algo, pois é assim que a TV deixa transparecer; fazendo do discurso da transparência uma toga protetora aos descaminhos desses senhores de mentes escravocratas. Tudo naturalmente aceito, normalizado e normatizado pela TV que tudo vê, e todos veem. Assim caminha a desumanidade, com ou sem unanimidade.
Após um longo panegírico e contundente discurso, nossos candidatos políticos se perguntam angelicamente pelas razões da existência de tantos crimes, e se elegem prometendo acabar com a violência; tudo muito natural e até emocionante, levando muitos correligionários as lágrimas e a cobrarem medidas enérgicas contra esses meliantes que roubam lata de leite (um mau exemplo para seus próprios filhos) no supermercado do pobre Sr Abílio: um homem realmente de bens.
E como dizia outro poeta tupiniquim, esse é um país vai pra frente... Brazill...zill...zilll...zill...!!!
E a caça aos libertos continua, sendo praticada como esporte radical e oficial e até na rede social, desde a velha república; mas agora com a novidade de acontecer ao vivo e a cores na telinha de nossa TV; Há..., não há nada como as tecnologias de informação e comunicação. Graças a ela nossa revolução nunca será televisionada. Viva la libertá, hasta la vitória siempre...!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Hasta la vitoria siempre..!!!




Nunca mais outra vez..!!






Encarando de frente o monstro do conhecimento...!!





Cantando, contando e seguindo a canção...!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A carne mais barata do planeta...é a de 1,99...

Nos filmes norte-americanos, a polícia bate à porta do cidadão; já nos filmes Brazilleiros não é exatamente na porta que a polícia bate...
Mas na verdade, nossa realidade é bem diferente dos filmes: o que eles fazem mesmo é atirar na primeira cara preta que aparecer pela frente, e não é necessário estar exatamente dentro de casa...pois isso tanto faz. Para concluir, depois disso, os juízes condenam o cadáver por desacato e resistência a prisão; pronto...a justiça está feita. Tudo devidamente televisionado ao vivo, em preto e vermelho, de pele e de sangue vivo, morto a cores.
Esse é um fato corriqueiro que a TV competentemente celebraliza, tornando-o normal, naturalizando o instituto da tortura, assim como o machismo, os preconceitos e o racismo; tal como a nota de 1,99 que não existe no país, para comprar um produto acima do preço anunciado; e tudo isso é normatizado pela TV que domestica o povão discutindo filosofia de folhetins e o patetismo do big brother.
O povo embarca nessa conversa inútil e ignóbil, discutindo os destinos dos personagens de uma festa na qual eles jamais serão convidados. Tudo isso é muito natural, nessa terra onde habitam os representantes homo burrus brazilennius.
Nossa sistema de escravização mental tornou-se um sistema eficiente, após os três poderes servirem de mandatários da máfia empresarial; tendo, obviamente a mídia como fiel escudeira.
Este é um país que vai pra frente...viva nossa democracia, nossos ratos congressistas e nossos juízes ricamente ilibados.
Nesse país, a carne mais barata do mercado, continua sendo a carne negra.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

http://youtu.be/1Fu6xnb8PZE
https://lh5.googleusercontent.com/-Tah8VedzFH0/Tria77yB4tI/AAAAAAAAAKY/l9OC8-YUcOI/w580-h435-o-k/alem%2Bda%2Blinha%2Bhistoria.wmv

sábado, 26 de novembro de 2011

Meu lugar...!!???



Onde está a Senzala com antigos seus habitantes...?? Aquela casa velha e pobre, espaço degradante onde ficavam depositadas as vítimas melanodérmicas de seqüestro intercontinental do poder estatal...?? Hoje ela Jaz no quarto de empregada nos modernos prédios construído diariamente nas grandes metrópoles que lhes dão sumiço; está subindo as escadas ou indo pelo elevador de serviço; está limpando latrinas, puxando o “burro sem rabo” na esquina, construindo mansões ou limpando salões.
Onde está o pelourinho...?? Aquele objeto de tortura e diversão do feroz algoz se deliciava em seus momentos de frugal distração...?? Ele agora está na tela da TV, nas capas de revistas e nas blitzes imprevistas.
E onde estarão hoje os escravizados...?? Estão no mercado negro, no estudo improvisado, morando no morro, confinado e cercado. Seu enredo de medo, musicado em letras de samba que faz rebolar qualquer gringo maneiro com dinheiro, cigarro e isqueiro.
Mestre sala e porta-bandeiras, neguinho e crioula... Mostrando francos sorrisos com  lágrimas de cebolas. Ali jazz, aqui samba; neguinho dança na esquina com quinze balas na espinha; a crioula é servida a milanesa aos gringos como sobremesa.
E os escravizados, motoristas, cobradores, professores, etc. como escravos de ganho, conseguem muito dinheiro para o patrão e um pouco para sua própria sobrevivência, suando, sem perdão perante a inquisição ante a mínima falta em qualquer situação. Essa forma de escravismo, conhecida como meritocracismo, é a moda do momento, que de tão violento mostra sem arrependimento, a face do racismo em movimento.
Meu lugar....meu lugar é onde quero estar... é aqui mesmo onde estou... com tudo que me restou... Meu lugar ninguém pode arrancar, ele existe do lado de cá e do lado de lá; daqui pra lá e de lá pra cá; vou e venho, vou no vento; no mesmo vento que trouxeram tumbeiros e tormentos. Meu movimento levanta poeira na capoeira que para o gringo é mato ou qualquer besteira; mas para o negro que não dá bobeira... é luta..., é rasteira.
Nossa senzala se renova a cada salário mínimo que se aprova..., a cada habeas corpus impetrado a favor do branco debochado, a cada foro privilegiado cedido ao político desviado, a cada imunidade parlamentar que faz a negra(o) chorar. 
Assim a TV que tudo vê, não deixa o negro virar bicho, Pantera Negra; ela domestica cada cabelo que estica, embranquecendo o olhar negro que vai esquecendo de sua história, de sua memória, trocando seu sucesso pela Ordem e pelo Progresso.
A coisa tá preta no morro que ameaça a branca pomba da paz dos condomínios e dos domínios dos "kringos". Por isso, polícia homicida e perícia parricida: capataz da paz; da branca paz privilegiada que só um gringo e seus descendentes diretos  estão "autorizados" a possuir; afinal esses são os homens de boa vontade, são os bons cidadãos; são filhos de God e não de Oxalá. Alguns pensam que são Filhos da Outra... Outra realidade... Visto que a realidade Melanodérmica não é a realidade da branquitude; mas sim a realidade da pura Negritude que desfila On-line durante três dias na passarela do Samba, e o resto do ano no Caveirão, Tumbeiro moderno de cada Negão.
Brazil...aqui jaz nosso tumbeiro, nossa senzala, nosso pelourinho; basta fechar os olhos para enxergar e Sentir na pele o açoite que domestica saindo diariamente nas telas das TVs; sentir o tapa na cara desferido pelo soldado do Bope e a justificativa da justiça omissa a cada golpe branco lançado na face negra cotidianamente.  Os olhos abertos diante da TV que nos impede de ver, embranquece a visão dessa situação, fazendo com que fechemos os olhos para ela. Assim ficamos imunizados, anestesiados e indiferentes; acreditando quando a TV (os donos da TV) diz que a maioria é minoria. Acreditamos que somos minoria como um elefante que se deixa domesticar ou um cavalo amarrado a uma cadeira.
Assim nascem nossos heróis e bandidos, nossos santos e demônios, Negros e brancos, Senzala e Casagrande, seguidas de ações sem noção e totalmente desnecessárias. A humanidade deixa de evoluir, por questões absurdamente burras como a existência do preconceito e o racismo. Desenvolvemos altas tecnologias, mais evoluímos de forma extremamente medieval, inconsequente e burra; seria isso um brinde, uma cortesia da modernidade... Ou uma prosaica bossalidade genética...!?? Como não creio no atavismo, prefiro acreditar num equívoco das escolhas, nas opções e perspectivas inerente ao ser bípede. Afinal, existem inúmeros bípedes que desconhecem possuir o livre arbítrio, conferindo esse instituto a outrem; principalmente se  esse outrem for loiro, de olhos azuis e aparecer em alguma novela ou comercial... tá tudo bem...!! é sangue bom...é sangue azul...!! Estamos bem representados, não precisamos desse tal de protagonismo; afinal, como diz o poeta: "escreveu,.. não leu...o palco é meu...!!" o teatro é nosso, o show é deles...e o palhaço quem é...!?? Seria o boi da cara preta que assusta crianças de todas as cores..? Mas agora que deixamos a tarefa de contar histórias para a TV...ficaremos sem saber. Assim a senzala se renova com leis feitas para inglês ver...e Euzébio de Queirós ganha de novo voz, frente a telespectadores perfilados sobre o silêncio da história oficial, rotulados com a pecha de marginal.