O Presente é a Porta de todos os Momentos,
e em cada um desses Momentos, há um Presente oculto esperando para ser
descoberto e recebido de braços e coração abertos. Mas isso não ocorrerá enquanto
vivermos da eterna Saudade de algo ou alguém, ou mesmo na clássica tentativa de
controlar e antecipar o futuro; pois dessa maneira, o Presente do agora retornará
ao etérico Banco de Ações, enquanto alhures insistimos
em perpetuar as reações consequentes desse viver em descompasso
consigo mesmo, retroalimentando de forma paradoxal, a vã esperança de mudança ao repetir diuturnamente
o mesmo processo mental, que é o artifício de viver nesse lugar fictício, inexistente e fantasioso
em que se tornou o passado e o futuro.
A percepção
do agora se realiza sempre que olhamos para nós mesmo, nos detendo para ouvir nosso
estrondoso silêncio interior. Dessa maneira, perceberemos que, o que estiver
dentro, também estará fora, e vice-versa. A inestimável riqueza da finura desse momento
faz que as etéricas Ações se multipliquem qualitativamente, na contramão do
inevitável delir de quaisquer das reações provocadas por situações alheias ou
adversas. Enfim, a pessoa se capacita a escrever as linhas da própria
história ao estar presente em sua narrativa como protagonista de si, sendo o
que é; ela mesma.
O que é
interno sempre será eterno, apesar das imagens, signos e símbolos insistirem no total controle do indivíduo em seu domínio. O tempo não para em si mesmo, e nem pode ser
fragmentado ao bel prazer de qualquer patente; ele é único; por ser único, é eterno
Presente. Para receber esse presente, temos que primeiro receber a nós mesmos, nos dispondo de etiquetas, números de registros, códigos de barras, logotipos ou logomarcas, criando enfim, espaço para o Tempo Real, o Tempo Rei; pois é nesse Espaço/Tempo que se extingui a Casagrande e a Senzala ao se construir a Morada Real da Majestade Humana. Dessa maneira, finalmente a humanidade se fará Presente.

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