A fala do
meu louçã silêncio interior ecoa nos páramos celestiais numa dúlia sem fim,
como o melífluo olor transcalante trazido pelo vento recém-chegado de algum
jardim em flor, que por hora vaga no sossego desse agora ninado sobre os
combros das vagas de Odoyá, colorindo
de intenso azul todo o cristalino das águas desse infinito oceano, acordando
assim, Sereias e Delfins, Anjos e Querubins, Arcanjos e Serafins.
Das
profundezas do silêncio dessa Tertúlia, nasce o Espaço aonde germina o vórtice ígneo,
que dá origem aos cristalinos buracos de
minhocas dos Elementos e dos Elementais, formando assim, a egrégora desse
agora, que impulsiona o salto de Ganimedes
a Celene no ritmo célere marcado pelo compasso das batidas cárdio coronais.
E assim, no
argônio do silêncio, a linguagem silente da alma se faz eloquente a cada tertúlia
cadente nessa escada musical de dezoito
degraus, numa alquimia cósmica do universo interno com o universo externo,
transformando-se enfim, na harmonia plena, consciente de si ao reconhecer o próprio Universo em si.

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