Nos filmes norte-americanos, a polícia bate à porta do cidadão; já nos filmes Brazilleiros não é exatamente na porta que a polícia bate...
Mas na verdade, nossa realidade é bem diferente dos filmes: o que eles fazem mesmo é atirar na primeira cara preta que aparecer pela frente, e não é necessário estar exatamente dentro de casa...pois isso tanto faz. Para concluir, depois disso, os juízes condenam o cadáver por desacato e resistência a prisão; pronto...a justiça está feita. Tudo devidamente televisionado ao vivo, em preto e vermelho, de pele e de sangue vivo, morto a cores.
Esse é um fato corriqueiro que a TV competentemente celebraliza, tornando-o normal, naturalizando o instituto da tortura, assim como o machismo, os preconceitos e o racismo; tal como a nota de 1,99 que não existe no país, para comprar um produto acima do preço anunciado; e tudo isso é normatizado pela TV que domestica o povão discutindo filosofia de folhetins e o patetismo do big brother.
O povo embarca nessa conversa inútil e ignóbil, discutindo os destinos dos personagens de uma festa na qual eles jamais serão convidados. Tudo isso é muito natural, nessa terra onde habitam os representantes homo burrus brazilennius.
Nossa sistema de escravização mental tornou-se um sistema eficiente, após os três poderes servirem de mandatários da máfia empresarial; tendo, obviamente a mídia como fiel escudeira.
Este é um país que vai pra frente...viva nossa democracia, nossos ratos congressistas e nossos juízes ricamente ilibados.
Nesse país, a carne mais barata do mercado, continua sendo a carne negra.

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