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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Como Ler João e Maria com Maestria...


Bailar na eterna Ciranda desse Permanente agora entre o Sol e a Lua com a qual o Universo carinhosamente nos brinda a cada dia, nesse abraço repleto de afetuosos afagos das Estrelas guias iluminado pelo Fraterno Sorriso Ascenso de Vênus num mavioso beijo Azul profundo, vibrando num bailado de Corpo e Alma que alimenta o Espírito daquele que é Um entre os bilhões dos uns que formam essa brilhante Mônada que se exibe no Palco do espetáculo da Vida; só assim seria possível chegar perto da tênue ideia que sacia nossa fome humana da definição do Agora; esse momento fractal aonde tudo existe e acontece em todas as suas possibilidades, potencialidades e probabilidades.

As simbólicas  e metafísicas migalhas de pão deixadas no caminho pelos irmãos João e Maria, nada mais são que o agora de todo os seus passados e futuros que existem simultaneamente em suas mentes; nessa mesma mente que definitivamente, de acordo com o livre arbítrio, lhes mentem ao fazer uso indiscriminado de justificativas e desculpas, a fim de dar vida a esse Ego que lhes escravizam e lhes vendem como escravo a  esse senhor chamado Medo que diuturnamente se apresentam em seu caminho, da mesma forma como a chama se apresenta no voar da mariposa.

Dessas justificativas e desculpas nasceram as regras, as leis, os tratados, as ciências e as religiões que reproduzem as devidas bengalas de ocasião para tratar com seu irmão; esse irmão que era seu Um, mas  se tornou o seu outro ao iniciar um combate consigo mesmo ao competir com seu próprio irmão, ou sua própria irmã Maria, que também poderia ser João; ou o João que poderia ser Maria; a Maria-João e o João-Maria; João e Maria.

Dessa maneira, sob o céu infinito de um azul profundo, na dualidade emanada das fractais pontas gêmeas da chibata escravagista, nasceram a Maria Preta e o João-Ninguém; os interventores definitivos do tribunal aonde se desfazem os sorrisos e os afagos fraternos que regem  e regam a terra como fertilizantes dos caminhos e dos trilhos dessa ferina viagem humana, tendo como condutor o ego que nos impede de perceber a dança dos astros e das estrelas ao nosso redor; dança esta que constituí esse átomo que se anima e sempre se transforma a cada olhar.

Desfazer esse tribunal olhando em outra direção, é o passo primordial para o retorno ao caminho perdido indicado pelas migalhas que pontuam o mapa celeste, no brilho das estrelas cadentes e candentes que dançam no vazio do Ser de cada Maria e de cada João.

Dessa maneira, fazendo uso do discernimento. Ou seja, sem medo de errar, de falhar ou de ser feliz, deixemos de lado as bulas, as leis e os tratados das regras gramaticais jurídicas da palavra escrita ao reler nossa história oral que foi grafada sobre a luz incandescente da melodia trazida pelo Sol Maior, a fim de ascender essa escrita que foi  apagada pelo medo criado em torno do círculo da vida; iluminando assim, o caminho que conduz ao salão principal do baile debutante do amor incondicional. É dessa forma que finalmente retornaremos ao Nosso Lar, recuperando assim, a nossa perdida criança interior...


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