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domingo, 5 de abril de 2020

O Sorriso de Gaia


Nesse exato Agora, Gaia pulsa em perene Alegria Celebrando este Dia de plena alforria ao cintilar em intensa Luz, espargindo seu fulgor como Eterno Diamante encravado sob intenso azul celeste, que se lapidou como carvão ativado na magia manifesta pela centelha Divina. 

Os Universos em festa saúdam em Uníssono ao vibrar nessa Luz que reluz como eterno presente que ao mesmo tempo se doa e se recebe, trazido pelo raio fractal originado nessa fonte Maior que abrange toda a vastidão e recônditos do infindo Cosmo, dando forma a esse Arco-íris celestial que abençoa cada canto entoado pelo sorriso franco dessa natureza: riso que irradia as melodiosas notas dessa alegria incontida no ritmo colorido de tons expostos na obra-prima dessa natureza viva que se derrama por todas as Dimensões e linhas de Tempo. Os Sinos ecoam, celebrando a todos que, como Gaia, vibram na frequência da procura de si mesmo, mergulhando nas cores desse fulgurante Arco célico. 
 
Foi no fundo desse metafísico caldeirão mágico que outrora; há éons; as cores dos olhos, da cútis e dos cabelos da humanidade se mesclou, formando conceitos, opiniões e reações que formaram diferentes graus de grupos humanos; enviesando assim, as suas existências, quando teceram os tapetes das vidas negociadas nas vitrines desse infame comércio que abriu dolentes feridas nas almas daqueles que se encontravam a bordo dos Negreiros que singravam os mares Gaianos. Agora Gaia se cura, cauterizando tais feridas como amorosa mãe e devotada cuidadora de seus tripulantes.

Gaia sorri...



segunda-feira, 9 de março de 2020

Tratado Sobre a Mandinga do Arco-íris Cor de Terra

A mesma ciência que formatou o inconsciente coletivo, e que habilmente faz uso do artificio de legitimar a cultura de massa que tem a função de controle remoto de bons cidadãos, maquiavelicamente instituiu o sutil processo simbólico do Black Face contemporâneo como um meio eficaz para apagar definitivamente os resquícios Ancestral da Pintura de Guerra como signo regente do indivíduo que busca a si mesmo; Essa ciência vem buscando para esse fim, a erradicação do Azul, que é a Cor desse Amar refletido no Amarelo colorido pelos raios solares emitidos pelo etérico Coração de Cor Vermelha; raios estes oriundos da Rosa cultivada no interior do Vaso de Ouro postado aonde nasce o Arco-íris da vida, tonalizando o Alfa e o Ômega desse indivíduo que se constituí enquanto Ser.

Paradoxalmente, essa mesma ciência “publicou” a descoberta desse azul como sendo a cor desse sujeito, cujo corpo se compôs através do Elemento químico conhecido como carbono, elemento este que propositalmente foi bestificado pela religião a partir de uma concepção professada por uma conveniente interpretação de seu número atômico como algo apocalipticamente demoníaco.
Dessa forma, inventaram a melanina para substituir o número atômico desse homem da cor de grafite, que no passado também foi conhecido e chamado genericamente de etíope, e hoje foi catalogado e categorizado como negro, além de ser genericamente classificado como preto. Dessa forma, a partir da religião e das ciências, foi oficialmente legitimada consecutivamente a sua coisificação e demonização.

Portanto, a cor da pele de uma pessoa negra, tornou-se uma moderna bandeira pirata, um desacato, um ato político e uma ação provocativa a partir de sua presença ou de sua mera existência enquanto sujeito. Dessa maneira, a aparição da imagem de uma pessoa negra nas telas, on-line ou ao vivo, é motivo da construção de inúmeras fantasias e fetiches, ao passo que, paradoxalmente gera desconfiança e medo no imaginário desse inconsciente coletivo construído e cultivado para desempenhar a mesma função de um controle remoto. Dessa forma, os programas de auditório, novelas, filmes e noticiários populares de nossa TV a cores buscam sempre exibir a morte em preto e branco, que são as cores dessa meritocracia instalada, imposta e oficializada pelo padrão colonial plutocrático tupiniquim.

Dessa forma, as cores primárias exibidas pela diversidade Pan-africana, se transformaram em ameaças meticulosamente roteirizadas e edificadas, processo semelhante aos vírus mortais que foram inoculados no contingente africano presentes ao redor de Urântia, nossa querida Gaya, essa nave mãe que nos conduz pelas estradas da Via Láctea. Essa conjuntura somente tem nos revelado que, a falsa sensação de controle outorgada pelos que pensam comandar Gaya, já chegou às raias do non sense ao fazer uso das hierarquias desse tradicional sistema escravocrata moribundo, para tentar manter o domínio e o comando dessa viajem nas estrelas.  

Dessa forma, os que ainda se dividem, ao se definir pelas cores de times de clubes de Futebol, de Partido Políticos, de religiões, Raças ou Etnias certamente deverão seguir viagem em outra Nave, pois o espaço/tempo desses artifícios ególatras já feneceu e foi devidamente estabelecido em outros páramos. As cores da Diversidade se preestabelecem, como a luz dissipando a escuridão em meio ao caos imposto pelos Tempos Modernos já proscrito sobre Gaya. Nesse Agora, a celeste aurora boreal, trajando cores vivas, brinca com o Arco-íris da vida livre do medo e da escravidão, aguardando com alegria pela anunciada contagem regressiva de ejeção da ariana escuridão, pois a bomba atômica de Luz já foi acionada e todos deverão passar debaixo do argônio desse Arco-íris para realizar a magia de transmutar o Carbono em Silício. Haja luz...



domingo, 1 de março de 2020

Tertúlia


A fala do meu louçã silêncio interior ecoa nos páramos celestiais numa dúlia sem fim, como o melífluo olor transcalante trazido pelo vento recém-chegado de algum jardim em flor, que por hora vaga no sossego desse agora ninado sobre os combros das vagas de Odoyá, colorindo de intenso azul todo o cristalino das águas desse infinito oceano, acordando assim, Sereias e Delfins, Anjos e Querubins, Arcanjos e Serafins.

Das profundezas do silêncio dessa Tertúlia, nasce o Espaço aonde germina o vórtice ígneo, que dá origem aos cristalinos buracos de minhocas dos Elementos e dos Elementais, formando assim, a egrégora desse agora, que impulsiona o salto de Ganimedes a Celene no ritmo célere marcado pelo compasso das batidas cárdio coronais.

E assim, no argônio do silêncio, a linguagem silente da alma se faz eloquente a cada tertúlia cadente nessa escada musical de dezoito degraus, numa alquimia cósmica do universo interno com o universo externo, transformando-se enfim, na harmonia plena, consciente de si ao reconhecer o próprio Universo em si.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O Tempo não Para...

O Presente é a Porta de todos os Momentos, e em cada um desses Momentos, há um Presente oculto esperando para ser descoberto e recebido de braços e coração abertos. Mas isso não ocorrerá enquanto vivermos da eterna Saudade de algo ou alguém, ou mesmo na clássica tentativa de controlar e antecipar o futuro; pois dessa maneira, o Presente do agora retornará ao etérico Banco de Ações, enquanto alhures insistimos em perpetuar as reações consequentes desse viver em descompasso consigo mesmo, retroalimentando de forma paradoxal, a vã esperança de mudança ao repetir diuturnamente o mesmo processo mental, que é o artifício de viver nesse lugar fictício, inexistente e fantasioso em que se tornou o passado e o futuro.

A percepção do agora se realiza sempre que olhamos para nós mesmo, nos detendo para ouvir nosso estrondoso silêncio interior. Dessa maneira, perceberemos que, o que estiver dentro, também estará fora, e vice-versa. A inestimável riqueza da finura desse momento faz que as etéricas Ações se multipliquem qualitativamente, na contramão do inevitável delir de quaisquer das reações provocadas por situações alheias ou adversas. Enfim, a pessoa se capacita a escrever as linhas da própria história ao estar presente em sua narrativa como protagonista de si, sendo o que é; ela mesma.

O que é interno sempre será eterno, apesar das imagens, signos e símbolos insistirem no total controle do indivíduo em seu domínio. O tempo não para em si mesmo, e nem pode ser fragmentado ao bel prazer de qualquer patente; ele é único; por ser único, é eterno Presente. Para receber esse presente, temos que primeiro receber a nós mesmos, nos dispondo de etiquetas, números de registros, códigos de barras, logotipos ou logomarcas, criando enfim, espaço para o Tempo Real, o Tempo Rei; pois é nesse Espaço/Tempo que se extingui a Casagrande e a Senzala ao se construir a Morada Real da Majestade Humana. Dessa maneira, finalmente a humanidade se fará Presente.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

O Tempo na Filosofia Africana.

A Ancestralidade é o livre Arbítrio Instituindo que todo os Pais serão filhos e todos Filhos serão Pais; assim, você é seu próprio Ancestral no Círculo da vida nesse Eterno Agora; esse agora que se fragmentou ao se perder na Razão iluminista do pensamento oriundo no Inconsciente Coletivo. Esse mesmo inconsciente Coletivo que dita, aprisiona e escraviza nossos desejos e nossos quereres em sua lógica adestradora distópica.

Dessa maneira, definimos as coisas olhando a partir desse espelho que foi erigido no processo desse princípio de razoabilidade que categoriza e classifica a fim de proporcionar a falsa sensação de controle, escondendo assim, as coisas como elas realmente são.

Dessa forma, intelectualizamos o nosso olhar, o nosso pensar, o nosso falar e escutar, nos transformando, de forma inconsciente, num boneco de ventríloquo; e tal como um Eco, repetimos as teorias, hipóteses e opiniões oriundas dessa fonte disciplinadora oficial em que se transformou a lógica da ciência, da religião e da política ideológica escravocrata.

Os paradigmas e dogmas nascidos dessa fonte que nos prende em sua lógica, nos tornando cativos dessa prisão sem grades, presos aos elos formados por estereótipos e estigmas com os quais classificamos o outro, vendo-o através da filosofia de Narciso que se reflete na imagem dessa Cinderela que suscita em nós, a síndrome de Estocolmo.

Dessa maneira, somos adestrados durante gerações, presos a essa corrente que nos envolve, perpetuando e ampliando o cativeiro, que mantém na Senzala atemporal, tanto o pai quanto o filho, assim como o avô e o neto e assim por diante, até que percebamos que o futuro não vem do passado. Essa é a concepção de Tempo circular trazida pela filosofia africana, que peremptoriamente se contrapõe a filosofia instituída por Aristóteles e seus seguidores.

Pois, na filosofia do Ébano, o Tempo existe dentro do princípio da sincronicidade e da sintropia. Ou seja, esse Tempo não é linear. Sendo assim, ele dispensa o relógio que atende a lógica oligárquica regente desse monorracial Estado dos Tempos Modernos.

Dessa maneira, é primordial e necessário como primeiro passo, perceber essa cruenta conjuntura, para que possamos finalmente, iniciar o processo de nos desapegar dos paradigmas e dogmas provenientes das efemérides desse calendário gregoriano que nos acorrenta; para enfim; sermos capazes de criar estratégias consequentes, a fim de empreender a ousada fuga que nos proporcionará  a verdadeira liberdade ao abrir enfim, as portas dessa prisão sem grades na qual nos encontramos voluntariamente cativos.

Esse Tempo primordial não se localiza no passado e nem num possível futuro; esse Tempo é o Agora; pois ele não espera, assim como a autêntica Justiça, ele, esse Tempo é Ação e nunca Reação. O fato de nos localizarmos, de forma maiêutica e diatópica,  nesse Tempo real; fará com que as barreiras erguidas por nós mesmo, se desfaça como um castelo de areia, desencadeando dessa maneira, um processo de efeito dominó num efeito borboleta onde não haverá quaisquer pontos de volta ou forma de se deter tal processo, uma vez que ele se inicie. Dessa forma, a sabedoria ancestral substituirá o conhecimento atual, e então, voltaremos a ser como nossos pais, que serão nossos filhos, nesse Tempo sem tempo.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Como Ler João e Maria com Maestria...


Bailar na eterna Ciranda desse Permanente agora entre o Sol e a Lua com a qual o Universo carinhosamente nos brinda a cada dia, nesse abraço repleto de afetuosos afagos das Estrelas guias iluminado pelo Fraterno Sorriso Ascenso de Vênus num mavioso beijo Azul profundo, vibrando num bailado de Corpo e Alma que alimenta o Espírito daquele que é Um entre os bilhões dos uns que formam essa brilhante Mônada que se exibe no Palco do espetáculo da Vida; só assim seria possível chegar perto da tênue ideia que sacia nossa fome humana da definição do Agora; esse momento fractal aonde tudo existe e acontece em todas as suas possibilidades, potencialidades e probabilidades.

As simbólicas  e metafísicas migalhas de pão deixadas no caminho pelos irmãos João e Maria, nada mais são que o agora de todo os seus passados e futuros que existem simultaneamente em suas mentes; nessa mesma mente que definitivamente, de acordo com o livre arbítrio, lhes mentem ao fazer uso indiscriminado de justificativas e desculpas, a fim de dar vida a esse Ego que lhes escravizam e lhes vendem como escravo a  esse senhor chamado Medo que diuturnamente se apresentam em seu caminho, da mesma forma como a chama se apresenta no voar da mariposa.

Dessas justificativas e desculpas nasceram as regras, as leis, os tratados, as ciências e as religiões que reproduzem as devidas bengalas de ocasião para tratar com seu irmão; esse irmão que era seu Um, mas  se tornou o seu outro ao iniciar um combate consigo mesmo ao competir com seu próprio irmão, ou sua própria irmã Maria, que também poderia ser João; ou o João que poderia ser Maria; a Maria-João e o João-Maria; João e Maria.

Dessa maneira, sob o céu infinito de um azul profundo, na dualidade emanada das fractais pontas gêmeas da chibata escravagista, nasceram a Maria Preta e o João-Ninguém; os interventores definitivos do tribunal aonde se desfazem os sorrisos e os afagos fraternos que regem  e regam a terra como fertilizantes dos caminhos e dos trilhos dessa ferina viagem humana, tendo como condutor o ego que nos impede de perceber a dança dos astros e das estrelas ao nosso redor; dança esta que constituí esse átomo que se anima e sempre se transforma a cada olhar.

Desfazer esse tribunal olhando em outra direção, é o passo primordial para o retorno ao caminho perdido indicado pelas migalhas que pontuam o mapa celeste, no brilho das estrelas cadentes e candentes que dançam no vazio do Ser de cada Maria e de cada João.

Dessa maneira, fazendo uso do discernimento. Ou seja, sem medo de errar, de falhar ou de ser feliz, deixemos de lado as bulas, as leis e os tratados das regras gramaticais jurídicas da palavra escrita ao reler nossa história oral que foi grafada sobre a luz incandescente da melodia trazida pelo Sol Maior, a fim de ascender essa escrita que foi  apagada pelo medo criado em torno do círculo da vida; iluminando assim, o caminho que conduz ao salão principal do baile debutante do amor incondicional. É dessa forma que finalmente retornaremos ao Nosso Lar, recuperando assim, a nossa perdida criança interior...


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Dicas de Etiquetas Corporais

Nossos corpos hirtos carregam o peso de inumeráveis etiquetas com a funcionalidade de uma âncora que fundeia um velho navio; essas etiquetas são aqueles mesmos adesivos adquiridos no interior dos incontáveis escaninhos existentes nas prateleiras da cultura de massa; essa mesma cultura que dá forma e majestade ao inconsciente coletivo.


São esses os adesivos que nos categorizam, classificando cada parte desse nosso corpo abarrotado de memórias, preenchendo desde cada ventrículo até o jeito de se olhar e de se ver, de se ouvir e se escutar. Essas memórias que se superpõem tal como placas tectônicas, estão fixadas ao corpo mental do indivíduo, e inevitavelmente sempre entram num turbulento processo sísmico todas as vezes em que esse indivíduo decidir dar espaço a quaisquer outras ideias ou a novas memórias que diferem da programação desse inconsciente coletivo. E é justamente esse complexo e tumultuoso processo de quebra paradigmas que abala profundamente o sujeito, provocando nele intensa dor.

Portanto, o fato de darmos ouvidos a nossa mente; que é formatada pelo ego construído justamente pelas categorias-padrão fornecida pelo inconsciente coletivo; automaticamente faz com que sejamos governados pelo inconsciente, já que é essa mente que racionaliza, justifica e governa, ditando dessa maneira, cada uma de nossas ações e omissões que constantemente nos arrastam para conflitos diretos ou indiretos com o outro e consigo mesmo.

Um ser consciente nunca carrega etiquetas; portanto, ele não julga, e menos ainda, julga a si mesmo. Dessa forma, executamos um gigante passo quando nos deixamos guiar pela consciência, e isso só é possível depois de extrair cada etiqueta que até então, vinham servindo como elos sustentadores dessa pesada âncora presa ao peito, cingindo os sentidos que nos definem enquanto sujeito.

Sim, esse inesperado ato de nos despir dessas etiquetas, fará com que sejamos considerados totalmente insanos por todos os alienados que sobrevivem entre os muros desse profícuo manicômio social; esse mesmo hospício que tem como objetivo único a produção em série de doenças distintas, e como função única, a cultura dos cuidados referentes as essas mesmas enfermidades que, num círculo vicioso, se desdobram em novas moléstias, a fim de eternizar sua vampírica função; e este artifício lhe confere numerosos títulos e honrarias, oficializando o modus operandi dessa perspicácia, racionalidade e coerência num processo a ser reproduzido ad eternum. Dessa forma, todas as sociedades-manicômios possuem as suas academias de plantão, para que possam justificá-la e se justificar se retroalimentando com autoelogios.

Os cidadãos que formam esse corpo social, ao longo de sua vida, têm o seu interior mumificado pelo instituto da família, ciência e religião através da técnica de inserção de etiquetas sociais que irão defini-lo ao definir sua cultura, sua história, sua religião, seu Deus, etc.

Dessa maneira, esse corpo social servil, vai trabalhar por essa sociedade holograficamente definida por meia dúzia de ditadores plutocráticos que administram o Estado. Esses escravocratas argentaristas são os mesmos que financiam a redação de leis, definindo o conceito da justiça social que governam os corpos acometidos pela síndrome de Estocolmo.

Enquanto o ser não se despir de si, retirando todas as etiquetas que lhe definiram enquanto indivíduo e abolindo definitivamente o medo das tarjas pretas da censura que lhe cobrem as vergonhas pré-fabricadas nesse corpo-tabu, ele permanecerá na condição de escravizado mental, servindo de repasto para os serial-killers, com suas energias e vibrações da própria alma oriundas no intramuros desse hospício social. Para iniciar esse processo de libertação, é necessário ter acesso a consciência corporal; é preciso ouvir o corpo que é preciso, e não esse corpo mental impreciso que se encontra submerso nas etiquetas que o define como um rótulo afixado num produto qualquer na vitrine desse mercado infame.

Tomar consciência das dimensões desse corpo; do seu interior cheio desse vazio pleno de si mesmo; é tomar consciência de si. A cada etiqueta adesiva retirada dos corpos estendidos no chão desse show business, corpos cobertos por lonas pretas como manequins expostos na vitrine virtual dessa mente holográfica, a dor aguda revelará a estética oculta nesse corpo que reluz com sua própria luz num processo onde, só conhecendo a verdade, se conhece o poder da liberdade. Que haja luz...