Bailar na eterna
Ciranda desse Permanente agora entre o Sol e a Lua com a qual o Universo carinhosamente nos brinda a cada dia, nesse abraço repleto de afetuosos afagos das Estrelas guias iluminado pelo Fraterno
Sorriso Ascenso de Vênus num mavioso beijo Azul profundo, vibrando num bailado
de Corpo e Alma que alimenta o Espírito daquele que é Um entre os bilhões dos
uns que formam essa brilhante Mônada que se exibe no Palco do espetáculo da
Vida; só assim seria possível chegar perto da tênue ideia que sacia nossa fome humana
da definição do Agora; esse momento
fractal aonde tudo existe e acontece em todas as suas possibilidades, potencialidades
e probabilidades.
As simbólicas e metafísicas migalhas
de pão deixadas no caminho pelos irmãos João e Maria, nada mais são que o agora
de todo os seus passados e futuros que existem simultaneamente em suas mentes; nessa
mesma mente que definitivamente, de acordo com o livre arbítrio, lhes mentem ao fazer uso indiscriminado de justificativas
e desculpas, a fim de dar vida a esse Ego que lhes escravizam e lhes vendem como
escravo a esse senhor chamado Medo que diuturnamente se apresentam em seu caminho, da mesma forma como a chama se apresenta no voar da mariposa.
Dessas justificativas
e desculpas nasceram as regras, as leis, os tratados, as ciências e as
religiões que reproduzem as devidas bengalas de ocasião para tratar com seu
irmão; esse irmão que era seu Um, mas se tornou o seu outro ao iniciar um combate consigo mesmo ao competir com seu próprio irmão, ou sua própria irmã Maria, que também poderia
ser João; ou o João que poderia ser Maria; a Maria-João e o João-Maria; João e Maria.
Dessa maneira,
sob o céu infinito de um azul profundo, na dualidade emanada das fractais pontas gêmeas da chibata escravagista, nasceram a Maria Preta e o João-Ninguém; os interventores definitivos do tribunal aonde se desfazem os sorrisos e os afagos fraternos que regem e regam a terra como fertilizantes dos caminhos e dos trilhos dessa ferina viagem humana, tendo como condutor o ego que nos impede de perceber a dança dos astros
e das estrelas ao nosso redor; dança esta que constituí esse átomo que se anima e sempre se
transforma a cada olhar.
Desfazer esse
tribunal olhando em outra direção, é o passo primordial para o retorno ao caminho perdido indicado pelas
migalhas que pontuam o mapa celeste, no brilho das estrelas cadentes e candentes que dançam no
vazio do Ser de cada Maria e de cada João.


Dessa maneira, fazendo uso do discernimento. Ou seja, sem medo de errar, de falhar ou de ser feliz, deixemos de lado as bulas, as leis e os tratados das regras gramaticais jurídicas da palavra escrita ao reler nossa história oral que foi grafada sobre a luz incandescente da melodia trazida
pelo Sol Maior, a fim de ascender essa escrita que foi apagada pelo medo criado em torno do círculo da vida; iluminando assim, o caminho que conduz ao salão principal do baile debutante do amor incondicional. É dessa forma que finalmente retornaremos ao Nosso Lar, recuperando assim, a nossa perdida criança interior...

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